sexta-feira, março 10

CHÁ COM TORRADAS #115

" (...) As novas realidades com que nos debatemos a todos os níveis indicam que não se possa hoje falar mais em estratégias de desenvolvimento regional ou no que quer que seja que se pretenda para os Açores no futuro, tomando por base os mesmos pressupostos que enformaram o texto autonómico em vigor e que, no essencial, conta já com trinta anos.
Conceitos como os de "harmonia" ou "coesão", que agora regressaram à linguagem corrente dos políticos, estão entre nós associados a práticas governamentais intervencionistas e proteccionistas pouco saudáveis, mas que, no passado, e até certo ponto, se revelaram necessárias, porquanto direccionadas para a criação de condições potenciadoras de progresso. Mas, hoje, numa sociedade em que cultura e mentalidades se alteraram, poderão transformar-se em factores inibidores ou até asfixiantes da livre iniciativa económica, bem como das dinâmicas sociais em geral.
Cada ilha é hoje uma realidade sociológica sui generis e é, em primeiro lugar, aos seus habitantes que deve caber a tarefa de a desenvolver até ao limite das suas potencialidades, capacidades e espírito empreendedor. Hoje, os governos querem-se menos interventores, mais reguladores e devem ser o garante dos direitos e da igualdade de oportunidades dos cidadãos
(...)"
In Desarmonias, por Luís Sousa Bastos

(Um excelente artigo! Pontencial base para uma reflexão que não se deseja intestina...)

6 comentários:

mpereira disse...

Parafraseando o Guilherme: a partir d'agora só não percebe quem não quer, ou não sabe...

Eu apostava as minhas fichas no não sabe.

É o óbvio. Antes tarde do que nunca.

carlos disse...

Caro Guilherme,

....cá para mim esta merecia "ser de Homem"!

mpereira disse...

Sobre isto, e muito mais, aconselho a leitura do discurso magnífico do Magnífico Reitor da UA, proferido ontem, aquando do lançamento do livro "Dicionário de Termos Europeus".

gmarinho disse...

Carlos tens razão!

M.Pereira onde posso encontrar o discurso?

mpereira disse...

Pois é uma boa pergunta.
Não sei se ele "publica" os discursos. No site da UA, talvez, dei uma passagem rápida por lá, mas não vislumbrei.
Parti do princípio que seriam publicados.
Sorry.

Anónimo disse...

What a great site » »