sexta-feira, novembro 3

CHÁ COM TORRADAS #140

DAS VERDADES INCONVENIENTES:
Há pelo menos 30 anos que se provou cientificamente que a actividade humana tem impacte sobre a nossa atmosfera (já se esqueceram da questão dos clorofluorcarbonetos?). Há 30 anos que a ONU e os ambientalistas abraçaram esta causa. Por isso não posso esconder o meu espanto com a reacção mundial ao documentário de AL GORE (o livro também está nas bancas – é da Esfera do Caos e em s.miguel encontrei-o na Livraria O GIL) ou com o recente RELATÓRIO STERN encomendado pelo governo britânico. Se quanto a Gore penso que é um caso de marketing bem conseguido (é a melhor forma de levar a mensagem a cidadão comum), já quanto a Stern alguns analistas fundamentam o mediatismo porque pela primeira vez foram apresentados números para o que andamos a fazer: 5,5 biliões de euros! Mas que eu saiba pelo menos em 2001 Bjorg Lomborg (autor do Skeptical Environmentalist) escrevia na ECONOMIST sobre a questão dos custos. Concluindo, quer Al Gore quer Harold Stern conseguiram provar-me algo verdadeiramente inconveniente: a comunidade científica, as associações ambientalistas e as instituições internacionais andaram sem credibilidade durante 30 anos. Este planeta tem futuro?

quarta-feira, novembro 1

PURO PRAZER #260

A chegada do Outono traz-nos, invariavelmente, a indispensável diversidade cinematográfica. Pensava eu que, para quem gosta de cinema, qualquer altura do ano é boa para ir a uma sala e ver a projecção em ecrã gigante. Talvez não seja assim, pois o que é facto é que, fora o CINE SOLMAR que nos vai dando alternativas (e a MUU este verão no T.M.), são os ciclos de cinema outonais que trazem a alegria a qualquer cinéfilo que se preze. Assim é que por Angra desde finais de Setembro a CAH – Cine Angra do Heroísmo (Associação de Audiovisuais/ Cinema de Animação) projecta, aos sábados às 16h, cinema alternativo, conseguindo afastar o mofo instalado nas paredes do Teatro Angrense. Também parece que o IAC não se quer ficar atrás e, utilizando outra instalação cultural da Câmara, se prepara, a partir de dia 4 Novembro, para projectar às 18h no Centro Cultural (o eterno problema: ou não há nada ou quando há atropelam-se).
Mas este post tem mais a ver com a SEMANA FANTASPORTO 2006 que está a passar, desde ontem, no Teatro Micaelense e que durará até dia 7. Ou melhor, com um realizador fantástico (não gosto muito deste adjectivo) e não propriamente com o cinema do fantástico.
Quero falar do filme The Isle/SEOM (dia 3 no T.M.) e do seu realizador Kim Ki Duk. Quando, acho que em 2002, tive a oportunidade de ver «O bordel do Lago» (nome em português) apercebi-me que o realizador seria alguém a merecer pesquisa e acompanhamento. Esta obra ficou, para mim, referenciada como indispensável na compreensão do elemento feminino ou da violência emocional que carregam os silêncios na filmografia deste excelente realizador coreano. A verdade é que os mediatizados Takeshi Kitano ou Wong Kar Wai ofuscam, para os menos curiosos, Kim Ki Duk como uma das referências obrigatórias do cinema asiático contemporâneo. Mas, se olharmos com atenção, o seu currículo é esmagador no atestado de qualidade. Espero que este post e o trabalho que a MUU tem feito na sua divulgação (no verão projectou «Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera») ajudem a fazer justiça junto do público açoriano. Posso destacar:

CHÁ COM TORRADAS #139

"...Esta sociedade de consumidores «é incapaz de defender o mundo e as coisas que pertencem em exclusivo ao espaço de aparecer no mundo», já que a sua atitude (consumo) em relação aos objectos, lhes é ruinosa. Acreditar que se tornará mais cultivada à medida que o tempo passa e que a educação desempenhe o seu papel constitui, na visão de Arendt, que aqui sublinho, «um erro fatal», ao qual, no meu sentir, teimamos querer, apenas, contrapor as mais puras expressões do (passado) «filistinismo educado»."

DO FILISTINISMO AO ENTRETENIMENTO - NOS 100 ANOS DE HANNAH ARENDT, no Suplemento de Cultura do Açoriano Oriental ou n' O Bule do Chá

quarta-feira, outubro 25

PURO PRAZER #259

Retratos do traballho nos Açores

Pesca no Canal Faial - Pico

segunda-feira, outubro 23

CHÁ DAS CINCO #146

Coisas que se devem ler e fazer:

Congress, the Press, and Political Accountability, R. Douglas Arnold

This book differs from previous studies by exploring four sets of questions about the volume, content, causes, and consequences of newspaper coverage.
First, it seeks to establish how frequently local media outlets cover members of Congress. Do media outlets regularly report information about representatives' actions in office, and do they display their coverage in prominent ways? Or is coverage of representatives infrequent, spotty, or buried in the back pages of newspapers? It is important to determine something about the volume and prominence of political information because both factors affect whether citizens are likely to notice and digest the information.
Second, it examines the content of press coverage of individual legislators. Do the media report the kinds of information that citizens would need to hold representatives accountable for their actions in office, or do they focus on more peripheral matters that entertain, amuse, or enrage citizens without conveying much information about legislators' actual performance? Do they feature bill introductions, roll-call votes, leadership activities, and constituency service? Are the media evenhanded in their stories, or do they offer more extensive or more positive coverage to incumbents than to challengers, or to Democrats than to Republicans?
Third, it seeks to explain why news outlets differ in their coverage of Congress and its members. Why do some media outlets provide exemplary coverage of local representatives while others largely ignore representatives' activities? Do large, well-financed urban newspapers provide better coverage of representatives, or do these papers avoid extensive coverage of local representatives because their primary circulation areas include so many congressional districts? Does press coverage depend on what representatives do in Congress? Do local media outlets cover more extensively legislators who are important participants in congressional policy making--the workhorses--or do representatives attract local press attention by constituency-oriented activities? Does it matter whether media outlets have Washington correspondents?
Finally, it attempts to discover whether differential coverage of local representatives affects citizens' political knowledge. Are citizens who live in areas where media outlets carefully cover representatives more likely to recall or recognize their representatives than citizens who live in areas where media attention is sparse? Does media attention affect the chances that citizens will know something about representatives' records? When the media report extensive information about roll-call votes, are citizens more likely to know where their representative stands on the issues?"

É d'HOMEM #94

"Fui esta semana aos Açores e viajei na TAP entre Lisboa e a Terceira, ida e volta.Deram-me pão com chouriço e um bolo intragável de doce.Já que estamos em fase de emagrecimento geral proponho que na dieta de bordo se incluam os iogurtes como alternativa à doçaria tradicional.Não cobro nada pela sugestão."

Pão com chouriço
, José Medeiros Ferreira

domingo, outubro 22

PURO PRAZER #258

Retratos do trabalho nos Açores

Jardinagem no Museu Carlos Machado - Ponta Delgada, São Miguel

CHÁ QUENTE #237

Muhammad Yunus
Que filosofia de vida levou um Doutorado em Economia a proceder a uma silenciosa mas eficaz revolução na solidariedade mundial? Quebrando o vicioso ciclo da pobreza, através do microcrédito, o Grameen Bank mudou a prática bancária convencional formando um sistema fundado na confiança mútua, responsabilização, participação e criatividade...
Jeffrey Sachs
É com naturalidade que vemos um dos maiores economistas mundiais, com obra de 20 anos de luta contra a fome, doença, pobreza e dívida dos países do Terceiro Mundo, no papel de director do Plano do Milénio da ONU. Fundados teoricamente n’ «O Fim da Pobreza» os Objectivos para o Desenvolvimento no Milénio tornaram-se, a partir de 2005, orientações globais, quantificáveis, para acabar com a pobreza extrema nas suas várias dimensões...

LEVANTA-TE, no D.I. ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, outubro 20

CHÁ DAS CINCO #145

Tal como há 1 ano e meio atrás previ o Prof Barbosa de Melo foi uma aposta falhada nos eventuais contributos doutrinários para a reforma estatutária. Resta-nos esperar, com expectativa, a chegada, para a semana, das respostas do Prof Rui Medeiros às pertinentes questões colocadas pela Comissão Eventual, das quais destaco:
...
3. A Região Autónoma relaciona-se, ao nível jurídico-público, organizativo e institucional com entidades supra-regionais, designadamente a União Europeia e a República; e ao nível infra-regional com as Autarquias Locais sediadas no seu território. Solicita-se assim parecer, e proposta concreta de sistematização e descrição dessa relação, nomeadamente ao nível dos direitos e deveres da Região e dos Açorianos.

5. Poderão igualmente constar do Estatuto os princípios básicos e garantísticos em matéria de finanças regionais, e os poderes de adaptação em matéria fiscal? Em que termos?
6. A possibilidade, consagrada no art.º 9.º do actual Estatuto, de a Região poder deter uma organização judiciária própria, poderá, e em que medida, ser desenvolvida pela Assembleia Legislativa da Região?
7. O Representante da República detém, na prática, o chamado “veto de gaveta”. De que forma se poderá incluir no Estatuto uma previsão que o ultrapasse?

CHÁ COM TORRADAS #138

...
Resolução da Assembleia da República n.º 54-A/2006, de 20 de Outubro
Propõe a realização de um referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez realizada por opção da mulher nas primeiras 10 semanas
A Assembleia da República resolve, nos termos e para os efeitos do artigo 115.º e da alínea j) do artigo 161.º da Constituição da República Portuguesa, apresentar a S. Ex.ª o Presidente da República a proposta de realização de um referendo em que os cidadãos eleitores recenseados no território nacional sejam chamados a pronunciar-se sobre a pergunta seguinte:
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
Aprovada em 19 de Outubro de 2006.
O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

...
Concorda com a realização deste referendo?
Não, não se deviam referendar matérias de direito penal.
Vai fazer campanha?
Não.
Vai votar?
Vou, pois não me garantem que, sem o referendo, a Assembleia da República restitua à mulher a liberdade de optar.
Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Sim.
Concorda com a interrupção voluntária da gravidez?
Não é isso que está aqui em causa logo não me pronuncio.

quinta-feira, outubro 19

CHÁ DAS CINCO #144

Lá fora o mundo parece que também mexe.

Mais um passo certo em direcção à horizontal accountability (Unidade Técnica Orçamental para analisar a proposta de Orçamento do Estado para 2007).

Mais um passo certo em direcção à eficiência energética (reduzir 20% até 2020).

quarta-feira, outubro 18

CHÁ QUENTE #236

Espero que quando a proposta apresentada pela ERSE for apreciada pelo Conselho Tarifário até 15 Novembro e os valores finais publicados até 15 de Dezembro se tenha em conta que:
«A culpa não é do consumidor. A culpa do défice tarifário é do Estado porque não interveio quando devia ou interveio de forma deficitária. Os vários governos não souberam «aproveitar», nomeadamente as energias renováveis para baixar a dependência da energia eléctrica.
É «socialmente injusto» que tenham que ser os consumidores domésticos a suportar os sobrecustos com as energias renováveis, quando quem mais consome e mais polui no país são os clientes industriais. É «pouco justo» que os consumidores tenham que pagar as rendas aos municípios e o sobrecusto com a cogeração

terça-feira, outubro 17

CHÁ QUENTE #235


É bem verdade que não é preciso fazer um MIC contra um MAC mas, ainda que mal pergunte, onde páram os pomposamente anunciados MOVIMENTOS DE CIDADANIA?

É d'HOMEM #93

RABO DE PEIXE É UMA GRANDE “NAÇÃO”

António Pedro Costa, Correio dos Açores (17/10)

sábado, outubro 14

PURO PRAZER #257


Mirage, Svetozar Ristovski

O que aconteceria aos pássaros se chovesse muitos anos seguidos?
Os pássaros aprenderiam a voar à chuva? Ou deixariam de voar?

sexta-feira, outubro 13

CHÁ QUENTE #234

José Luís Orihuela:
«Actualmente, o mundo divide-se entre os que procuram razões para entrar na blogosfera e os que procuram razões para não sair»
...
«Uma parte da credibilidade do bloguer passa pela divulgação pública da sua identidade. Quando a identidade real se esconde ou se omite, o leitor não tem forma de saber que interesses movem o bloguer», disse.
Contudo, Orihuela considera que esse fenómeno, do anonimato ou pseudónimo, é inevitável, porque «por definição um blogue funciona sem auditores».
Por outro lado, acrescentou, «a sanção pública e social da blogosfera vai privilegiando os que revelam publicamente os seus interesses e a sua identidade na hora de escrever».

E nós por cá tudo bem? Tenho dúvidas...

quinta-feira, outubro 12

PURO PRAZER #256

Outono Vivo é na Praia da Vitória
A edição deste ano do Festival do Ramo Grande será formada por três concertos: Al Di Meola abre o evento com um concerto a 2 de Novembro; no dia seguinte o Trio de Fusão actua; e o festival é encerrado a 4 pela pianista japonesa Hiromi Uehara.
O Festival está inserido no programa da semana “Outono Vivo” (27 de Outubro a 05 de Novembro), conjuntamente com uma feira do livro, exposições, palestras e debates.
O Auditório do Ramo Grande recebe, a 31 de Outubro, o espectáculo “Daqui em Diante”, levado a palco pela Companhia Olga Roriz. No dia 28, no mesmo âmbito, será apresentado o espectáculo Artango.
A ver:

Daqui em Diante
(dia 31 Out)

Hiromi Uehara
(dia 4 Nov)

CHÁ DAS CINCO #143

À atenção da União Europeia

The Nobel Prize in Literature 2006, Orhan Pamuk

E ainda:
Turkey and Europe: Two Trains on a Collision Course?, Joschka Fischer

quarta-feira, outubro 11

CHÁ DAS CINCO #142

Coisas que se podem ler:

State of Denial: Bush at War, Part III
BOB WOODWARD

SPIEGEL: Can Americans still trust this president?
Woodward: They are going to have to judge that. But the larger question that I will not answer for you is this: Does he still have moral authority?

Ou ainda
Secret Reports Dispute White House Optimism, BOB WOODWARD

terça-feira, outubro 10

CHÁ QUENTE #233

Roendo a corda...
Para Clélio Meneses "o PSD/Açores já defendeu a criação de uma força policial regional, com estatuto próprio, e que esta q uestão deverá fazer parte integrante do novo Estatuto Político-Adiministrativo d a Região Autónoma"

Pela primeira vez um dos partidos envolvidos na reforma estatutária vem para a praça pública defender uma proposta concreta fora da respectiva carta de princípios. Porque é que o PSD/A sentiu necessidade de o fazer agora, nestes moldes e nesta matéria específica? Há uma quebra de compromisso, houve desacordo na comissão ou precipitação pela necessidade de criar um facto político?

CHÁ QUENTE #232

Esticando a corda...
O Presidente da República, Cavaco Silva, manifestou-se hoje confiante que o «diálogo político de boa-fé» no Parlamento contribua para aperfeiçoar a reforma da Segurança Social, acordada entre Governo e parceiros sociais.
«Da Assembleia da República há-de chegar sempre mais alguma coisa que melhore aquilo que foi acordado na concertação social. Temos que acreditar que o diálogo político de boa fé na AR [Assembleia da república] pode conduzir a um resultado melhor do que a proposta de lei apresentada, temos que acreditar nisso».

CHÁ DAS CINCO #141



Mesmo para quem finge não ver, o futuro que depende de nós passa por aqui.
À alegria da conquista sobrevém a responsabilidade colectiva na utilização dos fundos em favor de uma estratégia de desenvolvimento.
Amanhã é outro dia...

segunda-feira, outubro 9

CHÁ QUENTE #231


Tal como a legalidade deve ser observada por todos, a lealdade institucional deve ser entendida numa relação bilateral.
Espero, para o bem comum, que a administração central não esteja em falta em nenhuma delas.

CHÁ QUENTE #230


"...The security council is in a dilemma over sanctions. There will be a reluctance to impose blanket measures against North Korea after the suffering endured by the Iraqi people during 12 years of widespread sanctions. Given the parlous state of the North Korean economy, such a sweeping regime would be even more damaging, with much of the population already close to the breadline.
Bruised by the Iraq experience, the west has argued that while blanket sanctions might not work, targeting them was effective against Libya. A ban on the export of oil technology and general international isolation helped persuade Libya to voluntarily abandon its albeit limited nuclear programme, according to the British and US governments.
But targeted sanctions would have little impact on North Korea, whose government is already so isolated - and its leadership not given to travel - that it is difficult to envisage what punitive measures would have an effect
...."

domingo, outubro 8

CHÁ DAS CINCO #140

"...Com pessimismo do intelecto aliado ao optimismo da vontade, companheiros numa comunidade de pessoas livres a trabalhar para a construção de um mundo livre, não podemos deixar o futuro abandonado nas mãos dos que nos governam. O que é a opinião pública à qual os políticos estão tão nervosamente atentos? Nós! Os que escrevem, que trabalham na comunicação social, que ensinam. Os que, se não gostam da política partidária antiquada, acreditam noutras formas de acção directa, através de grupos de pressão ou ONG’s. Os que dispondo do correio electrónico como instrumento de poder e que vivem com a Internet a democratização do conhecimento político enquanto grande avanço civilizacional. Os que acreditam na integração dos imigrantes, como o futuro da vida política civilizada europeia, que fomentam o conhecimento intercultural e que se disponibilizam para o auxílio ao desenvolvimento através de 1% do rendimento anual.
Quando, há 65 anos, Roosevelt lançou as suas «quatro liberdades» lembrou que a verdadeira Liberdade constitui a supremacia dos direitos humanos em qualquer sítio do globo. O nosso dever primeiro é apoiar aqueles que lutam para conquistar ou manter esses direitos
."

MUNDO LIVRE, no D.I. ou n ' O BULE DO CHÁ

sábado, outubro 7

PURO PRAZER #255


Abril Despedaçado

(A estória do «boi» que sai da roda. Uma fotografia imperdível)

CHÁ QUENTE #229

Dos dias que correm
Ábaco, onde está no teu Tempo o Tempo do Homem?

sexta-feira, outubro 6

CHÁ QUENTE #228


Senhor Presidente, a ÉTICA não é republicana, a ÉTICA é UNIVERSAL

CHÁ DAS CINCO #139


5 arquitectos em uníssono: Ponta Delgada é um caos urbanístico.
Do outro lado: Silêncio!

sábado, setembro 30

PURO PRAZER #254

JAZZ EM OUTUBRO É SINÓNIMO DE AÇORES
A não perder
ANGRAJAZZ 2006

Joe Lovano Noneto
(dia 4, 23.30)

Enrico Rava Quinteto
(dia 6, 23.30)

VIII FESTIVAL DE JAZZ DE PONTA DELGADA

WILLIAM PARKER QUARTET
(dia 29, 21.30)

CHÁ COM TORRADAS #137


Faz 1 ano que o DN informava estarem a ser investigadas pela PJ mais de 30% das Câmaras do país. Como na altura alertei isso poderia significar que, pelos menos, 6 câmaras municipais da Região estariam nessa lista. Contudo fora os casos das Lajes das Flores (que de tão velho que quase nem é caso) e da Madalena (graças ao Rui Lucas/Factos) tudo parece estar na paz do Senhor. É caso para dizer que o segredo de justiça funciona nos Açores…para algumas coisas!

sexta-feira, setembro 29

CHÁ COM TORRADAS #136

A ler:

La figura del Presidente de la Comunidad Autónoma en el sistema Constitucional Español

“…un apropiado «manual de atribuciones y prerrogativas jurídicas » para los Altos cargos de las Administraciones autonómicas, especialmente para los Presidentes y vicepresidentes de las Comunidades Autónomas y, también, para los investigadores administrativistas y constitucionalistas de las Universidades españolas y extranjeras, puesto que supone un excelente punto de partida para elaborar un cotejo comparativo con figuras homónimas de Derecho comparado…”

quinta-feira, setembro 28

CHÁ COM TORRADAS #135


dias atlânticos

(ar puro ar)

quarta-feira, setembro 27

CHÁ VERDE #2


L'Homme qui médite est un animal dépravé (Rousseau)

2 x Chá Verde

terça-feira, setembro 26

CHÁ DAS CINCO #139

No centro do Mundo:


...
I'm a progressive.
The true believer believes in social justice, in solidarity, in help for those not able to help themselves.
They know the race can't just be to the swift and survival for the strong.
But they also know that these values, gentle and compassionate as they are, have to be applied in a harsh, uncompromising world and what makes the difference is not belief alone, but the raw courage to make it happen.
...
That's why winning matters.
So keep on winning.
Do it with optimism.
With hope in your hearts.
Politics is not a chore.
It's the great adventure of progress
...
(do discurso de Blair)

Peter Mandelson - On the succession
"...The one thing that Tony Blair wants in the person to follow him, and he has always said this to me and others close to him, is he wants to be succeeded by somebody who is, if anything, stronger than him... more of a moderniser, more of a reformer than him.
"He doesn't want to be the great golden era New Labour figure, only to be succeeded by someone who will fail. The greatest legacy would be to see whoever is the next leader of the party leading us to a fourth term victory on a New Labour platform.
"He does see those qualities in Gordon Brown, there's no doubt about that. Should Gordon Brown be the one to succeed him, he will want him to succeed and he will work for that. There's no sense in Tony's mind that 'I was the golden years and now the fallow times must follow'. If he can do anything at all to make sure there's a stable and orderly transition, he will do what he can to achieve it..."

Michael Portillo, This is a Labour Hamlet without the prince
"...For Brown the task is harder. After nine years at the heart of government we feel we scarcely know him, but we do not quite like what we do know. That makes it extraordinary that Labour should want to jettison Blair. Only Labour MPs can understand why. Could they possibly be out of touch?"


A ler ainda: How spin-doctors failed to keep the Cherie gaffe under control

segunda-feira, setembro 25

PURO PRAZER #253


“O Senhor G. conduzido pela natureza, tiranizado pela circunstância, seguiu uma via completamente diferente. Começou por contemplar a vida, e só tarde se aplicou a aprender meios de exprimir a vida.”

A INVENÇÃO DA MODERNIDADE, Charles Baudelaire

domingo, setembro 24

CHÁ QUENTE #227

O "Grande Timoneiro", ao El País...
"...Puedo ayudar a cambiar. Hace poco, los dos grandes partidos han firmado un pacto para reformar la Justicia; es la primera vez que pasa algo parecido en Portugal. El presidente favoreció ese clima. El presidente habla todas las semanas con el primer ministro durante mucho tiempo: tiene que ser informado sobre la política interna. Tengo un diálogo franco, abierto y constructivo con él; hablo con el ministro de Defensa si es necesario, y con el de Exteriores... La palabra del presidente es muy importante en Portugal. Tiene que ser muy cuidadoso si no quiere crear inestabilidad..."

CHÁ DAS CINCO #138

"...o Acórdão, no que às más notícias diz respeito, não trouxe nada de novo, a Autonomia política, económica e financeira nos termos em que foi desenhada em 76, e reforçada nos últimos 30 anos, continua a ser precária. Além disso, as limitações da União Europeia à soberania estatal aplicam-se, por maioria de razão, às autonomias infra-estatais. Logo, uma visão catastrófica do futuro só terá razão de ser se os Açores cruzarem os braços ou não souberem tirar ilações do que é aí dito, com clareza, a nosso favor
...
Resulta do que precede que uma autonomia política e fiscal, relativamente ao Governo central, que seja suficiente no que respeita à aplicação das regras comunitárias relativas aos auxílios de Estado, supõe que a Região disponha não apenas da competência para adoptar, no território sob sua jurisdição, medidas de redução da taxa de imposto, independentemente de qualquer consideração relacionada com o comportamento do Terreiro do Paço, mas que assuma, além disso, as consequências políticas e financeiras de tal medida. Sendo assim, quem tem medo deste «Lobo Mau»?"

Ver mais longe... , no D.I. ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, setembro 22

CHÁ COM TORRADAS #134

Reduzir o número de Deputados, problema ou fuga?

Portugal abaixo da média no número de deputados

Outras cabeças, outras visões:
André Freire, rejeita categoricamente a possibilidade de redução do número de deputados. "É uma falácia dizer que Portugal tem parlamentares a mais. A proposta do PSD não se justifica, do ponto de vista dos factos" ... Freire concede que o sistema actual permite a existência de deputados que "não fazem nada". Mas aponta o dedo aos partidos que "deviam ser os primeiros a exigir que os seus parlamentares mostrassem trabalho".
José Adelino Maltez "a questão não é matemática, mas política", defende a existência de menos deputados, mas sugere em alternativa a criação de um Senado e de parlamentos regionais. "Reduzir o número de deputados é reforçar o poder da AR", sugere. Defendendo o "abandono da tradição da delegação de competências parlamentares no Governo e a valorização efectiva das comissões de inquérito".

terça-feira, setembro 19

CHÁ COM TORRADAS #133


Grupo Ocidental 18h p.m. (terça-feira)
Grupo Central 22h p.m. (terça-feira)
Grupo Oriental 03h a.m. (quarta-feira)

segunda-feira, setembro 18

PURO PRAZER #252


"Barely Legal", BANKSY

"..The British artist Banksy has been criticised by officials in California for the "frivolous abuse" of an elephant which he had painted to look like pink wallpaper..."

CHÁ DAS CINCO #137


(à esquerda Goran Persson - perdedor - à direita Fredrik Reinfeldt - vencedor)
"...The motherland of social democracy is doing better than ever: Sweden's economy has expanded for years, and a 4.1 per cent growth rate is expected for 2006. Unemployment was 5 per cent in September and the inflation rate is under two per cent. The budget has a surplus, spending power is high, and so are living standards -- the Swedes are a happy lot. In surveys, 94 per cent of them say they're doing well. In a "Map of Happiness" compiled by a British academic using investigations of economic and social standards as well as prosperity of 178 countries, Sweden turns up in a very respectable 7th place..."
"...La Suède est observée avec intérêt, et souvent enviée, pour avoir réussi à "réinventer" le modèle social-démocrate en parvenant à coordonner un secteur privé très efficace (forte recherche-développment et productivité élevée) et un Etat large (30 % des salariés) mais modernisé. La défaite de Göran Persson prouve que, malgré un succès incontestable, cette stratégie de forte assistance sociale conduit trop souvent à décourager de travailler. C'est un défaut intrinsèque que la gauche suédoise a manifestement tardé à corriger. C'est aussi une leçon pour les gauches européennes..."

sexta-feira, setembro 15

CHÁ COM TORRADAS #132

MICRO-CAUSA

Já está demonstrado económica e socialmente que a opção da CMPDL pelos parques de estacionamento e central de camionagem subterrâneos na avenida marginal é mais viável do que a construção de parques periféricos com um sistema integrado de mini-bus?

quinta-feira, setembro 14

CHÁ COM TORRADAS #131

Há quem diga que Portugal é uma democracia formal sem contudo preencher os pressupostos de uma democracia material. Eu digo que a nossa democracia nem formal é...

PURO PRAZER #251


A espera

Estava tão apaixonado que se fechou em casa, sentado junto à porta, para poder abraçá-la assim que ela batesse para lhe vir confessar que também o amava.
Mas ela não veio e ele envelheceu. Um dia alguém tocou, levemente, à porta e ele, fugiu, escondendo-se atrás do armário.

Histórias para uma noite de calmaria
, Tonino Guerra. Ed. Assírio & Alvim, 2002

CHÁ QUENTE #226

Na, para mim, cada vez mais, indispensável revista Atlântico, o tema de fundo da edição de Setembro é o regresso do Compromisso Portugal às lides da cidadania activa. Da conversa com António Carrapatoso e Rui Ramos destaco uma passagem deste segundo:

“….Uma sociedade em que fossemos todos iguais seria uma sociedade estacionária. As diferenças e as lutas geram uma tensão criativa. O facto de haver esquerda e direita pode ser um conflito criativo entre pessoas que têm muito em comum mas que mesmo assim têm sensibilidades diferentes. Nós, que propomos este modelo de uma sociedade civil forte, não nos consideramos revolucionários. Queremos, no centro desta sociedade democrática, uma melhoria gradual. Toda a gente concorda que aquilo que existe não funciona e está-nos a arrastar para conflitos. Temos que sair disto. Uma sociedade moralmente mais saudável e mais responsável é aquela que pode garantir maior bem e mais serviços, maior felicidade e satisfação geral e portanto vamos discutir como é que podemos concordar com formas de poder político e de acção colectiva que nos permitam ser mais eficientes sem excluir ninguém…”

A forte penetração na comunicação social já fez com que o Movimento fosse recebido pelo Presidente da República. Vejamos o que estes Senhores nos têm para oferecer;

Princípios do Texto provocatório geral que servirá de base de debate sobre o modelo económico e social para o País na 2.ª Convenção do Compromisso Portugal

Por um País de oportunidades

Princípio 1
O cidadão no centro, valorizado e responsabilizado

Princípio 2
A garantia de uma verdadeira igualdade de oportunidades

Princípio 3
A existência de direitos sociais e de uma rede de protecção social efectiva e eficaz

Princípio 4
Um Estado forte e independente ao serviço dos cidadãos
A subsidiariedade do Estado

Princípio 5
A concorrência nos mercados enquanto fonte de valor económico e social
A flexibilidade, abertura e predisposição para a mudança.

NOTA: Apesar das críticas e adjectivos que possam querer atribuir a este grupo de pessoas há algo que ninguém lhes retira: ter ideias e vontade de as colocar em prática, seja directamente seja influenciando os decisores políticos. E não é isto que é suposto ser um movimento de cidadania? Eu penso que sim…

terça-feira, setembro 12

PURO PRAZER #250

"...Porque razão a imagem monstruosa nos comunica um excesso de ser? Porque manifesta maior realidade do objecto, mais propriedades, mais conteúdo que uma imagem vulgar. Mas tal não basta para produzir mais ser, pois o que o monstro dá a ver, para lá da materialidade das coisas vistas, é o que subentende delas. O transbordamento que o monstro veicula ultrapassa o conteúdo representado, está para lá da sua origem e da sua causa. O que existe de irrecusável no monstro é esse excedente absoluto de substância, para além dos modos: há uma prova ontológica da existência do monstro que, do excesso de realidade dado na sua representação conclui a certeza da sua existência. E isto tem certamente algo a ver com o estado quase real (e quase simbólico) dos monstros biológicos.
Apesar da sua etimologia, o monstro mostra. Mostra mais que tudo o que é visto, pois mostra o irreal verdadeiro.
O monstro é, ao mesmo tempo, absolutamente transparente e totalmente opaco. Ao encará-lo, o olhar fica paralisado, absorto num fascínio sem fim, inapto ao conhecimento, pois este nada revela, nenhuma informação codificável, nenhum alfabeto conhecido. E, no entanto, ao exibir a sua deformidade, a sua anormalidade, - que normalmente esconde – o monstro oferece ao olhar mais do que qualquer coisa jamais vista. O monstro chega mesmo a viver dessa aberração que exibe por todo o lado a fim de que a vejam. O seu corpo difere do corpo normal na medida em que ele revela o oculto, algo disforme, de visceral, de «interior», uma espécie de obscenidade orgânica. O monstro exibe-a, desdobra-a, virando a pele do avesso, e desfralda-a sem se preocupar com o olhar do outro; ou para o fascinar, o que significa a mesma coisa.

Ao revelar o que deve permanecer oculto, o corpo monstruoso subverte a ordem mais sagrada das relações entre a alma e o corpo: a alma revelada deixa de ser uma alma, torna-se, no sentido próprio, o reverso do corpo, um outro corpo, mas amorfo e horrível, um não-corpo. Que monstruosidade carrega o monstro teratológico com ele? A de uma alma feita carne, vísceras e órgãos
..."

Monstros, José Gil. Ed. Relógio d’Água, 2006

segunda-feira, setembro 11

CHÁ QUENTE #225


HÁ 5 ANOS
O HOMEM
EM QUEDA
VIVER PARA LEMBRAR
HÁ 5 ANOS
O HOMEM
EM QUEDA

domingo, setembro 10

PURO PRAZER #249


AR PURO AR

CHÁ DAS CINCO #136

"...para afastar, hoje, as oligarquias partidárias não podemos esperar sentados que o próprio tempo se encarregue de as ridicularizar. Normalmente, ao estabelecerem-se normas para conter a «dominação dos dirigentes» o que se verifica é que as leis vacilam mas os dirigentes não. Até ao «Futuro com Futuro» talvez haja a possibilidade, senão de uma cura, pelo menos de encontrar, no próprio princípio democrático, algum alívio para a doença, pela governação e a organização da sociedade no interesse geral, por meio de uma intervenção hierárquica de um número de «cidadãos livres» que deverá ir crescendo à medida que cresce o grau de desenvolvimento social. Faz parte da essência da democracia a capacidade de crítica e o fortalecimento individual dessa capacidade..."

quinta-feira, setembro 7

É d'HOMEM #92

"...O que pode ser o nosso "patriotismo regional", ou, se preferirmos mais rigor, o nosso açorianismo autonomista, senão uma imensa compaixão, quando nos apercebemos, pelas imagens e pelos relatos, que a comemoração dos 30 anos da nossa Assembleia Regional e Autonomia, ainda foi mais pobre, mais amorfa, mais "insulada", mais vazia de tom e som, de reflexão sobre o passado ou de prospectiva sobre o futuro, de consciência da força da herança ou voluntarismo da ambição de futuro, do que já haviam sido, também sob a égide da Assembleia, as comemorações dos 25 anos da Autonomia?..."

O nosso patriotismo só pode ser uma imensa compaixão, Dionísio de Sousa.

terça-feira, setembro 5

CHÁ QUENTE #224

Tem razão o Pedro Gomes.
Tem razão pelo facto de já ter tornado pública a sua proposta de lei eleitoral. Eu estava lá e faço o mea culpa.

Perde a razão em tudo o mais.
Perde a razão quando entre 2000-2004 não se pronuncia publicamente.
Perde a razão por nunca ter colocado a sua proposta a discussão no processo de 2005.
Perde a razão porque a sua proposta é ligeira quanto ao fim primeiro da revisão.
Perde a razão porque a sua proposta além de ligeira é inconstitucional (já esqueceu as palavras de Jorge Miranda naquele dia?)
Perde a razão quando por não fazer as simulações devidas continuar a entender que a sua proposta resolve melhor a questão da representatividade
Perde a razão quando não leu, antes, nos dossiers, as propostas, e nos livros, os especialistas que apenas defendem uma redução de deputados enquadrada num círculo regional
Perde a razão por não querer ler, depois, os especialistas (André Freire no Público de ontem) quando dizem «não se percebe, porém, a oposição do PSD-Açores a este aumento pois demonstrámos, com as simulações que fizemos, que tal aumento era necessário para uma expressão mais fiel da vontade popular
Perde razão quando julga ironia do destino, e não intenção consciente do legislador, que o círculo regional de compensação procure resolver a proporcionalidade numa perspectiva global do sistema
E, finalmente, quando, hoje, o ex-Presidente da Comissão Eventual para a Revisão do Sistema Eleitoral ainda não percebeu, ou não quer perceber, que o círculo regional de compensação não é um círculo eleitoral de restos, não lhe pode assistir qualquer razão em matéria de lei eleitoral…

Caso encerrado!

POST(AL) AUTONÓMICO #30

“…E todo este Povo, altivo na sua modéstia, brioso na sua humildade, sensível na sua capacidade de sofrer, trabalhador no seu «spleen» português, no seu açorianismo, que esperamos ver reconhecido, actuante, dinamizado, através da aceitação expressa da sua vera identidade regional.
Foi essa identidade que procurou afirmar-se nos movimentos autonomistas vindos do século passado, e que só agora reputamos consagrada através da Constituição, que o voto dos Portugueses legitimou.
É essa identidade que esperamos ver respeitada e engrandecida pelos órgãos do Poder Central, na observância das garantias constitucionais dadas à Região, no cumprimento dos deveres políticos, financeiros, técnicos e económicos, perante ela assumidos dentro de um programa coerente de regionalização progressiva dos órgãos periféricos do Estado, em consonância com as capacidades existentes e a desenvolver, dos que são açorianos por residência, por nascimento, por necessidade ou por amor.
Sabemos o que somos e como somos.
O que valemos e o que nos limita.
É habitual não constarmos do livro da História Pátria. Mas estamos marcados na História Universal.
Parcela mais salgada de Portugal batida de mares e de ventos, de antigos e de novos piratas, seremos chamados uma vez mais, como há quatro séculos, como a século e meio, como em Novembro último, a mostrar até um caminho possível aos restantes Portugueses.
Só que por tudo isso não podemos ser considerados objectos seja do que for, interna ou internacionalmente, porque nos afirmamos pessoas – no singular e no colectivo
…”
Álvaro Monjardino, 4 de Setembro de 1976

NOTA: Profusamente citado neste 30.º Aniversário da Assembleia Legislativa da Região, continua a encontrar-se actualidade no discurso proferido pelo Dr. Álvaro Monjardino na qualidade de Presidente da Assembleia Regional dos Açores, aquando da cerimónia solene de instalação do parlamento da Região. Na mesma cerimónia discursou o então Presidente da República, Ramalho Eanes. Assistiu, igualmente, à cerimónia Mário Soares, Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional. Outros Homens, outros actos, outros tempos! Pela ausência de registo nos arquivos electrónicos da Assembleia Legislativa e como é um documento que, além de encerrar estes momentos de relevo que enquadraram os primórdios da autonomia constitucional, identifica os pais da democracia parlamentar regional, proponho-me deixar, enquanto quem de direito não o fizer em lugar próprio, o registo do Diário da Sessão histórica realizada a 4 de Setembro de 1976 na Sociedade Amor da Pátria, na Cidade da Horta. Aqui ficou um excerto, o restante estará, como sempre, no Da Autonomia.
Não tendo registos fotográficos disponíveis, agradeço penhorado a quem mos possa enviar para o e-mail.

segunda-feira, setembro 4

CHÁ DAS CINCO #135

Subsídio para uma ocupada agenda presidencial:
«E é entre figueiras, laranjeiras, mangueiras, romãzeiras e alfarrobeiras (estas, na maioria, centenárias) que ambos passam algum tempo juntos...».
Lindo!