segunda-feira, abril 17

CHÁ DAS CINCO #109

A entrevista de Duarte Freitas ao Açoriano Oriental de ontem é reveladora de que em Bruxelas só não aprende quem não quer. Tendo-lhe saído um brinde em 2004 o Eurodeputado sabe que esta é uma oportunidade única que não deve desperdiçar. E tem feito por isso. O acesso aos dossiers europeus e o contacto com interlocutores altamente qualificados obrigaram-no a abandonar o discurso de contabilista com que nos habituara no plenário regional e dão-lhe alguma sustentabilidade técnica que tenta capitalizar como trunfo político. Não sabemos se em 2009 Duarte Freitas será um político melhor do que era em 2004 (afinal há coisas que não se aprendem em Bruxelas) mas sabemos, seguramente, que, dentro do PSD/A, relativamente aos seus companheiros de geração que cá ficaram (J.M. Bolieiro, Pedro Gomes e Clélio Meneses), estará em grande vantagem. Resta saber se então a carteira falará mais alto que a ambição política…

4 comentários:

Nuno Barata disse...

Eu nunca tive dúvidas relativamenmte a Duarte Freitas, ainda por cima comparado com os seus pares onde apenas se aproxima Pedro Gomes, mas a muita distância.

Rui Gamboa disse...

Foi convidado a dar-nos algumas aulas e devo dizer que fiquei surpreendido peloa positiva, pois pensava tratar-se de alguém que estava só a 'tirar umas férias' em Bruxelas, no entanto respondeu a todas as perguntas, demonstrando um grande conhecimento, não só do complexo funcionamento das instituições e dos processos de decisão, mas também das matérias. Agora se tem futuro na cena política regional...é difícil dizer, porque entram outros factores.

www.maquinadelavax.blogspot.com

Rui Coutinho disse...

E ele tem toda a razão. No entanto, convém não esquecer Jorge Menezes que tem desenvolvido um trabalho notável na REPER, em especial no que aos Açores diz respeito.

Anónimo disse...

best regards, nice info » »