O Chá Verde no seu exercício cartesiano antes do voto consultou os programas eleitorais do PS e do PSD. Dos respectivos calhamaços há vários anos que o primeiro capítulo que analiso é o da Autonomia. Estou preparado para tudo, mas este ano trouxe surpresas.
Assim, num acto que penso ser o cumprir de um dever cívico, disponibilizo n'O Bule do Chá os capítulos dos dois maiores partidos referentes às autonomias. A conclusão que tiro é que anda alguém a brincar com os Açorianos. Oh Campeões da Autonomia, depois não digam que tiveram azar ...Apre!!!!
segunda-feira, janeiro 31
CHÁ DAS CINCO #20
Adesão razoável = foi tão mau tão mau que nem divulgamos os números dos votantes e os respectivos resultados? Ou vão fazer uma conferência de imprensa com pompa e circunstância?
domingo, janeiro 30
É d'HOMEM #21
À atenção dos srs. Deputados Regionais:
"Continua a ser mais fácil reivindicar, discutir ou simplesmente afirmar poderes do que exercê-los. Por isso está o parlamento regional sem que fazer, ao menos no curto prazo – quando bem podia reformular, por exemplo, a actual manta de retalhos que é a disciplina do arrendamento rural. Mas não. Às armas pois, autonomistas! Às verbais, claro, que não custam mais do que expiração via cordas vocais ou dedos à solta num teclado. Não às outras, as que custam, e puxam pela inteligência – e sobretudo pela vontade."
Álvaro Monjardino, União dia 29 de Janeiro de 2004.
"Continua a ser mais fácil reivindicar, discutir ou simplesmente afirmar poderes do que exercê-los. Por isso está o parlamento regional sem que fazer, ao menos no curto prazo – quando bem podia reformular, por exemplo, a actual manta de retalhos que é a disciplina do arrendamento rural. Mas não. Às armas pois, autonomistas! Às verbais, claro, que não custam mais do que expiração via cordas vocais ou dedos à solta num teclado. Não às outras, as que custam, e puxam pela inteligência – e sobretudo pela vontade."
Álvaro Monjardino, União dia 29 de Janeiro de 2004.
CHÁ DAS CINCO #19
"Os pilares desconhecidos, aqueles que cimentam e potenciam a Agricultura, o Turismo e o Investimento Externo, aqueles que representam num só conceito, QUALIDADE: são o Ambiente, a Investigação e Inovação Tecnológica, a Cooperação Inter-regional.
Nunca, como agora, foi tão decisiva uma abordagem a estas colunas do desenvolvimento, que, na minha perspectiva, quiçá sonhadora, constituem os factores de diferença que permitirão a validade da sustentabilidade económico-financeira e sócio-cultural da Região, a médio e longo prazo, evitando que a realidade estruturalmente deficitária que o país atravessa se reflicta e condicione determinantemente o futuro regional."
QUA-LI-DA-DE, a seguir na íntegra n'O BULE DO CHÁ
Nunca, como agora, foi tão decisiva uma abordagem a estas colunas do desenvolvimento, que, na minha perspectiva, quiçá sonhadora, constituem os factores de diferença que permitirão a validade da sustentabilidade económico-financeira e sócio-cultural da Região, a médio e longo prazo, evitando que a realidade estruturalmente deficitária que o país atravessa se reflicta e condicione determinantemente o futuro regional."
QUA-LI-DA-DE, a seguir na íntegra n'O BULE DO CHÁ
sexta-feira, janeiro 28
POST(AL) AUTONÓMICO #7

“(…) A defesa da Autonomia obriga, também, a que elevemos o tom das nossas discussões. Só assim poderemos conferir ao conceito e à realidade da Autonomia aquela mesma nobreza que possuem os conceitos de Democracia e Liberdade.
A extrema proximidade de alguns factos, que confunde analistas com actores, prejudica a cientificidade dos juízos. Todavia, o entendimento da autonomia obriga a que se faça a subtracção de carga sentimental ao debate. A título de exemplo, importa que nunca mais se faça a adjectivação da autonomia. Num passado algo mais distante, falou-se muito de “Autonomia progressiva”, de “autonomia tranquila”. Praticamente no presente, tem-se falado de “Nova Autonomia”, de “Autonomia cooperativa”. Deixemos cair todos estes adjectivos! Não falemos mais em “autonomia progressiva”, uma expressão que gerou desconfiança na comunidade portuguesa. Não falemos mais em “autonomia tranquila”, uma expressão que significa uma capitulação desnecessária. Não vale a pena falar de “nova autonomia”, porque importa que ela tenha raízes bem antigas. Não vale a pena falar de autonomia cooperativa, porque a cooperação tem que ser uma característica intrínseca de todo o processo autonómico. Esforcemo-nos, tão só, para que a autonomia seja sempre Regional – de todas as ilhas sem excepção – seja sempre Constitucional, isto é, que seja inscrita no texto regulador da nossa vida colectiva.(…)”
“Os sentidos de uma comemoração: da Invocação do Espírito Santo à Veneração da Autonomia”, Avelino de Meneses no dia 9 de Junho de 2003, dia da Região Autónoma do Açores.
(Porque «Autonomia» não é palavra de romance de cordel, e porque parece-me que andam por aí alguns esquecidos. Bom fim-de-semana!)
CHÁ DAS CINCO #18
Contributo do Estado da Região para o meu estado de espírito:
1- Maravilhado!
2- A sorrir!
3- A rir!
4- A gargalhar!
5- Lavado em lágrimas!
6- Surpreso!
7- Menente!
8- Estupefacto!
9- Sem palavras!
Obrigado Estado da Região por me ter esclarecido em quem NÃO devo votar dia 20!
1- Maravilhado!
2- A sorrir!
3- A rir!
4- A gargalhar!
5- Lavado em lágrimas!
6- Surpreso!
7- Menente!
8- Estupefacto!
9- Sem palavras!
Obrigado Estado da Região por me ter esclarecido em quem NÃO devo votar dia 20!
quinta-feira, janeiro 27
CHÁ COM TORRADAS #27
Política esquizofrénica:
Pires de Lima: Acordo com PSD é para cumprir
Morais Sarmento explica que carta a Pires de Lima foi uma "nota de surpresa"
SANTANA LOPES : Carta de Sarmento reafirma acordo pós-eleitoral
NARANA COISSORÓ: PSD está a enfraquecer pacto com CDS-PP
Freitas do Amaral vota PS
(E está uma bela ventania lá fora ...)
Pires de Lima: Acordo com PSD é para cumprir
Morais Sarmento explica que carta a Pires de Lima foi uma "nota de surpresa"
SANTANA LOPES : Carta de Sarmento reafirma acordo pós-eleitoral
NARANA COISSORÓ: PSD está a enfraquecer pacto com CDS-PP
Freitas do Amaral vota PS
(E está uma bela ventania lá fora ...)
quarta-feira, janeiro 26
CHÁ DAS CINCO #17
Tenho procurado estar minimamente atento aos órgãos de comunicação social mas, não encontrando referências expressas, uma dúvida assalta-me:
Quantas sessões de esclarecimento já promoveu o PSD/A tendo em vista o referendo de dia 29 sobre o sistema eleitoral?
Quantas sessões de esclarecimento já promoveu o PSD/A tendo em vista o referendo de dia 29 sobre o sistema eleitoral?
POST(AL) AUTONÓMICO #6
Hino dos Açores
Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.
Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.
Para a frente!Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.
De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.
Para a frente, Açorianos!Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.
Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.
(E que tal falarem menos e trabalharem mais?)
Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.
Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.
Para a frente!Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.
De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.
Para a frente, Açorianos!Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.
Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.
(E que tal falarem menos e trabalharem mais?)
terça-feira, janeiro 25
CHÁ DAS CINCO #16

Para não variar o homem perdeu-se nas vírgulas, esqueceu-se na história, trocou-se nos conceitos, disse o que não queria, não disse o que devia...BOLSOU, SUJOU O BABETE! AI JORGINHO...
CHÁ COM TORRADAS #26
segunda-feira, janeiro 24
É d'HOMEM #20
O sr. Lopes na sua entrevista ao Expresso da Meia-Noite, 6.a-feira, na SIC-Notícias, não sei bem se na pele de Primeiro-Ministro, se de presidente do PPD/PSD, repetiu a palavra "Eu":
a) 2345 vezes?;
b) 5437 vezes?;
c) 12 436 vezes e só não foram mais porque o tempo não permitiu?;
A quem acertar oferece-se uma nomeação em Diário da República até 20 de Fevereiro.
a) 2345 vezes?;
b) 5437 vezes?;
c) 12 436 vezes e só não foram mais porque o tempo não permitiu?;
A quem acertar oferece-se uma nomeação em Diário da República até 20 de Fevereiro.
CHÁ COM TORRADAS #25
"Liceu 89/98 velha guarda"
Pode ler-se nuns tapumes em frente ao «cemitério dos ingleses» junto ao Jácome Correia.
Não pude deixar de sorrir ...a tradição ainda é o que era!
Pode ler-se nuns tapumes em frente ao «cemitério dos ingleses» junto ao Jácome Correia.
Não pude deixar de sorrir ...a tradição ainda é o que era!
quinta-feira, janeiro 20
CHÁ DAS CINCO #15

"A autonomia está a atravessar um novo ciclo"
Em entrevista ao Expresso das 9, Laborinho Lúcio continua o seu esforço de aproximação da figura do Representante da República à de Presidente da República e perspectiva o que poderá vir a ser o Congresso da Cidadania que se inicia segunda-feira.
PURO PRAZER #59

La Muneca, Fernando Botero
Mulheres
Aqui estão, espraiadas, as mulheres. Viram-se e reviram-se sobre as toalhas para bem se tisnarem por todos os lados. Trazem sacos e maridos para a areia. E os filhos. De repente, sentam-se. E gritam: Ó Luís Vítor, ó Bruno Manuel, ó Fernando Jorge, ó Mafalda Sofia, ó Joana Filipa! Maternais e enfastiadas, vigiam os pequenos. Ralham com os maridos como se estivessem a cantar uma canção de trabalho. Querem-nos à mão.
Entram no mar pé ante pé. Quando a primeira onda lhes dá uma umbigada, soltam um bando de gritinhos. Afoitam-se, cabeça muito levantada para que a cabeleira não se molhe. E, então, começam a sorrir. Não há, nesse momento, quem as arranque do mar. Mas, com a muita, muita água, um pensamento indesejável assalta-lhes as imaginativas cabecinhas: o peixe que, do largo, pode vir, ligeiro, engolfar-se-lhes entre as coxas.
Regressam às toalhas, aos guarda-sóis. Chamam, pelos seus nomes aos pares, os pares de crianças. Esbofeteiam-nas, beijam-nas, prodigalizam-lhes sanduíches de areia. Entretanto, os maridos foram dar uma volta.
Mulheres! Afinal sempre sozinhas sob a rosa do sol...
Uma Coisa em Forma de Assim, Alexandre O'Neill.
(E porque hoje é dia das Amigas, venha daí uma filhó de forno ...)
quarta-feira, janeiro 19
PURO PRAZER #58 (Act.)

Urgentemente
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer
(Nos 82 anos, Eugénio de Andrade, aqui e aqui, dedicado ao meu Amigo José Lino)
PURO PRAZER #57
terça-feira, janeiro 18
CHÁ DAS CINCO #14

PORTUGAL, HOJE - O MEDO DE EXISTIR, José Gil
Depois da dose dupla de Compromisso Portugal no domingo, e da dose quadrupla de senadores ontem à noite, instei-me a ler a entrevista de José Gil (a última edição da revista francesa "Nouvel Observateur" considera-o um dos "25 grandes pensadores de todo o mundo") à Pública deste fim-de-semana, que aconselho, e da qual deixo, como aperitivo, este início:
"Pública - Depois da leitura do seu livro, é impossível não se ficar deprimido.
José Gil - Hesitei muito antes de o publicar. Decidi fazê-lo, porque acho que estas coisas devem dizer-se publicamente, e não apenas em circuitos fechados, como habitualmente. E também porque penso ter encontrado um fio condutor, que dá unidade a tudo o que afirmo.
P. - É aquilo a que chama "não inscrição". Que significa?
R. - Significa que os acontecimentos não influenciam a nossa vida, é como se não acontecessem. Por exemplo, quando uma pessoa ama, esse sentimento não afecta a outra pessoa, objecto do amor. Quando acabamos de ver um espectáculo, não falamos sobre ele. Quando muito, dizemos que gostámos ou não gostámos, mais nada. Não tem nenhum efeito nas nossas vidas, não se inscreve nelas, não as transforma. Ainda outro exemplo: o primeiro-ministro, Santana Lopes, classificou a dissolução da Assembleia da República pelo Presidente como "enigmática". Não disse que era incorrecta ou injusta, mas "enigmática", o que é a forma mais eficaz de a transformar em não-acontecimento.
P. - E, não tendo acontecido, ninguém é responsável.
R. - Exactamente. Pode-se continuar como se nada se tivesse passado. Os acontecimentos não se inscrevem em nós, nem nas nossas vidas, nem nós nos inscrevemos na História. Por isso, em Portugal nada acontece. (...)"
segunda-feira, janeiro 17
CHÁ DAS CINCO #13
O PedroGomes anuncia pomposamente:
«REFERENDO SOBRE AS GRANDES OPÇÕES POLÍTICAS PARA A REVISÃO DA LEI ELEITORAL PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOS AÇORES
1. A alteração da Lei eleitoral para a Assembleia Legislativa, de modo a melhorar a proporcionalidade, deve:
a) Diminuir um Deputado por cada ilha?
b) Aumentar o número de Deputados?
2. Para além dos actuais 9 círculos eleitorais - um por ilha - concorda com a criação de outros círculos eleitorais para os residentes nos Açores:
a) Círculos concelhios?
b) Círculo de compensação?»
Sobre isto tenho a fazer:
Uma questão:
Em 15 dias a direcção do PSD/A vai conseguir ilucidar os sociais-democratas sobre os conteúdos, causas e consequências das perguntas do referendo?
Um comentário:
Colocar o círculo regional de compensação em confronto com a divisão por concelhos, como não acredito seja por ignorância,deve ser uma declaração não séria, como bem sabem, e se não sabem passam a saber, os pressupostos de ambos são diferentes: o primeiro assenta na proporcionalidade global do sistema, os segundos na relação eleitor-eleito, logo o círculo regional de compensação deveria estar em avaliação na primeira pergunta do referendo.
Uma questão:
Como é que se coadunam os círculos por concelhos com os «actuais 9 círculos eleitorais - um por ilha» (sic)?
Outra questão:
Pelo modo como o PSD está a tratar a revisão do sistema eleitoral quer ser levado a sério?
«REFERENDO SOBRE AS GRANDES OPÇÕES POLÍTICAS PARA A REVISÃO DA LEI ELEITORAL PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOS AÇORES
1. A alteração da Lei eleitoral para a Assembleia Legislativa, de modo a melhorar a proporcionalidade, deve:
a) Diminuir um Deputado por cada ilha?
b) Aumentar o número de Deputados?
2. Para além dos actuais 9 círculos eleitorais - um por ilha - concorda com a criação de outros círculos eleitorais para os residentes nos Açores:
a) Círculos concelhios?
b) Círculo de compensação?»
Sobre isto tenho a fazer:
Uma questão:
Em 15 dias a direcção do PSD/A vai conseguir ilucidar os sociais-democratas sobre os conteúdos, causas e consequências das perguntas do referendo?
Um comentário:
Colocar o círculo regional de compensação em confronto com a divisão por concelhos, como não acredito seja por ignorância,deve ser uma declaração não séria, como bem sabem, e se não sabem passam a saber, os pressupostos de ambos são diferentes: o primeiro assenta na proporcionalidade global do sistema, os segundos na relação eleitor-eleito, logo o círculo regional de compensação deveria estar em avaliação na primeira pergunta do referendo.
Uma questão:
Como é que se coadunam os círculos por concelhos com os «actuais 9 círculos eleitorais - um por ilha» (sic)?
Outra questão:
Pelo modo como o PSD está a tratar a revisão do sistema eleitoral quer ser levado a sério?
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