quarta-feira, setembro 27

CHÁ VERDE #2


L'Homme qui médite est un animal dépravé (Rousseau)

2 x Chá Verde

terça-feira, setembro 26

CHÁ DAS CINCO #139

No centro do Mundo:


...
I'm a progressive.
The true believer believes in social justice, in solidarity, in help for those not able to help themselves.
They know the race can't just be to the swift and survival for the strong.
But they also know that these values, gentle and compassionate as they are, have to be applied in a harsh, uncompromising world and what makes the difference is not belief alone, but the raw courage to make it happen.
...
That's why winning matters.
So keep on winning.
Do it with optimism.
With hope in your hearts.
Politics is not a chore.
It's the great adventure of progress
...
(do discurso de Blair)

Peter Mandelson - On the succession
"...The one thing that Tony Blair wants in the person to follow him, and he has always said this to me and others close to him, is he wants to be succeeded by somebody who is, if anything, stronger than him... more of a moderniser, more of a reformer than him.
"He doesn't want to be the great golden era New Labour figure, only to be succeeded by someone who will fail. The greatest legacy would be to see whoever is the next leader of the party leading us to a fourth term victory on a New Labour platform.
"He does see those qualities in Gordon Brown, there's no doubt about that. Should Gordon Brown be the one to succeed him, he will want him to succeed and he will work for that. There's no sense in Tony's mind that 'I was the golden years and now the fallow times must follow'. If he can do anything at all to make sure there's a stable and orderly transition, he will do what he can to achieve it..."

Michael Portillo, This is a Labour Hamlet without the prince
"...For Brown the task is harder. After nine years at the heart of government we feel we scarcely know him, but we do not quite like what we do know. That makes it extraordinary that Labour should want to jettison Blair. Only Labour MPs can understand why. Could they possibly be out of touch?"


A ler ainda: How spin-doctors failed to keep the Cherie gaffe under control

segunda-feira, setembro 25

PURO PRAZER #253


“O Senhor G. conduzido pela natureza, tiranizado pela circunstância, seguiu uma via completamente diferente. Começou por contemplar a vida, e só tarde se aplicou a aprender meios de exprimir a vida.”

A INVENÇÃO DA MODERNIDADE, Charles Baudelaire

domingo, setembro 24

CHÁ QUENTE #227

O "Grande Timoneiro", ao El País...
"...Puedo ayudar a cambiar. Hace poco, los dos grandes partidos han firmado un pacto para reformar la Justicia; es la primera vez que pasa algo parecido en Portugal. El presidente favoreció ese clima. El presidente habla todas las semanas con el primer ministro durante mucho tiempo: tiene que ser informado sobre la política interna. Tengo un diálogo franco, abierto y constructivo con él; hablo con el ministro de Defensa si es necesario, y con el de Exteriores... La palabra del presidente es muy importante en Portugal. Tiene que ser muy cuidadoso si no quiere crear inestabilidad..."

CHÁ DAS CINCO #138

"...o Acórdão, no que às más notícias diz respeito, não trouxe nada de novo, a Autonomia política, económica e financeira nos termos em que foi desenhada em 76, e reforçada nos últimos 30 anos, continua a ser precária. Além disso, as limitações da União Europeia à soberania estatal aplicam-se, por maioria de razão, às autonomias infra-estatais. Logo, uma visão catastrófica do futuro só terá razão de ser se os Açores cruzarem os braços ou não souberem tirar ilações do que é aí dito, com clareza, a nosso favor
...
Resulta do que precede que uma autonomia política e fiscal, relativamente ao Governo central, que seja suficiente no que respeita à aplicação das regras comunitárias relativas aos auxílios de Estado, supõe que a Região disponha não apenas da competência para adoptar, no território sob sua jurisdição, medidas de redução da taxa de imposto, independentemente de qualquer consideração relacionada com o comportamento do Terreiro do Paço, mas que assuma, além disso, as consequências políticas e financeiras de tal medida. Sendo assim, quem tem medo deste «Lobo Mau»?"

Ver mais longe... , no D.I. ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, setembro 22

CHÁ COM TORRADAS #134

Reduzir o número de Deputados, problema ou fuga?

Portugal abaixo da média no número de deputados

Outras cabeças, outras visões:
André Freire, rejeita categoricamente a possibilidade de redução do número de deputados. "É uma falácia dizer que Portugal tem parlamentares a mais. A proposta do PSD não se justifica, do ponto de vista dos factos" ... Freire concede que o sistema actual permite a existência de deputados que "não fazem nada". Mas aponta o dedo aos partidos que "deviam ser os primeiros a exigir que os seus parlamentares mostrassem trabalho".
José Adelino Maltez "a questão não é matemática, mas política", defende a existência de menos deputados, mas sugere em alternativa a criação de um Senado e de parlamentos regionais. "Reduzir o número de deputados é reforçar o poder da AR", sugere. Defendendo o "abandono da tradição da delegação de competências parlamentares no Governo e a valorização efectiva das comissões de inquérito".

terça-feira, setembro 19

CHÁ COM TORRADAS #133


Grupo Ocidental 18h p.m. (terça-feira)
Grupo Central 22h p.m. (terça-feira)
Grupo Oriental 03h a.m. (quarta-feira)

segunda-feira, setembro 18

PURO PRAZER #252


"Barely Legal", BANKSY

"..The British artist Banksy has been criticised by officials in California for the "frivolous abuse" of an elephant which he had painted to look like pink wallpaper..."

CHÁ DAS CINCO #137


(à esquerda Goran Persson - perdedor - à direita Fredrik Reinfeldt - vencedor)
"...The motherland of social democracy is doing better than ever: Sweden's economy has expanded for years, and a 4.1 per cent growth rate is expected for 2006. Unemployment was 5 per cent in September and the inflation rate is under two per cent. The budget has a surplus, spending power is high, and so are living standards -- the Swedes are a happy lot. In surveys, 94 per cent of them say they're doing well. In a "Map of Happiness" compiled by a British academic using investigations of economic and social standards as well as prosperity of 178 countries, Sweden turns up in a very respectable 7th place..."
"...La Suède est observée avec intérêt, et souvent enviée, pour avoir réussi à "réinventer" le modèle social-démocrate en parvenant à coordonner un secteur privé très efficace (forte recherche-développment et productivité élevée) et un Etat large (30 % des salariés) mais modernisé. La défaite de Göran Persson prouve que, malgré un succès incontestable, cette stratégie de forte assistance sociale conduit trop souvent à décourager de travailler. C'est un défaut intrinsèque que la gauche suédoise a manifestement tardé à corriger. C'est aussi une leçon pour les gauches européennes..."

sexta-feira, setembro 15

CHÁ COM TORRADAS #132

MICRO-CAUSA

Já está demonstrado económica e socialmente que a opção da CMPDL pelos parques de estacionamento e central de camionagem subterrâneos na avenida marginal é mais viável do que a construção de parques periféricos com um sistema integrado de mini-bus?

quinta-feira, setembro 14

CHÁ COM TORRADAS #131

Há quem diga que Portugal é uma democracia formal sem contudo preencher os pressupostos de uma democracia material. Eu digo que a nossa democracia nem formal é...

PURO PRAZER #251


A espera

Estava tão apaixonado que se fechou em casa, sentado junto à porta, para poder abraçá-la assim que ela batesse para lhe vir confessar que também o amava.
Mas ela não veio e ele envelheceu. Um dia alguém tocou, levemente, à porta e ele, fugiu, escondendo-se atrás do armário.

Histórias para uma noite de calmaria
, Tonino Guerra. Ed. Assírio & Alvim, 2002

CHÁ QUENTE #226

Na, para mim, cada vez mais, indispensável revista Atlântico, o tema de fundo da edição de Setembro é o regresso do Compromisso Portugal às lides da cidadania activa. Da conversa com António Carrapatoso e Rui Ramos destaco uma passagem deste segundo:

“….Uma sociedade em que fossemos todos iguais seria uma sociedade estacionária. As diferenças e as lutas geram uma tensão criativa. O facto de haver esquerda e direita pode ser um conflito criativo entre pessoas que têm muito em comum mas que mesmo assim têm sensibilidades diferentes. Nós, que propomos este modelo de uma sociedade civil forte, não nos consideramos revolucionários. Queremos, no centro desta sociedade democrática, uma melhoria gradual. Toda a gente concorda que aquilo que existe não funciona e está-nos a arrastar para conflitos. Temos que sair disto. Uma sociedade moralmente mais saudável e mais responsável é aquela que pode garantir maior bem e mais serviços, maior felicidade e satisfação geral e portanto vamos discutir como é que podemos concordar com formas de poder político e de acção colectiva que nos permitam ser mais eficientes sem excluir ninguém…”

A forte penetração na comunicação social já fez com que o Movimento fosse recebido pelo Presidente da República. Vejamos o que estes Senhores nos têm para oferecer;

Princípios do Texto provocatório geral que servirá de base de debate sobre o modelo económico e social para o País na 2.ª Convenção do Compromisso Portugal

Por um País de oportunidades

Princípio 1
O cidadão no centro, valorizado e responsabilizado

Princípio 2
A garantia de uma verdadeira igualdade de oportunidades

Princípio 3
A existência de direitos sociais e de uma rede de protecção social efectiva e eficaz

Princípio 4
Um Estado forte e independente ao serviço dos cidadãos
A subsidiariedade do Estado

Princípio 5
A concorrência nos mercados enquanto fonte de valor económico e social
A flexibilidade, abertura e predisposição para a mudança.

NOTA: Apesar das críticas e adjectivos que possam querer atribuir a este grupo de pessoas há algo que ninguém lhes retira: ter ideias e vontade de as colocar em prática, seja directamente seja influenciando os decisores políticos. E não é isto que é suposto ser um movimento de cidadania? Eu penso que sim…

terça-feira, setembro 12

PURO PRAZER #250

"...Porque razão a imagem monstruosa nos comunica um excesso de ser? Porque manifesta maior realidade do objecto, mais propriedades, mais conteúdo que uma imagem vulgar. Mas tal não basta para produzir mais ser, pois o que o monstro dá a ver, para lá da materialidade das coisas vistas, é o que subentende delas. O transbordamento que o monstro veicula ultrapassa o conteúdo representado, está para lá da sua origem e da sua causa. O que existe de irrecusável no monstro é esse excedente absoluto de substância, para além dos modos: há uma prova ontológica da existência do monstro que, do excesso de realidade dado na sua representação conclui a certeza da sua existência. E isto tem certamente algo a ver com o estado quase real (e quase simbólico) dos monstros biológicos.
Apesar da sua etimologia, o monstro mostra. Mostra mais que tudo o que é visto, pois mostra o irreal verdadeiro.
O monstro é, ao mesmo tempo, absolutamente transparente e totalmente opaco. Ao encará-lo, o olhar fica paralisado, absorto num fascínio sem fim, inapto ao conhecimento, pois este nada revela, nenhuma informação codificável, nenhum alfabeto conhecido. E, no entanto, ao exibir a sua deformidade, a sua anormalidade, - que normalmente esconde – o monstro oferece ao olhar mais do que qualquer coisa jamais vista. O monstro chega mesmo a viver dessa aberração que exibe por todo o lado a fim de que a vejam. O seu corpo difere do corpo normal na medida em que ele revela o oculto, algo disforme, de visceral, de «interior», uma espécie de obscenidade orgânica. O monstro exibe-a, desdobra-a, virando a pele do avesso, e desfralda-a sem se preocupar com o olhar do outro; ou para o fascinar, o que significa a mesma coisa.

Ao revelar o que deve permanecer oculto, o corpo monstruoso subverte a ordem mais sagrada das relações entre a alma e o corpo: a alma revelada deixa de ser uma alma, torna-se, no sentido próprio, o reverso do corpo, um outro corpo, mas amorfo e horrível, um não-corpo. Que monstruosidade carrega o monstro teratológico com ele? A de uma alma feita carne, vísceras e órgãos
..."

Monstros, José Gil. Ed. Relógio d’Água, 2006

segunda-feira, setembro 11

CHÁ QUENTE #225


HÁ 5 ANOS
O HOMEM
EM QUEDA
VIVER PARA LEMBRAR
HÁ 5 ANOS
O HOMEM
EM QUEDA

domingo, setembro 10

PURO PRAZER #249


AR PURO AR

CHÁ DAS CINCO #136

"...para afastar, hoje, as oligarquias partidárias não podemos esperar sentados que o próprio tempo se encarregue de as ridicularizar. Normalmente, ao estabelecerem-se normas para conter a «dominação dos dirigentes» o que se verifica é que as leis vacilam mas os dirigentes não. Até ao «Futuro com Futuro» talvez haja a possibilidade, senão de uma cura, pelo menos de encontrar, no próprio princípio democrático, algum alívio para a doença, pela governação e a organização da sociedade no interesse geral, por meio de uma intervenção hierárquica de um número de «cidadãos livres» que deverá ir crescendo à medida que cresce o grau de desenvolvimento social. Faz parte da essência da democracia a capacidade de crítica e o fortalecimento individual dessa capacidade..."

quinta-feira, setembro 7

É d'HOMEM #92

"...O que pode ser o nosso "patriotismo regional", ou, se preferirmos mais rigor, o nosso açorianismo autonomista, senão uma imensa compaixão, quando nos apercebemos, pelas imagens e pelos relatos, que a comemoração dos 30 anos da nossa Assembleia Regional e Autonomia, ainda foi mais pobre, mais amorfa, mais "insulada", mais vazia de tom e som, de reflexão sobre o passado ou de prospectiva sobre o futuro, de consciência da força da herança ou voluntarismo da ambição de futuro, do que já haviam sido, também sob a égide da Assembleia, as comemorações dos 25 anos da Autonomia?..."

O nosso patriotismo só pode ser uma imensa compaixão, Dionísio de Sousa.

terça-feira, setembro 5

CHÁ QUENTE #224

Tem razão o Pedro Gomes.
Tem razão pelo facto de já ter tornado pública a sua proposta de lei eleitoral. Eu estava lá e faço o mea culpa.

Perde a razão em tudo o mais.
Perde a razão quando entre 2000-2004 não se pronuncia publicamente.
Perde a razão por nunca ter colocado a sua proposta a discussão no processo de 2005.
Perde a razão porque a sua proposta é ligeira quanto ao fim primeiro da revisão.
Perde a razão porque a sua proposta além de ligeira é inconstitucional (já esqueceu as palavras de Jorge Miranda naquele dia?)
Perde a razão quando por não fazer as simulações devidas continuar a entender que a sua proposta resolve melhor a questão da representatividade
Perde a razão quando não leu, antes, nos dossiers, as propostas, e nos livros, os especialistas que apenas defendem uma redução de deputados enquadrada num círculo regional
Perde a razão por não querer ler, depois, os especialistas (André Freire no Público de ontem) quando dizem «não se percebe, porém, a oposição do PSD-Açores a este aumento pois demonstrámos, com as simulações que fizemos, que tal aumento era necessário para uma expressão mais fiel da vontade popular
Perde razão quando julga ironia do destino, e não intenção consciente do legislador, que o círculo regional de compensação procure resolver a proporcionalidade numa perspectiva global do sistema
E, finalmente, quando, hoje, o ex-Presidente da Comissão Eventual para a Revisão do Sistema Eleitoral ainda não percebeu, ou não quer perceber, que o círculo regional de compensação não é um círculo eleitoral de restos, não lhe pode assistir qualquer razão em matéria de lei eleitoral…

Caso encerrado!

POST(AL) AUTONÓMICO #30

“…E todo este Povo, altivo na sua modéstia, brioso na sua humildade, sensível na sua capacidade de sofrer, trabalhador no seu «spleen» português, no seu açorianismo, que esperamos ver reconhecido, actuante, dinamizado, através da aceitação expressa da sua vera identidade regional.
Foi essa identidade que procurou afirmar-se nos movimentos autonomistas vindos do século passado, e que só agora reputamos consagrada através da Constituição, que o voto dos Portugueses legitimou.
É essa identidade que esperamos ver respeitada e engrandecida pelos órgãos do Poder Central, na observância das garantias constitucionais dadas à Região, no cumprimento dos deveres políticos, financeiros, técnicos e económicos, perante ela assumidos dentro de um programa coerente de regionalização progressiva dos órgãos periféricos do Estado, em consonância com as capacidades existentes e a desenvolver, dos que são açorianos por residência, por nascimento, por necessidade ou por amor.
Sabemos o que somos e como somos.
O que valemos e o que nos limita.
É habitual não constarmos do livro da História Pátria. Mas estamos marcados na História Universal.
Parcela mais salgada de Portugal batida de mares e de ventos, de antigos e de novos piratas, seremos chamados uma vez mais, como há quatro séculos, como a século e meio, como em Novembro último, a mostrar até um caminho possível aos restantes Portugueses.
Só que por tudo isso não podemos ser considerados objectos seja do que for, interna ou internacionalmente, porque nos afirmamos pessoas – no singular e no colectivo
…”
Álvaro Monjardino, 4 de Setembro de 1976

NOTA: Profusamente citado neste 30.º Aniversário da Assembleia Legislativa da Região, continua a encontrar-se actualidade no discurso proferido pelo Dr. Álvaro Monjardino na qualidade de Presidente da Assembleia Regional dos Açores, aquando da cerimónia solene de instalação do parlamento da Região. Na mesma cerimónia discursou o então Presidente da República, Ramalho Eanes. Assistiu, igualmente, à cerimónia Mário Soares, Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional. Outros Homens, outros actos, outros tempos! Pela ausência de registo nos arquivos electrónicos da Assembleia Legislativa e como é um documento que, além de encerrar estes momentos de relevo que enquadraram os primórdios da autonomia constitucional, identifica os pais da democracia parlamentar regional, proponho-me deixar, enquanto quem de direito não o fizer em lugar próprio, o registo do Diário da Sessão histórica realizada a 4 de Setembro de 1976 na Sociedade Amor da Pátria, na Cidade da Horta. Aqui ficou um excerto, o restante estará, como sempre, no Da Autonomia.
Não tendo registos fotográficos disponíveis, agradeço penhorado a quem mos possa enviar para o e-mail.

segunda-feira, setembro 4

CHÁ DAS CINCO #135

Subsídio para uma ocupada agenda presidencial:
«E é entre figueiras, laranjeiras, mangueiras, romãzeiras e alfarrobeiras (estas, na maioria, centenárias) que ambos passam algum tempo juntos...».
Lindo!

POST(AL) AUTONÓMICO #29


4 DE SETEMBRO DE 2036
CRÓNICA DE UMA FESTA ANUNCIADA
Cidade da Horta. O Parlamento da Região Federada dos Açores prepara-se para encerrar as comemorações dos 60 anos de Autonomia Constitucional após um périplo de um ano por todas as Ilhas do Arquipélago. Esta celebração tem a particularidade de coincidir com a tomada de posse da Presidente do Governo dos Açores. A líder do partido regional Frente Liberal dos Açores (FLA) apresta-se para ser indicada pelo plenário e referendada, por maioria absoluta, na câmara alta açoriana, para o seu segundo, e último, mandato de 5 anos à frente do governo federado de coligação entre a FLA e o Movimento de Cidadãos Independentes - Mais Açores.
A reeleição era por todos esperada uma vez que o anterior mandato foi amplamente aplaudido no plano da reformas formais (a Constituição da República Federal Portuguesa em 2034 e a Constituição Federada dos Açores em 2035) mas sobretudo no campo da autonomia material com o relançamento económico e político da Região, no plano nacional e internacional, fundado em orientações que potenciaram a posição geostratégica do arquipélago, nas áreas económicas e ambientais.
Conjuntamente com as mais altas entidades do Estado Federal Português na assistência podemos vislumbrar os 20 Deputados da câmara alta, representando todas as ilhas e, pela primeira vez, a diáspora açoriana, os 21 Deputados da câmara baixa, na sua maioria mulheres, muitas acompanhadas dos seus filhos, os 14 autarcas da Região bem como os 8 Conselheiros de Ilha e os 4 presidentes das administrações insulares (Oriente, Centro, Triângulo e Ocidente). Também em destaque está o Presidente do Tribunal Superior de Recurso da Região, e os Presidentes das entidades independentes de fiscalização financeira e administrativa, dos observatórios económico e social, os reitores da Universidade e do Instituto Politécnico dos Açores e o Presidente da Fundação de Estudo Autonómicos - Aristides Moreira da Mota. Através da transmissão em directo das diversas televisões digitais regionais, podem os açorianos, espalhados pelos quatro cantos do Mundo, ler e escutar as palavras da recém empossada Presidente do Governo dos Açores:
“Caros concidadãos mais uma vez estamos reunidos para dar corpo e voz à vontade do Povo Açoriano. Para mim seria fácil fazer uma resenha histórica das conquistas autonómicas desde o século XIX. Muito do que agora se entende como natural não deixou de ter, conjuntamente com os seus cavaleiros, as suas dúvidas, os seus riscos e os seus adversários. (aplausos) Se é verdade que esta última fase da Autonomia teve o seu embrião na reforma estatutária de 2007 que, pela mão daqueles que procuraram ver mais longe, lançou fundações para um novo posicionamento político, económico, financeiro e administrativo entre a Região e o Estado no primeiro quartel do século XXI. Se foi aí que se definiu um novo ordenamento político e administrativo do território regional, ou a projecção internacional da Região pelo aproveitamento da geostratégia das actividades políticas e económicas entre os continentes europeu e americano (vejam-se as conferências e debates atlânticos, ou os incentivos na economia dos transportes, do mar, das telecomunicações e do ambiente) e pela representatividade política externa nas diversas entidades internacionais de cariz regional. Se foi aí que se abraçaram as políticas do desenvolvimento sustentável enquadradas pela Estratégia de Lisboa. Se foi aí que se traçou um novo modelo de uma plena autonomia financeira e fiscal. Se foi então que o arquipélago passou a entender-se mais como Região e menos como comunidade de ilhas. Se foi aí que se traçaram as novas políticas demográficas, de incentivo à natalidade e de coesão económico-social que evitaram a desertificação das ilhas mais pequenas. Se se laçaram redes para uma política de integração de comunidades estrangeiras ou de refugiados que viram nos Açores uma oportunidade para recomeçar vidas. Se foi então que se fizeram as grandes apostas de reforma para a formação cívica, académica e profissional de excelência das novas gerações. Se foi aí que, na sequência de um diagnóstico prévio, se começaram a ganhar os desafios da primeira metade do século XXI, hoje, estou aqui, minhas senhoras e meus senhores, representando esse passado mas preparada para perspectivar o futuro. (aplausos) Consciente de que os Açorianos têm da Autonomia uma visão dinâmica que se promove diariamente e que busca no devir soluções para o bem estar colectivo, quero aqui deixar-vos aqueles objectivos políticos, económicos e sociais que entendo devem ser os dos Açores na segunda metade do século XXI…”

Hoje no Jornal dos Açores.

domingo, setembro 3

CHÁ DAS CINCO #134

Porque hoje é Domingo, vamos falar de coisas sérias…
Éloge de l'amour, J.L.Godard

DN – Continua a haver um abismo entre sexos?
Francisco Allen Gomes – Penso que tem mais a ver com a irresponsabilidade da nossa educação durante a fase de desenvolvimento. A mulher é educada na responsabilidade sexual e o homem na irresponsabilidade sexual.
DN – Acredita que é uma questão de formação?
F.A.G. – Sim. A certa altura, a nossa sexualidade fica muito marcada por aspectos superficiais. Muito marcada pelo aspecto físico e pela leveza – a necessidade quase imediata -, aquilo que se traduz por «rapidinha». O que é a «rapidinha»? é uma coisa masculina, a satisfação urgente do desejo, sem complicações e sem problemas. É qualquer coisa que na nossa agenda figurou das seis às sete e pronto, um interlúdio erótico e quando cheguei a casa já esqueci. E mais, não tive de me preocupar se a outra pessoa ia ter ou não prazer.
DN- Quer dizer, toda essa preocupação com a mulher dá muita chatice aos homens?
F.A.G. – Dá!

DN – Então isto é tudo um fiasco, esta ilusão de que temos projectos sexuais conciliáveis?
F.A.G. – Não é um fiasco. O que eu digo é que o leque de opções está todo em cima da mesa, já não depende de grande censura social. Depende da liberdade individual, das opções e das escolhas individuais.

In DN Magazine, 20 de Agosto 2006

sábado, setembro 2

CHÁ QUENTE #223

LISBOA
11 a 18 MAIO 2006



TANZ IM AUGUST
BERLIN
17 de AGOSTO a 2 de SETEMBRO

Contributo para:

CHÁ QUENTE #222



A confirmar-se a notícia do Expresso de que o PS vai extinguir a Fundação Antero de Quental nasce uma obrigação acrescida para a Região erguer aquilo que há muito havia de cá estar de pé…

sexta-feira, setembro 1

CHÁ QUENTE #221


Bush TV 'assassination'

"I don't know if there are many people in America who would want to watch something like that" Gretchen Essell, Republican Party of Texas.
Será que não? A América tal como ela é!

CHÁ COM TORRADAS #130


A vida como ela é!

quinta-feira, agosto 31

PURO PRAZER #248

A não perder


No Direction Home: Bob Dylan, por Martin Scorcese
Hoje a dois: às 22.10(Azorean Time)


Modern Times
"Bob Dylan’s best album in 31 years" (Slate)

OXIDANTE #5



O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora;
...
Luíz Vaz de Camões

(Angra, que património?)

CHÁ QUENTE #220

Cinco anos e 8 meses após o seu início conclui-se um dos processos legislativos mais atribulados na Região. A Lei Orgânica n.º 5/2006 - Quinta alteração à Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores foi publicada.

quarta-feira, agosto 30

É d'HOMEM #91

"...Como as eleições demonstraram, os açorianos têm tido mais confiança nos que dependem de estranhos à terra do que nos seus filhos, para governar o que é deles, e talvez isso explique porque hoje nada tenham de seu (nem bancos, nem companhias de seguros, nem fábricas), e mesmo assim, estão aparentemente muito contentes com o facto daqueles serem empregados dos ditos estranhos perante quem se curvam, diariamente, atentos, veneradores e obrigados..."

Ideias e Donos, Carlos Melo Bento (Açoriano Oriental)

terça-feira, agosto 29

CHÁ QUENTE #219

In his book “The Vanishing Newspaper”, Philip Meyer calculates that the first quarter of 2043 will be the moment when newsprint dies in America as the last exhausted reader tosses aside the last crumpled edition. That sort of extrapolation would have produced a harrumph from a Beaverbrook or a Hearst, but even the most cynical news baron could not dismiss the way that ever more young people are getting their news online. Britons aged between 15 and 24 say they spend almost 30% less time reading national newspapers once they start using the web.
Newspapers have not yet started to shut down in large numbers, but it is only a matter of time. Over the next few decades half the rich world's general papers may fold. Jobs are already disappearing. According to the Newspaper Association of America, the number of people employed in the industry fell by 18% between 1990 and 2004.
Having ignored reality for years, newspapers are at last doing something. In order to cut costs, they are already spending less on journalism. Many are also trying to attract younger readers by shifting the mix of their stories towards entertainment, lifestyle and subjects that may seem more relevant to people's daily lives than international affairs and politics are. They are trying to create new businesses on- and offline. And they are investing in free daily papers, which do not use up any of their meagre editorial resources on uncovering political corruption or corporate fraud. So far, this fit of activity looks unlikely to save many of them.
Journalism schools and think-tanks, especially in America, are worried about the effect of a crumbling Fourth Estate. Are today's news organisations “up to the task of sustaining the informed citizenry on which democracy depends?” asked a recent report about newspapers from the Carnegie Corporation of New York, a charitable research foundation.
Nobody should relish the demise of once-great titles. But the decline of newspapers will not be as harmful to society as some fear. Democracy, remember, has already survived the huge television-led decline in circulation since the 1950s. It has survived as readers have shunned papers and papers have shunned what was in stuffier times thought of as serious news. And it will surely survive the decline to come.
That is partly because a few titles that invest in the kind of investigative stories which often benefit society the most are in a good position to survive, as long as their owners do a competent job of adjusting to changing circumstances.
The usefulness of the press goes much wider than investigating abuses or even spreading general news; it lies in holding governments to account—trying them in the court of public opinion. The internet has expanded this court. Anyone looking for information has never been better equipped. People no longer have to trust a handful of national papers or, worse, their local city paper.
A new force of “citizen” journalists and bloggers is itching to hold politicians to account. The web has opened the closed world of professional editors and reporters to anyone with a keyboard and an internet connection
. Several companies have been chastened by amateur postings—of flames erupting from Dell's laptops or of cable-TV repairmen asleep on the sofa. Each blogger is capable of bias and slander, but, taken as a group, bloggers offer the searcher after truth boundless material to chew over. Of course, the internet panders to closed minds; but so has much of the press.
An elite group of serious newspapers available everywhere online, independent journalism backed by charities, thousands of fired-up bloggers and well-informed citizen journalists: there is every sign that Arthur Miller's national conversation will be louder than ever.
For most newspaper companies in the developed world, 2005 was miserable. They still earn almost all of their profits from print, which is in decline. As people look to the internet for news and young people turn away from papers, paid-for circulations are falling year after year. Papers are also losing their share of advertising spending. Classified advertising is quickly moving online. Jim Chisholm, of iMedia, a joint-venture consultancy with IFRA, a newspaper trade association, predicts that a quarter of print classified ads will be lost to digital media in the next ten years.
Even the most confident of newspaper bosses now agree that they will survive in the long term only if, like Schibsted, they can reinvent themselves on the internet and on other new-media platforms such as mobile phones and portable electronic devices. Most have been slow to grasp the changes affecting their industry—“remarkably, unaccountably complacent,” as Rupert Murdoch put it in a speech last year—but now they are making a big push to catch up. Internet advertising is growing rapidly for many and is beginning to offset some of the decline in print.
At first, from the late 1990s until around 2002, newspaper companies simply replicated their print editions online. Yet the internet offers so many specialised sources of information and entertainment that readers can pick exactly what they want from different websites. As a result, people visited newspaper sites infrequently, looked at a few pages and then vanished off to someone else's website.
Another early mistake was for papers to save their best journalists for print. This meant that the quality of new online editions was often poor. More newspaper companies are likely to treat their websites as a priority these days. “Before, newspapers used their second- and third-rate journalists for the internet,” says Edward Roussel, online editorial director at Britain's Telegraph Group, “but now we know we've got to use our very best.” Many companies are putting print journalists in the same room as those who work online, so that print writers are working for the website and vice versa.
The value of online ads grew by 70% in the first half of 2006. For the first three months of 2006, the Newspaper Association of America announced that advertising for all the country's newspaper websites grew by 35% from the same period in 2005, to a total of $613m. But to put that in perspective, print and online ads together grew by only 1.8%, to $11 billion, because print advertising was flat. At almost all newspapers the internet brings in less than a tenth of revenues and profits. At this point, says Mr Chisholm, “newspapers are halfway to realising an audience on the internet and about a tenth of the way to building a business online.”
The big problem is that readers online bring in nowhere near the revenues that print readers do. All but a handful of papers offer their content free online, so they immediately surrender the cover price of a print copy. People look at fewer pages online than they do in print, which makes web editions less valuable to advertisers.

It's the journalism, stupid
Consultants advising newspaper groups argue that they need to adjust their output. Research into the tastes of mainstream newspaper readers has long shown that people like short stories and news that is relevant to them: local reporting, sports, entertainment, weather and traffic. On the internet, especially, says Mr Chisholm, they are looking to enhance their way of life. Long pieces about foreign affairs are low on readers' priorities—the more so now that the internet enables people to scan international news headlines in moments. Coverage of national and international news is in any case a commodity often almost indistinguishable from one newspaper to the next. This impression is exacerbated as papers seek to save money by sacking reporters and taking copy from agencies such as Reuters. “Our research shows that people are looking for more utility from newspapers,” says Sammy Papert, chief executive of Belden Associates, a firm that specialises in research for American newspapers. People want their paper to tell them how to get richer, and what they might do in the evening.
The biggest enemy of paid-for newspapers is time,” says Pelle Törnberg, Metro's chief executive. Mr Törnberg says the only way that paid-for papers will prosper is by becoming more specialised, raising their prices and investing in better editorial. People read freesheets in their millions, on the other hand, because Metro and others reach them on their journey to work, when they have time to read, and spare them the hassle of having to hand over change to a newsagent.
Deciding whether or not to start a freesheet, indeed, perfectly encapsulates the unpalatable choice that faces the paid-for newspaper industry today as it attempts to find a future for itself. Over the next few years it must decide whether to compromise on its notion of “fine journalism” and take a more innovative, more businesslike approach—or risk becoming a beautiful old museum piece.

segunda-feira, agosto 28

CHÁ QUENTE #218

DOCE VIDA
...nem cátedra, nem livro, nem jornal, nem a «mirrada» blogosfera regional, têm qualquer eficiência social. Sobre (em cima e acerca de) o povo açoriano reina o quotidiano e, infelizmente, o vulgar. Há uma terrível cegueira que nos faz esquecer os factores de coesão e de pertença comunitária. Um perigoso vazio de valores éticos e cívicos. Levados no consumismo imediatista ou pelo mediatismo consumível deixamos a floresta para olhar a árvore...Tudo está demasiado fácil. Não se espera que faças nada. O governo dá-te a casa e o trabalho, a câmara anima as tuas noites. Outros asseguram o teu destino. Doce Engano!
Quem, na nova geração, se consegue libertar do vórtice da mediocridade ou da filodoxia? O comprometimento político surge por interesse pessoal. O empreendedorismo visa o lucro fácil...


(MÁ) FICÇÃO
Leituras em noites de Verão. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Guião 1: Os Índios Sempre em Pé.
Viviam umas tribos de índios em ilhas isoladas no meio do mar azul. Havia quem lhes chamasse ilhas do paraíso, mas estavam os nativos em sobressalto...
Guião 2: O Gang das Ilhas
Viviam uns índios (blá blá blá o início é igual)...


Publicações no DI ou n' O Bule do Chá

quarta-feira, agosto 16

PURO PRAZER #247


Férias. Férias com livros. Livros aos molhos como os gosto de ver e comprar.

Lendo:

BLINK
Malcom Gladwell
Back Bay Books, 2005

VIDA DO CAPITÃO ALONSO CONTRERAS
Posfácio de Ortega y Gasset
Ed. Teorema, 2006

SETE ROSAS MAIS TARDE
Paul Celan
Ed. Cotovia, 2006

A ler:

O TIO VÂNIA
Tchekhov
Ed. Relógio d’Água, 2005

O AJUDANTE
Robert Walser
Ed. Relógio d’Água, 2006

MEDEIA
Eurípedes
Recriação de Sophia Mello Breyner
Ed. Caminho, 2006

A Encomendar:

463 TISANAS
Ana Hatherly
Ed. Quimera, 2006

ANTOLOGIA
Arnaldo Antunes
Ed. Quasi, 2006

DECAMERON I/II
Boccaccio
Ed. Relógio D’Água, 2006

ROUSSEAU E OUTROS CINCO INIMIGOS DA LIBERDADE
Isaiah Berlin
Ed. Gradiva, 2006

TRÊS TIPOS DE PODER E OUTROS ESCRITOS
Max Weber
Ed. Tribuna, 2005

A NOVA DESORDEM MUNDIAL
Tzvetan Todorov
Ed. ASA, 2006

Até um dias destes!

terça-feira, agosto 15

CHÁ QUENTE #217

Urbanismo de outro mundo, ou penúltimo post antes das férias...
Dongtan, a cidade verde.
O município de Xangai quer construir uma cidade ecológica de 500 mil habitantes, que sirva de modelo ao mundo inteiro. Sem resíduos nem emissões de dióxido de carbono, consumirá só dois terços das necessidades habituais de energia, graças a um plano urbano, a infra-estruturas energéticas e a uma arquitectura totalmente repensados.
O principal objectivo é que as energias renováveis satisfaçam o total das necessidades energéticas de Dongtan e que os veículos da cidade não poluam. A energia será produzida por uma «central de energia» graças a unidades eólicas, biocarburantes e matérias orgânicas recicladas. A maior parte dos resíduos de Dongtan serão reciclados e os resíduos orgânicos transformados em composto ou em biomassa, a fim de produzir energia. As águas residuais servirão para a irrigação e para o composto e não haverá locais de enterramento de resíduos.
O plano da cidade prevê bairros que fazem lembrar aldeias e ruas pedonais, em vez de estradas, o alinhamento das ruas tirará partido dos microclimas criados pelo ordenamento urbano. A largura e o aspecto dos imóveis permitirão tirar partido da sombra e da exposição directa ao sol, a fim de realizar poupanças de energia. Produzida localmente, a energia alimentará ao mesmo tempo os edifícios e os diversos meios de transporte.
Londres segue o exemplo.
As cidades consomem imensa energia e produzem quantidades consideráveis de resíduos e gases com efeito de estufa. Construir cidades que combatam estes problemas e que funcionem melhor é um dos maiores desafios da actualidade. O presidente da Câmara de Londres, Ken Livingston, também partilha este ponto de vista. Em Abril de 2006, anunciou ter planos para que Londres deixe de gerar qualquer emissão de gás carbónico, na zona de Thames Gateway, e recuperou um projecto, apresentado pela Greenpeace, que prevê a construção de mil casas que não emitirão qualquer partícula de carbono. No condado de Surrey, a câmara de Woking lançou um projecto semelhante em pequena escala, comprando energia a empresas locais e fazendo uma melhor utilização das energias renováveis. Isto permitiu-lhe não apenas fazer poupanças mas também reduzir em 77% as emissões que emanavam dos edifícios municipais.
Chicago planta jardins nos telhados
Em pleno centro de Chicago vê-se um oásis de verdura. Pequenos arbustos de espeinheiro-alvares erguem-se sobre um montículo e não é raro ver lá borboletas monarcas a esvoaçar e abelhas a colherem o polén dos trevos. O mais surpreendente é que esta extensão de vegetação não é um novo parque paisagístico, mas o telhado da câmara municipal, o primeiro telhado verde de uma cidade que colocou a ecologia no centro das suas prioridades.
Chicago multiplica as medidads para incentivar – e por vezes obrigar – os promotores imobiliários a seguir o exemplo da câmara municipal, com efeito, o conselho municipal acaba de anunciar a criação de um fundo de 500mil dólares, destinado a financiar a instalação de telhados verdes nos prédios existentes: as obras de transformação iniciadas serão subsidiadas pela câmara Municipal até 100mil dólares. No ano passado a cidade começou a atribuir subsídios de cinco mil dólares a particulares para projectos de menor envergadura, essencialmente residenciais.
Os tenhados verdes são apenas um elemento de um plano de urbanismo verde mais vasto que compreende a plantação de centenas de milhares de árvores na cidade, uma melhor rentabilidade energética e a substituição de certas vias por terraplenos plantados.


Tudo isto e muito mais no Courrier Internacional de 21 de Julho.

NOTA: Por cá, entre o noticiarismo habitual e o 8 ou 80 da blogosfera, os defensores do desenvolvimento sustentável já nem pestanejam quando se anuncia a consignação da empreitada da 2fase do chamado «prolongamento da avenida para são roque» sem "que esteja concluído o projecto e aprovados todos os estudos necessários de impacto ambiental pela Secretaria Regional do Ambiente". É o que se chama um Concelho Feliz…com pouco!