segunda-feira, junho 12
CHÁ QUENTE #199
Hoje até seria um daqueles dias em que o blogger é menos blogger, mas...
Modern social democracy must hold true to its radical vision: a stable economy in which all have the chance of success; an education system that spreads opportunity to all; a belief in using the public, private and voluntary sectors to strengthen communities; a balanced approach to law and order that tackles crime and its causes; an internationalism that deals with poverty and environmental damage as well as terrorism; and a belief in tackling inequality, devolving power, and helping the powerless. Yet as new priorities evolve, that vision must be interrogated anew.
Peter Mandelson
Spring Conference 2006
Spring Conference 2006
"...Without doubt, the fundamental aspect we need to interpret correctly is the pervasive interdependence that characterises our world. Globalisation is beneficial but it needs to be managed so that it spreads its benefits in more equal ways. This requires both a stronger Europe and stronger transatlanticism. The ideals of patriotism need to be redefined but are in a struggle with those who want to use patriotism in a divisive and populist way, using identity politics in an insecure world. There are emerging problems of high employment societies with flexible labour markets: rising income inequalities, lack of work-life balance, the need for industrial restructuring in the light of Asia’s rise and low quality jobs in the service economy with few opportunities for advancement.We need to foster new debate on responsible capitalism: pro business, pro social responsibility. The education world must be further shaken out of its complacency: it is no longer possible to tolerate a society where so many young people emerge from formal education with too few skills and limited opportunities to catch up or retrain in later life. For the hard working middle class, the weakening of corporate welfare provision through the decline of occupational pensions is the key issue for the ageing society, together with new burdens to get children through college and start up a family home, as well as the costs of care for very elderly parents.
The wave of immigration in the last ten years has put strains on already fragmenting communities. These tensions undermine solidarity. They lead people to define their ideas of fairness in new ways. Legitimate concerns need to be recognised and fair rules properly enforced – it is no good simply denouncing people as racists – but we need to do this in the context of tolerant, cosmopolitan values and the open society we champion. And, with difficulty for some on the left, we must remain strong on national security. Perhaps the most basic duty of the state is to protect people physically from attack. Fail to fulfil it, and we risk being swept from office.
This is not a comprehensive list of policy challenges. But you just begin to list them, and you will realise the complexity of the dilemmas we face and the need for constant renewal of thinking and action. This is what Policy Network exists to do, while encouraging the next generation of modernising politicians and activists in our movement..."
The wave of immigration in the last ten years has put strains on already fragmenting communities. These tensions undermine solidarity. They lead people to define their ideas of fairness in new ways. Legitimate concerns need to be recognised and fair rules properly enforced – it is no good simply denouncing people as racists – but we need to do this in the context of tolerant, cosmopolitan values and the open society we champion. And, with difficulty for some on the left, we must remain strong on national security. Perhaps the most basic duty of the state is to protect people physically from attack. Fail to fulfil it, and we risk being swept from office.
This is not a comprehensive list of policy challenges. But you just begin to list them, and you will realise the complexity of the dilemmas we face and the need for constant renewal of thinking and action. This is what Policy Network exists to do, while encouraging the next generation of modernising politicians and activists in our movement..."
A Social Model for Europe
The material contained in this pamphlet is the result of a Policy Network research programme on the future of the European Social Model. The programme launched in July 2005 had two objectives. First, to provide a comprehensive academic analysis of the challenges facing the European Social Model, and to identify innovative policy responses to these. Second, to stimulate policy proposals and reform of the European Social Model amongst the progressive community across Europe.
Outras «pequenas»Progressive Policies:
Debating the Social Model: Thoughts and Suggestions, Anthony Giddens
Seeking a Roadmap for Gender and Generational Equality, Jane Jenson
The Environment in the European Social Model, Måns Lönnroth
domingo, junho 11
CHÁ QUENTE #198
“… As vendas de alimentos biológicos, incluindo bebidas, aumentaram em média 20 por cento ao ano nos EUA, atingindo os 14500 milhões de dólares (11355 milhões de euros) em 2005. Apesar do número de explorações agrícolas convertidas à produção biológica estar em alta nos EUA, não conseguem satisfazer a procura dos consumidores americanos … Em Fevereiro de 2005, um relatório do Ministério da Agricultura dos EUA calculava que as importações de produtos biológicos ultrapassavam as exportações à razão de oito para um. As importações de produtos biológicos para os EUA situavam-se num intervalo entre 1000 e 1500 milhões de dólares por ano (783 a 1175milhões de euros) … os agricultores de alguns países estão mais aptos do que os dos EUA para responder à procura de produtos biológicos. Refere nomeadamente a China, o Brasil e a Argentina, mais bem preparados para a agricultura biológica, em especial pelo facto de as suas terras terem sido menos saturadas de adubos químicos e pesticidas. «Assim, obtêm imediatamente a certificação biológica» …«Em contrapartida, nos EUA, a maior parte das terras têm que passar por uma transição de três anos»…”
In Agricultura Biológica - Produtores Brasileiros invadem os EUA (Courrier Internacional)
In Agricultura Biológica - Produtores Brasileiros invadem os EUA (Courrier Internacional)
CHÁ COM TORRADAS #123
"...Os futuros programas regionais para o emprego devem procurar orientar os recursos para desenvolver mais e melhores postos de trabalho, através do investimento na formação e na criação de novas actividades, do incentivo à inovação e o desenvolvimento da economia do conhecimento, do reforço das capacidades de investigação, incluindo a exploração de novas tecnologias da informação e da comunicação e a melhoria da atractividade da Região, através da criação de infra-estruturas..."
ESTRATÉGIA (IV), hoje no D.I. ou n' O Bule do Chá
ESTRATÉGIA (IV), hoje no D.I. ou n' O Bule do Chá
sábado, junho 10
CHÁ DAS CINCO #119

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
...
Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Düa austera, apagada e vil tristeza.
...
Os Lusíadas, Luíz Vaz de Camões (Canto X)
terça-feira, junho 6
PURO PRAZER #233
“…Trabalhas. Já chega de trabalhar. Tens fome, comes. Tens frio, vestes um casaco. Estás cansado, sentas-te. Tens sono, dormes. Precisas de falar, telefonas a alguém. Passas a lista de nomes no telemóvel. Há nomes que servem para falar de uns assuntos e há nomes que servem para falar de outros assuntos. Há nomes para os quais és uma coisa e há nomes para os quais és o contrário dessa coisa. Tens tempo. Podes dedicar-te a contemplação: escolhes um disco de Debussy, qualquer, abres a janela e procuras o céu sobre os prédios (…) Está tudo marcado e é fácil. Não se espera de ti que faças nada de forma diferente. Ao noivo, antes de casar, é-lhe explicada a maneira como deve esperar no altar, como deve sorrir discretamente, todas as palavras que deve dizer: sim (…) Há cinco anos que não te sentes verdadeiramente triste. A tua cidade não foi bombardeada. A água das torneiras continua potável. Lá fora, há uma brisa leve que passa pelos ramos das árvores. Os carros seguem em frente nas auto-estradas. Falta pouco tempo para daqui a dez minutos. É sexta-feira.
A vida é demasiado fácil para que se continue a escrever sobre ela.”
A vida é demasiado fácil, José Luís Peixoto. (Jornal de Letras 24 de Maio)
segunda-feira, junho 5
CHÁ COM TORRADAS #122
Dia do Divino, da Pombinha, de Bodo, dos Açores, da Região, da Autonomia. Dia da Unidade, dia da Solidariedade entre as ilhas e os ilhéus. Dia feriado, dia de todos nós se quisermos. Podia agora postar um texto de Vitorino Nemésio (mais um do Corsário das Ilhas) mas não estou para aí virado, talvez mais logo ou amanhã (6 de Junho). Prefiro escolher um simples parágrafo da crónica semanal de Álvaro Monjardino «Paralelos»:
"...As Canárias já formavam duas províncias antes do Estatuto; e quando este foi feito houve que ponderar todas essas sensibilidades. Bem me lembro de como o Estatuto dos Açores ajudou a isso com aquelas ideias de situar o parlamento no Faial e repartir por três ilhas o Executivo: soluções que foram efectivamente tomadas em conta, e até com excesso, pois nas Canárias se chegou à regra da bi-capitalidade, alternada entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife. Tudo na tentativa de dar uma volta por cima aos brios, às reticências e aos rancores. Enfim, guardadas algumas proporções, Tenerife é bastante a Terceira e a Gran Canaria a São Miguel de lá… Bem, que isto nos ajude a ver que o problema não é só nosso. É mesmo insular. O que não significa ser mais importante do que merece. Porque, como sempre, o que faz as terras (e as ilhas) é a gente que nelas vive."
NOTA: simples não é? como se ainda fossem precisas mais razões para o ler ou ouvir, logo, pelas 21h, no «Conversa Aberta», conto estar sentado no meu sofá a escutar quem sabe falar claro sobre o estado desta «coisa» tão querida para alguns e incompreensível para outros...
"...As Canárias já formavam duas províncias antes do Estatuto; e quando este foi feito houve que ponderar todas essas sensibilidades. Bem me lembro de como o Estatuto dos Açores ajudou a isso com aquelas ideias de situar o parlamento no Faial e repartir por três ilhas o Executivo: soluções que foram efectivamente tomadas em conta, e até com excesso, pois nas Canárias se chegou à regra da bi-capitalidade, alternada entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife. Tudo na tentativa de dar uma volta por cima aos brios, às reticências e aos rancores. Enfim, guardadas algumas proporções, Tenerife é bastante a Terceira e a Gran Canaria a São Miguel de lá… Bem, que isto nos ajude a ver que o problema não é só nosso. É mesmo insular. O que não significa ser mais importante do que merece. Porque, como sempre, o que faz as terras (e as ilhas) é a gente que nelas vive."
NOTA: simples não é? como se ainda fossem precisas mais razões para o ler ou ouvir, logo, pelas 21h, no «Conversa Aberta», conto estar sentado no meu sofá a escutar quem sabe falar claro sobre o estado desta «coisa» tão querida para alguns e incompreensível para outros...
domingo, junho 4
CHÁ QUENTE #197
“ …defenderemos que o factor que melhor explica as diferenças entre os países é a clareza das alternativas políticas, isto é, o grau de polarização ideológica do sistema partidário (sobretudo entre os dois maiores partidos políticos). Quanto maior é a diferenciação da oferta partidária, mais estruturadas são as orientações esquerda-direita ao nível dos eleitores; quanto menor é clareza das alternativas partidárias, menor é o grau de estruturação das identidades ideológicas ao nível da cidadania. Por um lado, isto evidencia a relevância da oferta partidária para o perfil das atitudes dos eleitores. Por outro lado, tais resultados demonstram que, além das clivagens sociais subjacentes, a saliência da divisão esquerda-direita para os eleitores depende em larga medida da acção dos partidos e das elites políticas. Portanto, num grau assinalável depende destes a evolução (passada e futura) da relevância desta «clivagem» política ao nível das massas. Assim, nada há de inelutável, predeterminado ou predefinido na evolução (no sentido de uma maior ou menor relevância) da divisão esquerda-direita para a política de massas, tendo a política um papel autónomo e crucial neste domínio. Dito de outro modo, a política conta!...”
In Esquerda e Direita na Política Europeia - Portugal, Espanha e Grécia em Perspectiva Comparada, André Freire
NOTA: Contributo para o Nuno Barata continuar a agitar as águas que deve agitar e para que o seu partido não se restrinja, mais uma vez, a uma guerra são miguel/terceira...
In Esquerda e Direita na Política Europeia - Portugal, Espanha e Grécia em Perspectiva Comparada, André Freire
NOTA: Contributo para o Nuno Barata continuar a agitar as águas que deve agitar e para que o seu partido não se restrinja, mais uma vez, a uma guerra são miguel/terceira...
sábado, junho 3
CHÁ QUENTE #196
Leio que a JSD/A vai ter um novo líder. Até aqui nada de novo, é certo, uns vão outros vêm. O que me chama a atenção é a idade do jovem: 20 anos! Convenhamos que não é uma idade normal ou, pelo menos, expectável (se é que alguma coisa é normal e expectável em política) para um líder de uma Jota. Normalmente estão na fracção 25-30 mais para cima que para baixo. E depois? E depois que ou a «malta» dos 20 aos 30 está toda na JS/A, o que não é crível, ou, nos últimos 10 anos, o PSD e a sua Jota passaram ao lado de quase uma geração inteira. Posso estar enganado, mas também por aqui se vai explicando a falta de renovação…
P.S. Entretanto dei conta que nem a JS/A nem a JSD/A têm os sites disponíveis. Mistério!
P.S. Entretanto dei conta que nem a JS/A nem a JSD/A têm os sites disponíveis. Mistério!
CHÁ DAS CINCO #118
(1)
"...Para ultrapassar práticas ou defeitos que temo estejam a conduzir a uma progressiva degradação da imagem dos jornalistas, que apesar de tudo são em geral dos profissionais mais respeitados, julgo impor-se ponderar que:
a)O jornalismo é antes de tudo «responsabilidade» e não «poder». A consciência da(s) nossa(s) responsabilidade(s) é o primeiro passo decisivo para um exercício digno da profissão.
b)Para lá da qualificação técnica, do talento e do (insubstituível…) faro jornalístico, que fazem um bom profissional, da experiência que o enriquece e do sempre indispensável trabalho aturado, a primeira qualidade de um jornalista é uma seriedade sem mácula, uma honestidade acima de toda a suspeita, de par com o espírito livre e a independência.
c)O jornalista não pode ser arrogante (…) mas deve ser sempre que necessário incómodo, sobretudo com os poderosos; tem de saber ouvir os outros e respeitá-los, não ceder ao sensacionalismo nem à facilidade, fazer da isenção, do rigor e da qualidade exigências constantes."
O jornalismo em questão, José Carlos Vasconcelos (in Visão de 1 de Junho)
(2)
a)O jornalismo é antes de tudo «responsabilidade» e não «poder». A consciência da(s) nossa(s) responsabilidade(s) é o primeiro passo decisivo para um exercício digno da profissão.
b)Para lá da qualificação técnica, do talento e do (insubstituível…) faro jornalístico, que fazem um bom profissional, da experiência que o enriquece e do sempre indispensável trabalho aturado, a primeira qualidade de um jornalista é uma seriedade sem mácula, uma honestidade acima de toda a suspeita, de par com o espírito livre e a independência.
c)O jornalista não pode ser arrogante (…) mas deve ser sempre que necessário incómodo, sobretudo com os poderosos; tem de saber ouvir os outros e respeitá-los, não ceder ao sensacionalismo nem à facilidade, fazer da isenção, do rigor e da qualidade exigências constantes."
O jornalismo em questão, José Carlos Vasconcelos (in Visão de 1 de Junho)
(2)
“…Ao contrário da maioria das opiniões, não penso que os actuais males de que padece a nossa informação tenham que ver com maus jornalistas. Essa parece-me uma acusação demasiado fácil para ser deixada no ar, sem sequer se tentar perceber as razões que impedem o bom jornalismo. E estas, a meu ver, são essencialmente duas: as dificuldades crescentes no acesso à informação e a debilidade económica das redacções para fazerem, já não digo um jornalismo de investigação, mas ao menos um jornalismo de rigor. Estamos cada vez mais reduzidos a um «jornalismo sentado», à espera do toque do telefone ou da denúncia de fontes não identificáveis. E feita por uma nova geração de jornalistas miseravelmente paga, mal ensinada e mal treinada, sem condições sérias de trabalho e sem nenhuma motivação para cumprirem o sonho, a vocação e o sentido de missão que os levou a quererem ser jornalistas. É uma profissão nobre, que o ar dos tempos vai aos poucos reduzindo a um estatuto de desilusão e impotência. Mas disso, quem quer saber?...”
Jornalismo modo de vida, Miguel Sousa Tavares (in Expresso, 3 de Junho)
(3)
Jornalismo modo de vida, Miguel Sousa Tavares (in Expresso, 3 de Junho)
(3)
“…José Manuel Fernandes lamenta que os portugueses não leiam jornais, sentimento que do coração partilho. Mas também não existe em Portugal uma verdadeira discussão política (nem no Parlamento). A sério, a sério, não se discute coisíssima nenhuma: nem o regime, nem a ideologia do regime, nem religião, nem moral, nem moral social, nem sequer os deploráveis costumes da tribo. Porque iria um cidadão comprar sofregamente o jornal? …”
No Rádio Clube de Angra hoje de manhã 3 jornalistas (Pedro Ferreira (RCA/União); Rafael Cota (RDP/A) e Aranda e Silva (Lusa) também discutiram o papel da comunicação social na Região. Pelo que pude entender das suas intervenções a Região atravessa um atavismo ao nível da sociedade e dos seus líderes de opinião, algo que se deve em parte a um grau de satisfação mínimo (Rafael Cota) a um medo de exprimir livremente a crítica (Aranda e Silva). Questionados, contudo, se competia à comunicação social regional assumir a liderança da opinião ambos foram frontalmente contra…
(5)
(5)
Proposta de Lei que altera a Lei n.º 1/99, de 13 de Janeiro, que aprova o Estatuto do Jornalista
Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, visa estabelecer medidas de protecção da independência dos jornalistas, reforçando a sua autonomia profissional face a intromissões em matéria editorial de pessoas estatutariamente não habilitadas, assim como clarificando as circunstâncias de invocação da cláusula de consciência pelos jornalistas.
O diploma pretende, ainda, estabelecer medidas de protecção do direito de autor dos jornalistas através da adaptação do regime vigente e da previsão de um sistema célere de resolução de potenciais conflitos. É também clarificado o direito ao sigilo profissional dos jornalistas, cuja quebra apenas se admite em último recurso, devidamente fundamentado pelo tribunal, e em situações que envolvam a violação grave de valores penalmente protegidos.
Do mesmo modo, restringe-se a emissão da carteira profissional aos profissionais com capacidade editorial e que exerçam a sua actividade de acordo com finalidades exclusivamente informativas. Impõem-se regras de controlo do estágio profissional dos jornalistas, cuja duração passa a contar para o cálculo da sua antiguidade. As incompatibilidades profissionais são alargadas à generalidade dos titulares de órgãos de soberania ou de outros cargos políticos e aos deputados nas Assembleias Legislativas Regionais, e abrangerão as funções de assessoria, política ou técnica, a tais cargos associadas.
Por último, a Proposta de Lei prevê um sistema auto-regulador de verificação do cumprimento de deveres dos jornalistas, através da intervenção da Comissão da Carteira Profissional do Jornalista, que passará a ser composta por jornalistas seniores e por um jurista
Ponto do Conselho de Ministros de 1 de Julho
Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, visa estabelecer medidas de protecção da independência dos jornalistas, reforçando a sua autonomia profissional face a intromissões em matéria editorial de pessoas estatutariamente não habilitadas, assim como clarificando as circunstâncias de invocação da cláusula de consciência pelos jornalistas.
O diploma pretende, ainda, estabelecer medidas de protecção do direito de autor dos jornalistas através da adaptação do regime vigente e da previsão de um sistema célere de resolução de potenciais conflitos. É também clarificado o direito ao sigilo profissional dos jornalistas, cuja quebra apenas se admite em último recurso, devidamente fundamentado pelo tribunal, e em situações que envolvam a violação grave de valores penalmente protegidos.
Do mesmo modo, restringe-se a emissão da carteira profissional aos profissionais com capacidade editorial e que exerçam a sua actividade de acordo com finalidades exclusivamente informativas. Impõem-se regras de controlo do estágio profissional dos jornalistas, cuja duração passa a contar para o cálculo da sua antiguidade. As incompatibilidades profissionais são alargadas à generalidade dos titulares de órgãos de soberania ou de outros cargos políticos e aos deputados nas Assembleias Legislativas Regionais, e abrangerão as funções de assessoria, política ou técnica, a tais cargos associadas.
Por último, a Proposta de Lei prevê um sistema auto-regulador de verificação do cumprimento de deveres dos jornalistas, através da intervenção da Comissão da Carteira Profissional do Jornalista, que passará a ser composta por jornalistas seniores e por um jurista
Ponto do Conselho de Ministros de 1 de Julho
sexta-feira, junho 2
CHÁ QUENTE #195
“…A reavaliação do comportamentos dos machos e fêmeas, que levou à compreensão de que as fêmeas podem ter muitos parceiros sexuais, força-nos a repensar a posição do macho. E é bem certo que os comportamentos das fêmeas têm efeitos muito fortes na biologia dos machos. Em espécies onde as fêmeas tendem a ter múltiplos parceiros, por exemplo, os machos costumam ter pénis muito elaborados. Isto acontece porque os pénis podem ser usados para muito mais coisas do que a entrega do sémen…”
Olívia Judson, in Mil Folhas (Público de 27 de Maio) entrevistada sobre o seu “Consultório sexual da Dr.ª Tatiana para toda a criação”
NOTA: Entretanto no «feudo do macho latino» o Presidente da República exerce o Veto Político sobre a lei das quotas. Limpinho, sem sequer mandar para o Tribunal Constitucional. É o primeiro e sobre "um diploma estruturante do funcionamento da democracia representativa e relevante para o exercício de direitos e liberdades políticas fundamentais!", nas palavras do próprio. Habituem-se...
Olívia Judson, in Mil Folhas (Público de 27 de Maio) entrevistada sobre o seu “Consultório sexual da Dr.ª Tatiana para toda a criação”
NOTA: Entretanto no «feudo do macho latino» o Presidente da República exerce o Veto Político sobre a lei das quotas. Limpinho, sem sequer mandar para o Tribunal Constitucional. É o primeiro e sobre "um diploma estruturante do funcionamento da democracia representativa e relevante para o exercício de direitos e liberdades políticas fundamentais!", nas palavras do próprio. Habituem-se...
PURO PRAZER #232
Todos temos filmes de que gostamos mais.
Todos temos razões para gostar mais de certos filmes que de outros.
Hoje gostava de vos dizer que Jules et Jim, de Truffaut, é, para mim, um desses filmes …

Paris 1900.
Jules est allemand, Jim est Français.
Todos temos razões para gostar mais de certos filmes que de outros.
Hoje gostava de vos dizer que Jules et Jim, de Truffaut, é, para mim, um desses filmes …
Paris 1900.
Jules est allemand, Jim est Français.
Tous deux sont des amis inséparables.
Un jour ils découvrent la photo d'une statue de femme.
Ils partent en Grèce retrouver cette blanche statue dont le sourire les éblouit.
De retour à Paris ils rencontrent une jeune femme, Catherine.
Elle a le même sourire.
Jules l'épouse.
La guerre sépare Jules et Jim.
Après l'armistice, Jim est invité en Allemagne chez Jules et Catherine qui ont maintenant une petite fille, Sabine.
Après l'armistice, Jim est invité en Allemagne chez Jules et Catherine qui ont maintenant une petite fille, Sabine.
Catherine confie à Jim qu'elle n'est pas heureuse.
Elle hésite entre Jules et Jim.
Finalement elle penche vers Jim.
Elle veut un enfant de lui.
L'enfant ne vient pas et elle retourne vers Jules.
Jim va épouser Gilberte qui fut autrefois sa maîtresse.
Catherine revoit Jim, l'invite à une promenade en auto.
Sous les yeux de Jules, Catherine fonce vers un pont coupé.
La voiture fait un plongeon.
Jules assiste à l'incinération des deux corps.

quarta-feira, maio 31
CHÁ QUENTE #194
Desafio ao Pedro Arruda: ler no Da Autonomia os Diários da Constituinte e depois definir o que entende por autonomia política constitucionalmente consagrada. Sublinho Política! Prémio - 1 caramelo de Badajoz!
CHÁ QUENTE #193
Procuram-se os anunciados movimentos de cidadania da Região!

Movimento de Intervenção e Cidadania

Açores - Século XXI

Movimento de Intervenção e Cidadania

Açores - Século XXI
P.S. Ficarei eternamente penhorado a quem me enviar o «Manifesto da Primavera» apresentado no jantar inaugural do movimento «Açores - Século XXI»
terça-feira, maio 30
CHÁ QUENTE #192
(Passages em Paris)
Tudo numa redoma
Tudo numa redoma
…haveria de dobrar o século XX para o Portugal de clima ameno e moderado começar a sonhar, ardentemente, em tapar-se, fechar-se, meter tudo em enormes interiores. A febre dos supermercados e dos «shoppings» já posicionara o desejo; as grandes unidades climatizam-se, cada vez maiores, cada vez mais afastadas das cidades. E nas cidades, as antigas zonas comerciais definham, morrem, chamam-se a si próprias «comércio tradicional» e não sabem o que fazer da tradição.
É então que surgem velhas ideias «novas», como o fechar de ruas inteiras para atrair de novo compradores, público, cidadãos…No país do medo à chuva tudo se tapa, fecha e impermeabiliza: as varandas marquizam-se; as passagens sob os blocos modernos, para podermos cruzar por dentro os quarteirões, passam a estacionamento privado; as esplanadas exigem-se cobertas…é a vida (de tal modo) «protegida» que pouco espaço, depois, de vida sobra…Lá em cima nos «shoppings», a estratégia é imitar uma cidade; na cidade pensam-se truques para imitar os centros comerciais…Não se perceberá que o único modo de competir com as estruturas artificiais, climatizadas, abafadas, será precisamente manter da rua o que a rua tem de melhor? O ar, o som, as árvores, os pregões, os músicos de rua, os vendedores ambulantes, os carrinhos de gelados, amendoins, algodão doce, o espectáculo das vitrinas, a brisa, os toldos, os anúncios variados dos variados comércios?
As ruas que se pretendem «shoppings» secos são o estertor último de um século XX que chega tarde, monofuncionalizando a vida. E o que foram experiências pontuais, interessantes, novas, avançando com a noção de escala, soluções alternativas que acrescentavam, que se sobrepunham, que não excluíam o que já existisse, mas que o melhoravam, surgem-nos hoje como respostas despropositadas, novas-ricas, envolvendo estratégias de negócio exasperadas, pouco criativas e só já aparentemente progressistas…
Manuel Graça Dias (Arquitecto), in Actual (Expresso, 27 de Maio)
NOTA: O texto do Arquitecto Graça Dias é motivado pela cobertura da Rua Ferreira Borges, na cidade de Coimbra, a razão deste post é um alerta para alguns autarcas desta Região que pretendem embarcar em mais esta estratégia estapafúrdia…
É então que surgem velhas ideias «novas», como o fechar de ruas inteiras para atrair de novo compradores, público, cidadãos…No país do medo à chuva tudo se tapa, fecha e impermeabiliza: as varandas marquizam-se; as passagens sob os blocos modernos, para podermos cruzar por dentro os quarteirões, passam a estacionamento privado; as esplanadas exigem-se cobertas…é a vida (de tal modo) «protegida» que pouco espaço, depois, de vida sobra…Lá em cima nos «shoppings», a estratégia é imitar uma cidade; na cidade pensam-se truques para imitar os centros comerciais…Não se perceberá que o único modo de competir com as estruturas artificiais, climatizadas, abafadas, será precisamente manter da rua o que a rua tem de melhor? O ar, o som, as árvores, os pregões, os músicos de rua, os vendedores ambulantes, os carrinhos de gelados, amendoins, algodão doce, o espectáculo das vitrinas, a brisa, os toldos, os anúncios variados dos variados comércios?
As ruas que se pretendem «shoppings» secos são o estertor último de um século XX que chega tarde, monofuncionalizando a vida. E o que foram experiências pontuais, interessantes, novas, avançando com a noção de escala, soluções alternativas que acrescentavam, que se sobrepunham, que não excluíam o que já existisse, mas que o melhoravam, surgem-nos hoje como respostas despropositadas, novas-ricas, envolvendo estratégias de negócio exasperadas, pouco criativas e só já aparentemente progressistas…
Manuel Graça Dias (Arquitecto), in Actual (Expresso, 27 de Maio)
NOTA: O texto do Arquitecto Graça Dias é motivado pela cobertura da Rua Ferreira Borges, na cidade de Coimbra, a razão deste post é um alerta para alguns autarcas desta Região que pretendem embarcar em mais esta estratégia estapafúrdia…
CHÁ COM TORRADAS #121
O desígnio é tornar a Região um lugar mais atractivo para investir, trabalhar e viver. É fundamental desenvolver e melhorar as infra-estruturas que facilitem o comércio e a mobilidade. Infra-estruturas modernas constituem um factor de competitividade importante em muitas decisões de empresas, influenciando a capacidade de atracção económica e social das localizações. Por outro lado, há que compreender que o capital humano é um dos factores determinantes do crescimento e que é através da melhor educação e formação que o futuro é assegurado...
ESTRATÉGIA (III), no DI ou n' O Bule do Chá
ESTRATÉGIA (III), no DI ou n' O Bule do Chá
sexta-feira, maio 26
PURO PRAZER #231
...
Da sinceridade no tocante ao comércio dos grandes
…Um homem sincero na corte de um príncipe é um homem livre entre escravos. Ainda que respeite o Soberano, a verdade, na sua boca, é sempre soberana, e, enquanto uma turba de cortesãos é joguete dos ventos que reinam e das tempestades que troam em redor do trono, ele é firme e inabalável, porque se apoia na verdade, que é imortal pela sua natureza e incorruptível pela sua essência…
…Feliz do príncipe que vive entre pessoas sinceras que se interessam pela sua reputação e pela sua virtude. Mas como é infeliz aquele que vive entre aduladores, passando assim a sua vida no meio dos seus inimigos!
Sim! No meio dos seus inimigos! E devemos olhar como tais todos os que não nos falam de coração aberto; que, como esse Janus da fábula, a nós se mostram sempre com duas caras; que nos fazem viver numa noite eterna, e nos cobrem de uma nuvem espessa para nos impedirem de ver a verdade que se apresenta.
Detestemos a adulação! Que a Sinceridade reine em seu lugar!...
Elogio da Sinceridade, Montesquieu. Fenda, 2005.
É d'HOMEM #87
"...Hoje, com um deputado com agenda limitada à sua Ilha e à área da saúde ... o CDS viu completamente reduzida a nada a sua visibilidade pública. Dentro de 15 dias o CDS de São Miguel irá eleger a sua Comissão Política de Ilha... A Ilha maior dos Açores tem a vantagem de facilitar a eleição de deputados dos partidos mais pequenos já que a percentagem de votos necessária é bem menor do que a exigida na segunda Ilha que é a Terceira onde são precisos cerca de 10% dos votos para eleger um deputado. Cabe, por isso, à Comissão Política de Ilha com o apoio da Comissão Política Regional que sairá do próximo Congresso Regional, articular uma política de intervenção pública e de participação cívica ..."
Nuno Barata, Moribundo não significa morto.Mas,
NOTA: Contrariamente ao que os comentários podem indiciar, o post do Nuno Barata não tem como destinatário Paulo Gusmão, aliás, o actual deputado independente é quem menos importa para a questão. Nuno Barata visa directamente, Artur Lima e Nuno Melo Alves enquanto legatários do consulado de Alvarino Pinheiro e co-responsáveis pela estratégia de feudo terceirense que o CDS/PP seguiu nos últimos 6 anos. Contudo, como bem opina o Rui Lucas, Nuno Barata após esta declaração, não se pode eximir às suas responsabilidades partidárias, de modo que, pelos parâmetros a que nos habituou no seu blogue, estará obrigado a apresentar, ou a procurar, uma moção de estratégia alternativa no próximo congresso regional do CDS/PP.
Nuno Barata, Moribundo não significa morto.Mas,
NOTA: Contrariamente ao que os comentários podem indiciar, o post do Nuno Barata não tem como destinatário Paulo Gusmão, aliás, o actual deputado independente é quem menos importa para a questão. Nuno Barata visa directamente, Artur Lima e Nuno Melo Alves enquanto legatários do consulado de Alvarino Pinheiro e co-responsáveis pela estratégia de feudo terceirense que o CDS/PP seguiu nos últimos 6 anos. Contudo, como bem opina o Rui Lucas, Nuno Barata após esta declaração, não se pode eximir às suas responsabilidades partidárias, de modo que, pelos parâmetros a que nos habituou no seu blogue, estará obrigado a apresentar, ou a procurar, uma moção de estratégia alternativa no próximo congresso regional do CDS/PP.
quarta-feira, maio 24
PURO PRAZER #230
Sonata em Dó Maior
Sonata em Mi Maior
Sonata em Ré Maior
Mozart
Sonata em Sol Maior, K.283
a) Allegro
b) Andante
c) Presto
Bach / Busoni
Chaconne da Partita Nº. 2 em Ré menor, BWV 1004
INTERVALO
Chopin
Sonata em Mi Maior
Sonata em Ré Maior
Mozart
Sonata em Sol Maior, K.283
a) Allegro
b) Andante
c) Presto
Bach / Busoni
Chaconne da Partita Nº. 2 em Ré menor, BWV 1004
INTERVALO
Chopin
Barcarola, em Fá sustenido Maior, op.60
Sonata em Si bemol menor, op.35
a) Allegro maestoso
b) Scherzo
c) Largo
d) Presto, ma non tanto
domingo, maio 21
CHÁ QUENTE #191
Parece que a noite vai ser longa no Montenegro que escolheu o fim da união com a Sérvia, num referendo que deu à facção independentista 56,3 por cento dos votos, segundo as primeiras projecções não oficiais. Na capital, Podgorica, já há festejos nas ruas. Estes resultados, avançados pela organização não governamental Centro para as Eleições Livres e Democracia (CESID), são mais do que suficientes para a validação de Montenegro enquanto Estado independente. A exigência era a obtenção de 55 por cento dos votos.
Do you want Montenegro to be an independent state with full international and legal legitimacy? The question of independence has deeply divided Montenegro, with its opponents arguing that it will damage economic, family and political ties with Serbia.
Serb politicians, Orthodox church leaders and Montenegrins from the mountainous inland regions bordering Serbia broadly opposed secession. However, ethnic Montenegrins and Albanians from the coastal area largely favoured independence, as did the Montenegrin Prime Minister, Milo Djukanovic. He has argued that an independent Montenegro will have a stronger economy and will be a better candidate for admission into the European Union.
Is Montenegro a Mafia state ridden by Albanian racketeers, where everything is up for sale and independence will mean severing the people from their Serbian cousins? Or a place of fabulous potential, fatally hobbled by the Serbian placemen who will continue to dominate if they are not thrown out?
Serb politicians, Orthodox church leaders and Montenegrins from the mountainous inland regions bordering Serbia broadly opposed secession. However, ethnic Montenegrins and Albanians from the coastal area largely favoured independence, as did the Montenegrin Prime Minister, Milo Djukanovic. He has argued that an independent Montenegro will have a stronger economy and will be a better candidate for admission into the European Union.
Is Montenegro a Mafia state ridden by Albanian racketeers, where everything is up for sale and independence will mean severing the people from their Serbian cousins? Or a place of fabulous potential, fatally hobbled by the Serbian placemen who will continue to dominate if they are not thrown out?
Durante muito tempo, o Montenegro constituiu um principado autónomo face ao poder hegemónico que o Império Otomano exercia nos Balcãs. A sua independência foi formalmente reconhecida pelo Tratado de Berlim de 1878 (que também reconheceu a independência da Bulgária, da Roménia e da vizinha Sérvia). Em 1910, o príncipe Nicolau proclamou-se rei. No entanto, o reino do Montengro existiu durante apenas oito anos. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o Montenegro foi integrado no Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (não havendo no nome do estado qualquer referência aos montenegrinos, assim como aos bósnios ou aos macedónios), o qual se tornou em 1929 o reino da Jugoslávia. Durante a Segunda Guerra Mundial, os partizans de Tito procuraram refúgio nas suas montanhas, e quando em 1944 a região foi libertada, o Montenegro tornou-se uma das seis repúblicas constituintes da República Socialista da Jugoslávia. Com o fim desta entidade no início da década de 90, quatro das repúblicas secederam e tornaram-se independentes; somente a Sérvia e o Montenegro lhe deram continuidade, formando a nova República Federal da Jugoslávia, governada por Slobodan Milošević, e com um grande predomínio da entidade sérvia dentro da federação.
Desde 1996 que o governo de Milo Đukanović isolou de facto o Montenegro da Sérvia (então sob o governo de Slobodan Milošević) em vários aspectos. O Montenegro desenvolveu uma política económica independente da sérvia, e trocou o dinar pelo Marco alemão; actualmente, usa como moeda o Euro, ainda que a república não esteja integrada nem na UE nem na Eurolândia. O governo montenegrino tem vindo desde então a desenvolver uma política predominantemente pró-independentista. Em 12 de Julho de 2004, o parlamento montenegrino adoptou uma nova bandeira, hino e dia nacional, como parte do programa de crescente independentização face à Sérvia.
Desde 1996 que o governo de Milo Đukanović isolou de facto o Montenegro da Sérvia (então sob o governo de Slobodan Milošević) em vários aspectos. O Montenegro desenvolveu uma política económica independente da sérvia, e trocou o dinar pelo Marco alemão; actualmente, usa como moeda o Euro, ainda que a república não esteja integrada nem na UE nem na Eurolândia. O governo montenegrino tem vindo desde então a desenvolver uma política predominantemente pró-independentista. Em 12 de Julho de 2004, o parlamento montenegrino adoptou uma nova bandeira, hino e dia nacional, como parte do programa de crescente independentização face à Sérvia.
Eppur si muove. A «velha» Europa tem forças para se renovar e recriar desde que assente nos valores da paz, da democracia e no respeito pela vontade dos povos que a constituem. A Europa dá lições diárias. Montenegro tem 650mil habitantes - Montenegrinos: 267,669 (43.16%) Sérvios: 198,414 (31.99%), Bósnios: 48,184 (7.77%), Albaneses: 31,163 (5.03%), Muçulmanos: 24,625 (3.97%), Croatas: 6,811 (1.1%), Romenos e Egípcios: 2,826 (0.46%) - e a capital, Pdogorica, tem 140mil! Hoje sou Montenegrino...
CHÁ QUENTE #190
No Congresso do PSD Carlos Costa Neves aparece como n.º 2 da lista de Marques Mendes ao Conselho Nacional. Para os mais distraídos até pareceria uma mais uma vitória do Sr. Neves e do PSD/A, mas a realidade não é bem assim. Olhemos os resultados do XXVII Congresso, em Pombal, há 1 ano atrás. O cabeça de lista de Marques Mendes ao Conselho Nacional era João Bosco Mota Amaral e da lista constava, e foi eleita, Berta Cabral.
Berta Cabral neste congresso não foi eleita, nem poderia ser, pois da lista não constava. Nem ela nem, parece-me, mais nenhum outro militante social-democrata açoriano. Talvez seja consolo para alguns a eleição de Rui Melo (!) para secretário da Mesa do Congresso, mas parece-me demasiado pouco tendo em conta a projecção do PSD/Madeira (Guilherme Silva também encabeçava a lista para o Conselho de Jurisdição). Afinal o que afastou Berta Cabral? Foi vítima de negociatas internas ou isto são, apenas, sinais da fraqueza nacional do PSD/A?
sábado, maio 20
CHÁ DAS CINCO #117

Sinceramente há coisas que não comprendo, por mais que me esforce e que dê o benefício da dúvida. Uma delas é o critério dos espectáculos dos Coliseu Micaelense. Já não bastava serem sempre anunciados como os maiores, os únicos, os tudo e quase nada, e agora temos que assistir passivamente a uma miserável programação que roça o nível de comissão de festa de canadinha...

A cidade de Ponta Delgada vai ter a segunda edição anual do Festival Nacional de Cantores Populares Portugueses do Coliseu Micaelense, que traz aos Açores alguns dos maiores recordistas de vendas discográficas no nosso país. O esquema parece simples aproveita-se a chegada à cidade de milhares de emigrantes e de micaelenses das zonas rurais e oferece-lhes aquilo que eles pretensamente não podem recusar. Mas BROA DE MEL, SÉRGIO ROSSI, RUTH MARLENE, CLEMENTE, BOMBOCAS, FERNANDO CORREIA MARQUES serão cultura Popular? Onde e Quando meus Senhores? Digam-me em que é que isto melhora a vida, e o nível sócio-cultural dos micaelenses? Afinal, qual é o papel cultural do Coliseu Micaelsense e em que é que a Câmara de Ponta Delgada se difere das restantes? Fazer maior é o único objectivo? Ter programa é suficiente? Assumam que não têm espaço para a formação de públicos. Assumam que a Câmara não quer ter essa preocupação. Assumam que não vão por aí porque não dá votos. Assumam que consideram que esse papel só cabe ao Governo Regional. Assumam que, também aqui, querem os Açores a duas velocidades... Mas está tudo grosso ou quê?
sexta-feira, maio 19
quinta-feira, maio 18
É d'HOMEM #86
I Remember the Argument, Duane Michals
"Terreno minado
As práticas criminais em S. Miguel estão pejadas de casos que envolvem alguma violência e vão desde os homicídios, até tentativas ou simples cenas de “pancadaria”.
Nas zonas mais degradas da ilha, uma mentalidade sem evolução desde tempos ancestrais é propícia aos ajustes de contas por simples ofensas ou tendo a ver com partilhas, servidões ou “casos de mulheres”.
A violência tomou novas proporções em S. Miguel com a chegada de repatriados, sobretudo dos Estados Unidos, mas também do Canadá, muitos deles com um mau passado, que se reflecte no comportamento quotidiano actual.
A pedofilia é também uma prática ancestral em S. Miguel - e no geral em todas as ilhas - e que envolve um grau elevado de violência sobre menores."
NOTA: Pelo Vent(ilha)dor cheguei a este naco de jornalismo insular e ... foram-se-me as palavras...
quarta-feira, maio 17
CHÁ QUENTE #189

PS, PCP e BE aprovaram hoje a admissão na Assembleia da República do projecto bloquista para estender o regime de incompatibilidades dos titulares de cargos políticos aos deputados da Madeira. Na última sexta-feira, o PSD interpôs um recurso de admissibilidade ao projecto do Bloco de Esquerda, que foi hoje votado e rejeitado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. No seu recurso, o PSD argumentava que o diploma do BE interferiria com o estatuto político-administrativo da Madeira e que seria da competência exclusiva da Assembleia Legislativa Regional legislar sobre esta matéria. No entanto, o parecer relativo ao recurso do PSD, elaborado pela socialista Ana Catarina Mendes, sublinha que o projecto do BE "é matéria conexa" ao estatuto político-administrativo, mas não interfere com as competências das assembleias regionais.
NOTA: Sabendo que a Constituição reza o seguinte:
Artigo 231.º
...
n.º 7
O estatuto dos titulares dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas é definido nos respectivos estatutos político-administrativos.
e
Artigo 226.º
n.º 1
Os projectos de estatutos político-administrativos e de leis relativas à eleição dos deputados às Assembleias Legislativas das regiões autónomas são elaborados por estas e enviados para discussão e aprovação à Assembleia da República.
Então, a tese hoje defendida é de que há matéria que ainda que deva constar do Estatuto, não significa que esteja na disponibilidade legislativa das Regiões Autónomas. Neste caso no seu direito de exclusividade na iniciativa. Isto sigifica mais uma diminuição no já diminuto papel do Estatuto Político-Administrativo das Regiões, pois até agora a tese tem sido de que há matéria que ainda que possa constar do Estatuto não significa que as assembleias ganhem sobre ela exclusividade de iniciativa. É o chamado «excesso de estatuto». Hoje a Assembleia da República foi mais além, foi longe demais. E decidiu abrir esta «Caixa de Pandora». Isto pode significar que o Tribunal Constitucional se venha a pronunciar com mais uma tese restrictiva sobre as competências autonómicas. Muito cuidado! Duas questões:
a) Se é verdadeira a tese hoje defendida como explicar o regime de incompatibilidades dos nossos Deputados previsto no Decreto Legislativo Regional n.º 19/90/A, de 20 de Novembro?
b)"Há uma maioria absoluta disposta a fazer a Assembleia passar por este vexame e cometer este atropelo inconstitucional?"
Estaremos atentos...
terça-feira, maio 16
CHÁ QUENTE #188

The Independent
NO NEWS TODAY.
Just 6,500 Africans died today as a result of a preventable, treatable disease (HIV/Aids)
(Jornalismo!)
CHÁ QUENTE #187
...
Pública - Parece haver uma espécie de fatalismo do insucesso de Portugal…os portugueses parecem estabelecer sempre esta diferença: uma coisa é a minha vida, o meu trabalho, o que produzo; outra coisa é o país. Como se o país fosse uma espécie de entidade abstracta, culpada de tudo, uma corja.
António Hespanha – Bem, os portugueses têm razão para pensar isso.
P. – Não é uma desresponsabilização?
A.H. – Não, não é. Ou antes: é – porque isso é mesmo assim. Este país é uma porcaria para a maior parte dos portugueses e é um país óptimo para uma pequena parte. E os portugueses sabem isso.
P. – Faz sentido a separação: eu faço o meu, o país é que não funciona?
A.H. – Faz.
P. – O país não é cada um de nós?
A.H. – Não. A capacidade de cada um mudar o país é mínima. O que nos resta é fazer o melhor pelo país, no nosso canto, porque quanto à vida colectiva não se consegue fazer nada. O país vive nesta situação. A maior parte acha, e tem razões para achar, que o país é uma porcaria, porque é o mais pobre da Europa, o mais injusto – onde os ricos são mais ricos e os pobres são mas pobres -, e é dos países onde, por razões não só económicas mas até culturais, a maioria tem menos poder de modificar as coisas.
P. - Voltamos ao princípio. Historicamente, como é que chegamos aqui?
A.H. – Às vezes a História é muito curta. Tenho-me dedicado ultimamente ao século XIX, e olho para o que se passava na segunda metade e a situação era exactamente a mesma, no sentido em que havia uma pequena elite, que governava o país, com um umbiguismo, um egoísmo enormes, falando com ela própria, e depois havia a grande massa, que não governava, nem ninguém esperava que governasse e que, ela própria, já tinha desistido. São os tais poveiros, segundo Oliveira Martins, a quem se pede tudo – os impostos, etc – mas não se dá nada, e que não contam para nada, só em dia de eleições.
Hoje, do ponto de vista dos poveiros, ou seja, da generalidade das pessoas, passa-se exactamente o mesmo: não tenho esperança nenhuma de mudar o país. O que quero é aquilo que depende de mim, que a minha actividade como professor seja do melhor. Mais do que isso … creio que não posso, que não tenho força, como a maior parte não tem.
Portanto, temos um país com a sociedade mais pobre da Europa, muitíssimo injusta e impotente. E porque é que isto não rebenta? Teoricamente é uma situação muito parecida com a da América do Sul, onde há uma tendência proto-revolucionária. Porque é que essa tendência não se passa cá? Primeiro, porque – é o discurso oficial – estamos no primeiro mundo e essas coisas aqui já não se fazem. Segundo, porque se criou uma certa mitologia de que todos compartilham de um mundo em que o sucesso e possível. Portugal é o país em que há mais jogadores no Euromilhões.
…
P. - Tivemos uma oportunidade no 25 de Abril que deu…
A.H. – Deu nisto. Deu irresponsabilidade. De quem?...
…
P. – O problema está em cima.
A.H. – Quando quem manda não sabe mandar é o que dá…
…
Pública - Parece haver uma espécie de fatalismo do insucesso de Portugal…os portugueses parecem estabelecer sempre esta diferença: uma coisa é a minha vida, o meu trabalho, o que produzo; outra coisa é o país. Como se o país fosse uma espécie de entidade abstracta, culpada de tudo, uma corja.
António Hespanha – Bem, os portugueses têm razão para pensar isso.
P. – Não é uma desresponsabilização?
A.H. – Não, não é. Ou antes: é – porque isso é mesmo assim. Este país é uma porcaria para a maior parte dos portugueses e é um país óptimo para uma pequena parte. E os portugueses sabem isso.
P. – Faz sentido a separação: eu faço o meu, o país é que não funciona?
A.H. – Faz.
P. – O país não é cada um de nós?
A.H. – Não. A capacidade de cada um mudar o país é mínima. O que nos resta é fazer o melhor pelo país, no nosso canto, porque quanto à vida colectiva não se consegue fazer nada. O país vive nesta situação. A maior parte acha, e tem razões para achar, que o país é uma porcaria, porque é o mais pobre da Europa, o mais injusto – onde os ricos são mais ricos e os pobres são mas pobres -, e é dos países onde, por razões não só económicas mas até culturais, a maioria tem menos poder de modificar as coisas.
P. - Voltamos ao princípio. Historicamente, como é que chegamos aqui?
A.H. – Às vezes a História é muito curta. Tenho-me dedicado ultimamente ao século XIX, e olho para o que se passava na segunda metade e a situação era exactamente a mesma, no sentido em que havia uma pequena elite, que governava o país, com um umbiguismo, um egoísmo enormes, falando com ela própria, e depois havia a grande massa, que não governava, nem ninguém esperava que governasse e que, ela própria, já tinha desistido. São os tais poveiros, segundo Oliveira Martins, a quem se pede tudo – os impostos, etc – mas não se dá nada, e que não contam para nada, só em dia de eleições.
Hoje, do ponto de vista dos poveiros, ou seja, da generalidade das pessoas, passa-se exactamente o mesmo: não tenho esperança nenhuma de mudar o país. O que quero é aquilo que depende de mim, que a minha actividade como professor seja do melhor. Mais do que isso … creio que não posso, que não tenho força, como a maior parte não tem.
Portanto, temos um país com a sociedade mais pobre da Europa, muitíssimo injusta e impotente. E porque é que isto não rebenta? Teoricamente é uma situação muito parecida com a da América do Sul, onde há uma tendência proto-revolucionária. Porque é que essa tendência não se passa cá? Primeiro, porque – é o discurso oficial – estamos no primeiro mundo e essas coisas aqui já não se fazem. Segundo, porque se criou uma certa mitologia de que todos compartilham de um mundo em que o sucesso e possível. Portugal é o país em que há mais jogadores no Euromilhões.
…
P. - Tivemos uma oportunidade no 25 de Abril que deu…
A.H. – Deu nisto. Deu irresponsabilidade. De quem?...
…
P. – O problema está em cima.
A.H. – Quando quem manda não sabe mandar é o que dá…
…
(Excertos da entrevista do Prof. António Hespanha à Pública de 14.05.2006)
NOTA: Há quem se delicie com as frases finais, «merecíamos políticos melhores» e outros que tal... Contudo, apesar de ter alguma dificuldade em discorrer sobre essa entidade difusa «povo», gostaria de sublinhar uma ideia que António Hespanha aflora: a de que o povo português, assumindo que lhe é impossível mudar o país, ainda procura dar o seu melhor na área do lhe está disponível, ou seja, na sua actividade. É aqui que discordo do Professor. O povo português não só assume a sua impossibilidade política como, também, na sua área de disponibilidade fraqueja. Isto é, não procura dar o seu melhor. A experiência exige-nos que se diga que brio profissional, competência e mérito estão fora do nosso léxico do comum. O país também falha por isto, o povo procura desenrascar-se. A questão que fica é se a mais é obrigado? Eu penso que sim …
NOTA: Há quem se delicie com as frases finais, «merecíamos políticos melhores» e outros que tal... Contudo, apesar de ter alguma dificuldade em discorrer sobre essa entidade difusa «povo», gostaria de sublinhar uma ideia que António Hespanha aflora: a de que o povo português, assumindo que lhe é impossível mudar o país, ainda procura dar o seu melhor na área do lhe está disponível, ou seja, na sua actividade. É aqui que discordo do Professor. O povo português não só assume a sua impossibilidade política como, também, na sua área de disponibilidade fraqueja. Isto é, não procura dar o seu melhor. A experiência exige-nos que se diga que brio profissional, competência e mérito estão fora do nosso léxico do comum. O país também falha por isto, o povo procura desenrascar-se. A questão que fica é se a mais é obrigado? Eu penso que sim …
domingo, maio 14
CHÁ DAS CINCO #115
"... A competitividade e a coesão constituem, assim, dois aspectos que se devem reforçar mutuamente. A política de coesão regional visará garantir, primacialmente, a solidariedade entre as ilhas e os seus cidadãos. Nestes termos, para aumentar a prosperidade de forma sustentável é necessário:
1) Transformar a Região numa economia dinâmica e competitiva baseada no conhecimento e orientada para o crescimento e emprego;
2) Prosseguir uma maior coesão num contexto de descontinuidade territorial..."
Estratégia II, no DI ou n' O Bule do Chá
1) Transformar a Região numa economia dinâmica e competitiva baseada no conhecimento e orientada para o crescimento e emprego;
2) Prosseguir uma maior coesão num contexto de descontinuidade territorial..."
Estratégia II, no DI ou n' O Bule do Chá
sábado, maio 13
CHÁ QUENTE #186
THE tiny town of Hay-on-Wye in southeastern Wales seems like a curious place to hold a major literary festival. Getting there involves a circuitous three-and-a-half-hour drive from London through traffic-snarled highways and back roads crowded with ancient farm vehicles. Big on charm but low on hotels (there is only one), Hay also has the disadvantage of being situated in some kind of freakish precipitation belt that attracts an unusual amount of rain.
Yet the Hay Festival, which began in 1988 as an insane glint in the eye of its organizer, Peter Florence, has expanded and expanded to become one of the world's best-known and most exciting literary events.
Yet the Hay Festival, which began in 1988 as an insane glint in the eye of its organizer, Peter Florence, has expanded and expanded to become one of the world's best-known and most exciting literary events.
For 10 days at the end of May, the town is given over to writers, and its population of 1,500 swells to a remarkable 80,000, as visitors troop to see the likes of Dave Eggers, Kazuo Ishiguro, Don DeLillo, John Updike, Clive James, Julian Barnes, Ali Smith, Patrick McGrath, Jeannette Winterson, Doris Lessing and Jaqueline Wilson, to name a few who have appeared recently.
Hay Festival is an international festival production company based in Wales. We celebrate great writing in every medium in Britain and around the world. All our Festivals are informal, accessible and great fun. Many of the conversations and performances with writers, musicians, film-makers and comedians are available online and as downloads from our archive.
PURO PRAZER #229 (Act.)
"... porque tenho uma maneira quase sonâmbula de estar presente na vida - sou muito disperso e tenho uma maneira caótica de me organizar - sou muitas vezes assaltado de dia por estas coisas."
Mia Couto, no Mil Folhas (Suplemento do Público)
quinta-feira, maio 11
É d'HOMEM #85

Transcrição da intervenção proferida pelo Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores sobre o Dia da Europa
Srs. Deputados, a conferência de líderes realizada ontem achou por bem iniciar os nossos trabalhos, na Agenda Parlamentar, com uma evocação do Dia da Europa.
Hoje, celebra-se o Dia da Europa.
Pediram-me para ser eu a fazer a abertura deste debate, mas circunstâncias várias, relacionadas com a minha agenda, não me permitiram, como era meu desejo, fazer um trabalho mais profundo sobre essa matéria.
De qualquer forma e uma vez que eu não rejeito aquilo que me solicitam, gostava de vos dizer sumariamente o seguinte:...
PURO PRAZER #228

The Fall of Icarus, Pieter Brueghel
Landscape with the Fall of Icarus
Paisagem com queda de Ícaro
According to Brueghel
when Icarus fell
it was spring
De acordo com Brueghel
quando Ícaro caiu
era primavera
a farmer was ploughing
his field
the whole pageantry
um lavrador arava
os seus campos
todo o esplendor
of the year was
awake tingling
with itself
do ano
formigava ali
à beira do mar
consigo mesmo
preocupado
sweating in the sun
that melted
the wings' wax
suando ao sol
que derretia
a cera das asas

unsignificantly
off the coast
there was
perto
da costa
houve
a splash quite unnoticed
this was
Icarus drowning
uma pancada quase imperceptível
era Ícaro
que se afogava
William Carlos Williams
terça-feira, maio 9
CHÁ DAS CINCO #114
Dia da Europa
(Democracia, Diálogo e Debate)

Denis de Rougemont
Hommage
Alors, que voulons-nous?
La puissance ou la liberté?
A ces deux finalités correspondent deux politiques différentes.
La réponse à la jeunesse du Monde entier, pour Denis de Rougemont, ne relève pas de l'économie et encore moins de la politique.
(Democracia, Diálogo e Debate)

Denis de Rougemont
Hommage
Alors, que voulons-nous?
La puissance ou la liberté?
A ces deux finalités correspondent deux politiques différentes.
La réponse à la jeunesse du Monde entier, pour Denis de Rougemont, ne relève pas de l'économie et encore moins de la politique.
Elle exige la recréation de communautés vivantes et véritables.
Ce qu'il nous faut à tous, c'est une Europe qui ne serait pas nécessairement la plus puissante, mais ce coin de la planète, indispensable au monde de demain, où les hommes pourraient trouver non pas le plus de bonheur, peut-être, mais le plus de saveur, le plus de sens à la vie.
Ce qu'il nous faut à tous, c'est une Europe qui ne serait pas nécessairement la plus puissante, mais ce coin de la planète, indispensable au monde de demain, où les hommes pourraient trouver non pas le plus de bonheur, peut-être, mais le plus de saveur, le plus de sens à la vie.
segunda-feira, maio 8
domingo, maio 7
É d'HOMEM #84
Diário Insular - O que podem os açorianos esperar do seu desempenho como Representante da República?
José António Mesquita - Rigor e empenhamento. Rigor no exercício das minhas competências constitucionais, sobretudo no domínio da análise da constitucionalidade e legalidade dos decretos legislativos e dos decretos regulamentares regionais. Mas rigor sem excessivo rigorismo, porque as regras conformadoras das competências legislativas e administrativas regionais têm que ser lidas à luz do princípio da autonomia regional que é, como se sabe, um princípio fundamental caracterizador do próprio Estado português, enquanto Estado unitário. Aliás, em Direito, os princípios servem precisamente para dar “abertura” às regras jurídicas, flexibilizar a sua interpretação e permitir a sua adaptação às novas realidades.
Por outro lado, empenhamento na defesa dos valores do Estado de Direito democrático e dos demais valores constitucionais, incluindo obviamente os valores da autonomia regional e local.
(…)
DI - Actualmente, tendo a Autonomia, segundo alguns, ganho mais fôlego na última revisão constitucional, acha que faz sentido manter um Representante da República na Região?
JAM - Sem dúvida. Esse novo fôlego da autonomia, resultante das modificações constitucionais operadas em 2004, é uma justificação acrescida para um cargo como o de Representante da República.
Se pensarmos que as competências legislativas se alargaram muito, dando mesmo um importante salto qualitativo, mais se justifica a existência de um cargo cujo núcleo de competências se centra na assinatura, veto e controlo da constitucionalidade e da legalidade dos diplomas dimanados da Assembleia Legislativa e do Governo Regional.
A tradição constitucional do Ocidente assenta, precisamente, nesta lógica de balanceamento de poderes.
(…)
DI - Entende que, além das competências de verificação da legislação produzida no arquipélago, o Representante da República pode, através da influência inerente ao cargo, incentivar outras acções? Quais?
JAM - Parece-me que sim, embora seja talvez um pouco cedo para dizer quais poderão vir a ser essas acções. De momento, apenas posso garantir que, no respectivo delineamento, procurarei sempre respeitar escrupulosamente as esferas de actuação dos órgãos de governo próprio da Região.
NOTA: Uma entrevista cautelosa e respondida com regra e esquadro. A perspectiva político-jurídica parece correcta mas, como o Veto continua lá, este sublinhar do balanceamento de poderes é, de facto, a novidade interpretativa. Aguardemos...
José António Mesquita - Rigor e empenhamento. Rigor no exercício das minhas competências constitucionais, sobretudo no domínio da análise da constitucionalidade e legalidade dos decretos legislativos e dos decretos regulamentares regionais. Mas rigor sem excessivo rigorismo, porque as regras conformadoras das competências legislativas e administrativas regionais têm que ser lidas à luz do princípio da autonomia regional que é, como se sabe, um princípio fundamental caracterizador do próprio Estado português, enquanto Estado unitário. Aliás, em Direito, os princípios servem precisamente para dar “abertura” às regras jurídicas, flexibilizar a sua interpretação e permitir a sua adaptação às novas realidades.
Por outro lado, empenhamento na defesa dos valores do Estado de Direito democrático e dos demais valores constitucionais, incluindo obviamente os valores da autonomia regional e local.
(…)
DI - Actualmente, tendo a Autonomia, segundo alguns, ganho mais fôlego na última revisão constitucional, acha que faz sentido manter um Representante da República na Região?
JAM - Sem dúvida. Esse novo fôlego da autonomia, resultante das modificações constitucionais operadas em 2004, é uma justificação acrescida para um cargo como o de Representante da República.
Se pensarmos que as competências legislativas se alargaram muito, dando mesmo um importante salto qualitativo, mais se justifica a existência de um cargo cujo núcleo de competências se centra na assinatura, veto e controlo da constitucionalidade e da legalidade dos diplomas dimanados da Assembleia Legislativa e do Governo Regional.
A tradição constitucional do Ocidente assenta, precisamente, nesta lógica de balanceamento de poderes.
(…)
DI - Entende que, além das competências de verificação da legislação produzida no arquipélago, o Representante da República pode, através da influência inerente ao cargo, incentivar outras acções? Quais?
JAM - Parece-me que sim, embora seja talvez um pouco cedo para dizer quais poderão vir a ser essas acções. De momento, apenas posso garantir que, no respectivo delineamento, procurarei sempre respeitar escrupulosamente as esferas de actuação dos órgãos de governo próprio da Região.
NOTA: Uma entrevista cautelosa e respondida com regra e esquadro. A perspectiva político-jurídica parece correcta mas, como o Veto continua lá, este sublinhar do balanceamento de poderes é, de facto, a novidade interpretativa. Aguardemos...
sábado, maio 6
CHÁ DAS CINCO #113
Isto é muito grave! Então querem ver que o Presidente da República também mentiu durante a campanha eleitoral? Querem ver que agora confessa a sua impossibilidade para inverter o rumo do país? Já ninguém se exalta? Já ninguém sobe ao palanque e diz que foi enganado? Claro que não! A manchete é outra, os jornais e as tvs preferem fazer alarde do não assunto: do cansaço do MNE após 12 horas de trabalho diário ou o exercício de estilo que é o congresso do CDS/PP. Mas lá está, preto no branco, no cantinho superior esquerdo do semanário de referência: "Cavaco Silva acredita que a situação económica do país está «condenada» até 2010, não sendo certo que, apesar de tudo, «melhore» nos anos logo a seguir". Mas como eu não percebo nada disto, aguardo serenamente pelas «luminárias da praça»...
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