Yet the Hay Festival, which began in 1988 as an insane glint in the eye of its organizer, Peter Florence, has expanded and expanded to become one of the world's best-known and most exciting literary events.
sábado, maio 13
CHÁ QUENTE #186
Yet the Hay Festival, which began in 1988 as an insane glint in the eye of its organizer, Peter Florence, has expanded and expanded to become one of the world's best-known and most exciting literary events.
PURO PRAZER #229 (Act.)
"... porque tenho uma maneira quase sonâmbula de estar presente na vida - sou muito disperso e tenho uma maneira caótica de me organizar - sou muitas vezes assaltado de dia por estas coisas."
Mia Couto, no Mil Folhas (Suplemento do Público)
quinta-feira, maio 11
É d'HOMEM #85

Transcrição da intervenção proferida pelo Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores sobre o Dia da Europa
Srs. Deputados, a conferência de líderes realizada ontem achou por bem iniciar os nossos trabalhos, na Agenda Parlamentar, com uma evocação do Dia da Europa.
Hoje, celebra-se o Dia da Europa.
Pediram-me para ser eu a fazer a abertura deste debate, mas circunstâncias várias, relacionadas com a minha agenda, não me permitiram, como era meu desejo, fazer um trabalho mais profundo sobre essa matéria.
De qualquer forma e uma vez que eu não rejeito aquilo que me solicitam, gostava de vos dizer sumariamente o seguinte:...
PURO PRAZER #228

The Fall of Icarus, Pieter Brueghel
Landscape with the Fall of Icarus
Paisagem com queda de Ícaro
According to Brueghel
when Icarus fell
it was spring
De acordo com Brueghel
quando Ícaro caiu
era primavera
a farmer was ploughing
his field
the whole pageantry
um lavrador arava
os seus campos
todo o esplendor
of the year was
awake tingling
with itself
do ano
formigava ali
à beira do mar
consigo mesmo
preocupado
sweating in the sun
that melted
the wings' wax
suando ao sol
que derretia
a cera das asas

unsignificantly
off the coast
there was
perto
da costa
houve
a splash quite unnoticed
this was
Icarus drowning
uma pancada quase imperceptível
era Ícaro
que se afogava
William Carlos Williams
terça-feira, maio 9
CHÁ DAS CINCO #114
(Democracia, Diálogo e Debate)

Denis de Rougemont
Hommage
Alors, que voulons-nous?
La puissance ou la liberté?
A ces deux finalités correspondent deux politiques différentes.
La réponse à la jeunesse du Monde entier, pour Denis de Rougemont, ne relève pas de l'économie et encore moins de la politique.
Ce qu'il nous faut à tous, c'est une Europe qui ne serait pas nécessairement la plus puissante, mais ce coin de la planète, indispensable au monde de demain, où les hommes pourraient trouver non pas le plus de bonheur, peut-être, mais le plus de saveur, le plus de sens à la vie.
segunda-feira, maio 8
domingo, maio 7
É d'HOMEM #84
José António Mesquita - Rigor e empenhamento. Rigor no exercício das minhas competências constitucionais, sobretudo no domínio da análise da constitucionalidade e legalidade dos decretos legislativos e dos decretos regulamentares regionais. Mas rigor sem excessivo rigorismo, porque as regras conformadoras das competências legislativas e administrativas regionais têm que ser lidas à luz do princípio da autonomia regional que é, como se sabe, um princípio fundamental caracterizador do próprio Estado português, enquanto Estado unitário. Aliás, em Direito, os princípios servem precisamente para dar “abertura” às regras jurídicas, flexibilizar a sua interpretação e permitir a sua adaptação às novas realidades.
Por outro lado, empenhamento na defesa dos valores do Estado de Direito democrático e dos demais valores constitucionais, incluindo obviamente os valores da autonomia regional e local.
(…)
DI - Actualmente, tendo a Autonomia, segundo alguns, ganho mais fôlego na última revisão constitucional, acha que faz sentido manter um Representante da República na Região?
JAM - Sem dúvida. Esse novo fôlego da autonomia, resultante das modificações constitucionais operadas em 2004, é uma justificação acrescida para um cargo como o de Representante da República.
Se pensarmos que as competências legislativas se alargaram muito, dando mesmo um importante salto qualitativo, mais se justifica a existência de um cargo cujo núcleo de competências se centra na assinatura, veto e controlo da constitucionalidade e da legalidade dos diplomas dimanados da Assembleia Legislativa e do Governo Regional.
A tradição constitucional do Ocidente assenta, precisamente, nesta lógica de balanceamento de poderes.
(…)
DI - Entende que, além das competências de verificação da legislação produzida no arquipélago, o Representante da República pode, através da influência inerente ao cargo, incentivar outras acções? Quais?
JAM - Parece-me que sim, embora seja talvez um pouco cedo para dizer quais poderão vir a ser essas acções. De momento, apenas posso garantir que, no respectivo delineamento, procurarei sempre respeitar escrupulosamente as esferas de actuação dos órgãos de governo próprio da Região.
NOTA: Uma entrevista cautelosa e respondida com regra e esquadro. A perspectiva político-jurídica parece correcta mas, como o Veto continua lá, este sublinhar do balanceamento de poderes é, de facto, a novidade interpretativa. Aguardemos...
sábado, maio 6
CHÁ DAS CINCO #113
sexta-feira, maio 5
CHÁ DAS CINCO #112
Parece que o país urbano «caiu na real» com a chegada das primeiras famílias oriundas do Brasil com que a Câmara Municipal de Vila de Rei pretende inverter a tendência de desertificação do concelho. Mas só o país das cidades é que ainda não se deu conta do que está a acontecer no país das aldeias, até porque só por lá passa nas excursões do Inatel. Carrazeda de Ansiães dá 7500 euros para o terceiro filho. Alfândega da Fé subsidia casamentos, a compra de habitação a custos controlados e oferece refeições, transporte e os livros escolares até ao 9.º ano, etc ... conforme muitos outros exemplos que o Público nos traz.
Há dias o Governo português anunciou que vai aumentar o período de concessão dos subsídios de maternidade e paternidade a partir do segundo filho e com um acréscimo adicional a partir do terceiro. O documento também inclui a diferenciação da contribuição paga pelos trabalhadores em função do número de filhos, que, de início, será feita apenas para os trabalhadores mais jovens.
Medidas de pobres para um país pobre? Na Alemanha o Elterngeld, anunciado esta semana, será pago durante 12 meses podendo ser estendido a 14 se o pai ficar pelo menos 2 meses em casa a cuidar da criança. Equivalerá mensalmente a 67% do último salário líquido auferido com o tecto máximo de 1800 euros. Famílias monoparentais e desempregados receberão 300 mensais.
Por cá acho que poderíamos fazer um mix do plano Merkel com o de Vila de Rei e de Alfândega da Fé, com uma diferença: em vez de brasileiros de Maringá, tragam as ucranianas. Chamem-me tolo…
quinta-feira, maio 4
CHÁ DAS CINCO #111
A ligação da Universidade do Minho ao tecido empresarial existe desde a fundação. Tem como missão ajudar ao desenvolvimento da envolvente sócio-económica e envolver-se em iniciativas que preservem a identidade da região. A UM tem aprofundado a forma como cumpre esta missão desde logo através da obrigatoriedade de, em todos os seus cursos, a componente curricular contemplar a realização de estágios que facilitam o contacto com as empresas. Estes contactos acabaram por evoluir para a criação de centros tecnológicos temáticos e centros de investigação que começaram a servir de interface a actividades sectoriais externas e que servira de trampolim para a geração de novas empresas. Daqui, à constatação de que toda a região sairia beneficiada com a criação de clusters sectoriais que dinamizem a economia regional é um passo muito curto. Cabe à UM a criação de plataformas virtuais que agrupem tecnologias transversais de aplicação de largo espectro, como tecnologias de comunicação e informação, as biotecnologias e as nano tecnologias, as tecnologias multimédia. Entretanto, no Hawai e na Austrália a aquacultura chega ao mar alto. As novas tecnologias permitem a criação em profundidade e ao largo de peixes altamente valorados no mercado e fazem descansar as preocupações ambientais. Temos ainda que a Costa Rica é a campeã da alta tecnologia. O que seduz os investidores são os baixos custos, a mão-obra instruída e bilingue, a estabilidade política, os generosos benefícios fiscais e a posição geográfica do país. Por cá, com a chegada do Dia do Trabalhador, ironia das ironias, chegam também as touradas à corda aos arraiais espalhados por todos os cantos das 30 freguesias da ilha Terceira. Com isto é que o Michael Porter não contava...
quarta-feira, maio 3
CHÁ QUENTE #185
Partidos, António José Teixeira
"Desde meados dos anos 80, por todo o mundo ocidental, o aumento da insatisfação com os partidos existentes levou a novidades no plano político, como seja o surgimento de partidos novos, à esquerda e à direita; de partidos a defender clivagens novas ou que tinham estado adormecidas, nomeadamente partidos regionalistas, partidos verdes, partidos eurocépticos. Levou a novas formas de intervir politicamente; levou a novas formas de distribuição de poder, como seja a regionalização.
Todos estes fenómenos aconteceram porque grupos de cidadãos se juntaram e conseguiram cativar outros."
O antipartidarismo alienado, Marina Costa Lobo
NOTA: Sobre esta matéria já escrevi algumas linhas, quiçá demasiadas, em tão pouco tempo. Como se perderam oportunidades na revisão constitucional de 2004, relativamente aos partidos regionais, ou na revisão eleitoral, relativamente às candidaturas de cidadãos à Assembleia Legislativa, caminho que dificilmente sofrerá arrepio, resta-me esperar por 2009-2010. Até lá olhemos as soluções fora do centro esquerda político (PS/A e PSD/A). Um Partido Democrático do Atlântico que não aproveita o definhar autonómico do PSD/A, um BE que teima em não ter um discurso para a Região, um CDS/PP que se apaga por que viveu do brilho no espelho do ex-líder Portas, um PCP a quem falta palco e liderança que o façam sair da cidade da Horta. Demasiado mau para ser verdade ... e como não oiço os sinos a rebate aguardarei pelos toques de finados!Paz às suas almas...
terça-feira, maio 2
segunda-feira, abril 24
CHÁ QUENTE #184

Jean-Marie Colombani
Director do «Le Monde»
O futuro é a Internet
(Excertos da entrevista o Expresso - Revista Actual)
JMC -Não é uma coisa do passado mas vai ter de aprender a viajar de diferentes maneiras. Aliás, já começa a aprender: tivemos o suporte de papel, amanhã o suporte – ecrã ou o suporte-papel, mas sob a forma de fotocópia em casa de cada um. Haverá várias maneiras de fazer viajar a informação.
(…)
E. - Como se concilia a necessidade de exigência com a precaridade crescente e a lógica do lucro das empresas, que conduz ao abaixamento da qualidade?
JMC - (…) O problema da precaridade é (…) um movimento geral da economia e não exclusivamente da imprensa, um fenómeno geral, mais vincado nuns sectores que noutros. Claro que não se fazem jornais de qualidade dessa maneira. Esses fazem-se com jornalistas que conhecem as suas áreas, com um certo grau de tempo de experiência, que progridem, porque adquirem um conhecimento e um talento que se vai forjando com o tempo.
(…)
E.- Há défice de crítica nos jornais?
JMC - Há um défice de autocrítica, de autocontrolo e de humildade, sobretudo. As derrapagens acontecem quando os jornalistas deixam de ser modestos face aos factos. Ora, os jornalistas existem para expor os factos antes de mais nada. Quando perdem essa noção e se empenham em combates pessoais ou políticos, as derivas podem acontecer. Esses incidentes traduzem antes de mais o facto de os jornais estarem num período de grande incerteza e interrogação sobre o próprio futuro do jornalismo, e a resposta por vezes é dada sob a forma de uma corrida desenfreada ao espectacular, o que é uma maneira de se extraviarem. É um sintoma de um problema mais geral, da transição que estamos a viver. E não temos outra resposta que não seja o autocontrolo, as regras internas, a vigilância, a ética profissional.
E. – A Internet também ameaça os jornalistas de extinção?
JMC - Já estão ameaçados pelas perturbações actuais. O jornalismo já não tem o monopólio do jornalismo. E quem não perceber isso, morre, porque não saberá adaptar-se e não se transformará de forma a justificar de novo o seu trabalho.
As incertezas de Colombani
Chegou a altura em que as empresas de comunicação vão ter de responder à questão elementar, diz Colombani – Qual é o seu trabalho? Comprar papel ao mais baixo preço possível, pôr-lhe tinta e vender mais caro? (…) Ou fazer apenas informação, indiferente aos meios em que ela «viaja»?
Saber responder a essa pergunta vai ser crucial para o futuro das empresas de «media». Até agora, os órgãos de comunicação social viviam à custa do monopólio de informação pelos jornalistas. Mas eles perderam-no para os cidadãos, que com o desenvolvimento da Internet têm a impressão de ser melhor informados do que passando pelo canal do «media». Na net, dizia o director do «Le Monde», «as pessoas passeiam, escrevem, trocam dados e não precisam do jornalista, nem da televisão, nem da rádio, nem dos jornais».
Ora se os cidadãos se apoderam da informação, o que resta ao jornalista? Quando, ainda para mais, a opinião pública se comporta perante os jornais e jornalistas como estes face ao poder, isto é, desconfiando e criticando?
(…)
Para ele, que não tem receitas, é esta a palavra mágica, o ponto definitivamente assente e do qual depende a continuação dos jornais e do jornalismo: qualidade. E rigor e exigência. De modo a que se continue a valer a pena comprar um jornal. Seja sob que forma for que ele continue a existir, no papel, na net, ou tal como se anuncia já, como produto final de uma mera impressora caseira.
Cristalino! Mas, duvido que seja desta que os «iluminados da praça» concedam. Contudo, a partir de agora teremos a certeza de que só não o fazem por ignorância, mas por má-fé!Vão pensando nisso...até já!
domingo, abril 23
PURO PRAZER #225
O BENFEITOR
Quando atravessou o salão de calcedónia e o salão de jaspe e chegou ao grande salão de festas, viu estendido num sofá cor de algas vermelhas alguém cujo cabelo estava coroado por rosas rubras e cujos lábios estavam vermelhos de vinho.
Ele foi por detrás, tocou-lhe no ombro e disse-lhe: «Porque vives desta maneira?»
E o jovem virou-se e reconheceu-O. Pensou um pouco e disse-Lhe: «Mas eu estive leproso em tempos e tu curaste-me. De que outra maneira hei-de viver?»
Ele abandonou a casa e voltou novamente para a rua.
Passado um bocado avistou uma mulher cuja face e o vestuário estavam pintados e que trazia os pés ajaezados a pérolas.
E, por detrás dela, vinha furtivo como um caçador, um homem jovem que vestia um manto com duas cores. Nesse preciso instante a face da mulher era clara e honesta, como a de uma deusa, mas os olhos do jovem estavam cobertos de luxúria.
Então Ele correu rapidamente e tocou a mão do jovem e disse-lhe: «Porque estás a olhar para essa mulher dessa maneira?»
O rapaz virou-se e reconheceu-O. E disse: «Mas eu fui cego em tempos e tu deste-me a vista. Para que outra coisas deveria olhar?»
Ele correu para a mulher e tocou-lhe no vestuário pintado e disse-lhe: «Não existe outro caminho que não seja o caminho do pecado?»
A mulher virou-se e reconheceu-O. Riu e disse: «Mas tu perdoaste-me os pecados e este caminho é um caminho agradável.»
Ele saiu da cidade.
E quando saiu de lá, avistou, na beira da estrada, um outro jovem que estava a chorar.
Ele caminhou na sua direcção e tocando-lhe nas longas madeixas de cabelo perguntou-lhe: «Porque choras?»
E o rapaz olhou para cima e reconheceu-O. Pensando um instante, respondeu-lhe: «Mas eu estive morto em tempos e tu tiraste-me da morte. Que mais posso fazer do que chorar?»
CHÁ COM TORRADAS #120
ESTRATÉGIA (I) , como sempre no DI ou n' O Bule do Chá.
sábado, abril 22
CHÁ QUENTE #183
Olivier Blanchard (via Aguiar-Conraria)
«...mesmo com reformas dramáticas, o crescimento da produtividade não acontece de um dia para o outro. Por isso, um outro meio, potencialmente mais rápido no restabelecimento da competitividade, é a diminuição do crescimento dos salários nominais, ou mesmo, dadas as circunstâncias, a diminuição dos salários nominais - se não se quiser apoiar no desemprego para conseguir o mesmo efeito ao longo do tempo. Existem outros meios? A resposta, basicamente, é: não existem.»
"Adjustment within the Euro. The Difficult Case of Portugal"
(ou)
«...é necessário regressar a um contrato único, mas a um contrato progressivo, um contrato que dê aos trabalhadores maior protecção à medida que fiquem na empresa. A palavra essencial é "progressivo". O que é necessário evitar, aquilo que aprisiona o sistema actual, é o efeito de "fronteira" [effet de seuil], que se produz no final dos contratos CDD. Num contrato progressivo, os direitos do empregado aumentam lentamente com o tempo: não existe o dia fatídico em que se tem de saltar de um contrato para o outro.»
"Emploi: la solution passe par le CUP (contrat unique progressif)"
NOTA: Lembro-me de pelo ano de 2001, numa mesa de amigos, ter sublinhado a necessidade da diminuição dos salários nominais (além da introdução dos contratos de trabalho) na função pública portuguesa. Quase fui linchado. Tal como então continuo a pensar que, não havendo rescisões, não há outro caminho...
sexta-feira, abril 21
CHÁ DAS CINCO #110
"Berta Cabral tem muito peso em Ponta Delgada...
E não só em Ponta Delgada. No resto da ilha também. Berta Cabral extravasou o concelho e a ilha. É uma pessoa conceituada a nível regional.
O que nos leva novamente às eleições regionais. Há quem defenda que César avança se Berta Cabral for a candidata do PSD porque será o único com hipóteses de a derrotar...
Aquilo que disse para a Câmara de Ponta Delgada aplica-se para as eleições regionais. Se Carlos César se recandidatar, o PSD terá que apresentar um candidato forte, o qual poderá ser, eventualmente, o actual líder. Costa Neves tem um brilhante palmarés político. Mas não sei se daqui a três anos ele será o líder do PSD. Poderá haver uma terceira via, apesar de não falar de ninguém em concreto..."
Dionísio Leite, 7.04.2006
“….é necessário olhar "para a política como um serviço. Costa Neves tem o mérito de se predispor ao serviço da política, ao contrário de outros que se refugiam e escondem à espera de melhores tempos para saírem com vitórias eleitorais. Esta postura mais não é do que um erro, uma vez que quem escolhe o tempo são os cidadãos e a própria vida democrática." … "se existem figuras no PSD que se estão a guardar para melhores alturas, penso que estão a perder a oportunidade de servirem a democracia e que, mais tarde, poderão vir a arrepender-se", terminando referindo que "alguns militantes não podem pensar que pelo simples facto de não terem sido candidatos em actos eleitorais dos quais os seus partidos saíram derrotados, não foram também derrotados"
Clélio Meneses, 21.04.2006
Natalino cria movimento de CIDADANIA constituído por personalidades do meio político, social, empresarial e cultural, o movimento associativo, “Açores – Século XXI” tem por finalidade contribuir para a reflexão e discussão das problemáticas sociais, económicas e políticas relativas ao desenvolvimento da Região Autónoma dos Açores.
Jornaldiário, 21.04.2006
NOTA: Um movimento de cidadania (teremos um think thank?) é sempre bem vindo, mesmo que seja com intuitos político-partidários! Espero nele nasçam mais proposituras e menos diagnósticos. Já agora, não havia por aí outro movimento? Pois, haver havia! Procura-se Dr. Sá Couto...
quinta-feira, abril 20
CHÁ QUENTE #182
CHÁ QUENTE #181
Nota: hoje não estou a falar dos blogues, mas podia...
CHÁ QUENTE #180

Anyway, deste lado do atlântico alguns «brits» não estão com meias palavras

America meets the new superpower
… todos diferentes, todos iguais à procura uma boa primeira página?
terça-feira, abril 18
CHÁ QUENTE #179

CHÁ COM TORRADAS #119
In Dicionário do Diabo, Ambrose Bierce. Ed. Tinta da China, 2006.
segunda-feira, abril 17
CHÁ DAS CINCO #109
domingo, abril 16
CHÁ QUENTE #178
PURO PRAZER #224
Deanie: No, Bud...
Bud: (He pushes her down to her knees in front of him.) At my feet, slave.
Deanie: Bud, don't.
Bud: Tell me you love me.
Deanie: Bud, you're hurting me.
Bud: Tell me you can't live without me. Say it.
Deanie: I do.
Bud: You do what?
Deanie: I do love you.
Bud: And you can't live without me...And you'd do anything I'd ever ask you, anything.
Deanie: (fearfully) I-I'd do anything for you.
Bud: Deanie, I didn't mean to hurt you. (She lies on the floor, curled up protectively.) Deanie, Deanie! Deanie, I was just kidding. Look, I'm the one who should go down on his knees to you, Deanie. Deanie, I was just kidding. I thought you knew that.
Deanie: (sincerely) I can't kid about these things. Because I am nuts about you, and I would go down on my knees to worship you if you really wanted me to. Bud, I can't get along without you. And I would do anything you'd ask me to. I would! I would! Anything!
(mais uma vez perante esta sublime cena o único comentário que me permito fazer é de incompreensão para com aqueles que do filme apenas lembram a citação do Wordsworth)
sexta-feira, abril 14
PURO PRAZER #223

ESTE é
o nosso Judas sempre obscuro!
Sete portas o encobrem
e sete exércitos engordam sob o seu ministério.
Máquinas aéreas o arrebatam
e pesado da peliça e da tartaruga
depositam-no nos Elísios e nas Casas Brancas.
E não tem nenhuma língua porque as tem todas –
e nenhuma mulher por as ter todas –
o Omnipotente!
Maravilham-se os inocentes
e junto ao brilho dos cristais sorriem os de negro vestidos
e agitam-se nos antros do Licabeto
as tigrezas seminuas!
Mas o sol não tem por onde levar a sua fama ao futuro,
e Dia do Juízo não o há, pois
nós, irmãos, nós é que somos o Dia do Juízo
e nossa a mão que há-de ser divinizada –
lançando os trinta dinheiros em plena cara!
Louvado Seja, Odysséas Elytis. Ed. Assírio & Alvim, 2004
CHÁ QUENTE #177
Depois de sofrer as agruras, e saborear os remédios, dos tempos modernos (em poucas horas passei de pecador a absolvido sem sequer ter passado pelo confessionário) vou meter uma colher de chá (blasfema?) nesta quadra pascal lembrando uma moralidade sem Deus:
"...like other psychological faculties of the mind, including language and mathematics, we are endowed with a moral faculty that guides our intuitive judgments of right and wrong. These intuitions reflect the outcome of millions of years in which our ancestors have lived as social mammals, and are part of our common inheritance.
Our evolved intuitions do not necessarily give us the right or consistent answers to moral dilemmas. What was good for our ancestors may not be good today. But insights into the changing moral landscape, in which issues like animal rights, abortion, euthanasia, and international aid have come to the fore, have not come from religion, but from careful reflection on humanity and what we consider a life well lived.
In this respect, it is important for us to be aware of the universal set of moral intuitions so that we can reflect on them and, if we choose, act contrary to them. We can do this without blasphemy, because it is our own nature, not God, that is the source of our morality."
quinta-feira, abril 13
PURO PRAZER #222
He stopped crying. You have replaced him as it were. The tears of the world are a constant quantity. For each one who begins to weep somewhere else another stops. The same is true of the laugh. Let us not then speak ill of our generation, it is not any unhappier than its predecessors. Let us not speak well of it either. Let us not speak of it at all. It is true the population has increased.
–Waiting for Godot
quarta-feira, abril 12
CHÁ QUENTE #176
(*) d'après Carlos Riley
CHÁ DAS CINCO #108
Too many on the right side of the political spectrum approach these challenges of the dynamism economy with an unhelpful ideological presumption that less government always leads to higher economic growth. And too many on the left start with the presumption that restricting competition to protect jobs or ensure wages and benefits can be counted on to help working families in the long term. We are left with a deficit of serious discussion on policies that both respect and even embrace the power of markets while ensuring that growth does not come at the expense of our progressive values.
O progressismo americano ou o "progressismo para o desenvolvimento" nas palavras de Peter Berkowitz assenta nas seguintes constatações:
"...with partisan rage exploding all around, too few conservatives and too few progressives today appreciate that the economic policy of both should be informed by two broad principles which provide a common ground for debating their differences. First, the free market must be firmly supported, both by upholding the rule of law — enforcement of contracts and of liability for accidents, the protection of private property, the maintenance of freedom of communication and movement — and through the restraint of zealous regulators. Second, an affluent, postindustrial, liberal democracy must provide a minimum level of care for those who, owing to poverty, age, illness, or misfortune, are unable to provide for themselves.
It is to be expected that in a free society these two principles will be in more or less constant tension. And it is to be expected that Republicans will tend to be more solicitous of the claims of the market — the individual virtues that it elicits and the benefits that it confers upon society as a whole — and Democrats will tend to be more solicitous of the claims of government’s obligation to provide relief from the market’s excesses, blind spots, and breakdowns. But it’s no longer enough to have a party of capitalism representing the one principle and a party of the welfare state representing the other and to hope that the political process will yield a viable compromise. What Republicans and Democrats need to quarrel about is not the validity of one or the other economic principle, but their proper mix..."
Ora, em que é que isso nos importa? perguntam vocês, se calhar em nada respondo eu, até porque na Região não existe um confronto esquerda/direita. E nem é por falta de comparência da esquerda, como diz Manuel Melo Bento, é porque da direita até o Nuno Barata se envergonha (ver Factos de Abril).
terça-feira, abril 11
CHÁ QUENTE #175
Ora isto sabe que nem ginjas na questão do anteprojecto de decreto-lei sobre o tabaco colocado em discussão pública no final da semana passada que prevê a proibição de fumar em locais de trabalho, bares, discotecas e restaurantes, permitindo que sejam criadas áreas para fumadores só nos estabelecimentos com 100 metros quadrados ou mais. Eu não fumador, que até nem sou um militante antitabagista, entendo que já vai sendo tempo de por ordem na casa. Ouvi por aí os lobbys da restauração chorando «baba e ranho» e inventando mil desculpas para conseguir a excepçãozinha. Contra esses, e fazendo fé na firmeza do Governo, remeto para alguns dados disponíveis do site do Ministério da Saúde:
A proibição de fumar em locais públicos fechados tem como objectivos:
- Proteger a saúde dos trabalhadores e utilizadores de espaços públicos fechados, através da eliminação da exposição ao fumo passivo do tabaco;
- Reduzir doenças e mortes evitáveis e melhorar a qualidade de vida da população (conduzindo à redução de custos decorrentes do tratamento dessas doenças).
Os trabalhadores em locais fechados são os principais expostos, em particular os trabalhadores em discotecas, bares e restaurantes, que podem ter níveis de exposição muito superiores aos da população em geral e bastante superiores aos verificados em outros locais de trabalho (valores confirmados por parâmetros biológicos).
A proibição de fumar em locais públicos fechados, para além da protecção da saúde dos trabalhadores, permite atingir outros objectivos de saúde pública:
- Reduz o consumo activo por parte dos fumadores;
- Diminui a importância social do consumo – menos exemplos para crianças e jovens e menor exposição nos espaços domésticos, devido ao aumento da cessação tabágica que a medida indirectamente provoca. Estamos conversados!!!
Mas este arrazoado todo não quer dizer que os impulsos paternalistas do Estado o ilibam das suas hipocrisias. A esse Estado hipócrita que precisa dos impostos sobre o álcool e o tabaco para sustentar a suas políticas e que admite o patrocínio de bebidas alcoólicas ou das tabaqueiras em provas desportivas continuarei a apontar o dedo…
segunda-feira, abril 10
É d'HOMEM #83
CHÁ QUENTE #174
P.S. Por falar em democracias modernas parece-me que o Pedro e o André arrotaram o pepperoni cedo demais...
domingo, abril 9
CHÁ DAS CINCO #107
BOA GOVERNANÇA, no DI ou no Bule do Chá
CHÁ QUENTE #172 (Act.)
Extended Schools and Childcare Group
Sure Start is a Government programme which aims to achieve better outcomes for children, parents and communities by:
- increasing the availability of childcare for all children
- improving health and emotional development for young children
- supporting parents as parents and in their aspirations towards employment.
We will achieve our aims by:
- helping services development in disadvantaged areas alongside financial help for parents to afford childcare
- rolling out the principles driving the Sure Start approach to all services for children and parents.
Higher standards and better schools for all
Schools White Paper. It sets out a new phase of reform in the education system. The White Paper sets out how Labour will extend choice to parents from low socio-economic groups by breaking down the barriers that discourage applying to better schools. No longer will it be acceptable for young people to be denied the opportunity to achieve their full potential, whatever their abilities and talents; or for artificial barriers to prevent choice and diversity from playing its full part in delivering a good education for every child.
Further Education: Raising Skills, Improving Life Chances
In the 14-19 White Paper, we set out our plans to transform opportunity for young people through changes to curriculum, qualifications and the organisation of education and training, so that every young person would be able to pursue a course of study that prepares them for success in life. Central to this is the introduction of 14 new specialised diplomas, available to every young person aged 14-19, wherever they are in the country. The Bill makes access to Diplomas an entitlement for every young person everywhere. In order to deliver the entitlement to young people aged 14-16, schools will need to work with each other and with colleges and other providers – the Bill also empowers them to enter into formal collaboration with FE Colleges. The Bill will revolutionise the provision of school meals. It establishes the power to create tough new nutritional standards for food and drink served in maintained schools to ensure that all children have access throughout the day to good quality food and drink. The Bill will give local authorities responsibility for making sure young people have a range of exciting and positive things to do in their spare time, as promised. This will increase their access to new opportunities and new experiences, and empower them to shape the services they receive.
Something to do, somewhere to go, someone to talk to
Youth Green Paper, Youth Matters Teenagers are our future leaders, entrepreneurs and parents and their experience of youth is hugely significant in shaping the direction they take in their lives. So it is time for a youth strategy that is shaped by young people - based on listening to and trusting young people to develop the services they want and need to fulfil their true potential. This relationship with young people - built on trust and responsibility - must be a new frontier in British politics.
sexta-feira, abril 7
PURO PRAZER #221

A água
No café trazem-me um copo com água
como se ele resolvesse todos os meus problemas.
É ridículo – penso – não há saída.
No entanto, depois de beber a água
fico sem sede.
E a sensação exclusiva do organismo
acalma-me por momentos.
Como eles sabem de filosofia – penso –
e regresso, logo a seguir, à angústia.
Gonçalo M. Tavares
(Poetry International Festival Rotterdam 2002)
quarta-feira, abril 5
CHÁ DAS CINCO #106
Recomendações aos Poderes Públicos e aos Estrategas:
a) Reconhecimento
• Reconhecer o papel da Educação Artística na preparação dos auditórios e dos diferentes sectores do público para apreciarem as manifestações artísticas;
• Ter em conta a importância do desenvolvimento de uma política de Educação Artística na qual os laços entre comunidades estejam em articulação com as instituições educativas e sociais e o mundo do trabalho;
• Reconhecer o valor das práticas e projectos de sucesso na área da Educação Artística, desenvolvidos a nível local e culturalmente pertinentes. Reconhecer que os projectos futuros devem reproduzir as práticas de sucesso até agora aplicadas;
• Dar prioridade à necessidade de uma melhor compreensão e de um reconhecimento mais profundo por parte do público das contribuições essenciais dadas pela Educação Artística aos indivíduos e à sociedade;
b) Desenvolvimento de políticas
• Traduzir a crescente compreensão da importância da Educação Artística na alocação de recursos suficientes de modo a traduzir os princípios em acção, criar um reconhecimento acrescido dos benefícios da arte e da criatividade para todos e apoiar a concretização de uma nova visão da arte e da aprendizagem;
• Conceber políticas de investigação nacional e regional no domínio da Educação Artística, tendo em conta as especificidades das culturas ancestrais e dos grupos de populações vulneráveis;
• Estimular o desenvolvimento de estratégias de aplicação e de controlo com vista a garantir a qualidade da Educação Artística;
• Dar à Educação Artística um lugar central e permanente no currículo educativo, devidamente financiado e com professores competentes e de qualidade ;
• Tomar em consideração a investigação na tomada de decisões sobre o financiamento e os programas e articular as novas normas de avaliação do impacto do Ensino Artístico, dado que é possível demonstrar que a Educação Artística pode contribuir de modo significativo para a melhoria do desempenho dos estudantes em domínios como a alfabetização e a aprendizagem do cálculo, além de produzir benefícios humanos e sociais ;
• Garantir uma continuidade que vá mais longe do que os programas governamentais nas políticas públicas dos Estados sobre Educação Artística;
c) Formação, Aplicação e Apoio
• Pôr à disposição dos artistas e dos professores uma formação profissional tendente a elevar a qualidade das prestações em Educação Artística ministradas a nível regional;
• Fazer da formação e da preparação dos professores de arte uma nova prioridade dentro do sistema de educação, permitindo-lhes contribuir de forma mais eficaz para o processo de aprendizagem e para o desenvolvimento cultural, e fazer da sensibilização para a arte uma parte da formação de todos os professores e actores da educação ;
• Disponibilizar professores formados e artistas aos estabelecimentos escolares e de educação informal de forma a permitir e promover o desenvolvimento e a promoção da Educação Artística;
• Integrar a arte no currículo escolar e na educação informal;
• Tornar a Educação Artística disponível dentro e fora das escolas a todos os indivíduos, independentemente das suas aptidões, necessidades e condição social, física, mental ou situação geográfica;
• Produzir e disponibilizar em todas as escolas e bibliotecas os recursos materiais necessários para o ensino da arte, nomeadamente espaço, meios audiovisuais, livros, materiais e ferramentas artísticas;
• Proporcionar às populações locais uma Educação Artística em moldes adequados aos seus métodos culturais de ensino e de aprendizagem, acessíveis nas suas próprias línguas, tendo presentes os princípios contidos na Declaração sobre a Diversidade Cultural da UNESCO;
d) Parcerias e Cooperação
• Promover parcerias entre todos os ministérios e organizações governamentais envolvidos para desenvolver politicas e estratégias de Educação Artística coerentes e sustentáveis;
• Encorajar as autoridades governamentais a todos os níveis para que unam os seus esforços aos dos educadores, artistas, ONG, grupos de pressão, membros da comunidade empresarial, do movimento laboral e da sociedade civil para criar planos de acção e mensagens de patrocínio específicos;
• Encorajar o envolvimento activo das instituições culturais, fundações, media, indústrias e membros do sector privado na educação artística;
• Integrar parcerias de escolas, artistas e instituições culturais no centro do processo educativo;
e) Investigação e partilha do Conhecimento
• Desenvolver um banco completo de dados dos recursos humanos e materiais sobre a Educação Artística e torná-los acessíveis a todos os estabelecimentos escolares, nomeadamente através da Internet;
• Assegurar a difusão da informação sobre a Educação Artística, sua aplicação prática e seu acompanhamento pelos Ministérios da Educação e da Cultura;
• Encorajar a criação de colecções e de inventários de obras que enriquecem a Educação Artística;
• Reunir documentação sobre a cultura oral de sociedades em crise;

































