Há coisas que se escrevem e que depois de publicadas reparamos que não têm sentido. Talvez seja este um desses casos. Vejamos a crónica de João Paz sobre a I Feira Gastronómica do Atlântico. Após um belo texto de exaltação à iniciativa o jornalista decide-se, em jeito de remate, pela seguinte tirada:
“A frequência dos restaurantes ultrapassa, em muito, a que se tem verificado na feira anual de gastronomia da Praia da Vitória, na ilha Terceira.”
“A frequência dos restaurantes ultrapassa, em muito, a que se tem verificado na feira anual de gastronomia da Praia da Vitória, na ilha Terceira.”
Ora querer comparar a novidade da primeira edição de um feira gastronómica com a de uma feira que já vai para a sétima edição, falar da frequência aos restaurantes, quando todos sabemos que só no concelho de PDL há quase a mesma população da ilha terceira, parece-me justificar a conclusão de essa frase é um perfeito disparate. Querer comparar eventos nas duas Ilhas é um tique regional antigo, mas a fazê-lo que se faça pela qualidade e não pela quantidade. Além disso posso dar o meu testemunho de assíduo frequentador da Feira Gastronómica da Praia da Vitória, cuja localização é imbatível com qualquer outra feira que se realiza nos Açores, nos últimos 7 anos há restaurantes que continuaram a ter, noite após noite, a casa cheia. Outros não, porquê? Porque as pessoas, depois da novidade, apenas voltam aos melhores. O mesmo acontecerá em Ponta Delgada. Simples!

































