domingo, abril 13

CHÁ COM TORRADAS #231

O artigo 92.º da Proposta de Revisão de Estatuto Político-Administrativo, que prevê um novo estatuto remuneratório para os Deputados, tem feito correu muita tinta e tem dado motivo para muita intervenção pública, a maioria, diga-se, descontextualizada ou inopinada (veja-se a intervenção do SINTAP/Açores).
Em primeiro lugar, o erro da Proposta não é material. Ou seja, nada impede, constitucionalmente, que os Deputados Açorianos se aumentem como bem entenderem (aliás a fórmula de indexação que utilizaram é perfeitamente adequada). Assim, defender a sua "queda", simplesmente por pressão da opinião publicada, é que será perfeitamente desajustado.
Segundo, o erro da proposta é fazer essa previsão no articulado do Estatuto e não num diploma regional. Como já defendi na análise crítica ao documento "Bastar-nos-ia uma norma de enquadramento, com a consagração do direito a remuneração a abono de despesas de representação e a ajudas de custo, cujos quantitativos seriam a definir em decreto legislativo."
Terceiro, quando se pensa o estatuto remuneratório dos cargos políticos deve fazer-se tendo em conta em que medida o mesmo pode ser uma solução e não um problema para a democracia em que se contextualiza. Ou seja, a meu ver, as soluções encontradas nesta matéria podem dar um contributo para uma questão antiga no sistema político que é a da atractividade dos cargos eleitos para uma elite que já não se satisfaz com o cântico romântico do "serviço público".
Quarto, questão colateral, mas importante numa abordagem integrada, é a da necessidade de previsão, no âmbito do Estatuto dos titulares de cargos políticos na Região, de um período de nojo, a que devem obedecer as nomeações para altos cargos públicos, após a saída dos cargos executivos.
Foram estas premissas que fundamentaram a minha propositura, no âmbito de uma Proposta de Revisão do Estatuto Político-Administrativo. Há quem prefira falar por tudo e por nada, continuo a defender a causa de que melhor que falar há que propor.
Artigo 80.º
Titulares de cargos políticos
(...)
2 - Aplica-se aos titulares dos órgãos de governo próprio da Região o estatuto remuneratório, que compreende vencimento e despesas de representação, constante de decreto legislativo regional sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
3 - Os Deputados à Assembleia Legislativa percebem mensalmente um vencimento correspondente ao que auferiam na data da eleição, até ao limite do vencimento do Presidente da Assembleia Legislativa.
4- No exercício das suas funções ou por causa delas, os titulares de cargos políticos têm direito a subsídios de transporte e ajudas de custo e seguros correspondentes, a definir em diploma próprio.
(...)
7- A cessação do mandato como membro do governo regional implica um impedimento, durante 5 anos, para o exercício de altos cargos públicos em áreas da sua tutela.


[Adenda, 15h]
Ainda sobre a proposta de Revisão, subscrevo a maioria das críticas do Dr. Álvaro Monjardino no seu PRINCÍPIOS, DIREITOS E ASPIRAÇÕES de ontem.

sábado, abril 12

CHA QUENTE #358

Novos sinais da "nova esquerda reformadora". O socialista José Luis Zapatero apresentou hoje, oficialmente, a composição do seu novo Governo. Depois de um primeiro governo paritário, que deu ao PSOE a maior votação de sempre, há, pela primeira vez no Governo de Espanha, mais mulheres do que homens. No grupo de nove mulheres e oito homens, Zapatero, introduz 5 caras novas, 2 devido à criação do Ministério da Igualdade e do Ministério da Investigação e Desenvolvimento, reconduz como primeira vice-presidente e porta-voz Maria Teresa Fernandez de la Vega e catapulta Carme Chacon, de 37 anos, de ministra da Habitação para a primeira mulher em toda a história espanhola a liderar a pasta da Defesa. Algo me diz que o futuro do PSOE passará por esta Senhora.

Entretanto, num mundo que parece não ser o nosso, acontecem violentos confrontos na capital do Bangladesh entre a polícia e radicais islâmicos, que contestam planos do governo para dar igualdade de direitos às mulheres.

sexta-feira, abril 11

CHÁ COM TORRADAS #230

Do bailarico que se inicia. O jornal "A União" faz chamada de primeira página com a notícia "Os independentes António Maio e Vânia Paim deverão figurar nas listas do PS, pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, às legislativas regionais de Outubro". Dentro dos possíveis irei dando conta das muitas danças que se avizinham...

PURO PRAZER #315


Há coisa de 3 anos escrevi, no Suplemento de Cultura do Açoriano Oriental, Gonçalo M. Tavares (em 1488 caracteres), acompanhando a Revista/LER na crítica como “a maior revelação literária portuguesa dos últimos anos”. Hoje poderia escrever "é maior certeza literária da língua portuguesa portuguesa nos últimos anos", e se estivesse em Ponta Delgada, pelas 20.30h, iria à Livraria Solmar agradecer-lhe pelo melhor livro de poesia (Investigações. Novalis) e melhor romance (Jerusalém), em língua portuguesa, que pude ler neste novo milénio. Obrigado Gonçalo M. Tavares.

quinta-feira, abril 10

CHÁ QUENTE #357

Considera que foi criado um novo tipo de jornalismo através dos blogues?
Jornalismo é jornalismo. Descobrir factos e histórias. Verificá-los. Dizê-los. Obter reacções. Se se compreendeu mal uma coisa, ser transparente e corrigi-la. Porém, nos últimos anos muito do jornalismo clássico perdeu parte disso. Os factos nem sempre são verificados. Artigos importantes não são publicados porque, bem, o espaço foi ocupado por uma fotografia da Britney Spears. A tentativa constante de informar tendo em conta "os dois lados" de um assunto diluiu muita da credibilidade dos "media", porque muitas histórias não têm de facto dois lados. Por isso os blogues e a Internet surgiram como um canal alternativo. Aquilo que é bom está de facto a reinventar é o jornalismo.

(...)
A web é um susto para as empresas de meios de informação tradicionais?
Sim, estão assustadas. Principalmente porque o modelo que está a perder força motriz - os meios tradicionais de difusão, os jornais e a televisão - é um dos que tem um modelo de negócios sólido, feito de uma combinação de publicidade e de assinaturas, embora o modelo que está a crescer - o online - ainda não seja um modelo de negócios sólido. A verdadeira questão é: quem pagará no futuro o bom jornalismo? E lembre-se que bom jornalismo não tem só a ver com venda de jornais: é o sangue que corre nas veias de uma democracia.


Excertos de uma entrevista do Expresso a Bruno Giussani, considerado um "guru" da web e das novas tecnologias.

CHÁ DAS CINCO #245

Abril é tão bom mês como outro qualquer, a primeira Tourada à Corda da Ilha Terceira vai realizar-se a 28 de Abril, antecipando em três dias a tradicional abertura oficial. São os Terceirenses no seu melhor, e não há Grupo de Amigos que lhes valha...

quarta-feira, abril 9

segunda-feira, abril 7

CHÁ COM TORRADAS #229

"...Muitas vezes rio-me quando me lembram a existência de um perigosa deriva para um projecto neo-liberal ou, em contra-posição, lamentam um projecto liberal «agrilhoado», outras dá-me “vontade de chorar”. Mas logo passa…"

A MÃO (IN)VISÍVEL, ontem no Diário Insular ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, abril 4

CHÁ QUENTE #355

Uma sondagem lançada hoje, dia do 40.º aniversário do assassinato de Martin Luther King, revela que 76% dos norte-americanos consideram que os USA estão preparados para ter um presidente negro (+14% do que há 2 anos atrás). Ao contrário do que se poderia pensar a sondagem indicou que são os brancos americanos quem mais considera essa hipótese (78%) à frente dos afro-americanos (69%).

CHÁ COM TORRADAS #228

Tão amigos que nós somos? Segundo o Diário Insular de hoje, o Open de Fotografia Subaquática da Graciosa deste ano, que contava com a participação de alguns dos mais consagrados fotógrafos subaquáticos portugueses e estrangeiros, poderá ser prejudicado com a alteração da data de uma prova semelhante que decorre na ilha de El Hierro (Canárias) na mesma altura. A prova de uma das mais pequenas ilhas das Canárias realizou-se até ao ano passado nos meses de Setembro e Outubro, mas depois de ter sido anunciada a data do Open da Graciosa (2 a 5 de Julho), a organização do evento de El Hierro decidiu marcar o sua para a mesma data. O primeiro Open de Fotosub da Graciosa levou à ilha cerca de 600 pessoas! Bem vindos ao mundo cruel do Turismo global ainda há quem acredite em nichos de mercado sem concorrência?

quinta-feira, abril 3

CHÁ DAS CINCO #244


Uma questão de lentes.
zé corisco - um momento histórico!
zé portuga - sem dúvida!

Não conheço nenhum país desenvolvido, em especial países europeus com modelo de Estado descentralizado, que "despache", em 90 minutos, um dos diplomas mais estruturantes, política e constitucionalmente, do seu modelo de desenvolvimento, preferindo "engalfinhar-se" com unhas e dentes na construção da 3.ª!!!! travessia sobre o Rio Tejo! Parafraseando o Dr. Álvaro Monjardino, cambada de "toscos"...

CHÁ QUENTE #354

A propósito da aprovação na generalidade, pela Assembleia da República, da Proposta de Estatuto Político-Administrativo da Região, hoje às 16.00, em directo na RTP/A e RDP/A, o noticiário das 8.30 da RDP/A enfatisava que para Alberto João Jardim "a proposta de revisão do Estatuto dos Açores é desastrada e que se o projecto for aprovado não há necessidade de uma revisão constitucional incidir sobre as Autonomias", opinião, aliás expressa, a 4 de Fevereiro deste ano, num dos seus escritos semanais no Jornal da Madeira. Curioso é notar, contudo, que foi o mesmo Alberto João Jardim, nas vestes de Presidente do Governo Regional da Madeira, que incumbiu o seu Chefe de Gabinete, a 30 de Novembro de 2007, de informar a Assembleia da República, no âmbito do processo de audição da Proposta de Revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, que "pelo facto de o Estatuto proposto ter sido aprovado pelos Srs. Deputados que representam o povo açoriano, coerentemente o Governo Regional da Madeira subscreve-o". Como vêem, para dançar este "bailhinho", serão sempre precisos 2...

CHÁ COM TORRADAS #227

Pausa publicitária!


Curso Liderança no Séc.XXI: Formação Avançada de Executivos
Iniciativa da FLAD e do Governo Regional dos Açores, em colaboração com a Harvard Kennedy School
A Fundação Luso-Americana e o Governo Regional dos Açores, em colaboração com a Harvard Kennedy School (HKS), uma das mais prestigiadas instituições mundiais na área da formação avançada de executivos, trazem a Portugal um dos melhores cursos de liderança do mundo, proporcionando aos participantes uma oportunidade única que, graças a uma comparticipação financeira significativa, terá um custo abaixo do valor real do curso.
O curso "Liderança para Século XXI" é um programa desenvolvido pela HKS, que lida com as razões pelas quais lideramos e o modo como o fazemos, indo além de simples soluções técnicas que actuam apenas com primeiros-socorros para as necessidades de mudança organizacional mais profundas.
O curso destina-se a executivos dos sectores público e privado, assim como de instituições sem fins lucrativos e ONGs, que queiram compreender e melhorar as suas capacidades de liderança.
O curso é conduzido inteiramente em Inglês. É obrigatória fluência em Inglês falado.

Data: 2 a 6 de Junho de 2008
Local: Hotel Terceira Mar, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores

Preço do curso: € 900 Euros *
Inclui propinas, materiais, alojamento no Hotel Terceira Mar (5 noites) e almoços nos 5 dias do curso; não inclui o preço da passagem aérea ou outros custos de deslocação.

*preço abaixo do custo real do curso, praticado a título excepcional, possível graças às comparticipações da Fundação Luso-Americana e do Governo Regional dos Açores.

DATAS IMPORTANTES
- Data limite para entrega de candidaturas: 18 de Abril. A candidatura deverá obrigatoriamente ser apresentada em formulário on-line, disponível através do sistema de candidaturas on-line. O formulário online poderá ser preenchido em Português ou em Inglês.

- Data para entrevistas/testes de selecção: 22-23 Abril (Açores); 28-29 de Abril (Lisboa)

- Data de anúncio dos resultados da selecção: 9 de Maio

- Data limite para pagamento da inscrição: 19 de Maio – pagamento de € 450

- Data de início do curso: Segunda-feira, 2 de Junho, às 14h00 – data limite para pagamento dos restantes € 450

- Data de encerramento do curso: Sexta-Feira, 6 de Junho, às 18h00

quarta-feira, abril 2

CHÁ DAS CINCO #243

CHÁ QUENTE #353

Os ditadores, afinal, caem pela força do voto? O partido Zanu-PF do Presidente Robert Mugabe perdeu a maioria no parlamento anunciou a comissão eleitorial do Zimbabwe. Quando faltam apurar apenas 7, dos 207 lugares, o Zanu-PF ganhou 94 enquanto a oposição, liderada por Morgan Tsvangirai, já ganhou 105.

terça-feira, abril 1

CHÁ QUENTE #352

Coisas de arrepiar. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse, ontem, que a maior dificuldade quando se exercem funções governamentais está na relação com os outros ministros e só depois com a comunicação social ou com a oposição, devido a uma «política de capelas» ou «política de preservação do poder», um problema «muito flagrante neste momento na acção externa». Como isto não parece ser peta de 1 de Abril antecipada, e a responsabilidade primeira para falta de coordenação inter-ministerial é do Primeiro-Ministro, não vejo como não tirar consequências das palavras do n.º 2 do Governo da República...

CHÁ COM TORRADAS #226

Das coisas verdadeiramente importantes. No Diário Insular, de dia 30, TIBÉRIO LOPES, na primeira tese de mestrado sobre o fenómeno das associações juvenis nos Açores, conclui que as associações juvenis são passivas, essencialmente recreativas, desligadas da sociedade, sem causas e desencantadas com a política.

"Qual é o retrato das associações juvenis que sai deste trabalho de mestrado?
Nesta tese de mestrado, que apresentei na Universidade dos Açores, deparei-me com uma situação de que não estava à espera, que é o facto das associações juvenis não serem muito mobilizadoras e basicamente reproduzirem o modelo de relações sociais que os jovens têm no exterior. Os jovens entram numa associação porque estão lá o irmão, o primo, os amigos… Não pela defesa de uma causa ou de um ideal. Apercebi-me, também, o que é um dado muito importante, que a maioria das actividades é recreativa. Outro aspecto de relevar é o facto da maioria das decisões sobre o plano de actividades ser tomada pelos mais velhos, os que têm mais anos de associação. Os que lá estão há menos tempo não interferem muito nessas decisões. Isto significa que pode haver um enviesamento, do tipo: “Nós produzimos para que eles façam”. O pode levar a que não haja outro tipo de actividades...
(...)
São portanto, como dizia, associações que assentam principalmente no aspecto recreativo…
Desde 2006 que analiso os planos de actividades de todas as associações juvenis dos Açores. Não vejo nos projectos 10 por cento de criatividade e empreendorismo. Não vejo algo que seja por causas, por mudança, pelos jovens fazerem uma reflexão sobre os próprios projectos. Quando vejo um acampamento sei que isso é uma actividade, mas é preocupante se não existir mais nada que implique reflexão sobre a sociedade, sobre o mundo juvenil, sobre a própria associação… Quando não vejo nada disto, nada sobre a pobreza, ou mesmo sobre os órgãos de comunicação social e a proximidade que eles devem ter junto do ensino secundário, a conclusão é que essas causas não estão lá.
As associações juvenis são apolíticas?
São de certa forma apolíticas, visto que os seus membros não vêem a intervenção na sociedade e mesmo a própria política como solução. Os jovens manifestam vontade de participar, mas não encontramos resultados. Não encontrei dados sólidos que lhes permitam dizer que de facto se batem por causas, nomeadamente nos planos de actividades.
As associações juvenis estão muitas vezes, por outro lado, ligadas a estruturas políticas… São rampas de lançamento para futuros líderes, digamos assim…
Isso não se verifica em todos os casos, mas temos associações de juventude onde isso existe. É algo próprio da estratégia política. Há um prolongamento da possibilidade de chegar a determinados públicos através das associações. Por outro lado, para quem está lá, é uma forma de chegar ao poder político. Vamos supor que temos uma associação em Santa Bárbara. Podemos fazer parte da linha política ou não, mas estamos favorecidos no sentido de podermos desenvolver projectos na freguesia. Há poder de intervenção e visibilidade. O que vejo nas associações juvenis é que há visibilidade, mas não há impacte junto dos jovens.
Explique-me melhor essa ideia.
Não tenho dados científicos, mas vejo que não se proporciona uma mudança.
Se aquilo que os jovens nas associações fazem é convívio e lazer, centrados nos grupos a que pertencem, não pode existir essa evolução.
Que juventude surge retratada neste trabalho? É desencantada?
É uma juventude passiva dentro das associações. Mas é, ao mesmo tempo, uma juventude com um bom sistema de valores em relação à família e em relação aos amigos. Embora motivada para a participação social, esta juventude encontra no campo da sua acção o poder político como a última solução. Tem um excelente quadro de valores, mas não vê na política nenhuma vantagem para intervir na sociedade. Também podemos interpretar isso como um sinal descrença em relação aos políticos. Existe uma falha.
As associações têm duas grandes funções, a que chamamos de “interface”, ou seja, a função social e organizacional. Isto tem de funcionar. Por um lado temos os estatutos, a hierarquia e depois vem a função social, mobilizadora, cognitiva. Não se verifica mudança no seio da associação nem mecanismos para que isso aconteça na sociedade. Este “interface” deixou de funcionar. A função social está a falhar.
(...)
Que impacte se pode dizer que estas associações juvenis têm no arquipélago?
No meu trabalho concluo que as Associações Juvenis dos Açores manifestam, pela acção e presença dos jovens, uma dinâmica favorável ao desenvolvimento das relações de proximidade e às redes de sociabilidade. Há uma valorização da família e dos amigos, proporciona-se a realização das aspirações pessoais e individuais, constrói-se uma concepção de cidadania, a própria identidade e cria-se a disponibilidade para participação na sociedade no futuro, como cidadãos do espaço local e regional. Mas é preciso ver que existiam, até 31 de Dezembro de 2006, 31 associações, com mais de 10 mil pessoas envolvidas. Isto significa cerca de cinco por cento da população dos Açores. Se tivermos em conta este número, esse impacte não devia ser mais visível?"


NOTA:
E ninguém está preocupado? A 2 de Setembro do ano passado escrevi num artigo intitulado ASSOCIATIVISMOZINHOS…
"...A opção azórica tem sido pelo associativismo instantâneo, ou de não comprometimento, no espaço público. Associativismo financiável e financiado. Quem perde? Todos nós..."

terça-feira, março 25

CHÁ DAS CINCO #242


Dos dias que, felizmente, correm. Fazer mais e melhor pode ser fazer diferente. Fazer mais e melhor pode ser fazer igual. Fazer mais e melhor pode ser, simplesmente, fazer. Fazer mais e melhor pode ser, simplesmente, não fazer. Fazer pode não ser mais e melhor. Fazer ... mais e melhor ... mais e melhor ... mais e melhor ...

segunda-feira, março 24

CHÁ COM TORRADAS #225

"Não houve órgão de comunicação social que não discorresse sobre a possibilidade de, passados quase 10 anos, a Região, mais concretamente a Assembleia Legislativa, desistir da criação do “seu”/”nosso” canal parlamento. Estas curiosas reacções, mais epidérmicas que orgânicas, parecem revelar as sensibilidades da opinião pública, e publicada, sobre quais as prioridades a tratar no âmbito da Comissão Eventual para a Reforma do Parlamento. Contudo, começar aí o debate sobre uma reforma é, não só, começar pelo fim, como começar mal..."

COMEÇAR PELO FIM, ontem no Diário Insular e n' O Bule do Chá

terça-feira, março 11

CHÁ DAS CINCO #241

Coisas de novelas. Uma saga que não acaba! Segundo o Diário Insular a Comissão Política Concelhia do PSD da Praia da Vitória, em reacção a um artigo de opinião publicado pelo líder do CDS/PP-A, conclui que “Mais do que hilariantes, as declarações do líder regional do CDS/PP- Açores manifestam um profundo desconhecimento do que se passa no seu próprio partido". Artur Lima responde que "não se relaciona com a Comissão Política Concelhia do PSD". O eleitorado assiste atónito. Tão amigos que eles eram!