Ao entrarmos na «net» deixamos o título, a posição e os privilégios. Daí a minha opção, não pela «democracia cibernética», mas, pelo regresso às origens, à «democracia ateniense». A perspectiva sociopolítica tornou-se imensa, esta livre troca mediática oferece-nos a possibilidade de refundar a coesão social construída sobre exigências individualistas. Intervir é quebrar o isolamento do eleitor para lhe abrir as portas de uma cidadania responsável; é passar da opinião, essencialmente reactiva, do boletim de voto à expressão de um julgamento público consensual e elaborado.
(Este post é dedicado ao Nuno Barata e ao Ezequiel uma vez que o artigo que o sustenta surgiu de uma animada conversa na blogosfera)
2 comentários:
Caro Sr. a "Democracia Ateniense", não é recomendável, nem sequer é uma democracia, nos tempos que vão correndo: tinha escravos e não considerava as mulheres como cidadãs de iguais direitos!
Exmª Senhora, a minha referência à democracia ateniense enquadra-se na visão de que a internet permite o regresso aos fundamentos político-filosóficos da democracia, não há representação da sociedade ateniense.
Agradeço o seu contributo e espero que volte mais vezes.
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