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12.
De qualquer modo dança.
De qualquer modo sente.
De qualquer modo o corpo contém o dia.
De qualquer modo as cores e o Músculo.
De qualquer modo o coração.
De qualquer modo sempre no Fundo a Memória.
Mas de qualquer modo sem TEORIAS.
De qualquer modo com a teoria da poética que é não existir teoria e só existir poética
De qualquer modo a ciência atrapalha 1 pouco mas não totalmente.
De qualquer modo Curiosidade.
De qualquer modo coleccionar montanhas.
De qualquer modo acabar quando o ritmo exige que se continue
o ritmo exige coisas a que não devemos aceitar obedecer ser escravos.
13
De qualquer modo a dança é imaginar música Produzida pelo corpo
a ser entendida de maneira calma pelos Mortos e pelo céu.
Livro da Dança, Gonçalo M. Tavares. Assírio & ALvim, 2001.
1 comentário:
Excelente poema de um autor que eu prefiro como prosador.
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