quarta-feira, novembro 15

CHÁ DAS CINCO #147

Coisas que se estranham e dificilmente se entranham…
Foi aprovada por unanimidade a alteração à orgânica da Assembleia Legislativa que permite, entre outros, o aumento do número do pessoal afecto aos gabinetes dos grupos e representações parlamentares e de deputados independentes. Porque é que ainda ninguém se lembrou de perguntar ao PSD/A como é que votou favoravelmente a proposta se:
- Gritou e chorou baba e ranho com o aumento do número de Deputados previsto na Lei Eleitoral, invocando em justificação demagógica primeira o dispêndio incompreensível de gastos para o erário público;
- Anual, militante e demagogicamente apresenta como proposta de alteração ao Orçamento Regional a redução das verbas afectas aos gabinetes dos membros do Governo;
- Demagógica e obsessivamente apresenta preocupações regimentais com os montantes dispendidos pelos gabinetes dos membros do Governo, enquanto assunto estruturante para o governo dos Açores e para a vida dos açorianos.

CHÁ QUENTE #240

No PSD/A a oposição interna tem um nome. Bem ou mal Pedro Gomes dá a cara!

domingo, novembro 12

CHÁ COM TORRADAS #142

"...E este planeta terá futuro, se cada um de nós (causas do aquecimento global) não consegue (nas decisões que toma quanto ao que compra, nas quantidades de electricidade ou de água que utiliza, nos carros que conduz, na sua forma de vida) tornar-se parte da solução, sem ver provado, à exaustão, por A+B, que tudo se está a complicar? Enquanto escrevo, Nairobi recebe o 2.º encontro dos países que ratificaram Quioto bem como a 12.ª sessão da Conferência dos países que assinaram a Convenção-Quadro sobre alterações climáticas (6). Continuará a ser concebível que as Nações Unidas não possam aplicar sanções aos países que não cumpram a parte que lhes compete nas medidas mundiais de protecção do ambiente?.."

Verdades Inconvenientes, no D.I. ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, novembro 10

É d'HOMEM #95

De outras coisas igualmente importantes
"As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
Os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
"O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade.
A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
"A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".
"Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina"
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

CHÁ QUENTE #239

Das coisas realmente importantes
"...With rising populations, economic growth, and climate change, we will face intensifying droughts, hurricanes and typhoons, powerful El Niño’s, water stress, heat waves, species extinctions, and more. The “soft” issues of environment and climate will become the hard and strategic issues of the twenty-first century. Yet there is almost no recognition of this basic truth in our governments or our global politics. People who speak about hunger and environmental crises are viewed as muddle-headed “moralists,” as opposed to the hard-headed “realists” who deal with war and peace. This is nonsense. The so-called realists just don’t understand the sources of tensions and stresses that are leading to a growing number of crises around the world.
Our governments should all establish Ministries of Sustainable Development, devoted full-time to managing the linkages between environmental change and human well-being
..."

The Environment Fights Back, Jeffrey Sachs

terça-feira, novembro 7

CHÁ QUENTE #238

“…Not for the first time in its long and stormy history, democracy is again confronted with the unexpected the un-named, the unknown, the unsolved. ‘Thunder on! Stride on! Democracy. Strike with vengeful strokes’, said the poet, Walt Whitman. Indeed. But with the humility that comes from the wisdom that knows that the (fashionable) distinction between ‘consolidated’ and ‘transitional’ and ‘failed’ democracies, sometimes even between ‘good’ and ‘defective’ democracies, should not be turned into a dogma; that actually existing, ‘consolidated’ democracies are in no way blessed with divine immunity from internal corrosion and external weathering; that democracy is not a First Principle, that democracy as we have come to know it has no transversal or meta-historical guarantees; that it is a tender plant that grows only when embedded in a well-watered and nutritious soil of institutions and customs that need to be fertilized regularly with good and regular doses of the food called humility.”

O ideal de democracia é um universal?, John Keane

Outros textos da Conferência

segunda-feira, novembro 6

PURO PRAZER #262


Odalisque with a slave, Ingres


Ela, até pesados carvalhos e o diamante mais rijo
e surdos penedos era capaz de despertar com suas meiguices;
e era também merecedora, por certo, de despertar tudo o que é vivo e homem;
mas eu não estava vivo nem era homem, como antes fora.
De que adianta cantar Fémio a orelhas ensurdecidas?
De que adianta ao pobre Tâmiras uma pintura?
Mas que prazeres não concebi no coração, em silêncio!
Que técnicas não inventei e preparei!
O meu membro, no entanto, ficou prostrado, como se estivera moribundo,
vergonhosamente mais murcho que rosa colhida na véspera.
Ele mesmo que, agora, vejam bem, está cheio de vigor e força fora de tempo;
agora reclama o seu serviço e o seu combate.
Porque não ficas para aí caída e coberta de vergonha, ó parte desgraçada de mim?
Foi assim que me deixei levar, antes do tempo, pelas tuas promessas;
tu enganas o teu senhor; apanhaste-me desarmado,
e tristes danos, com enorme vergonha, padeci.
A esta coisa aqui, a minha amada não se furtou, mesmo,
a despertá-la, com doces movimentos da sua mão;
mas, depois de não ser capaz de a levantar, fosse porque artes fosse,
ao vê-la, ali, caída, deslembrada de si, disse:
Porque troças tu de mim? Alguém te mandou, ó estupor,
trazer, contrariado, o teu corpo para cima da minha cama?
Ou a bruxa de Eeia te enfeitiçou com ramos cruzados
ou já vens cansado de outro amor
.”
Sem tardança, saltou do leito, coberta da larga túnica
(ficava-lhe bem correr assim, de pés descalços);
e, para não conseguirem saber as suas criadas que lhe não toquei,
foi disfarçar a vergonha com um banho.

Amores, Ovídio. Ed. Cotovia, 2006

CHÁ COM TORRADAS #141

O que é que mudou?
Na carta de princípios apresentada pelo PSD/A para a reforma do Estatuto Político-Administrativo pode ler-se como intenção:
"Definição exaustiva das matérias integrantes do poder legislativo próprio da Região, alargando o seu âmbito a novos domínios, nomeadamente às políticas de ambiente, gestão de solos e administração do território, ao arrendamento rural e urbano, à investigação e desenvolvimento científico e tecnológico, à gestão do mar, fundos, achados e recursos marinhos, domínio público marítimo e ao ensino superior;"

Nas conclusões da Cimeira Social-Democrata realizada na Madeira resulta, quanto às novas competências legislativas regionais, à luz da última revisão constitucional, que : «os estatutos da Madeira e dos Açores “têm uma redacção suficientemente ampla que permite uma plena utilização das alterações feitas em 2004”» (Público, 4Nov de 2006)

sábado, novembro 4

PURO PRAZER #261

Luchino Visconti (1906-2006)
Dia 2 de Novembro fez 100 anos que nasceu Luchino Visconti. Venho de ver pela (não sei quantas) vez Il Gattopardo. Juntamente com Rocco e i suoi fratelli este será o mais divulgado e citado da filmografia de Visconti. Não estarei a mentir se disser que já vi grande parte e, alguns, muitas vezes. Não tenho conhecimentos para dizer qual o melhor ou pior realizado, gosto muito do primeiro Ossessione e do La terra trema. Mas, mesmo assim é o L’Innocente (estreado em 76, ano da sua morte) que está na galeria dos filmes da minha vida. Não sei porquê, talvez pelos planos ou pelo argumento que aqui vos deixo, talvez...
Final do sec. XIX Tullio Hermil (Giancarlo Giannini), vai a um concerto com a sua mulher Giuliana (Laura Antonelli). Aí encontra a sua amante Teresa Raffo (Jennifer O'Neil) e pede à mulher que aceite essa ligação extra-matrimonial pois já não consegue esconder-lhe a verdade. Frederico, irmão de Tullio instala-se em sua casa enquanto este está em Florença com a amante. Um dia Giuliana e Frederico jantam com um amigo deste, jovem escritor, Filippo d’Arborio (Marc Porel), por quem Giuliana se apaixona. Giuliana vai para a residência de campo do casal. Tullio encontra Teresa que lhe diz que Giuliana tem o jovem por amante. Tullio bate-se com Filippo e depois junta-se a Giuliana na casa de campo tentando a reconciliação.
Tullio apercebe-se que Giuliana está grávida de Filippo. Tullio pede a Giuliana para que aborte. Giuliana recusa-se a abortar prometendo ao marido que não amará o filho. Ao mesmo tempo que Filippo morre de febre nasce o filho da sua relação com Giuliana. Esta recusa-se a ver a criança e age como se a odiasse. Mas Tullio surpreende-a a visitar o filho. Na noite de Natal todos vão à missa excepto Tullio e a criança. Tullio coloca o recém-nascido à janela para o fazer morrer de frio. A criança morre e Giuliana diz a Tullio que o odeia e que apenas fingiu a reconciliação para salvar o filho. Tullio vai ter com Teresa e confessa o crime hediondo. Diz que quer viver com ela. Teresa diz que o despreza. De manhã Tullio suicida-se. Teresa encontra-o morto e foge pelo parque…

sexta-feira, novembro 3

CHÁ COM TORRADAS #140

DAS VERDADES INCONVENIENTES:
Há pelo menos 30 anos que se provou cientificamente que a actividade humana tem impacte sobre a nossa atmosfera (já se esqueceram da questão dos clorofluorcarbonetos?). Há 30 anos que a ONU e os ambientalistas abraçaram esta causa. Por isso não posso esconder o meu espanto com a reacção mundial ao documentário de AL GORE (o livro também está nas bancas – é da Esfera do Caos e em s.miguel encontrei-o na Livraria O GIL) ou com o recente RELATÓRIO STERN encomendado pelo governo britânico. Se quanto a Gore penso que é um caso de marketing bem conseguido (é a melhor forma de levar a mensagem a cidadão comum), já quanto a Stern alguns analistas fundamentam o mediatismo porque pela primeira vez foram apresentados números para o que andamos a fazer: 5,5 biliões de euros! Mas que eu saiba pelo menos em 2001 Bjorg Lomborg (autor do Skeptical Environmentalist) escrevia na ECONOMIST sobre a questão dos custos. Concluindo, quer Al Gore quer Harold Stern conseguiram provar-me algo verdadeiramente inconveniente: a comunidade científica, as associações ambientalistas e as instituições internacionais andaram sem credibilidade durante 30 anos. Este planeta tem futuro?

quarta-feira, novembro 1

PURO PRAZER #260

A chegada do Outono traz-nos, invariavelmente, a indispensável diversidade cinematográfica. Pensava eu que, para quem gosta de cinema, qualquer altura do ano é boa para ir a uma sala e ver a projecção em ecrã gigante. Talvez não seja assim, pois o que é facto é que, fora o CINE SOLMAR que nos vai dando alternativas (e a MUU este verão no T.M.), são os ciclos de cinema outonais que trazem a alegria a qualquer cinéfilo que se preze. Assim é que por Angra desde finais de Setembro a CAH – Cine Angra do Heroísmo (Associação de Audiovisuais/ Cinema de Animação) projecta, aos sábados às 16h, cinema alternativo, conseguindo afastar o mofo instalado nas paredes do Teatro Angrense. Também parece que o IAC não se quer ficar atrás e, utilizando outra instalação cultural da Câmara, se prepara, a partir de dia 4 Novembro, para projectar às 18h no Centro Cultural (o eterno problema: ou não há nada ou quando há atropelam-se).
Mas este post tem mais a ver com a SEMANA FANTASPORTO 2006 que está a passar, desde ontem, no Teatro Micaelense e que durará até dia 7. Ou melhor, com um realizador fantástico (não gosto muito deste adjectivo) e não propriamente com o cinema do fantástico.
Quero falar do filme The Isle/SEOM (dia 3 no T.M.) e do seu realizador Kim Ki Duk. Quando, acho que em 2002, tive a oportunidade de ver «O bordel do Lago» (nome em português) apercebi-me que o realizador seria alguém a merecer pesquisa e acompanhamento. Esta obra ficou, para mim, referenciada como indispensável na compreensão do elemento feminino ou da violência emocional que carregam os silêncios na filmografia deste excelente realizador coreano. A verdade é que os mediatizados Takeshi Kitano ou Wong Kar Wai ofuscam, para os menos curiosos, Kim Ki Duk como uma das referências obrigatórias do cinema asiático contemporâneo. Mas, se olharmos com atenção, o seu currículo é esmagador no atestado de qualidade. Espero que este post e o trabalho que a MUU tem feito na sua divulgação (no verão projectou «Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera») ajudem a fazer justiça junto do público açoriano. Posso destacar:

CHÁ COM TORRADAS #139

"...Esta sociedade de consumidores «é incapaz de defender o mundo e as coisas que pertencem em exclusivo ao espaço de aparecer no mundo», já que a sua atitude (consumo) em relação aos objectos, lhes é ruinosa. Acreditar que se tornará mais cultivada à medida que o tempo passa e que a educação desempenhe o seu papel constitui, na visão de Arendt, que aqui sublinho, «um erro fatal», ao qual, no meu sentir, teimamos querer, apenas, contrapor as mais puras expressões do (passado) «filistinismo educado»."

DO FILISTINISMO AO ENTRETENIMENTO - NOS 100 ANOS DE HANNAH ARENDT, no Suplemento de Cultura do Açoriano Oriental ou n' O Bule do Chá

quarta-feira, outubro 25

PURO PRAZER #259

Retratos do traballho nos Açores

Pesca no Canal Faial - Pico

segunda-feira, outubro 23

CHÁ DAS CINCO #146

Coisas que se devem ler e fazer:

Congress, the Press, and Political Accountability, R. Douglas Arnold

This book differs from previous studies by exploring four sets of questions about the volume, content, causes, and consequences of newspaper coverage.
First, it seeks to establish how frequently local media outlets cover members of Congress. Do media outlets regularly report information about representatives' actions in office, and do they display their coverage in prominent ways? Or is coverage of representatives infrequent, spotty, or buried in the back pages of newspapers? It is important to determine something about the volume and prominence of political information because both factors affect whether citizens are likely to notice and digest the information.
Second, it examines the content of press coverage of individual legislators. Do the media report the kinds of information that citizens would need to hold representatives accountable for their actions in office, or do they focus on more peripheral matters that entertain, amuse, or enrage citizens without conveying much information about legislators' actual performance? Do they feature bill introductions, roll-call votes, leadership activities, and constituency service? Are the media evenhanded in their stories, or do they offer more extensive or more positive coverage to incumbents than to challengers, or to Democrats than to Republicans?
Third, it seeks to explain why news outlets differ in their coverage of Congress and its members. Why do some media outlets provide exemplary coverage of local representatives while others largely ignore representatives' activities? Do large, well-financed urban newspapers provide better coverage of representatives, or do these papers avoid extensive coverage of local representatives because their primary circulation areas include so many congressional districts? Does press coverage depend on what representatives do in Congress? Do local media outlets cover more extensively legislators who are important participants in congressional policy making--the workhorses--or do representatives attract local press attention by constituency-oriented activities? Does it matter whether media outlets have Washington correspondents?
Finally, it attempts to discover whether differential coverage of local representatives affects citizens' political knowledge. Are citizens who live in areas where media outlets carefully cover representatives more likely to recall or recognize their representatives than citizens who live in areas where media attention is sparse? Does media attention affect the chances that citizens will know something about representatives' records? When the media report extensive information about roll-call votes, are citizens more likely to know where their representative stands on the issues?"

É d'HOMEM #94

"Fui esta semana aos Açores e viajei na TAP entre Lisboa e a Terceira, ida e volta.Deram-me pão com chouriço e um bolo intragável de doce.Já que estamos em fase de emagrecimento geral proponho que na dieta de bordo se incluam os iogurtes como alternativa à doçaria tradicional.Não cobro nada pela sugestão."

Pão com chouriço
, José Medeiros Ferreira

domingo, outubro 22

PURO PRAZER #258

Retratos do trabalho nos Açores

Jardinagem no Museu Carlos Machado - Ponta Delgada, São Miguel

CHÁ QUENTE #237

Muhammad Yunus
Que filosofia de vida levou um Doutorado em Economia a proceder a uma silenciosa mas eficaz revolução na solidariedade mundial? Quebrando o vicioso ciclo da pobreza, através do microcrédito, o Grameen Bank mudou a prática bancária convencional formando um sistema fundado na confiança mútua, responsabilização, participação e criatividade...
Jeffrey Sachs
É com naturalidade que vemos um dos maiores economistas mundiais, com obra de 20 anos de luta contra a fome, doença, pobreza e dívida dos países do Terceiro Mundo, no papel de director do Plano do Milénio da ONU. Fundados teoricamente n’ «O Fim da Pobreza» os Objectivos para o Desenvolvimento no Milénio tornaram-se, a partir de 2005, orientações globais, quantificáveis, para acabar com a pobreza extrema nas suas várias dimensões...

LEVANTA-TE, no D.I. ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, outubro 20

CHÁ DAS CINCO #145

Tal como há 1 ano e meio atrás previ o Prof Barbosa de Melo foi uma aposta falhada nos eventuais contributos doutrinários para a reforma estatutária. Resta-nos esperar, com expectativa, a chegada, para a semana, das respostas do Prof Rui Medeiros às pertinentes questões colocadas pela Comissão Eventual, das quais destaco:
...
3. A Região Autónoma relaciona-se, ao nível jurídico-público, organizativo e institucional com entidades supra-regionais, designadamente a União Europeia e a República; e ao nível infra-regional com as Autarquias Locais sediadas no seu território. Solicita-se assim parecer, e proposta concreta de sistematização e descrição dessa relação, nomeadamente ao nível dos direitos e deveres da Região e dos Açorianos.

5. Poderão igualmente constar do Estatuto os princípios básicos e garantísticos em matéria de finanças regionais, e os poderes de adaptação em matéria fiscal? Em que termos?
6. A possibilidade, consagrada no art.º 9.º do actual Estatuto, de a Região poder deter uma organização judiciária própria, poderá, e em que medida, ser desenvolvida pela Assembleia Legislativa da Região?
7. O Representante da República detém, na prática, o chamado “veto de gaveta”. De que forma se poderá incluir no Estatuto uma previsão que o ultrapasse?

CHÁ COM TORRADAS #138

...
Resolução da Assembleia da República n.º 54-A/2006, de 20 de Outubro
Propõe a realização de um referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez realizada por opção da mulher nas primeiras 10 semanas
A Assembleia da República resolve, nos termos e para os efeitos do artigo 115.º e da alínea j) do artigo 161.º da Constituição da República Portuguesa, apresentar a S. Ex.ª o Presidente da República a proposta de realização de um referendo em que os cidadãos eleitores recenseados no território nacional sejam chamados a pronunciar-se sobre a pergunta seguinte:
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
Aprovada em 19 de Outubro de 2006.
O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

...
Concorda com a realização deste referendo?
Não, não se deviam referendar matérias de direito penal.
Vai fazer campanha?
Não.
Vai votar?
Vou, pois não me garantem que, sem o referendo, a Assembleia da República restitua à mulher a liberdade de optar.
Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Sim.
Concorda com a interrupção voluntária da gravidez?
Não é isso que está aqui em causa logo não me pronuncio.

quinta-feira, outubro 19

CHÁ DAS CINCO #144

Lá fora o mundo parece que também mexe.

Mais um passo certo em direcção à horizontal accountability (Unidade Técnica Orçamental para analisar a proposta de Orçamento do Estado para 2007).

Mais um passo certo em direcção à eficiência energética (reduzir 20% até 2020).