terça-feira, julho 3

CHÁ QUENTE #299


Post "isto já não funciona" e um dia acaba mesmo mal:
"A vice-presidente da Comissão Europeia Margot Wallström foi hoje ouvida no Parlamento, numa reunião da Comissão de Assuntos Europeus em que apenas estiveram presentes quatro dos 33 deputados que a integram.
Nenhum deputado do PCP, do CDS-PP, do BE ou dos Verdes esteve na audição. Não havia intérprete disponível e o encontro com Margot Wallström durou meia hora.
A comissária sueca, que tem a tutela das relações institucionais e da comunicação, foi recebida pelo presidente da comissão, o socialista Vitalino Canas, que teve de se ausentar por motivos pessoais.
Ficaram assim para a audição os três deputados do PS Armando França, Maria Manuel Oliveira e Jacinto Serrão e a deputada do PSD Ofélia Moleiro.
Contudo, outros dois dos 33 deputados da comissão tinham assinado o livro de presenças: António Galamba, do PS, e Nuno Magalhães, do CDS-PP.
Sem meios de tradução, Margot Wallström falou em inglês e os deputados esforçaram-se por falar na mesma língua, com algumas expressões aportuguesadas e francês à mistura.
Todos se queixaram à vice-presidente da Comissão Europeia da dificuldade em transmitir a informação sobre a União Europeia (UE) aos cidadãos e motivá-los, bem como à comunicação social, para as questões europeias.
A comissária concordou que «há um desafio de comunicação» e contou que, por ter essa pasta, muitos lhe dizem que tem a «missão impossível».
Margot Wallström considerou que a construção europeia começou por envolver uma pequena elite política e não como «um processo verdadeiramente democrático, envolvendo os cidadãos».
Referiu-se à aversão de alguns responsáveis da UE em visitarem os parlamentos nacionais e concluiu: «Isto já não funciona. Os cidadãos têm de ser envolvidos, temos muitas coisas a reparar».
Segundo a comissária, discutir a estratégia de comunicação com as populações é um dos passos seguintes, depois de se ter estreitado a relação com os parlamentos dos Estados-membros.
A presidência portuguesa da UE começou no domingo
."

NOTA: Foi você que pediu um maior envolvimento dos parlamentos nacionais no processo de decisão e construção europeia? Um dia isto acaba mesmo mal...

CHÁ COM TORRADAS #178


Conversa de tasca:
Senhor A - Arre, que só me saem duques! Não é que que passados 30 anos ainda há gajos a darem-lhe com o desenvolvimento harmónico!?!
Senhor B - Já para não falar naqueles que confundem as funções de servidor público com as de entertainer!
Senhor C - 'Tejam calados e joguem...

sexta-feira, junho 29

CHÁ QUENTE #298


Bem pode ser um país esquizofrénico.
Quando o ideário nacional latino se preenche com forcados de barba rija, os representantes da nação continuam a pegar de cernelha.
Arre, depois queixem-se...

PURO PRAZER #294

Das Leben der Anderen
(As Vidas dos Outros)

Obrigatório.
Até dia 4 de Julho no Cine Solmar


Dreyman: Sabes o que Lenine disse sobre a Appassionata?
Christa-Maria Sieland: ...
Dreyman:"Se ouvir esta música até ao fim não termino a Revolução"...

Dreyman: Antes tinha medo de estar só e de não conseguir escrever...
Christa-Maria Sieland: ...
Dreyman: Agora também tenho medo de te perder...

quinta-feira, junho 28

CHÁ DAS CINCO #200


BAUDELAIRE, O HERÓI MODERNO
Este mundo adquiriu uma espessura de vulgaridade que confere ao desprezo pelo homem espiritual a violência de uma paixão. Mas há carapaças felizes que nem o próprio veneno seria capaz de atacar”. Charles-Pierre Baudelaire (1821-1867) ajustou a imagem do artista à imagem de herói...

Hoje no Suplemento de Cultura do Açoriano Oriental

CHÁ DAS CINCO #199 (Act.)



Sempre a aprender!


CHÁ COM TORRADAS #177

Post só para contrariar...

Conselho Europeu de Bruxelas, 21 e 22 de Junho
Conclusões da Presidência


"...all of the contents of the original EU Constitution are to be reintroduced in the “new” version of the constitutional treaty..."

The EU Constitution by any other name (hoops ?)

EU leaders admit: the new treaty is just the old constitution under a new name (hoops ?)

quarta-feira, junho 27

CHÁ DAS CINCO #198

Dicionário da Memória:

Ousar,
atrever-se a;
ter a ousadia, a coragem de;
empreender, abalançar-se.

não é mesmo que

Inovar,
tornar novo;
mudar ou alterar as coisas, introduzindo-lhes novidades;
renovar.

CHÁ COM TORRADAS #176


Today's timetable
9am-midday: The outgoing prime minister spends his last few hours in 10 Downing Street.

Midday: Tony Blair is driven to the Houses of Parliament for his 318th and final joust at prime minister's questions. He is expected to be wearing the same "lucky" brogues he has worn for the past 13 years at the session.

12.30pm: That historic confrontation over - and doubtless with a big send off from the 351 Labour MPs behind him - Mr Blair heads back to Number 10. He is usually driven the short distance down Whitehall.

12.30pm-1pm: Mr Blair - and family - say goodbye to Downing Street staff in the cabinet room. Many of his staff, such as chief of staff Jonathan Powell, are leaving with him.
1pm: Mr Blair leaves Downing Street for the final time with his wife, Cherie, and is driven the five minute journey to Buckingham Palace for his audience with the Queen.

1.15pm: After arriving in the quadrangle of Buckingham Palace, Mr Blair will be ushered inside for an entirely private audience with the monarch as Cherie Blair waits in an anteroom. Having met the Queen once a week for 10 years, this will be their final face-to-face meeting as head of state and head of government. He will be introduced to the Queen as prime minister - the last time he will be addressed as such.

At the end of their meeting, Mr Blair will formally resign as prime minister. Contrary to speculation, this does not involve the handing over of any physical seal of office. No letter is necessary: his word will be enough.

Mr Blair will leave the palace an ordinary citizen - although he will retain police protection and will be allowed to stay at Chequers for several days until his new London home in Connaught Square is ready.

Immediately after he is driven away from Buckingham Palace, it is thought he will fly to his Sedgefield constituency, where he is set to announce his resignation from parliament with immediate effect.

For a few minutes the country will have no prime minister.

As Mr Blair leaves Buckingham Palace, the Queen's private secretary will ring the office of the Labour leader, Gordon Brown, instructing him - wherever he is - to attend her majesty immediately. In reality, of course, Mr Brown will be waiting for the call.

Mr Brown is chauffeured up the Mall to the Palace, where the Queen will appoint him prime minister and ask him to form a government. He will immediately take on Mr Blair's protection squad.

2pm: The new prime minister is driven back to Downing Street. It would be unlikely he will enter Number 10 without speaking to the mass of reporters outside.

There will already be decisions he has to take. He has no need to move his lodgings: he already lives above the shop, because the Blairs lived in the larger home of No 11. He will then begin forming his cabinet.

Why is Tony Blair stepping down? (BBC)

Gordon Brown answers your questions (The Independent)

Bom-dia Mundo!

terça-feira, junho 26

PURO PRAZER #293


Looking Back, Zadok Ben-David (2005)

The Berardo Colletion

CHÁ COM TORRADAS #175

Notas soltas:

- O debate sobre o Porto, ontem, no Prós e Contras, fez-me lembrar, na parte das queixas e lamúrias contra Lisboa, a psicose terceirence para com são miguel. Pena que na parte das soluções apresentadas não se possa dizer o mesmo...

- O spinning de Vasco Garcia, por mão própria ou por outrém, na RDP/A, a semana passada, de que "iria, esta semana, pronunciar-se sobre a situação actual do PSD/A", pelo que não se ouve nem lê, foi um acto falhado. Aguarda-se segundo take...

segunda-feira, junho 25

CHÁ COM TORRADAS #174

IMPRESSÕES
Destino: Santorini - Grécia. Área: 73 Km2. Habitantes: 14 mil. O avião parte de Atenas com pontualidade exemplar. Vai cheio, perto de 100 pessoas, é o quarto voo doméstico de uma, das duas companhias gregas que mantêm ligações, diariamente, com a ilha. Por 20 minutos, o preço da passagem é quase igual ao que pagamos para Lisboa. Chegados, a pista só permite aterragens e descolagens para um lado mas, isso, não parece limitar os voos regulares nem os charters internacionais. A velha aerogare assemelha-se à maioria das infra-estruturas das nossas ilhas médias. À chegada, uma sala com casas de banho e uma só passadeira distribui as malas. À partida, seis balcões para check in e 4 gates. Quem arranja lugar senta-se. Ninguém reclama. Cá fora os autocarros e transferes aguardam os passageiros. As rent-a-cars nem espaços próprios ali têm...

No Diário Insular de ontem ou n'O Bule do Chá

sexta-feira, junho 22

PURO PRAZER #292


Jay-Jay Johanson
Teatro Micaelense
Hoje, 21.30
...
So tell the girls that I am back in town
Youd better tell them to beware
Well they may go or they might try to hide
I follow on and Ill be there
So tell the girls that I am back in town
And if its true I do not know
That every girl around had missed me since
I decided to go
...

quinta-feira, junho 21

CHÁ DAS CINCO #197

Coisa complicadas - Os futuros seis meses da presidência portuguesa da UE jogam-se, antes do seu início, em dois dias em Bruxelas. 'Tá tudo dito!

terça-feira, junho 19

CHÁ DAS CINCO #196

Cherchez la femme, ou agarrem-me essa fêmea! Rama Yade - Secrétaire d'Etat aux Affaires étrangères et Droits de l'Homme -, do novo Governo de Sarkosy. Conclusão, o homem pensa depressa e ... belo! Vive la France!

segunda-feira, junho 18

CHÁ COM TORRADAS #173

Coisas complicadas - "J'ai proposé à François de vivre sa vie de son côté et il l'a accepté". Ségolène anunciou, igualmente, a sua candidatura à liderança do PS francês, até agora dirigido por François Hollande, seu companheiro de 20 anos. Se não é coisa da "porca da política", anda lá perto. As separações públicas incomodam-me, dizem que «é a vida!»...

PURO PRAZER #291

Impressões de Atenas (III) - em todas as viagens que faço há um dia que dedico a saber o que se vai fazendo na artes plásticas contemporâneas. Foi com esse propósito que me desloquei à National Art Gallery. Uma primeira vez que me permitiu saber que também se comemora o feriado do Espírito Santo na Grécia, uma segunda que me levou a concluir tratar-se de um dos museus mais modestos de todas as capitais europeias. Ficou-me este blink de Nikiphoros Lytras...

sexta-feira, junho 15

CHÁ DAS CINCO #195

Um anúncio gigante de uma stripper está a receber os passageiros que chegam ao aeroporto de Gatwick, em Londres. Concebido pela Sports Media Gaming, o anúncio está desde a semana passada pintado na rota de aterragem do aeroporto. Apesar de ser praticamente imperceptível a partir de terra, a publicidade pode ser vista pelas centenas de passageiros que, diariamente, chegam ou partem. Digam lá se não estão já a pensar que o vosso pasto ou o "sarrado" de milho podia ser melhor aproveitado...

quinta-feira, junho 14

PURO PRAZER #290

Esta cena do Little Children, em que Brad Adamson pergunta a Sarah Pierce: “Do you feel bad about this?”, ela responde: “No, I don’t” e ele replica: “I do. I feel really bad.”, fez-me, imediatamente, recordar Rodolfo e Emma Bovary. O desenvolvimento do filme veio confirmar a impressão de haver um paralelo com a Madame Bovary, de Gustave Flaubert:
Não sabe que há almas que vivem em contínuo tormento? Necessitam alternadamente de sonho e de acção, das paixões mais puras e dos prazeres mais furiosos, e por isso se lançam em toda a espécie de fantasias, de loucuras.
Emma olhou-o como quem contempla um viajante que passou por países extraordinários, e disse:
- A nós, pobres mulheres, nem mesmo essa distracção é concedida!
- Triste distracção, pois nela não se encontra a felicidade.
- Mas é coisa que se encontre alguma vez? – perguntou ela.
- Sim, encontra-se um dia –, respondeu ele.
(…)
- Encontra-se um dia – repetiu Rodolfo -, um dia, subitamente, e quando já se começava a desesperar. Então entreabrem-se horizontes, e é como uma voz que exclama: «Ei-lo!» Sentimos necessidade de fazer a essa pessoa confidências da nossa vida, de lhe dar tudo, de lhe sacrificar tudo! Não são necessárias explicações: adivinha-se que está ali. Encontrámo-la já em sonhos. (E olhava-a.) enfim, está ali, o tesouro que tanto procurámos, ali, diante de nós; brilha, resplandece. Mas há ainda um resto de dúvida, porque não ousamos acreditar
…”
Não há maneira de fugir, Flaubert confessou o que nós, homens ou mulheres, pensamos em segredo: Emma Bovary c’est moi.

terça-feira, junho 12

PURO PRAZER #289

Impressões de Atenas (II)
Para quem não está a fazer estudos clássicos nem disposto a aturar taxistas ladrões ou hordas de japoneses e americanos, a fotografarem cada pedregulho que se possa assemelhar a um vestígio arqueológico, Atenas ocupa 48h, a maioria delas passadas em Plaka onde estão os restaurantes e esplanadas. O berço da democracia ocidental já era para mim um adquirido...

sábado, junho 9

É d'HOMEM #109


“Terceira não precisa duas Câmaras Municipais”
A existência de duas Câmaras Municipais na ilha Terceira “não serve mais do que projectos pessoais e constitui mesmo um factor de desunião entre as pessoas, para além de criar uma duplicação das mais importantes infra-estruturas”, afirma a deputada socialista Cláudia Cardoso.
Em entrevista ao programa “Magazine-RCA”, a ser emitido hoje, a partir das 11h00, no Rádio Clube de Angra, a deputada terceirense afirma que “o mesmo se passa, por exemplo, na Ribeira Grande”.
Cláudia Cardoso questiona-se sobre “o que se ganhou com a criação de mais uma Câmara Municipal” na ilha Terceira e sustenta que “não se ganhou mais do que a divisão económica, de recursos, bem como a divisão da capacidade de reivindicação da ilha Terceira”.
Adianta que a existência de dois municípios na ilha Terceira, tal como na ilha do Pico, ou ainda citando o caso da Ribeira Grande, “apenas serve para criar guerrinhas de capelinha”.
“Nós temos a tentação permanente de pessoalizar as coisas e é por isso que a duplicação de câmaras municipais, por exemplo, serve para propósitos eleitorais e mais algumas coisas mesquinhas”, afirma.
Questiona ainda se existe “real necessidade, sem rentabilização, de centros culturais e de espectáculos, estádios e outras estruturas em duplicado” na ilha, enquanto existem dificuldades a níveis bem mais básicos.


Via Diário Insular [2007.06.09]

Nota: Ainda que a posição de fundo para um debate esteja correcta, os alvos não foram os melhores: Ribeira Grande e Praia da Vitória não podem deixar de ser concelhos (talvez haja alguma confusão com o seu estatuto de cidades), mas a utilização dos recursos disponíveis nos últimos 30 anos justifica a crítica. A questão da organização territorial na Região já tem sido por mim muitas vezes levantada. A verdade é que, apesar de no último congresso do PS/A (em 2005) se ter prometido avançar para esse debate (não se previu a criação de um livro verde?), o assunto permanece um TABU político. Em tempos, já faz 2 anos (I, II, III), sugeri que esse pilar autonómico deveria ser tratado, nas suas orientações gerais, no novo Estatuto Político-Administrativo, mas os ecos públicos não dão, por ora, conta disso. Sendo Cláudia Cardoso uma alta responsável do PS/A, significarão aquelas palavras mais alguma coisa? Entretanto, o tempo vai passando. Quem sabe se na revisão constitucional de 2009?

quinta-feira, junho 7

PURO PRAZER #288

Impressões de Atenas
Brettos - The most beautiful old, low-lit bar, which actually makes its own ouzo and liqueurs on the premises. Even if you don't want to have a drink, pop your head in the door and have a look - stunning. Mas, bom bom foi poder beber o melhor vinho tinto grego ao copo...

quarta-feira, junho 6

PURO PRAZER #287

O tempo reencontrado (*)
"O dia inteiro, naquela casa um pouco rústica de mais, que parecia ser apenas um lugar de sesta entre dois passeios ou até passar o aguaceiro, uma daquelas casas em que cada sala parece um caramanchão de verdura e em que, nos papéis que forravam as paredes dos quartos, as rosas do jardim num e, noutro, os pássaros das árvores vêm ter connosco e nos fazem companhia, mas ao menos em separado..."

Em busca do tempo perdido, Marcel Proust. Vol VII. Ed. Relógio D'Água, 2005

(*) Obrigado à Mariana por me ter lembrado que tenho uma adega para recuperar no Canto, em Sto. Amaro, Pico.

terça-feira, junho 5

PURO PRAZER #286

Sob Céus Estranhos, Daniel Blaufuks

"Agora estou deste lado do ecrã, revendo todas as fotografias e velhas bobines de 8mm e vejo todos os que, um a um, foram partindo, levando um pouco de mim para sempre.
Estranhamente, também eu, de certa forma, me tornei um exilado.
Onde fica a minha casa? Não tenho bem a certeza."


Ed. Daniel Blaufuks e Tinta-da-China, Abril 2007

segunda-feira, junho 4

CHÁ QUENTE #298

...
Ela - devia ter-te dito que gosto de andar de mão dada na rua...
Ele - (chora) ...
Ela - talvez tivesse mudado alguma coisa... tanta coisa...
Ele - (chora) ... devia ter-te dito que preciso do teu sorriso na minha vida...
...
The End

segunda-feira, maio 21

CHÁ DAS CINCO #194

A conquista da (in)felicidade
Normalmente, a palavra Felicidade faz-me trautear a música, com o mesmo título, de Vinicius e Jobim, cujo refrão é o incontornável “Tristeza não tem fim, felicidade sim…”. A verdade é que justifico-me melhor com o conceito de Bem-estar do que com o de Felicidade, ainda que haja quem defenda que são a mesma coisa…
Vem isto a propósito do tema de capa que a revista Única, do Expresso, escolheu para este fim-de-semana: “A escolha da felicidade” e com a entrevista a Jonathan Haidt, especialista na matéria, autor do “The Happiness Hypothesis”. Segundo o Professor de Psicologia da Universidade de Virgínia a Felicidade pode ser determinada pela fórmula F (felicidade)= g(genética)+a(ambiente social)+v(actividades voluntárias), sendo que a investigação indica que a felicidade é menos sensível aos factores ambientais do que aos biológicos. Interessante, sem dúvida. Contudo, existem acções específicas para melhorar a nossa condição mental: os antidepressivos, a meditação, parece que o homem mais feliz do mundo é o monge budista Mathieu Ricard autor de “Happiness”, e a terapia cognitiva. Há alguns anos, ao ler, pela primeira vez, “A conquista da Felicidade” de Bertrand Russel, sublinhei as seguintes passagens no capítulo “O Homem Feliz”: “Há coisas indispensáveis à felicidade da maioria dos homens, mas são coisas simples: a alimentação, a casa, a saúde, o amor, o êxito no trabalho, o respeito das pessoas que nos rodeiam. Para alguns, ter filhos é também essencial. Quando tais coisas faltam, somente o homem excepcional é capaz de alcançar a felicidade (…) quando as circunstâncias exteriores não forem manifestamente desfavoráveis, o homem deve ser capaz de alcançar a felicidade, se as suas paixões e interesses forem dirigidos para o mundo exterior, em vez de se concentrarem em si próprio”, finalmente, “Toda a infelicidade resulta de uma desintegração ou falta de integração; há desintegração no Eu por falta de coordenação entre o consciente e o inconsciente; há falta de integração entre o Eu e a sociedade quando os dois não estão unidos pela força dos interesses e afeições objectivos. O homem feliz é aquele que não sofre de nenhuma destas faltas de unidade, cuja personalidade não está dividida contra si próprio nem em conflito com o mundo. Um tal homem sente-se cidadão do universo, goza livremente o espectáculo que lhe oferece e as alegrias que lhe permite, sem se perturbar com o pensamento da morte…”.
Quando, no ano passado, foi divulgado o estudo da Universidade de Leicester, com o mapa mundi dos níveis de felicidade, Portugal estava no 92.º lugar e a Dinamarca em primeiro. Para a New Economics Foundation, no seu Happy Planet Index, Portugal aparece no 136.º lugar. Na altura ninguém se admirou como não é de admirar que, mais recentemente, um estudo da Universidade de Cambridge, sobre a UE dos 15, Portugal surja em 14.º lugar. Para não variar são os dinamarqueses que lideram a tabela, e que, também para não variar, elegem um dos factores-chave para a sua felicidade o tempo livre e a forma como o usam para passar em família e com os amigos. É assim que talvez devesse assumir maior preocupação a notícia do Público, de ontem, que anuncia que os portugueses têm cada vez menos filhos e, entre a maioria daqueles que os têm, não faz parte das prioridades poder ter mais tempo para lhes dedicar. Mais individualistas, mais autocentrados: é uma tendência que já não é nova, mas que se tem vindo a consolidar. 83,7 por cento da população portuguesa empregada, com pelo menos um filho ou dependente a quem prestem cuidados, diz que não deseja alterar a sua vida profissional para poder dedicar mais tempo a cuidar deles. Nos estudos realizados por organismos da União Europeia ressalta o contrário, com a maioria dos europeus a manifestar-se insatisfeito no que respeita à conciliação entre trabalho e família. Esta insatisfação foi mesmo apresentada como uma espécie de "moeda comum" europeia. Por cá parece que ninguém se incomoda, vamos continuar a divergir e eu vou continuar a trautear, a que ameaça ser a mais portuguesa das canções brasileiras: “Tristeza não tem fim, felicidade sim…”

sexta-feira, maio 18

CHÁ QUENTE #297



Post "tão amigos que eles eram", a bem da credibilidade, claro está...
"A delegação açoriana que irá participar no XXII Congresso do Partido Popular não irá levar qualquer elemento da ilha S. Miguel. Segundo Pedro Medina, presidente da Comissão Política da ilha de S. Miguel e vice-presidente da Comissão Directiva dos Açores, trata-se de "um assunto interno que será debatido internamente", mas confirmou ao DA que nenhum militante micaelense irá a Lisboa (...) Segundo o DA conseguiu apurar, não se trata no entanto de uma questão de relacionamento dos Açores com os órgãos centrais do partido, mas sobretudo uma questão entre a liderança do PP-Açores, na Terceira, e a estrutura da ilha de S. Miguel. É que normalmente existe uma passagem por cada 4 delegados, o que daria cerca de 8 passagens para os 27 delegados micaelenses - uma relação que tem sido respeitada nos últimos anos. Mas para este congresso a liderança na Terceira apenas atribuiu 4 passagens a S. Miguel, ficando a Terceira com 6, o que é considerado internamente como "desrespeito pelo peso do partido na ilha" e visto mesmo por alguns militantes como "guerra da nova liderança a S. Miguel."

[Adenda, 19.05.07]
Cá está, as tréguas duraram 60 dias. Mas isto não é nada, quando for da constituição da lista para o círculo regional é que vão ser elas , oh se vão...

CHÁ DAS CINCO #193

O Governo de François Fillon: 8 homens, 7 mulheres. A paridade não é um exclusivo da esquerda, ainda que pareça ser um exclusivo do discurso da "esquerda moderna". Contudo, os discursos e as vontades dessa "esquerda moderna" parecem, à nascença, deficitários em, pelos menos, 17%, pois SÓ chegam para 33% e, muitas vezes, nem a isso. Quem é que dizia: "É a vida..."?

quarta-feira, maio 16

CHÁ DAS CINCO #192

Prevenir é o melhor remédio. Tribunal Constitucional aqui vamos nós, outra vez...

CHÁ QUENTE #296


(clique)

A ler Crónica de um erro diplomático, Francisco Seixas da Costa

É D'HOMEM #108

"a JS-Açores perdeu a sua autonomia porque as cúpulas estavam sediadas em Lisboa. A situação é tão mais grave quando nos lembramos que o actual líder exerce, igualmente, funções de deputado regional

André Ávila, candidato a líder da Juventude Socialista açoriana "atira-se" à jugular errada. Por mais razão que possa ter, já não é a liderança de Nuno Tomé que está em causa...

domingo, maio 13

PURO PRAZER #285


Juventude em Marcha, Pedro Costa

"Nha cretcheu, meu amor, o nosso encontro vai tornar a nossa vida mais bonita por mais trinta anos. Pela minha parte, volto mais novo e cheio de força. Eu gostava de te oferecer 100 000 cigarros, uma dúzia de vestidos daqueles mais modernos, um automóvel, uma casinha de lava que tu tanto querias, um ramalhete de flores de quatro tostões. Mas antes de todas as coisas bebe uma garrafa de vinho do bom, e pensa em mim. Aqui o trabalho nunca pára. Agora somos mais de cem. Anteontem, no meu aniversário foi altura de um longo pensamento para ti. A carta que te levaram chegou bem? Não tive resposta tua. Fico à espera.Todos os dias, todos os minutos, todos os dias, aprendo umas palavras novas, bonitas, só para nós dois mesmo assim à nossa medida, como um pijama de seda fina. Não queres? Só te posso chegar uma carta por mês. Ainda sempre nada da tua mão. Fica para a próxima. Às vezes tenho medo de construir estas paredes eu com a picareta e o cimento e tu, com o teu silêncio. Uma vala tão funda que te empurra para um longo esquecimento. Até dói cá dentro ver estas coisas más que não queria ver. O teu cabelo tão lindo cai-me das mãos como erva seca às vezes perco as forças e julgo que vou esquecer-me."

quinta-feira, maio 10

CHÁ DAS CINCO #191


"Hand on heart, I did what I thought was right. I may have been wrong - that's your call. But I did what I thought was right for our country..."

Blair vai-se embora a 27 de Junho, o que nos dizem os "bifes":

BBC
Finantial Times
Guardian
Independent
Times

quarta-feira, maio 9

CHÁ QUENTE #295

Todos os dias nos queixamos da sociedade açoriana não ser participativa. Todos os dias ouvimos dizer que não há espaços de opinião ou de debate. Todos os dias clamamos pela falta de informação e esclarecimento. Todos os dias procuramos lutar contra a atávica modorra insular... Nestes dias a RTP/Açores juntou-se à luta com o Estação de Serviço, um programa "que terá todos os dias em estúdio um comentador ou especialista relacionado com o tema em discussão, cabendo no entanto a maior fatia de intervenção aos telespectadores que poderão ligar através do telefone 296 202 767 e dar a sua opinião". Hoje, o tema, "Ser Europeu", interessava-me, particularmente, mais não fosse porque me permitiria poder ouvir e sentir o pulsar dos meus concidadãos (a massa anónima) relativamente a uma temática transversal ao nosso dia-a-dia. Estava enganado. Fiquei incomodado. Voltando ao início: "todos os dias nos queixamos da sociedade açoriana não ser participativa", mas raramente nos queixamos do entrave que é o monopólio da opinião. Ora, o que, hoje, aconteceu, na Estação de Serviço, foi, precisamente, a antítese do seu ADN. Sem culpa para a RTP/A, uma meia-dúzia de "papagaios do costume", todos figuras públicas ou com responsabilidades públicas, que já tomam, ou tomaram, o espaço público em várias outros contextos comunicacionais, encheu o programa de telefonemas inócuos e prolixos furtando ao cidadão anónimo o direito de se pronunciar. Façam-me um favor, para a próxima ouçam os outros. Olhem que, também, é uma virtude, infelizmente, cada vez mais rara...

CHÁ COM TORRADAS #172


9 de Maio. Porque a Europa, aos Açores, mais do que estradas, traz avenidas...

terça-feira, maio 8

PURO PRAZER #284

Nathan Coley. There Will Be No Miracles Here, 2006.
Na shortlist para o Turner Prize 2007.

segunda-feira, maio 7

CHÁ DAS CINCO #190

Pensamento em jeito de vol d'oiseaux: se é verdade que o PS/Madeira é tão mau tão mau que até o MPT e o PND conseguem eleger Deputados, quer isso dizer que, pelo caminho deste PSD/A, ainda vamos ter a Zuraida Soares e o Manuel Moniz na Assembleia Legislativa?

domingo, maio 6

CHÁ DAS CINCO #189

18.30
Isto tudo está ligado #1

De acordo com a projecção SIC/Eurosondagem, A.J.Jardim deverá conseguir uma votação entre os 67,1 e os 70,9 por cento. O partido socialista, ficará entre os 11,2 e os 14,8 por cento. O CDS-PP vem logo a seguir com uma votação entre os 4,4 e os 6,6 por cento. A CDU ficará entre os 3 e os 5,2 por cento. O Bloco de Esquerda deverá conseguir uma votação entre 1,5 e os 2,9 por cento. Com esta votação pode não conseguir eleger um deputado.
A sondagem RTP/Universidade Católica indica que os social-democratas madeirenses poderão obter um resultado entre os 62 e os 67%, ficando o PS-M com 14 a 17% das preferências. A CDU-M alcança, 5 a 7%, o CDS/PP-M 4 a 6% e o BE-M 2 a 4%.A abstenção terá rondado os 40 a 45%.

Isto tudo está ligado #2



A Projecção da Ipsos estima igualmente uma participação superior a 85% dos votantes. Passados 6 minutos do anúncio dos resultados Ségolène Royal discursa. Um ponderação das diferentes projecções indicam uma vitória de Sarkosy com 53,1% e Royal com 46,9%. Convém lembrar que daqui a um mês a França terá uma ... 3.ª volta, nem mais nem menos, que as legislativas. Ah pois é! Quem será o candidato socialista? Finalmente, com Sarkosy e Blair do mesmo lado convém começar a pensar num mini-tratado europeu...

quinta-feira, maio 3

CHÁ DAS CINCO #188

Parece que os portugueses estão divididos em relação à realização de um referendo sobre a regionalização, de acordo com o Barómetro DN/TSF/Marktest, a percentagem dos que defendem um novo referendo à regionalização é exactamente igual àquela que está contra a consulta popular - 42%.
A regionalização, chumbada pelo referendo de 1998, finalmente, voltou à discussão pública. Já foi criado um movimento cívico "Regiões, Sim!". Este movimento defende que o "chumbo" de 1998 não representou uma negação do conceito de descentralização, mas sim do mapa então proposto (eram oito as Regiões propostas, contra as cinco regiões plano tradicionais que o mapa acima descreve).
Duas razões, óbvias, para os açorianos em geral, e os seus órgãos de governo próprio em particular, estarem, desde a primeira hora, a favor da realização do referendo, bem como a favor da regionalização:
a) A defesa incondicional de um modelo de estado descentralizado;
b) A obrigação de acompanhamento e pedagogia de todo o movimento a favor da regionalização justificada pela necessidade de esclarecimento nacional sobre as diferenças entre a autonomia administrativa das regiões a criar e a autonomia política das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, bem como sobre as conquistas que o modelo de estado descentralizado potenciou nos arquipélagos nos últimos 30 anos.

CHÁ COM TORRADAS #171

E ao fim de muitos anos parece-me que a diferença fundamental entre os políticos continua a ser entre os que dizem SIM (ponto) ou os que dizem NÃO (ponto) e os que dizem "sim ou não, PORQUE..". Contudo, como o reino dos porquês parece ser um reino exigente, exigente para os governantes e exigente para os governados, há quem entenda que não vale a pena o incómodo. Siga a banda...

CHÁ QUENTE #294

Há males que vêm por bem. No meio de uma grave crise institucional, o primeiro-ministro turco anunciou a intenção de reformar o sistema eleitoral para que o Presidente da República seja escolhido por sufrágio universal. Propôs, ainda, um mandato presidencial de cinco anos renovável, no máximo de dois mandatos seguidos, em substituição do actual mandato único de sete anos. Venham mais destas...

quarta-feira, maio 2

CHÁ QUENTE #293

Começou às 19h e terminou às 21h40. Foram 2H40m. Uma eternidade televisiva. Um "debate", raramente, que rapidamente se tornou um show em que os jornalistas presentes eram meros pontos que lembravam os temas. Devo confessar que parti para esta empreitada com o preconceito de quem previa um Sarkosy enérgito e uma Mdme Royal em dificuldades. O rolo compressor da direita contra a esquerda de plástico. Surprise. Sarkosy é de direita porque diz que é de direita ou porque diz que "o que promete faz"? Ou apenas procurou não se expor demasiado para não espantar o eleitorado do centro? Ségolène não é só glamour. Fora algumas verdades feitas da "esquerda moderna" Mdme Royal mostrou um projecto, mas, fundamentalmente, a maioria das vezes, mostrou a segurança das ideias. É difícil resistir-lhe. Ganhou Royal porque ganhou a credibilidade que muitos lhe regateavam. Talvez mobilize alguns indecisos mas, possivelmente, pelo experiente tacticismo da postura defensiva de Sarkosy, não será suficiente para diminuir a diferença de 4% a 7% que, ainda, os separa a 4 dias da eleição. Finalmente, para quem tanto gosta de mal-dizer os debates nacionais ficou a prova de que não é só em Portugal que as questões internacionais e da globalização são tratadas superficialmente (tivemos uns 5m de Europa e Sarkosy é terminantemente contra a adesão da Turquia porque ... não é da Europa!?!), ainda que tal, num país com a importância da França, talvez, seja bem mais grave.
Para quem tenha preferido ver o Milão-Manchester (3.0 e Káká é que é o melhor do mundo) a sic-notícias transmite o debate às 23h (açores).

P.S. Sarkosy defende um mini tratado europeu para a reforma das instituições. A seu lado diz ter Blair, Zapatero e ... Merkel. Esta foi a verdadeira novidade do debate...

segunda-feira, abril 30

CHÁ DAS CINCO #187

Perguntas de bolso a caminho de um feriado:

1- Debater com um candidato perdedor é uma nova forma de fazer política ou é o tudo-por-tudo em política? 2- A suspensão do mandato dos eleitos em caso de constituição como arguido por matéria referente ao desempenho da sua função deve ser automática ou há excepções?
3- A distribuição gratuita, nas acções de propaganda eleitoral, de camisolas, canetas, bonés, isqueiros, porta-moedas, cadernos, caixas de lápis de cores, fitas de pulso, sacos, porta-chaves, baralhos de cartas e CDs com a música da campanha, é o grau-zero da política?

domingo, abril 29

CHÁ QUENTE #292


Prof. Doutor Carlos Blanco de Morais - O défice estratégico da ordenação constitucional das autonomias regionais
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O domínio que se escolheu para esta breve análise relativa ao défice estratégico do decisor constitucional, consiste no modelo de ordenação das autonomias poítico-administrativas dos Açores e da Madeira, na sua vertente legislativa.

Trata-se de uma área que parece reflectir o modo como sucessivos exercício tácticos passaram a possuir o “animus” das revisões constitucionais, procedendo-se a alterações, uma vezes desnecessárias, outras extemporâneas e outras ainda, pautadas por simples exercícios contraditórios com os regimes anteriores que desfiguraram a unidade e a coerência do pensamento constitucional sobre a matéria.

Em Estados com uma autonomia territorial avançada e amadurecida, como é o caso dos federalismos norte-americano e alemão, a evolução das relações entre o centro e a periferia não tem sido marcada por avanços e recuos erráticos traduzidos em sucessivas revisões constitucionais. As normas da Lei Fundamental têm mantido uma muito apreciável estabilidade e as novidades acabam, frequentemente por resultar da jurisprudência e da legislação infra-constitucional.

Mesmo nos regimes unitários regionais espanhol e italiano, mais incertos, e instáveis nas relações entre categorias normativas, a linha de rumo de uma autonomia evolutiva parece caminhar, tanto no sentido de uma maior aproximação entre regiões de autonomia comum e autonomia privilegiada, como também no sendeiro de uma difusa meta federal ou pós-federal, procurando revisões constitucionais como a italiana de 2001(3), preparar esse processo que, todavia, não foi aceite em 2006, mediante voto negativo expresso em referendo.

Ao invés, em Portugal, a história dos últimos trinta anos demonstrou que nunca existiu um objectivo estável no modelo de organização territorial, para além de uma ideia difusa de “autonomia progressiva”, expressão que reflecte tanto uma fuga à definição de qualquer estratégia aplicada em permanência, como o abandono do processo de regionalização a todas as vicissitudes de ordem conjuntural.

A autonomia progressiva para o poder político regional parece ter, apenas, o “céu como limite” e quiçá, algo envergonhadamente, para os demais actores, a preservação da integridade do Estado e do núcleo das suas funções de soberania.

De entre as vicissitudes que mais contaram para a evolução “ziguezaguiante” do modelo constitucional português de autonomia legislativa regional e da sua implosão parcial em 2004, destacou-se a força de pressão dos ramos autonómicos dos partidos do bloco central, exibida nas diversas revisões ordinárias do texto fundamental.

Essa pressão tomou-se mais intensa no decurso de períodos onde se encontram ausentes maiorias absolutas monopartidárias sólidas, situação que tornou as lideranças dos principais partidos do Governo e da oposição mais dependentes desses ramos regionais(4). Foi o que ocorreu em 1997, com um protagonismo do ramo social-democrata da RA da Madeira no processo de revisão constitucional e em 2004, onde a influência do referido ramo foi paralelamente reforçada pelo ramo socialista da RA dos Açores, tendo o centralismo clássico do PS sofrido uma alteração, a partir do momento em que adquiriu um reduto regional no arquipélago açoreano(5).
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sábado, abril 28

É d'HOMEM #107

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Sente que a sua frontalidade incomoda?
O objectivo do meu blogue não é ser incómodo. Agora, há pessoas que me incentivam, o que me dá alguma gana para continuar a fazer de advogado do diabo numa região onde as coisas são cada vez mais cinzentas. No último ano, tive a noção de que estava a tornar-me incómodo porque sofri pressões de pessoas com responsabilidades políticas e de outras que não as tendo querem vir a ter, e até de gente com rabos de palha. Tentaram calar-me para que certas coisas não viessem ao de cima.
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Nuno Barata, em entrevista ao Jornal Diário. Como ainda não foi desta, fico a aguardar, próxima entrevista, para saber os nomes dessas pessoas que exerceram pressão. Denunciá-lo de forma genérica é inconsequente...

CHÁ QUENTE #291


(entrada reservada a idealistas)

We asked 21 leading thinkers:
What is one solution that would make the world a better place?

sexta-feira, abril 27

CHÁ QUENTE #290

ESCLARECIMENTO:
Na ediçao de hoje do Expresso das Nove, na Secção Blog In, é-me atribuída a seguinte citação:
"Sobre as perguntas do PSD-Açores...
...relativas aos números e gastos com a Administração Pública na Região. Está giro o artigo de opinião no "GACS"...
CHÁ VERDE
Publicado por Guilherme Marinho, 18 de Abril
http://chaverde.blogspot.com
"

Como é facilmente comprovável pelo arquivo do blogue eu nunca publiquei semelhante post, daí esperar que, em próxima edição do jornal, seja reposta a verdade dos factos.

CHÁ DAS CINCO #186

"I believe that life on Earth is at an ever-increasing risk of being wiped out by a disaster such as sudden global warming, nuclear war, a genetically engineered virus or other dangers. I believe the human race has no future if it doesn't go into space." Stephen Hawking

Bom fim-de-semana!

quarta-feira, abril 25

CHÁ DAS CINCO #185

Pensamento prévio: há-de haver alguém a gostar de um post deste calibre. Bom, pelo menos é suposto que sim ou não serão os cães "os melhores amigos do homem"? Dúvidas à parte, quem gosta de cães não tem problemas em afirmar que aqueles animais expressam os seus sentimentos: orelhas caídas, postura tensa, e cauda esticada significam "não te metas comigo" enquanto que as orelhas levantadas e o vigoroso abanar da cauda significam "estou contente por te ver". Contudo, parece haver uma nova teoria sobre a linguagem corporal canina que defende que quando os cães sentem algo positivo sobre algo ou alguém as caudas abanam mais para o lado direito, ao passo que quando se sentem negativos abanam mais para o lado esquerdo. Extraordinário!? O estudo científico, que tem um nome que fazer chorar, "Respostas assimétricas do abanar das caudas dos cães a diferentes estímulos emocionais", parece ser muito relevante porque ficando a cauda a meio do corpo do cão já não é tão simples a explicação da linguagem corporal canina através do controlo do lado direito do corpo pelo lado esquerdo do cérebro (felicidade), e do lado esquerdo do corpo pelo lado direito do cérebro (infelicidade). Não há dúvida, o mundo acordou mais seguro...

CHÁ COM TORRADAS #170

Razões para dizer que falta cumprir Abril: A Igualdade é boa para ti. Se mais mulheres tivessem trabalho remunerado o país estaria melhor. Kevin Daly, da Goldman Sachs, mediu a diferença dos géneros na taxa de emprego de diversos países. Essa diferença em Espanha e Itália (países que permitem extrapolar os números para Portugal) é de 20%, contrastando com a Suécia com 4%. Segundo o estudo reduzir essa diferença pode significar um crescimento de 13% na zona euro. E ao contrário do que se pensa e escreve, trazer mais mulheres para o mundo do emprego não reduz as taxas de fertilidade: nos países em que a diferença entre géneros é mais pequena as mulheres tendem a ter mais filhos(segundo gráfico). De maior importância serão sempre os apoios e incentivos do Estado à maternidade, à infância e à vida conjugal não onerando fiscalmente os casais (ex. tanto em Espanha como em Itália um dos elementos do casal paga sempre mais impostos do que o seu companheiro ao contrário da Suécia onde as taxas são as mesmas). Isto é o que se me oferece dizer, hoje, 25 de Abril de 2007. Se não gostaram sempre podem ler o discurso do Presidente da República, onde não se fala nada disto mas fala-se de juventude, o que é substancialmente diferente de falar para a juventude. Parece que faz sol lá fora, que bom, ao menos isso...

terça-feira, abril 24

PURO PRAZER #283


Em Abril, sonhos mil! Foi você que pediu um SOL a 3-D?