terça-feira, janeiro 16

CHÁ DAS CINCO #160


Inimigos de ciganos, revisionistas do holocausto, xenófobos, homofóbicos, anti-semitas” é assim que a 1.ª página do Independent caracteriza o recém constituído grupo parlamentar de extrema-direita no Parlamento Europeu, designado «Identidade, Tradição, Soberania», que juntou 20 eurodeputados de vários países. O Guardian ironizou a situação qualificando-a de “primeiro grande contributo da Roménia para a UE”. A verdade é que casa-mãe do Projecto Europeu carrega em si o «ovo da serpente», a «coligação do ódio», e, assim, não só, permite que a extrema-direita europeia tenha mais visibilidade política, como lhe atribui um prémio, certamente pela exemplar negação dos valores ocidentais, no valor de 1 milhão de euros. Continuamos todos a dormir, um dia pode ser tarde demais…

6 comentários:

Anónimo disse...

a suposta superioridade moral da democracia baseia-se precisamente no facto de permitir a outras "preferências" o uso da liberdade de expressão e associação. não sendo assim, haveria pouco que a distinguisse dos outros regimes políticos. as boas intenções mataram mais gente que as guerras...

gmarinho disse...

Caro anónimo
compreendo o seu comentário, não questiono a liberdade de expressão e de associação mas sim a possibilidade representação política ao mais alto nível (grupo parlamentar) e incentivo monetário para os que contrariam a própria génese e documentos fundamentais da UE:

http://www.europarl.europa.eu/omk/omnsapir.so/pv2?PRG=DOCPV&APP=PV2&SDOCTA=10&TXTLST=1&TPV=DEF&POS=1&Type_Doc=RESOL&DATE=171298&DATEF=981217&TYPEF=A4&PrgPrev=TYPEF@A4%257CPRG@QUERY%257CAPP@PV2%257CFILE@BIBLIO98%257CNUMERO@468%257CYEAR@98%257CPLAGE@1&LANGUE=PT

Teremos de fazer figas e esperar que seja o desenvolvimento a resolver tudo? Não é fácil...

Anónimo disse...

é exactamente a mesma coisa. para o que interessa, cortar o direito de representação é "contaminar" na mesma a "invenção democrática". proibir estes fanáticos (que ainda por cima são meio burros, -o "burros" aqui é emocional; o termo correcto seria oportunistas-já que, ao que parece, os tais deputados romenos ajudaram a formar um grupo que os queria fora da União)é perder a legitimidade. são contingências absolutamente necessárias da democracia..

miguel
(fui eu há pouco, desculpe)

Caiê disse...

Se há coisa que não são é "burros", como lhes chama. Basta ver o modo como responderam no Parlamento ao "pseudo" ataque que lhes foi feito, com uma falinha mansa no estilo "Por favor, não queira ser anti-democrata, somos um grupo que tem direito a existir..."
É sempre muito curioso ver como determinados seres humanos reagem à sua própria ancestralidade - é como se tivessem sincera vergonha da sua raíz. Muitos dos grandes líderes da extrema -direita têm, precisamente, sangue de outras nacionalidades que não a sua, judaico, cigano ou tendências homossexuais (tudo aquilo que os repugna, afinal). Parece que tentam esconder o óbvio, mascarando-se de rigidez. Só isto dava um estudo psi-sociológico.

gmarinho disse...

a sra. Brigitte Zypries é que não é de meias tintas:

http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3214,36-856384@51-856487,0.html

Anónimo disse...

eu disse que o "burros" era emocional..


miguel