sexta-feira, março 23
CHÁ DAS CINCO #174
CHÁ COM TORRADAS #163
A política partidária está de volta aos Açores. Nesta semana todos os partidos mais votados se organizaram em congressos, comunicações, intervenções, jornadas. Todos, menos um! Será que o Bloco de Esquerda, na Região, pensa que lhe basta a criação do círculo regional de compensação para chegar ao parlamento regional? Esperem sentados…
quinta-feira, março 22
CHÁ QUENTE #282
4,5 litros/min. - Economizam um mínimo de 60% - Ref: 2206 (Fêmea) - Ref: 2406 (Macho): 9,95 €
Redutores de Caudal
Podem ser instalados nos chuveiros tradicionais que não disponham de tecnologia economizadora de água. Estes redutores pagam-se a si próprios - e ainda dão lucro – pela quantidade de água que poupam. Existem três modelos disponíveis: o que economiza 30% (consome 13,2 litros por minuto), o que economiza 46% (9,5 litros/minuto) e o que economiza 56% (7,4 litros/minuto). Todos os modelos dispõem também de uma versão com sistema anti-torção o qual prolonga a vida da mangueira.
9,5 litros/min. - Economizam 46% - Ref: 1412: 11,50 €
7,4 litros/min. - Economizam 56% - Ref: 1414: 11,50 €
CHÁ QUENTE #281
CHÁ COM TORRADAS #162
N. Sarkozy já atingiu a barreira dos 30% nas intenções de voto, e aumenta a diferença para Ségolène Royal, que estabilizou nos 25,5%. Além disso continua a liderar as intenções de voto na 2.ª volta (53% / 47%)
Para o «meteoro» F. Bayrou, o dinamismo inverteu-se. Depois de um aumentou súbido de 10 pontos em mês e meio, já perdeu 5% numa semana (18,5% hoje).
A Ipsos disponibiliza-nos, hoje, outras curiosidades. Entre os jovens (18 aos 35) continua a ter actualidade uma clivagem entre direita e esquerda (48% contra 46%). Mas, mais importante, entre os vários candidatos aquele que representa, para a juventude, a maior mudança política (um dos factores determinantes para o voto jovem) é N.SARKOZY com 26% seguido de F.BAYROU com 25% e S. ROYAL já só com 19%. Em política, se há sinais importantes, este é, seguramente, um deles...
quarta-feira, março 21
CHÁ QUENTE #280
terça-feira, março 20
CHÁ DAS CINCO #172
In Três vírgula nove ponto de exclamação, Pedro S. Guerreiro
CHÁ COM TORRADAS #161
Falar do Congresso do CDS/PP (agora, e bem, CDS/PP-Açores) que decorreu este fim-de-semana, em Angra, não deixa de ser algo do campo do sensorial. Na verdade, dada a pouca cobertura informativa que o mesmo teve, algumas transmissões directas na RDP-A, poucas na RTP-A, restariam os jornais ou os blogues (este, este e este) para tentar completar as lacunas. Contudo, os jornais pouco adiantaram e os blogues não quiseram ser juízes em causa própria. É pena. Assim, como não domino as situações, resta-me falar das impressões. Ora, as minhas impressões resumem-se nas primeiras frases.
Comissão Politica Regional
Antes: AP, Presidente, NMA, Vice – Presidente, Renato Moura (RM), Vice – Presidente, PM, Vice-Presidente e AL, Vogal
Agora: sai AP, avança AL, NMA e PM mantêm as vice-presidências
Comissão Directiva Regional
Antes: AP, Presidente, NMA, Vice – Presidente, RM, Vice – Presidente, PM, Vice-Presidente, AL, Vogal
Agora: sai AP e avança RM, braço direito de AP durante 25 anos e agora braço direito e esquerdo de AL (RM será certamente o primeiro beneficiado pelo círculo de compensação).
Mesa do Congresso
Antes: Presidente João Manuel Barcelos e Vice-Presidente João Faria e Castro
Agora: Presidente João Faria e Castro
Comissão de Jurisdição e Fiscalização
Antes: Presidente Artur da Ponte
Agora: Presidente José Paím (anterior Vogal da Comissão Política de AP)
Conselho Regional
Antes: Presidente - Augusto Cymbron
Agora: Presidente - Nuno Barata Almeida e Sousa
Como se vê a única novidade ao nível dos cargos dirigentes é a entrada de Nuno Barata para o Conselho Regional no lugar de Augusto Cymbron. Mudanças? Onde?
Mas a cereja no cimo do bolo está guardada para o anunciado órgão consultivo – o Conselho Económico e Social. A «menina dos olhos» de AL vai ser liderada por AP, aquele que era suposto sair mas que foi ficando e que agora vai ser responsável por um órgão que nunca quis formar no seu consulado. Resta-me a pergunta: que possibilidades terá, assim, este CDS/PP-Açores em atrair contributos daqueles que antes não se identificavam com a postura política de AP?
1- Este faz de conta regional acabou por merecer nota positiva tendo em conta o desvario nacional. Contudo os que antes suspiravam na Região por um balão de oxigénio trazido por Paulo Portas (a exemplo das eleições de 2000) são capazes de estar a fazer figas para que o que se passa em Lisboa não contamine a imagem de seriedade política que o novel líder diz querer que fazer passar
2- Lamentável que o site do partido não tenha disponibilizado quaisquer das moções concorrentes, resta-me aguardar pela boa vontade de alguém para as poder ter nos arquivos.
domingo, março 18
CHÁ QUENTE #279
ISTO NÃO É UM ARTIGO, hoje no Diário Insular ou n' O BULE DO CHÁ
sexta-feira, março 9
CHÁ QUENTE #277
quinta-feira, março 8
quarta-feira, março 7
PURO PRAZER #277
Se considera que uma lista das 20 melhores obras literárias, decorrente das escolhas de 125 escritores britânicos, americanos e australianos, lhe merece alguma credibilidade tome nota:
1 Anna Karenina - Leo Tolstoy
2 Madame Bovary - Gustave Flaubert
3 Guerra e Paz - Leo Tolstoy
4 Lolita - Vladimir Nabokov
5 As Aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain
6 Hamlet - William Shakespeare
7 O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
8 Em Busca do Tempo Perdido - Marcel Proust
9 Contos - Anton Pavlovich Chekhov
10 Middlemarch - George Eliot
11 Don Quixote - Miguel de Cervantes
12 Moby-Dick - Herman Melville
13 Grandes Esperanças - Charles Dickens
14 Ulysses - James Joyce
15 A Odisseia - Homero
16 Dubliners - James Joyce
17 Crime e Castigo - Fyodor Dostoevsky
18 O Rei Lear - William Shakespeare
19 Emma - Jane Austen
20 Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez
Provocação: Porque será que em 20 obras só há 2 da autoria de mulheres?
terça-feira, março 6
CHÁ QUENTE #276
domingo, março 4
CHÁ QUENTE #275
Proponho um pequeno exercício. É sabido, pelo menos devia ser do conhecimento colectivo, que o núcleo essencial das competências dos municípios na Região anda à roda de 5 vectores - o saneamento básico e os resíduos; a habitação, ordenamento urbano e o urbanismo (onde se incluem equipamentos urbanos e o trânsito); a educação primária e a acção social (creches, jardins de infância); o desenvolvimento local e, finalmente, a cultura e o desporto. Atribua uma avaliação Mau, Bom, Muito Bom à actuação sua Câmara Municipal em cada um destes 5 vectores. Depois estabeleça a média. Este pequeno exercício pode servir para ter uma melhor percepção do que realmente se anda a fazer, ou a não fazer, à sua volta e para perceber qual o grau de influência de alguns entes públicos na sua qualidade de vida. Pode igualmente servir para estabelecer termos comparativos com outros municípios. Por exemplo a Câmara Municipal do Nordeste iniciou a semana passa um modelo de recolha selectiva de lixo porta a porta, tendo distribuído por todas as habitações caixas de recolha adequadas. É o primeiro município a desenvolver esse modelo e é um grande contributo para reduzir as quantidades de lixo a depositar em aterro. A Câmara encara ainda a possibilidade de oferecer uma caixa de compostagem para aqueles que querem aproveitar os resíduos orgânicos. Esse facto coloca o município do Nordeste no Muito Bom em matéria de resíduos urbanos e faz com que todos os restantes municípios da Região, mas sobretudo os da Ilha de São Miguel, sejam relegados para a zona do bom ou do mau…
CHÁ COM TORRADAS #159
ACADÉMICOS , no Diário Insular de hoje ou n' O BULE DO CHÁ
sábado, março 3
PURO PRAZER #276
Paris, je t’aime
(no Cine Solmar até 7 de Março)
- Posso fazer-te uma massagem nos pés?
- Para que queres fazer-me uma massagem nos pés?
- Porque estás cansada, andaste a correr toda a noite nos meus sonhos…
sexta-feira, março 2
POST(AL) AUTONÓMICO #32
É para lembrar que faz hoje 112 anos que foi publicado o Decreto de 2 de Março de 1895, promulgado por impulso do açoriano Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro, então Presidente do Conselho de Ministros, que estabeleceu a possibilidade dos distritos açorianos requerem a aplicação de um regime de autonomia administrativa, e que nem eu nem outros 10 conterrâneos desistimos da consagração do dia 2 de Março como Feriado Regional.
CHÁ QUENTE #274
Para quem não saiba, os eleitores-fantasma provocam um aumento artificial da taxa de abstenção e desvirtuam a distribuição de mandatos de deputados, proporcionais ao número de eleitores.
Conhecida a atribuição de deputados no sistema eleitoral da região: “Em cada círculo eleitoral serão eleitos dois deputados e mais um por cada 6000 eleitores ou fracção superior a 1000” aplicando a referida percentagem média regional de eleitores fantasma, no recenseamento de 2007, aos diferentes círculos eleitorais é-nos fácil concluir que:
- São Miguel com 102009 recenseados tem, pelo menos, 8874 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que só devia ter 18 deputados, menos 1 do que actualmente;
- A Terceira com 45337 recenseados tem, pelo menos, 3944 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que só devia ter 9 deputados, menos 1 do que actualmente.
- São Jorge com 8143 recenseados tem, pelo menos, 708 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que fica a 400 eleitores de perder 1 deputado.
Nota Final - Estes números devem, igualmente, ser perspectivados com as seguintes premissas:
- A percentagem de 8,7% é referente a 2005, logo a possibilidade de ser maior em 2007 não é de descurar;
- A percentagem indicada é uma média regional logo em algumas ilhas, especialmente nas maiores, as variações podem ser maiores influenciando decisivamente a atribuição de mandatos;
[Adenda]
Via email, Luís Humberto Teixeira, um dos autores do estudo, a quem agradeço, fez-me chegar o endereço onde podemos encontrar o documento integral.
quarta-feira, fevereiro 28
CHÁ COM TORRADAS #158
Vejam lá, vejam lá Comissários Europeus com blogues. E eu a pensar que isso era coisa para rapazes pequenos ou para quem não tem nada que fazer. Margot Wallström (Vice-presidente); Janez Potocnik (Ciência e Investigação); Mariann Fischer Boel (Agricultura e Desenvolvimento Rural); Vladímir Spidla (Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades) devem ser tontinhos...
terça-feira, fevereiro 27
CHÁ DAS CINCO #171
“De vez em quando, é preciso vir um poeta para limpar a língua” disse Jorge Silva Melo no 80.º aniversário de António Ramos Rosa (Faro, 17/10/1924). Pois, de vez em quando é preciso trazer Ramos Rosa. Dou conta do seu relevo na minha estante ao saber que o Pen Club o indicou (com Herberto Hélder) para candidato ao Nobel da Literatura, quase 50 anos depois do lançamento do seu primeiro livro (O Grito Claro, 1958). Inconsciências conscientes do maior, e mais galardoado, poeta português vivo (Prémio Pessoa 1988; Grande Prémio Internacional de Poesia, 1990, Poeta Europeu da Década, 1991; Pen Club de Poesia, 1980 e 2005), cuja contemporaneidade foi, curiosamente, dada por uma banda nacional de hip-hop (Da Weasel) - “Não posso adiar o amor para outro século/…/Não posso adiar o coração” -, lembram-se? ..."
NO «CAOSMOS», no Suplemento de Cultura do A.O. de hoje ou n' O BULE DO CHÁ
segunda-feira, fevereiro 26
CHÁ QUENTE #273
A revolta da Madeira, por José Medeiros Ferreira (Diário de Notícias, 27.02.07)
domingo, fevereiro 25
É d'HOMEM #103
Na sua pesquisa, Nuno Monteiro Pereira confirmou o mito popular que atribui um pénis maior aos homens de raça negra, já que estes possuem, em média, um falo com 11,90 centímetros, em flacidez, e 17,64 centímetros em estiramento (alongado).
Pelo contrário, o especialista deitou por terra «o mito popular de que os homens mais baixos possuiriam um pénis maior», pois os mais baixos contam com menos centímetros (também no falo) do que os altos, da mesma forma que os mais gordos «possuem uma dimensão peniana inferior aos homens mais magros».
sábado, fevereiro 24
quinta-feira, fevereiro 22
CHÁ DAS CINCO #170
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
- ANOTADA -
J. J. Gomes Canotilho; Vital Moreira
Preparando a revisão constitucional de 2009 com Alberto João Jardim.
Ah pois é, já estamos em 2007...
CHÁ QUENTE #272
quarta-feira, fevereiro 21
CHÁ DAS CINCO #169
***
Já agora, simule o consumo de cada aparelho eléctrico na sua casa.
segunda-feira, fevereiro 19
CHÁ QUENTE #271
CHÁ QUENTE #270
CHÁ DAS CINCO #168
ABSTENCIONISTAS UNIDOS, no D.I. de ontem, ou n' O BULE DO CHÁ
sexta-feira, fevereiro 16
quinta-feira, fevereiro 15
CHÁ QUENTE #269
CHÁ DAS CINCO #167
As seis dimensões adoptadas para aferir o bem-estar das crianças – bem-estar material, saúde e segurança, educação, relacionamento com a família e os pares, comportamentos e riscos, e a noção subjectiva de bem estar dos próprios jovens – permitem traçar um quadro geral sobre as condições de vida das crianças, embora nenhuma das dimensões possa isoladamente reflectir de modo fiável o bem-estar da criança no seu todo.
Segundo o relatório, os países do Norte da Europa dominam a metade superior da tabela global, com a Holanda, a Suécia, a Dinamarca e a Noruega nos lugares cimeiros no que diz respeito ao bem-estar da criança, mas não se verifica uma relação forte ou consistente entre o PIB per capita e o bem-estar infantil. A República Checa, por exemplo, ocupa uma posição superior à de vários países europeus mais ricos. Nenhum dos 21 países da OCDE ocupa o terço superior das tabelas em todas as dimensões do bem-estar infantil.
A Convenção sobre os Direitos da Criança apela a todos os países para que invistam nas suas crianças “no limite máximo dos seus recursos disponíveis”. A comparação a nível internacional é um meio para aferir este compromisso. Não se pode considerar que um país está a fazer o máximo que lhe é possível para as suas crianças se outros países num estádio de desenvolvimento semelhante conseguem fazer melhor – é precisamente isso que as tabelas pretendem ilustrar.
...
Faltou referir que a média dos 6 factores faz estar a Holanda em 1.º e o Reino Unido em último (21.º), Portugal aparece no 17.º e os seus piores índices são o bem-estar material e a educação.
CHÁ QUENTE #268
Correio da Manhã – Como é que Portugal pode combater a poluição ambiental com sucesso?
Carlos Pimenta – A primeira coisa é aplicar a legislação que já está em vigor e que não está, de uma forma generalizada, a ser aplicada. Ora, 60 por cento da electricidade do País é consumida nas casas. E há, desde o ano passado, normas extremamente modernas sobre a forma como devem ser construídos os edifícios, mas não é por as leis serem publicadas no Diário da República que a construção civil passa a ser melhor do que era no ano anterior. Por isso, é preciso não só fiscalização mas também formar os arquitectos, os engenheiros e os promotores imobiliários. E ter normas de compras públicas em que entidades que recebam subsídios ou dinheiros do Estado sejam proibidas de comprar ou alugar habitações e escritórios [se não cumprirem as leis ambientais].
...
Entrevista a Carlos Pimenta, Políticos não antevêem dimensão da catástrofe
quarta-feira, fevereiro 14
terça-feira, fevereiro 13
segunda-feira, fevereiro 12
CHÁ DAS CINCO #165 (Act.)
Dizer que a abstenção técnica (cadernos desactualizados) na Região tem muita culpa é tapar o sol com a peneira. A verdade é que, através dos números, comparando o exercício do voto nas regionais, autárquicas e nacionais, se tornou, para mim, claro que os açorianos eleitores não estão minimamente mobilizados para as eleições nacionais.
Se alguém se der ao trabalho de confirmar os resultados eleitorais desde 98 (última actualização dos cadernos) a abstenção na Região em actos eleitorais de âmbito nacional nunca baixou os 50%, vejamos:
Legislativas Regionais
2000 – 47%
2004 – 44,3%
Autárquicas
2001 – 42,2%
2005 – 41,8%
Legislativas Nacionais
1999 – 49,7%
2002 – 51,9%
2005 – 51,8%
Presidenciais
2001 – 62, 8%
2006 – 56,9%
Europeias
1999 – 69,1%
2004 – 69,4%
Referendos
1998 – 72,9%
2007 – 70,5%
Não me digam que não temos aqui um problema!
[Adenda, 14.02.07]
Ainda sobre a abstenção no referendo, a ler:
Referendo, João Paulo Guerra (Diário Económico)
Os submissos, Miguel Carvalho (Visão)
O dever do voto, Pedro Rolo Duarte (Diário de Notícias)
Sujeitos passivos, Fernando Sobral (Jornal de Negócios)
sexta-feira, fevereiro 9
CHÁ COM TORRADAS #157
1- O PS/A continua sem concertar uma estratégia autárquica (ver declarações dos Presidentes de Câmara sobre a distribuição das verbas comunitárias e votação na inter-municipal);
2- O líder do PSD/A não conta com o seu Grupo Parlamentar na Assembleia Legislativa (ver A Casa da Liberdade (II), no Açoriano Oriental de 08.02.07).
quinta-feira, fevereiro 8
CHÁ QUENTE #267
A poucos mais de 48h do referendo nacional sobre a interrupção voluntária da gravidez, quando são divulgadas as últimas sondagens, nacionais e regionais, convém olhar algumas curiosidades dos números do referendo de 1998 nos Açores.A taxa de participação foi de 27,2 %
O concelho que teve maior taxa de abstenção foi Santa Cruz da Graciosa com 80, 6% e o que teve a maior taxa de participação foi Lajes das Flores com 42,7%
Os Açores foram a região do país que teve maior percentagem de voto no NÃO com 82,8 %
O concelho que teve maior percentagem de voto no NÃO foi Vila Franca do Campo com 92, 7% e o que teve a maior percentagem de voto no SIM foi Vila do Porto com 30,6 %
A freguesia que teve maior percentagem de voto no NÃO foi a Ribeira Chã (Lagoa) com 96, 9 % e o que teve a maior percentagem de voto no SIM foi a Ribeirinha (Horta) com 87, 7 %
terça-feira, fevereiro 6
CHÁ QUENTE #266

Se tens a mania que és escritor(a), tens dotes exclusivos no uso da pena, um grande potencial romanesco, que apenas por trapaça do destino ainda não te creditaram as devidas loas como romancista pós-moderno(a) e os merecidos destaques nos escaparates da livraria do centro comercial da vila, passa à frente. Aqui só devem entrar, e registar-se, um milhão de «pinguins» criativos que acreditam que na Internet é possível uma “colaboração social” através da escrita.
Não, não me culpes. A ideia é da Penguin que se aliou à Montfort University (Leicester), pelo curso de escrita criativa on-line, para fazer um «wiki-romance», tipo Wikipédia. Parece um trabalho de Sísifo mas há regras e quem se disponha a cumpri-las. Enquanto posto o «romance» já vai com 3 capítulos e apenas começou dia 1 de Fevereiro (termina dia 28 de Fevereiro). Ó Criativo(a)! Sim, tu! Queres experimentar? Então contribui com 250 palavras e vê se te aguentas sem que alguém as modifique ou apague. Boa Sorte!
CHÁ DAS CINCO #164

E, pelos vistos, ninguém quer falar do essencial. E, em matéria de fundos comunitários para 2007-2013, o essencial é saber se vamos estar todos «remar para o mesmo lado», ou seja, se as câmaras muncipais da Região vão continuar a gastar os seus plafonds em relvados sintéticos, rotundas e fontanários ou se vão privilegiar os projectos intermunicipais, que incentivem o investimento local, e os projectos decorrentes do exercício das suas competências em matéria de educação e ambiente?
segunda-feira, fevereiro 5
CHÁ DAS CINCO #163

O que diria se a sua câmara municipal/freguesia disponibilizasse um sítio electrónico em que você pudesse fazer-lhe chegar as suas questões, reclamações, alertas (inclusive usando imagens) ou acompanhar e debater a execução das obras públicas? Eu cá, não só, aplaudiria como dar-lhe-ia uso, uma vez que não vejo em que é que, nesta matéria, os cidadãos da freguesia de Lewisham são diferentes de nós.
(via Bichos Carpinteiros)
CHÁ COM TORRADAS #156
CLIQUE NA IMAGEM E DESCUBRA QUAL É A SUA PEGADA ECOLÓGICA?A MINHA PEGADA ECOLÓGICA É DE 4.6 HECTARES
COMO TERMO DE COMPARAÇÃO, A PEGADA ECOLÓGICA MÉDIA DE PORTUGAL É 4.5 HECTARES GLOBAIS POR PESSOA.
MUNDIALMENTE, EXISTEM 1.8 HECTARES GLOBAIS DE ÁREA BIOLOGICAMENTE PRODUTIVA POR PESSOA
SE TODOS TIVÉSSEMOS UMA PEGADA ECOLÓGICA SEMELHANTE À MINHA, IRÍAMOS PRECISAR DE 2.6 PLANETAS TERRA

(ESTOU EM ESTADO DE CHOQUE!)
domingo, fevereiro 4
CHÁ QUENTE #265
a, simples, interpretação do instituto referendário como uma segunda câmara de reflexão ou de controlo à produção de legislação (como nas experiências portuguesas) dificilmente constituirá melhorias no processo democrático. Para tanto seria necessário: que ao «suporte social da democracia directa», a nós, ao povo, se não ligasse uma estratificação (para alguns social): os críticos com diminuto interesse e participação política; os críticos com interesse permanente, formação sólida e conhecimento das regras políticas - o «não voto» referendário, vulgo abstenção, é a negação do objectivo primeiro; que a sociedade portuguesa não se compusesse de sistemas (político, económico, jurisdicional) funcionalmente diferenciados e antes fosse uma sociedade fundamentalmente política no sentido de que tudo se discute, se questiona, se decide – tudo é «politicamente aberto». Por alguma razão o país, desde 97, conta por dois os referendos nacionais, tal como desconhece a sua real implementação local, e a Região continua distante dessas «modernidades», por omissão de regulação (outra obrigação estatutária), dispensadas, talvez, pela sensação de que “aqui tudo é mais próximo”
..."
REFERENDO – LADO B, hoje no D.I. ou n' O Bule do Chá
quinta-feira, fevereiro 1
CHÁ QUENTE #264 (Act.)
...
SANDEEP GUPTA - ... temos de nos concentrar no que podemos controlar. Pode parar de fumar. Sabe que por cada cigarro que fuma perde 11 minutos de vida? Em média, a esperança de vida de um fumador é de menos dez anos do que um não fumador. Se parar de fumar, em 12 meses o risco já caiu em 50 por cento.
PÚBLICO - Acha que os cigarros são o principal inimigo?
S.G. - Não. Nenhum risco é mais importante. Oitenta por cento dos ataques de coração são explicados por quatro factores de risco: fumar, tensão arterial alta, diabetes e colesterol.
P. - No caso do colesterol, a dieta tem um papel importante. É preciso insistir aí?
S.G. - As pessoas são muito indulgentes. Temos de começar a comer as coisas certas na quantidade certa. O mundo, com seis mil milhões de pessoas, está dividido em dois. Metade está a passar fome e a outra tem excesso de peso. E, dos dois lados, morre-se cedo. E temos de falar de exercício.
...
P. - Apesar da prevenção, não baixou a mortalidade das doenças cardíacas. O que podemos fazer?
S.G. - Temos de manter a pressão. As sociedades de aterosclerose, cardiologia, os media, os campeões de futebol, as estrelas da música. Todos temos de participar. Temos de ir ao recreio da escola, dizer às empresas para reduzirem o sal da comida de bebés... Não podemos esperar pelos 40 anos para mudar os hábitos. Isto merece o envolvimento do governo, da indústria alimentar e da comunidade médica. De todos.
...
A ver ainda:
O Livro Verde para uma Europa sem fumo do tabaco e respectivas Perguntas e Respostas;
A lei francesa que hoje entrou em vigor;
O projecto de diploma português que continua parado na Direcção-Geral da Saúde.
...
A Comissão Europeia convida todas as instituições da União Europeia, os 27 Estados-Membros e a sociedade civil a reagir ao Livro Verde até 1 de Maio de 2007. A partir desta data analisará as respostas obtidas e elaborará um relatório com as principais conclusões da consulta pública.
quarta-feira, janeiro 31
PURO PRAZER #272
O Pequeno Mundo
Jorge Molder
“VLADIMIR – [...] O que é que nós estamos aqui a fazer, eis a questão. E felizmente temos o privilégio de, por acaso, saber a resposta. É verdade, no meio desta imensa confusão apenas uma coisa é clara. Estamos à espera que o Godot venha.”
Samuel Beckett, À espera de Godot
(Molder e Godot, aqui)
domingo, janeiro 28
POST(AL) AUTONÓMICO #31
“O perfeito agitador”
Através das colunas do “seu” Correio dos Açores e da acção política, José Bruno foi ao longo da vida “o perfeito agitador” (excelente fórmula de Carlos Enes, causadora de alguma perturbação no colóquio) da sociedade açoriana, lançando novas ideias, lutando para ajustar, consoante os regimes e os governos, a modesta autonomia administrativa conquistada pelos distritos açorianos, por altura do governo de Hintze Ribeiro (2 de Março de 1895). Com uma visão algo instrumental de regimes, governos e partidos, José Bruno, como sublinhou Medeiros Ferreira, agiu sempre com base numa certa visão dos “interesses açorianos”, o que conferia sempre à sua actuação uma “base de racionalidade”
…
José Bruno Carreiro: Açoriano Universal, de Mário Mesquita, Público 28.01.07
(a propósito do Cólóquio “JOSÉ BRUNO CARREIRO, O HOMEM E A OBRA”)
É d'HOMEM #102

"...São períodos de grande exigência, até porque vivemos numa Região muito dependente dos Orçamentos Regionais e pobre em todos os capítulos, em que as pessoas se vendem - o termo é esse - por pouco e por nada”. Segundo o líder do CDS/PP-Açores, “isso acontece quer ao nível associativo, quer até ao nível individual”.
“Tudo isso dificulta a acção dos partidos de oposição, que não utilizam esses métodos, por uma questão de princípio, e que, mesmo que o pretendessem fazer, não teriam meios para isso. Como, nos Açores, há um número crescente de votos que são comprados e vendidos, estão no chamado mercado dos votos, os períodos eleitorais são muito difíceis”..."
Alvarino Pinheiro ao D.I. 28.01.07
CHÁ DAS CINCO #162
Como em qualquer outro sistema político-económico que contemple um parlamento, um governo, uma administração e um mercado, nos Açores, a autonomia político-administrativa que enforma o arquipélago, após 30 anos de governo próprio, está madura para abraçar estas novas perspectivas e, a meu ver, necessita de novas fórmulas de governança que implicam um deslocar da exclusividade do exercício do poder, das funções de regulação e de autoridade, para uma situação intermédia entre a «sociedade civil» e os órgãos de governo próprio. Estas entidades, mais ou menos, intervenientes, com, mais ou menos, autoridade ou autonomia financeira, conforme estivéssemos a falar de áreas económicas ou de defesa e garantia de certas liberdades, mas, certamente, sempre, com existência jurídico-administrativa própria, independência subjectiva e funcional, e nomeação pela Assembleia Legislativa, não deixariam de fazer parte de uma concepção alargada do que é o sistema institucional regional
..."
INDEPENDÊNCIAS, no D.I. ou n' O BULE DO CHÁ

