quinta-feira, março 22
CHÁ QUENTE #281
CHÁ COM TORRADAS #162
N. Sarkozy já atingiu a barreira dos 30% nas intenções de voto, e aumenta a diferença para Ségolène Royal, que estabilizou nos 25,5%. Além disso continua a liderar as intenções de voto na 2.ª volta (53% / 47%)
Para o «meteoro» F. Bayrou, o dinamismo inverteu-se. Depois de um aumentou súbido de 10 pontos em mês e meio, já perdeu 5% numa semana (18,5% hoje).
A Ipsos disponibiliza-nos, hoje, outras curiosidades. Entre os jovens (18 aos 35) continua a ter actualidade uma clivagem entre direita e esquerda (48% contra 46%). Mas, mais importante, entre os vários candidatos aquele que representa, para a juventude, a maior mudança política (um dos factores determinantes para o voto jovem) é N.SARKOZY com 26% seguido de F.BAYROU com 25% e S. ROYAL já só com 19%. Em política, se há sinais importantes, este é, seguramente, um deles...
quarta-feira, março 21
CHÁ QUENTE #280
Hoje foi o primeiro dia da Primavera, o dia Mundial da Árvore, o dia Mundial da Floresta, o dia Mundial da Poesia, o dia Mundial do Sono, ufa!Mas também foi o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, só que esse já não tem tanta piada comemorar com as criancinhas...
terça-feira, março 20
CHÁ DAS CINCO #172
"... Não deixa de ser curioso que o assunto da semana seja não o défice de 3,9% nem as propostas do PSD para baixar impostos nesta nova conjuntura orçamental, mas a crise no CDS-PP. Pode parecer deslumbramento orçamentalista, mas a consolidação da economia portuguesa é mais importante que a vilafrancada de Paulo Portas. Como escrevia Pessoa sobre coisas mais sérias, raios partam o CDS-PP e quem lá ande."
In Três vírgula nove ponto de exclamação, Pedro S. Guerreiro
In Três vírgula nove ponto de exclamação, Pedro S. Guerreiro
CHÁ COM TORRADAS #161
Da divergência que era, não foi, mas continua a ser. Da renovação que não foi mas era para ter sido.
Falar do Congresso do CDS/PP (agora, e bem, CDS/PP-Açores) que decorreu este fim-de-semana, em Angra, não deixa de ser algo do campo do sensorial. Na verdade, dada a pouca cobertura informativa que o mesmo teve, algumas transmissões directas na RDP-A, poucas na RTP-A, restariam os jornais ou os blogues (este, este e este) para tentar completar as lacunas. Contudo, os jornais pouco adiantaram e os blogues não quiseram ser juízes em causa própria. É pena. Assim, como não domino as situações, resta-me falar das impressões. Ora, as minhas impressões resumem-se nas primeiras frases.
Falar do Congresso do CDS/PP (agora, e bem, CDS/PP-Açores) que decorreu este fim-de-semana, em Angra, não deixa de ser algo do campo do sensorial. Na verdade, dada a pouca cobertura informativa que o mesmo teve, algumas transmissões directas na RDP-A, poucas na RTP-A, restariam os jornais ou os blogues (este, este e este) para tentar completar as lacunas. Contudo, os jornais pouco adiantaram e os blogues não quiseram ser juízes em causa própria. É pena. Assim, como não domino as situações, resta-me falar das impressões. Ora, as minhas impressões resumem-se nas primeiras frases.
Até 15 dias antes das eleições fez-se passar a ideia de que, em grandes jogadas de bastidores, decorria uma luta de galos entre os delfins de Alvarino Pinheiro (AP), Artur Lima (AL) e Nuno Melo Alves (NMA). Só eles saberão a razão para o anúncio da candidatura de AL surgir tão tarde quando todos o esperavam já que era AL, desde o retiro de AP, a face visível do CDS/PP. Tão natural foi a candidatura de AL e a sua declaração de desejo de maior democraticidade interna (AL sabia que a única maneira de não estilhaçar o partido era propugnar a descentralização) como o aparecimento da moção de estratégia liderada por Pedro Medina (PM). A estrutura partidária de São Miguel teria de manter a coerência de antigas divergências alicerçada na reivindicação de maior equilíbrio das ilhas nos órgãos dirigentes (lembremos que AP fez pender, constantemente, a balança para a Terceira). A única forma de o fazer era mostrar a diferença. E de facto os discursos dos dois protagonistas foram divergentes nos conteúdos ainda que convergentes nos objectivos. À inconciliabilidade entre o populismo personalizado de oposição promovido por AL, com a "desmistificação da imagem de um partido de ricos", e o conservadorismo democrata-cristão com vocação de poder propugnado por PM, respondia uma estratégia comum. Ou seja, a projecção de força era só isso mesmo: PM nunca quis candidatar-se e AL nunca quis hostilizar o CDS/PP de São Miguel.
PM sabia que o congresso estava controlado por AL, levando em frente a candidatura perderia alguns lugares de relevo nos órgãos directivos do partido e não se diferenciaria do papel de Paulo Gusmão perante AP. AL não podia hostilizar mais PM porque queria passar a mensagem de que uniu o partido e, mais importante, porque caso as coisas lhes corram bem, esse círculo traz uma possibilidade de conquistar 2 deputados, ou mais, directamente ou através dos votos do círculo de compensação. Assim, tudo se teria de resolver onde sempre se pensou resolver, não nas urnas mas nos corredores. PM não apresentou a moção a votos, AL deu ar de magnânimo na cedência de lugares. Ambos saíram com ar de vitoriosos. Ambos saíram com ar de quem está num partido unido. Contudo, programaticamente, nenhuma das facções se encontrou, nem se vai encontrar.
Falemos então da «renovação». Primeiramente, é curioso verificar como, num partido tão pequeno, proliferam as estruturas dirigentes, vejamos: Comissão Directiva Regional, Comissão Politica Regional, Mesa do Congresso, Comissão de Jurisdição e Fiscalização, Conselho Regional e agora um órgão consultivo, o Conselho Económico e Social. Depois, na dança das cadeiras e dos pontos de controlo do poder constata-se que pouco mudou.
Comissão Politica Regional
Antes: AP, Presidente, NMA, Vice – Presidente, Renato Moura (RM), Vice – Presidente, PM, Vice-Presidente e AL, Vogal
Agora: sai AP, avança AL, NMA e PM mantêm as vice-presidências
Comissão Directiva Regional
Antes: AP, Presidente, NMA, Vice – Presidente, RM, Vice – Presidente, PM, Vice-Presidente, AL, Vogal
Agora: sai AP e avança RM, braço direito de AP durante 25 anos e agora braço direito e esquerdo de AL (RM será certamente o primeiro beneficiado pelo círculo de compensação).
Mesa do Congresso
Antes: Presidente João Manuel Barcelos e Vice-Presidente João Faria e Castro
Agora: Presidente João Faria e Castro
Comissão de Jurisdição e Fiscalização
Antes: Presidente Artur da Ponte
Agora: Presidente José Paím (anterior Vogal da Comissão Política de AP)
Conselho Regional
Antes: Presidente - Augusto Cymbron
Agora: Presidente - Nuno Barata Almeida e Sousa
Como se vê a única novidade ao nível dos cargos dirigentes é a entrada de Nuno Barata para o Conselho Regional no lugar de Augusto Cymbron. Mudanças? Onde?
Mas a cereja no cimo do bolo está guardada para o anunciado órgão consultivo – o Conselho Económico e Social. A «menina dos olhos» de AL vai ser liderada por AP, aquele que era suposto sair mas que foi ficando e que agora vai ser responsável por um órgão que nunca quis formar no seu consulado. Resta-me a pergunta: que possibilidades terá, assim, este CDS/PP-Açores em atrair contributos daqueles que antes não se identificavam com a postura política de AP?
Comissão Politica Regional
Antes: AP, Presidente, NMA, Vice – Presidente, Renato Moura (RM), Vice – Presidente, PM, Vice-Presidente e AL, Vogal
Agora: sai AP, avança AL, NMA e PM mantêm as vice-presidências
Comissão Directiva Regional
Antes: AP, Presidente, NMA, Vice – Presidente, RM, Vice – Presidente, PM, Vice-Presidente, AL, Vogal
Agora: sai AP e avança RM, braço direito de AP durante 25 anos e agora braço direito e esquerdo de AL (RM será certamente o primeiro beneficiado pelo círculo de compensação).
Mesa do Congresso
Antes: Presidente João Manuel Barcelos e Vice-Presidente João Faria e Castro
Agora: Presidente João Faria e Castro
Comissão de Jurisdição e Fiscalização
Antes: Presidente Artur da Ponte
Agora: Presidente José Paím (anterior Vogal da Comissão Política de AP)
Conselho Regional
Antes: Presidente - Augusto Cymbron
Agora: Presidente - Nuno Barata Almeida e Sousa
Como se vê a única novidade ao nível dos cargos dirigentes é a entrada de Nuno Barata para o Conselho Regional no lugar de Augusto Cymbron. Mudanças? Onde?
Mas a cereja no cimo do bolo está guardada para o anunciado órgão consultivo – o Conselho Económico e Social. A «menina dos olhos» de AL vai ser liderada por AP, aquele que era suposto sair mas que foi ficando e que agora vai ser responsável por um órgão que nunca quis formar no seu consulado. Resta-me a pergunta: que possibilidades terá, assim, este CDS/PP-Açores em atrair contributos daqueles que antes não se identificavam com a postura política de AP?
Notas finais:
1- Este faz de conta regional acabou por merecer nota positiva tendo em conta o desvario nacional. Contudo os que antes suspiravam na Região por um balão de oxigénio trazido por Paulo Portas (a exemplo das eleições de 2000) são capazes de estar a fazer figas para que o que se passa em Lisboa não contamine a imagem de seriedade política que o novel líder diz querer que fazer passar
2- Lamentável que o site do partido não tenha disponibilizado quaisquer das moções concorrentes, resta-me aguardar pela boa vontade de alguém para as poder ter nos arquivos.
1- Este faz de conta regional acabou por merecer nota positiva tendo em conta o desvario nacional. Contudo os que antes suspiravam na Região por um balão de oxigénio trazido por Paulo Portas (a exemplo das eleições de 2000) são capazes de estar a fazer figas para que o que se passa em Lisboa não contamine a imagem de seriedade política que o novel líder diz querer que fazer passar
2- Lamentável que o site do partido não tenha disponibilizado quaisquer das moções concorrentes, resta-me aguardar pela boa vontade de alguém para as poder ter nos arquivos.
domingo, março 18
CHÁ QUENTE #279
"O título podia ser «Eu, blogger me confesso» ou «Em busca do blogarquipélago perdido», mas, cedo, compreendi que falar de blogues, nos Açores, é coisa surreal que dista do dia-a-dia do insular médio mais que os jornais. Por ora, coisas de blogues são coisas de bloggers. Rapazes pequenos que não têm que fazer? Isso, não! Pelo menos na opinião de milhões à escala global. Neste momento, convém fazer uma declaração de interesses: tenho um blogue ..."
ISTO NÃO É UM ARTIGO, hoje no Diário Insular ou n' O BULE DO CHÁ
ISTO NÃO É UM ARTIGO, hoje no Diário Insular ou n' O BULE DO CHÁ
sexta-feira, março 9
CHÁ QUENTE #277
quinta-feira, março 8
quarta-feira, março 7
PURO PRAZER #277
Se considera que uma lista das 20 melhores obras literárias, decorrente das escolhas de 125 escritores britânicos, americanos e australianos, lhe merece alguma credibilidade tome nota:
1 Anna Karenina - Leo Tolstoy
2 Madame Bovary - Gustave Flaubert
3 Guerra e Paz - Leo Tolstoy
4 Lolita - Vladimir Nabokov
5 As Aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain
6 Hamlet - William Shakespeare
7 O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
8 Em Busca do Tempo Perdido - Marcel Proust
9 Contos - Anton Pavlovich Chekhov
10 Middlemarch - George Eliot
11 Don Quixote - Miguel de Cervantes
12 Moby-Dick - Herman Melville
13 Grandes Esperanças - Charles Dickens
14 Ulysses - James Joyce
15 A Odisseia - Homero
16 Dubliners - James Joyce
17 Crime e Castigo - Fyodor Dostoevsky
18 O Rei Lear - William Shakespeare
19 Emma - Jane Austen
20 Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez
Provocação: Porque será que em 20 obras só há 2 da autoria de mulheres?
terça-feira, março 6
CHÁ QUENTE #276
domingo, março 4
CHÁ QUENTE #275
Proponho um pequeno exercício. É sabido, pelo menos devia ser do conhecimento colectivo, que o núcleo essencial das competências dos municípios na Região anda à roda de 5 vectores - o saneamento básico e os resíduos; a habitação, ordenamento urbano e o urbanismo (onde se incluem equipamentos urbanos e o trânsito); a educação primária e a acção social (creches, jardins de infância); o desenvolvimento local e, finalmente, a cultura e o desporto. Atribua uma avaliação Mau, Bom, Muito Bom à actuação sua Câmara Municipal em cada um destes 5 vectores. Depois estabeleça a média. Este pequeno exercício pode servir para ter uma melhor percepção do que realmente se anda a fazer, ou a não fazer, à sua volta e para perceber qual o grau de influência de alguns entes públicos na sua qualidade de vida. Pode igualmente servir para estabelecer termos comparativos com outros municípios. Por exemplo a Câmara Municipal do Nordeste iniciou a semana passa um modelo de recolha selectiva de lixo porta a porta, tendo distribuído por todas as habitações caixas de recolha adequadas. É o primeiro município a desenvolver esse modelo e é um grande contributo para reduzir as quantidades de lixo a depositar em aterro. A Câmara encara ainda a possibilidade de oferecer uma caixa de compostagem para aqueles que querem aproveitar os resíduos orgânicos. Esse facto coloca o município do Nordeste no Muito Bom em matéria de resíduos urbanos e faz com que todos os restantes municípios da Região, mas sobretudo os da Ilha de São Miguel, sejam relegados para a zona do bom ou do mau…
CHÁ COM TORRADAS #159
"A sentença foi: “A união entre a Madeira e os Açores está ferida”. A teoria que a sustenta é que se “entrou num novo capítulo do processo autonómico, onde cada região irá falar individualmente com Lisboa”. A prognose que se fez foi de que: “nada será como dantes…, haverá sempre ressentimentos. Daí que sejam previsíveis efeitos nefastos no futuro para ambas”. Este foi o contributo dos Académicos, Carlos Cordeiro e Carlos Amaral, da nossa Universidade dos Açores, com destaque em letra gorda na primeira página do Diário Insular de 22 de Fevereiro último..."
ACADÉMICOS , no Diário Insular de hoje ou n' O BULE DO CHÁ
ACADÉMICOS , no Diário Insular de hoje ou n' O BULE DO CHÁ
sábado, março 3
PURO PRAZER #276
Paris, je t’aime
(no Cine Solmar até 7 de Março)
- Posso fazer-te uma massagem nos pés?
- Para que queres fazer-me uma massagem nos pés?
- Porque estás cansada, andaste a correr toda a noite nos meus sonhos…
sexta-feira, março 2
POST(AL) AUTONÓMICO #32
PSSSSSSSSSSSST...
É para lembrar que faz hoje 112 anos que foi publicado o Decreto de 2 de Março de 1895, promulgado por impulso do açoriano Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro, então Presidente do Conselho de Ministros, que estabeleceu a possibilidade dos distritos açorianos requerem a aplicação de um regime de autonomia administrativa, e que nem eu nem outros 10 conterrâneos desistimos da consagração do dia 2 de Março como Feriado Regional.
É para lembrar que faz hoje 112 anos que foi publicado o Decreto de 2 de Março de 1895, promulgado por impulso do açoriano Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro, então Presidente do Conselho de Ministros, que estabeleceu a possibilidade dos distritos açorianos requerem a aplicação de um regime de autonomia administrativa, e que nem eu nem outros 10 conterrâneos desistimos da consagração do dia 2 de Março como Feriado Regional.
CHÁ QUENTE #274
Segundo um estudo, de dois mestrandos do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, o número de eleitores fantasma - pessoas já falecidas e emigrantes que mantêm cartão de eleitor, por exemplo – rondava, na Região Autónoma dos Açores, com dados de 2005, 8,71% dos cadernos eleitorais.
Para quem não saiba, os eleitores-fantasma provocam um aumento artificial da taxa de abstenção e desvirtuam a distribuição de mandatos de deputados, proporcionais ao número de eleitores.
Conhecida a atribuição de deputados no sistema eleitoral da região: “Em cada círculo eleitoral serão eleitos dois deputados e mais um por cada 6000 eleitores ou fracção superior a 1000” aplicando a referida percentagem média regional de eleitores fantasma, no recenseamento de 2007, aos diferentes círculos eleitorais é-nos fácil concluir que:
- São Miguel com 102009 recenseados tem, pelo menos, 8874 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que só devia ter 18 deputados, menos 1 do que actualmente;
- A Terceira com 45337 recenseados tem, pelo menos, 3944 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que só devia ter 9 deputados, menos 1 do que actualmente.
- São Jorge com 8143 recenseados tem, pelo menos, 708 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que fica a 400 eleitores de perder 1 deputado.
Nota Final - Estes números devem, igualmente, ser perspectivados com as seguintes premissas:
- A percentagem de 8,7% é referente a 2005, logo a possibilidade de ser maior em 2007 não é de descurar;
- A percentagem indicada é uma média regional logo em algumas ilhas, especialmente nas maiores, as variações podem ser maiores influenciando decisivamente a atribuição de mandatos;
Para quem não saiba, os eleitores-fantasma provocam um aumento artificial da taxa de abstenção e desvirtuam a distribuição de mandatos de deputados, proporcionais ao número de eleitores.
Conhecida a atribuição de deputados no sistema eleitoral da região: “Em cada círculo eleitoral serão eleitos dois deputados e mais um por cada 6000 eleitores ou fracção superior a 1000” aplicando a referida percentagem média regional de eleitores fantasma, no recenseamento de 2007, aos diferentes círculos eleitorais é-nos fácil concluir que:
- São Miguel com 102009 recenseados tem, pelo menos, 8874 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que só devia ter 18 deputados, menos 1 do que actualmente;
- A Terceira com 45337 recenseados tem, pelo menos, 3944 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que só devia ter 9 deputados, menos 1 do que actualmente.
- São Jorge com 8143 recenseados tem, pelo menos, 708 eleitores fantasmas no que resulta, aplicando a fórmula da lei eleitoral regional que fica a 400 eleitores de perder 1 deputado.
Nota Final - Estes números devem, igualmente, ser perspectivados com as seguintes premissas:
- A percentagem de 8,7% é referente a 2005, logo a possibilidade de ser maior em 2007 não é de descurar;
- A percentagem indicada é uma média regional logo em algumas ilhas, especialmente nas maiores, as variações podem ser maiores influenciando decisivamente a atribuição de mandatos;
- Se é facto que existem eleitores fantasma em algum número na Região, também é do conhecimento público que as cifras dos cidadãos não recenseados, especialmente os mais jovens, serão substancialmente elevadas. Isso pode significar que onde, agora, se indiciam perdas de Deputados, o futuro pode tomar o sentido inverso através, como se anuncia, do novo cartão do cidadão que permitirá que o sistema de recenseamento eleitoral passe a ser automaticamente actualizado.
[Adenda]
Via email, Luís Humberto Teixeira, um dos autores do estudo, a quem agradeço, fez-me chegar o endereço onde podemos encontrar o documento integral.
[Adenda]
Via email, Luís Humberto Teixeira, um dos autores do estudo, a quem agradeço, fez-me chegar o endereço onde podemos encontrar o documento integral.
quarta-feira, fevereiro 28
CHÁ COM TORRADAS #158
Vejam lá, vejam lá Comissários Europeus com blogues. E eu a pensar que isso era coisa para rapazes pequenos ou para quem não tem nada que fazer. Margot Wallström (Vice-presidente); Janez Potocnik (Ciência e Investigação); Mariann Fischer Boel (Agricultura e Desenvolvimento Rural); Vladímir Spidla (Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades) devem ser tontinhos...
terça-feira, fevereiro 27
CHÁ DAS CINCO #171
“De vez em quando, é preciso vir um poeta para limpar a língua” disse Jorge Silva Melo no 80.º aniversário de António Ramos Rosa (Faro, 17/10/1924). Pois, de vez em quando é preciso trazer Ramos Rosa. Dou conta do seu relevo na minha estante ao saber que o Pen Club o indicou (com Herberto Hélder) para candidato ao Nobel da Literatura, quase 50 anos depois do lançamento do seu primeiro livro (O Grito Claro, 1958). Inconsciências conscientes do maior, e mais galardoado, poeta português vivo (Prémio Pessoa 1988; Grande Prémio Internacional de Poesia, 1990, Poeta Europeu da Década, 1991; Pen Club de Poesia, 1980 e 2005), cuja contemporaneidade foi, curiosamente, dada por uma banda nacional de hip-hop (Da Weasel) - “Não posso adiar o amor para outro século/…/Não posso adiar o coração” -, lembram-se? ..."
NO «CAOSMOS», no Suplemento de Cultura do A.O. de hoje ou n' O BULE DO CHÁ
segunda-feira, fevereiro 26
CHÁ QUENTE #273
Leitura obrigatória: O Campeão, por Vasco Garcia (no A.O. de hoje)
[Adenda]
A revolta da Madeira, por José Medeiros Ferreira (Diário de Notícias, 27.02.07)
A revolta da Madeira, por José Medeiros Ferreira (Diário de Notícias, 27.02.07)
domingo, fevereiro 25
É d'HOMEM #103
Na sua pesquisa, Nuno Monteiro Pereira confirmou o mito popular que atribui um pénis maior aos homens de raça negra, já que estes possuem, em média, um falo com 11,90 centímetros, em flacidez, e 17,64 centímetros em estiramento (alongado).
Pelo contrário, o especialista deitou por terra «o mito popular de que os homens mais baixos possuiriam um pénis maior», pois os mais baixos contam com menos centímetros (também no falo) do que os altos, da mesma forma que os mais gordos «possuem uma dimensão peniana inferior aos homens mais magros».
Os pénis têm, contudo, muitos mais tamanhos e feitios. Há o micropénis (6,2 centímetros flácido e 10,9 centímetros em estiramento), o pénis pequeno (en tre 6,3 e oito centímetros em flacidez e 11 e 13 centímetros em estiramento), o pénis normal (entre 8,1 e 11,7 centímetros em flacidez e 13,1 e 17,2 centímetros em estiramento), o pénis grande (entre 11,8 e 13,5 centímetros flácido e 17,3 e 19,4 centímetros em estiramento) e o mega-pénis, com mais do que 13,6 centímetros flácido e mais do que 19,5 centímetros em estiramento. Ora bem, com todas estas certerzas científicas parece-me um livro com alguma utilidade para quem andar com problemas de medições...
sábado, fevereiro 24
quinta-feira, fevereiro 22
CHÁ DAS CINCO #170
Coisas a ler por cá...
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
- ANOTADA -
J. J. Gomes Canotilho; Vital Moreira
Preparando a revisão constitucional de 2009 com Alberto João Jardim.
Ah pois é, já estamos em 2007...
CHÁ QUENTE #272
Coisas que se lêem na “Velha Europa”
Le descenseur social: Enquête sur les milieux populaires, de Philippe Guibert e Alain Mergier, parece que é o ensaio que inspira Ségo e Sarko na corrida para as presidenciais francesas. Há quem diga que ela tem "uma estratégia para ganhar" e ele "uma estratégia para governar"...
Les intellos virent-ils à droite? Será que os intelectuais franceses, fazedores de opinião, viraram à Direita? Haverá um maior equilíbrio ou uma nova geração? E por cá haverá alguma coisa?
Coisas que se lêem no «Novo Mundo»
The Audacity of Hope, de Barack Obama, ainda em 1.º nos mais vendidos do NYT. A mensagem continua a passar…
Positively American, Winning Back the Middle-Class Majority One Family at a Time, do Senator Chuck Schumer, Senador Democrata mais velho do Estado de Nova York, responsável pela campanha vitoriosa dos Democratas nas últimas eleições para o Senado. O livro constitui uma espécie de programa de governo democrata, cheio de medidas concretas, para reconquistar a classe média americana e assim ganhar as eleições de 2008. Coisas que só se vêem do lado de lá…
quarta-feira, fevereiro 21
CHÁ DAS CINCO #169
***
Já agora, simule o consumo de cada aparelho eléctrico na sua casa.
segunda-feira, fevereiro 19
CHÁ QUENTE #271
CHÁ QUENTE #270
Será que se houvesse um referendo na Região sobre alguma matéria da reforma do Estatuto Político-Administrativo (uma vez que sobre o próprio, ainda, não pode haver) a abstenção seria de 63,7% como na Andaluzia?
CHÁ DAS CINCO #168
“Éramos mandados, somos governados” Socorro-me de Antero de Quental quando, numa das suas mais constantes bandeiras, reconhecia que “persiste a inércia política das populações, a necessidade (e o gosto, talvez) de que as governem”...
ABSTENCIONISTAS UNIDOS, no D.I. de ontem, ou n' O BULE DO CHÁ
ABSTENCIONISTAS UNIDOS, no D.I. de ontem, ou n' O BULE DO CHÁ
sexta-feira, fevereiro 16
quinta-feira, fevereiro 15
CHÁ QUENTE #269
CHÁ DAS CINCO #167
As seis dimensões adoptadas para aferir o bem-estar das crianças – bem-estar material, saúde e segurança, educação, relacionamento com a família e os pares, comportamentos e riscos, e a noção subjectiva de bem estar dos próprios jovens – permitem traçar um quadro geral sobre as condições de vida das crianças, embora nenhuma das dimensões possa isoladamente reflectir de modo fiável o bem-estar da criança no seu todo.
Segundo o relatório, os países do Norte da Europa dominam a metade superior da tabela global, com a Holanda, a Suécia, a Dinamarca e a Noruega nos lugares cimeiros no que diz respeito ao bem-estar da criança, mas não se verifica uma relação forte ou consistente entre o PIB per capita e o bem-estar infantil. A República Checa, por exemplo, ocupa uma posição superior à de vários países europeus mais ricos. Nenhum dos 21 países da OCDE ocupa o terço superior das tabelas em todas as dimensões do bem-estar infantil.
A Convenção sobre os Direitos da Criança apela a todos os países para que invistam nas suas crianças “no limite máximo dos seus recursos disponíveis”. A comparação a nível internacional é um meio para aferir este compromisso. Não se pode considerar que um país está a fazer o máximo que lhe é possível para as suas crianças se outros países num estádio de desenvolvimento semelhante conseguem fazer melhor – é precisamente isso que as tabelas pretendem ilustrar.
...
Faltou referir que a média dos 6 factores faz estar a Holanda em 1.º e o Reino Unido em último (21.º), Portugal aparece no 17.º e os seus piores índices são o bem-estar material e a educação.
CHÁ QUENTE #268
Correio da Manhã – Como é que Portugal pode combater a poluição ambiental com sucesso?
Carlos Pimenta – A primeira coisa é aplicar a legislação que já está em vigor e que não está, de uma forma generalizada, a ser aplicada. Ora, 60 por cento da electricidade do País é consumida nas casas. E há, desde o ano passado, normas extremamente modernas sobre a forma como devem ser construídos os edifícios, mas não é por as leis serem publicadas no Diário da República que a construção civil passa a ser melhor do que era no ano anterior. Por isso, é preciso não só fiscalização mas também formar os arquitectos, os engenheiros e os promotores imobiliários. E ter normas de compras públicas em que entidades que recebam subsídios ou dinheiros do Estado sejam proibidas de comprar ou alugar habitações e escritórios [se não cumprirem as leis ambientais].
...
Entrevista a Carlos Pimenta, Políticos não antevêem dimensão da catástrofe
quarta-feira, fevereiro 14
terça-feira, fevereiro 13
segunda-feira, fevereiro 12
CHÁ DAS CINCO #165 (Act.)
Dizer que a abstenção técnica (cadernos desactualizados) na Região tem muita culpa é tapar o sol com a peneira. A verdade é que, através dos números, comparando o exercício do voto nas regionais, autárquicas e nacionais, se tornou, para mim, claro que os açorianos eleitores não estão minimamente mobilizados para as eleições nacionais.
Se alguém se der ao trabalho de confirmar os resultados eleitorais desde 98 (última actualização dos cadernos) a abstenção na Região em actos eleitorais de âmbito nacional nunca baixou os 50%, vejamos:
Legislativas Regionais
2000 – 47%
2004 – 44,3%
Autárquicas
2001 – 42,2%
2005 – 41,8%
Legislativas Nacionais
1999 – 49,7%
2002 – 51,9%
2005 – 51,8%
Presidenciais
2001 – 62, 8%
2006 – 56,9%
Europeias
1999 – 69,1%
2004 – 69,4%
Referendos
1998 – 72,9%
2007 – 70,5%
Não me digam que não temos aqui um problema!
[Adenda, 14.02.07]
Ainda sobre a abstenção no referendo, a ler:
Referendo, João Paulo Guerra (Diário Económico)
Os submissos, Miguel Carvalho (Visão)
O dever do voto, Pedro Rolo Duarte (Diário de Notícias)
Sujeitos passivos, Fernando Sobral (Jornal de Negócios)
sexta-feira, fevereiro 9
CHÁ COM TORRADAS #157
Conclusões políticas da semana:
1- O PS/A continua sem concertar uma estratégia autárquica (ver declarações dos Presidentes de Câmara sobre a distribuição das verbas comunitárias e votação na inter-municipal);
2- O líder do PSD/A não conta com o seu Grupo Parlamentar na Assembleia Legislativa (ver A Casa da Liberdade (II), no Açoriano Oriental de 08.02.07).
1- O PS/A continua sem concertar uma estratégia autárquica (ver declarações dos Presidentes de Câmara sobre a distribuição das verbas comunitárias e votação na inter-municipal);
2- O líder do PSD/A não conta com o seu Grupo Parlamentar na Assembleia Legislativa (ver A Casa da Liberdade (II), no Açoriano Oriental de 08.02.07).
quinta-feira, fevereiro 8
CHÁ QUENTE #267
A poucos mais de 48h do referendo nacional sobre a interrupção voluntária da gravidez, quando são divulgadas as últimas sondagens, nacionais e regionais, convém olhar algumas curiosidades dos números do referendo de 1998 nos Açores.A taxa de participação foi de 27,2 %
O concelho que teve maior taxa de abstenção foi Santa Cruz da Graciosa com 80, 6% e o que teve a maior taxa de participação foi Lajes das Flores com 42,7%
Os Açores foram a região do país que teve maior percentagem de voto no NÃO com 82,8 %
O concelho que teve maior percentagem de voto no NÃO foi Vila Franca do Campo com 92, 7% e o que teve a maior percentagem de voto no SIM foi Vila do Porto com 30,6 %
A freguesia que teve maior percentagem de voto no NÃO foi a Ribeira Chã (Lagoa) com 96, 9 % e o que teve a maior percentagem de voto no SIM foi a Ribeirinha (Horta) com 87, 7 %
terça-feira, fevereiro 6
CHÁ QUENTE #266

Se tens a mania que és escritor(a), tens dotes exclusivos no uso da pena, um grande potencial romanesco, que apenas por trapaça do destino ainda não te creditaram as devidas loas como romancista pós-moderno(a) e os merecidos destaques nos escaparates da livraria do centro comercial da vila, passa à frente. Aqui só devem entrar, e registar-se, um milhão de «pinguins» criativos que acreditam que na Internet é possível uma “colaboração social” através da escrita.
Não, não me culpes. A ideia é da Penguin que se aliou à Montfort University (Leicester), pelo curso de escrita criativa on-line, para fazer um «wiki-romance», tipo Wikipédia. Parece um trabalho de Sísifo mas há regras e quem se disponha a cumpri-las. Enquanto posto o «romance» já vai com 3 capítulos e apenas começou dia 1 de Fevereiro (termina dia 28 de Fevereiro). Ó Criativo(a)! Sim, tu! Queres experimentar? Então contribui com 250 palavras e vê se te aguentas sem que alguém as modifique ou apague. Boa Sorte!
CHÁ DAS CINCO #164

E, pelos vistos, ninguém quer falar do essencial. E, em matéria de fundos comunitários para 2007-2013, o essencial é saber se vamos estar todos «remar para o mesmo lado», ou seja, se as câmaras muncipais da Região vão continuar a gastar os seus plafonds em relvados sintéticos, rotundas e fontanários ou se vão privilegiar os projectos intermunicipais, que incentivem o investimento local, e os projectos decorrentes do exercício das suas competências em matéria de educação e ambiente?
segunda-feira, fevereiro 5
CHÁ DAS CINCO #163

O que diria se a sua câmara municipal/freguesia disponibilizasse um sítio electrónico em que você pudesse fazer-lhe chegar as suas questões, reclamações, alertas (inclusive usando imagens) ou acompanhar e debater a execução das obras públicas? Eu cá, não só, aplaudiria como dar-lhe-ia uso, uma vez que não vejo em que é que, nesta matéria, os cidadãos da freguesia de Lewisham são diferentes de nós.
(via Bichos Carpinteiros)
CHÁ COM TORRADAS #156
CLIQUE NA IMAGEM E DESCUBRA QUAL É A SUA PEGADA ECOLÓGICA?A MINHA PEGADA ECOLÓGICA É DE 4.6 HECTARES
COMO TERMO DE COMPARAÇÃO, A PEGADA ECOLÓGICA MÉDIA DE PORTUGAL É 4.5 HECTARES GLOBAIS POR PESSOA.
MUNDIALMENTE, EXISTEM 1.8 HECTARES GLOBAIS DE ÁREA BIOLOGICAMENTE PRODUTIVA POR PESSOA
SE TODOS TIVÉSSEMOS UMA PEGADA ECOLÓGICA SEMELHANTE À MINHA, IRÍAMOS PRECISAR DE 2.6 PLANETAS TERRA

(ESTOU EM ESTADO DE CHOQUE!)
domingo, fevereiro 4
CHÁ QUENTE #265
"...
a, simples, interpretação do instituto referendário como uma segunda câmara de reflexão ou de controlo à produção de legislação (como nas experiências portuguesas) dificilmente constituirá melhorias no processo democrático. Para tanto seria necessário: que ao «suporte social da democracia directa», a nós, ao povo, se não ligasse uma estratificação (para alguns social): os críticos com diminuto interesse e participação política; os críticos com interesse permanente, formação sólida e conhecimento das regras políticas - o «não voto» referendário, vulgo abstenção, é a negação do objectivo primeiro; que a sociedade portuguesa não se compusesse de sistemas (político, económico, jurisdicional) funcionalmente diferenciados e antes fosse uma sociedade fundamentalmente política no sentido de que tudo se discute, se questiona, se decide – tudo é «politicamente aberto». Por alguma razão o país, desde 97, conta por dois os referendos nacionais, tal como desconhece a sua real implementação local, e a Região continua distante dessas «modernidades», por omissão de regulação (outra obrigação estatutária), dispensadas, talvez, pela sensação de que “aqui tudo é mais próximo”
..."
REFERENDO – LADO B, hoje no D.I. ou n' O Bule do Chá
a, simples, interpretação do instituto referendário como uma segunda câmara de reflexão ou de controlo à produção de legislação (como nas experiências portuguesas) dificilmente constituirá melhorias no processo democrático. Para tanto seria necessário: que ao «suporte social da democracia directa», a nós, ao povo, se não ligasse uma estratificação (para alguns social): os críticos com diminuto interesse e participação política; os críticos com interesse permanente, formação sólida e conhecimento das regras políticas - o «não voto» referendário, vulgo abstenção, é a negação do objectivo primeiro; que a sociedade portuguesa não se compusesse de sistemas (político, económico, jurisdicional) funcionalmente diferenciados e antes fosse uma sociedade fundamentalmente política no sentido de que tudo se discute, se questiona, se decide – tudo é «politicamente aberto». Por alguma razão o país, desde 97, conta por dois os referendos nacionais, tal como desconhece a sua real implementação local, e a Região continua distante dessas «modernidades», por omissão de regulação (outra obrigação estatutária), dispensadas, talvez, pela sensação de que “aqui tudo é mais próximo”
..."
REFERENDO – LADO B, hoje no D.I. ou n' O Bule do Chá
quinta-feira, fevereiro 1
CHÁ QUENTE #264 (Act.)
...
SANDEEP GUPTA - ... temos de nos concentrar no que podemos controlar. Pode parar de fumar. Sabe que por cada cigarro que fuma perde 11 minutos de vida? Em média, a esperança de vida de um fumador é de menos dez anos do que um não fumador. Se parar de fumar, em 12 meses o risco já caiu em 50 por cento.
PÚBLICO - Acha que os cigarros são o principal inimigo?
S.G. - Não. Nenhum risco é mais importante. Oitenta por cento dos ataques de coração são explicados por quatro factores de risco: fumar, tensão arterial alta, diabetes e colesterol.
P. - No caso do colesterol, a dieta tem um papel importante. É preciso insistir aí?
S.G. - As pessoas são muito indulgentes. Temos de começar a comer as coisas certas na quantidade certa. O mundo, com seis mil milhões de pessoas, está dividido em dois. Metade está a passar fome e a outra tem excesso de peso. E, dos dois lados, morre-se cedo. E temos de falar de exercício.
...
P. - Apesar da prevenção, não baixou a mortalidade das doenças cardíacas. O que podemos fazer?
S.G. - Temos de manter a pressão. As sociedades de aterosclerose, cardiologia, os media, os campeões de futebol, as estrelas da música. Todos temos de participar. Temos de ir ao recreio da escola, dizer às empresas para reduzirem o sal da comida de bebés... Não podemos esperar pelos 40 anos para mudar os hábitos. Isto merece o envolvimento do governo, da indústria alimentar e da comunidade médica. De todos.
...
A ver ainda:
O Livro Verde para uma Europa sem fumo do tabaco e respectivas Perguntas e Respostas;
A lei francesa que hoje entrou em vigor;
O projecto de diploma português que continua parado na Direcção-Geral da Saúde.
...
A Comissão Europeia convida todas as instituições da União Europeia, os 27 Estados-Membros e a sociedade civil a reagir ao Livro Verde até 1 de Maio de 2007. A partir desta data analisará as respostas obtidas e elaborará um relatório com as principais conclusões da consulta pública.
quarta-feira, janeiro 31
PURO PRAZER #272
O Pequeno Mundo
Jorge Molder
“VLADIMIR – [...] O que é que nós estamos aqui a fazer, eis a questão. E felizmente temos o privilégio de, por acaso, saber a resposta. É verdade, no meio desta imensa confusão apenas uma coisa é clara. Estamos à espera que o Godot venha.”
Samuel Beckett, À espera de Godot
(Molder e Godot, aqui)
domingo, janeiro 28
POST(AL) AUTONÓMICO #31
…
“O perfeito agitador”
Através das colunas do “seu” Correio dos Açores e da acção política, José Bruno foi ao longo da vida “o perfeito agitador” (excelente fórmula de Carlos Enes, causadora de alguma perturbação no colóquio) da sociedade açoriana, lançando novas ideias, lutando para ajustar, consoante os regimes e os governos, a modesta autonomia administrativa conquistada pelos distritos açorianos, por altura do governo de Hintze Ribeiro (2 de Março de 1895). Com uma visão algo instrumental de regimes, governos e partidos, José Bruno, como sublinhou Medeiros Ferreira, agiu sempre com base numa certa visão dos “interesses açorianos”, o que conferia sempre à sua actuação uma “base de racionalidade”
…
José Bruno Carreiro: Açoriano Universal, de Mário Mesquita, Público 28.01.07
(a propósito do Cólóquio “JOSÉ BRUNO CARREIRO, O HOMEM E A OBRA”)
“O perfeito agitador”
Através das colunas do “seu” Correio dos Açores e da acção política, José Bruno foi ao longo da vida “o perfeito agitador” (excelente fórmula de Carlos Enes, causadora de alguma perturbação no colóquio) da sociedade açoriana, lançando novas ideias, lutando para ajustar, consoante os regimes e os governos, a modesta autonomia administrativa conquistada pelos distritos açorianos, por altura do governo de Hintze Ribeiro (2 de Março de 1895). Com uma visão algo instrumental de regimes, governos e partidos, José Bruno, como sublinhou Medeiros Ferreira, agiu sempre com base numa certa visão dos “interesses açorianos”, o que conferia sempre à sua actuação uma “base de racionalidade”
…
José Bruno Carreiro: Açoriano Universal, de Mário Mesquita, Público 28.01.07
(a propósito do Cólóquio “JOSÉ BRUNO CARREIRO, O HOMEM E A OBRA”)
É d'HOMEM #102

"...São períodos de grande exigência, até porque vivemos numa Região muito dependente dos Orçamentos Regionais e pobre em todos os capítulos, em que as pessoas se vendem - o termo é esse - por pouco e por nada”. Segundo o líder do CDS/PP-Açores, “isso acontece quer ao nível associativo, quer até ao nível individual”.
“Tudo isso dificulta a acção dos partidos de oposição, que não utilizam esses métodos, por uma questão de princípio, e que, mesmo que o pretendessem fazer, não teriam meios para isso. Como, nos Açores, há um número crescente de votos que são comprados e vendidos, estão no chamado mercado dos votos, os períodos eleitorais são muito difíceis”..."
Alvarino Pinheiro ao D.I. 28.01.07
CHÁ DAS CINCO #162
"...
Como em qualquer outro sistema político-económico que contemple um parlamento, um governo, uma administração e um mercado, nos Açores, a autonomia político-administrativa que enforma o arquipélago, após 30 anos de governo próprio, está madura para abraçar estas novas perspectivas e, a meu ver, necessita de novas fórmulas de governança que implicam um deslocar da exclusividade do exercício do poder, das funções de regulação e de autoridade, para uma situação intermédia entre a «sociedade civil» e os órgãos de governo próprio. Estas entidades, mais ou menos, intervenientes, com, mais ou menos, autoridade ou autonomia financeira, conforme estivéssemos a falar de áreas económicas ou de defesa e garantia de certas liberdades, mas, certamente, sempre, com existência jurídico-administrativa própria, independência subjectiva e funcional, e nomeação pela Assembleia Legislativa, não deixariam de fazer parte de uma concepção alargada do que é o sistema institucional regional
..."
INDEPENDÊNCIAS, no D.I. ou n' O BULE DO CHÁ
Como em qualquer outro sistema político-económico que contemple um parlamento, um governo, uma administração e um mercado, nos Açores, a autonomia político-administrativa que enforma o arquipélago, após 30 anos de governo próprio, está madura para abraçar estas novas perspectivas e, a meu ver, necessita de novas fórmulas de governança que implicam um deslocar da exclusividade do exercício do poder, das funções de regulação e de autoridade, para uma situação intermédia entre a «sociedade civil» e os órgãos de governo próprio. Estas entidades, mais ou menos, intervenientes, com, mais ou menos, autoridade ou autonomia financeira, conforme estivéssemos a falar de áreas económicas ou de defesa e garantia de certas liberdades, mas, certamente, sempre, com existência jurídico-administrativa própria, independência subjectiva e funcional, e nomeação pela Assembleia Legislativa, não deixariam de fazer parte de uma concepção alargada do que é o sistema institucional regional
..."
INDEPENDÊNCIAS, no D.I. ou n' O BULE DO CHÁ
quinta-feira, janeiro 25
quarta-feira, janeiro 24
CHÁ COM TORRADAS #154
Não me recordo onde li ou ouvi, mas, parece-me certo que, em tempo de muito ruído, falar baixo deve ser a única forma de nos fazermos ouvir.
terça-feira, janeiro 23
PURO PRAZER #270
A Via Láctea sobre o Deserto de Atacama
Magia: a arte de usar
livremente o mundo dos sentidos.
Novalis
Fragmentos são Sementes. Roma Editora, 2006
CHÁ COM TORRADAS #153

Por falar em representantes e representados, hoje, depois da paragem de inverno, a nossa Assembleia Legislativa retoma as suas sessões plenárias. Desde pequeno que tenho o vício da contabilidade das coisas (influência paterna certamente), talvez para me ajudar a percepcionar o concreto no meu dia-a-dia do abstracto. Assim é que, lembrado de que já vamos a mais de metade do «jogo» (legislatura), recorri à, sempre útil, base de dados on-line da ALRAA, e fiz um levantamento sobre algumas actividades parlamentares desde Novembro de 2004. A saber:
Iniciativas Legislativas
Projectos de Decreto Legislativo Regional (Deputados) - 15
Propostas de Lei (Deputados) - 6
Propostas de Decreto Legislativo Regional (Governo) - 90
Propostas de Resolução
Deputados - 51
Governo - 3
Requerimentos (Deputados)- 215
Votos (Deputados)- 121
Intervenções de tribuna (Deputados e Governo)- 317
Petições (Cidadãos) - 8
Os desempenhos parcelares ficam para quem for mais curioso e quiser tirar outro tipo de conclusões. Por mim, lembrando as necessárias reuniões das comissões parlamentares, para apreciação e preparação de deliberações, e as resmas de audições de diplomas nacionais que continuam a chegar para parecer, continuo a pensar que os nossos representantes continuam assoberbados de demasiados papéis...
Requerimentos (Deputados)- 215
Votos (Deputados)- 121
Intervenções de tribuna (Deputados e Governo)- 317
Petições (Cidadãos) - 8
Os desempenhos parcelares ficam para quem for mais curioso e quiser tirar outro tipo de conclusões. Por mim, lembrando as necessárias reuniões das comissões parlamentares, para apreciação e preparação de deliberações, e as resmas de audições de diplomas nacionais que continuam a chegar para parecer, continuo a pensar que os nossos representantes continuam assoberbados de demasiados papéis...
CHÁ QUENTE #263
Um dos grandes males da democracia representativa é que, muitas vezes, os representantes se esquecem de que eles é que têm o poder para decidir e que o poder que os representados lhes atribuem é para resolverem o que há para resolver.
Melhores práticas 1.
“Olá a todos. Obrigado por estarem aqui. Eu acredito que este ano, em Sacramento, vamos fazer história. Ao usar uma estratégia integrada, baseada na responsabilidade partilhada onde todos fazem a sua parte, nós resolveremos o problema do sistema de saúde da Califórnia e criaremos um modelo que o resto da nação possa seguir.”
“Olá a todos. Obrigado por estarem aqui. Eu acredito que este ano, em Sacramento, vamos fazer história. Ao usar uma estratégia integrada, baseada na responsabilidade partilhada onde todos fazem a sua parte, nós resolveremos o problema do sistema de saúde da Califórnia e criaremos um modelo que o resto da nação possa seguir.”
Quem nos fala assim é Arnold Schwarzenegger, o «Governador do Povo»!
A Califórnia tem a melhor assistência e tecnologia médica no mundo, mas a sua sustentabilidade financeira está posta em causa. Mais de 6.5 milhões de californianos não têm seguro de saúde (quase 1/5 da população) cabendo aos restantes pagar as suas contas.
Quanto se dirigem aos serviços de saúde «entopem o sistema» e cerca de 60 unidades fecharam, a década passada, porque não se quiseram manter a tratar de não segurados. A solução de Schwarzenegger é que todos na Califórnia devem ter seguro de saúde. A saúde é universal! O que na concepção californiana passa a significar que se você não tiver recursos para ter um seguro, o estado ajudar-lhe-á a comprá-lo. Há 13 anos Hillary Clinton teve esse sonho mas, diz quem sabe, perdeu-se nos corredores burocráticos da Casa Branca e o melhor que conseguiu produzir foi um relatório de 1300 páginas. Curiosamente, ou não, são os Republicanos a colocar em prática a filosofia (apelidada de esquerda nos EUA) de uma cobertura universal no modelo de financiamento dos cuidados de saúde: primeiro, no Massachussets (cujo ex-governador Mitt Romney com aspirações à Casa Branca já fez lembrar a paternidade) e, agora, na Califórnia, com Schwarzenegger que já trabalha com os olhos em 2016 (não, não é só para os jogos olímpicos).
A Califórnia tem a melhor assistência e tecnologia médica no mundo, mas a sua sustentabilidade financeira está posta em causa. Mais de 6.5 milhões de californianos não têm seguro de saúde (quase 1/5 da população) cabendo aos restantes pagar as suas contas.
Quanto se dirigem aos serviços de saúde «entopem o sistema» e cerca de 60 unidades fecharam, a década passada, porque não se quiseram manter a tratar de não segurados. A solução de Schwarzenegger é que todos na Califórnia devem ter seguro de saúde. A saúde é universal! O que na concepção californiana passa a significar que se você não tiver recursos para ter um seguro, o estado ajudar-lhe-á a comprá-lo. Há 13 anos Hillary Clinton teve esse sonho mas, diz quem sabe, perdeu-se nos corredores burocráticos da Casa Branca e o melhor que conseguiu produzir foi um relatório de 1300 páginas. Curiosamente, ou não, são os Republicanos a colocar em prática a filosofia (apelidada de esquerda nos EUA) de uma cobertura universal no modelo de financiamento dos cuidados de saúde: primeiro, no Massachussets (cujo ex-governador Mitt Romney com aspirações à Casa Branca já fez lembrar a paternidade) e, agora, na Califórnia, com Schwarzenegger que já trabalha com os olhos em 2016 (não, não é só para os jogos olímpicos).
Melhores práticas 2.
A 30 de Novembro passado, a Lei da Promoção da Autonomia Pessoal e Assistência a Pessoas Dependentes concretizava-se e com ela o compromisso do Governo de Zapatero para com aqueles cidadãos maiores dependentes. Esta Lei, beneficia quase 1 milhão e meio de cidadãos espanhóis e, proporcionará assistência personalizada, ajudas para a acessibilidade doméstica e prestações económicas em função do grau de incapacidade e do poder aquisitivo do beneficiário. Considerada como "a lei social mais importante da legislatura", a «Lei da Dependência» recorda-nos que todos podemos vir a ser pessoas dependentes (um acidente, uma doença ou a própria idade) e necessitar de apoios que nos garantam continuar a usufruir de uma vida condigna.
A 30 de Novembro passado, a Lei da Promoção da Autonomia Pessoal e Assistência a Pessoas Dependentes concretizava-se e com ela o compromisso do Governo de Zapatero para com aqueles cidadãos maiores dependentes. Esta Lei, beneficia quase 1 milhão e meio de cidadãos espanhóis e, proporcionará assistência personalizada, ajudas para a acessibilidade doméstica e prestações económicas em função do grau de incapacidade e do poder aquisitivo do beneficiário. Considerada como "a lei social mais importante da legislatura", a «Lei da Dependência» recorda-nos que todos podemos vir a ser pessoas dependentes (um acidente, uma doença ou a própria idade) e necessitar de apoios que nos garantam continuar a usufruir de uma vida condigna.
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