Não me estando a ser nada fácil digerir as palavras do MNE na Assembleia da República. Tendo-as ouvido de passagem no Canal1, ainda não as pude confirmar em nenhum outro OCS, penso que não andarei longe da verdade se disser que a tese explanada foi a de que não o Sr MNE não acredita na diplomacia internacional sem uma força militar que a sustente (e a Noruega?).
Mas, talvez esse desabrido comentário (lá caiu por terra a importância estratégica da CPLP e da língua lusa) se deva à humilhação que a UE sofreu hoje «Israel garante que Conferência de Roma lhe deu "uma autorização para continuar" ataques no Líbano»
A conferência internacional sobre o Líbano, que ontem decorreu em Roma, falhou um acordo sobre o cessar-fogo imediato no conflito israelo-libanês, por causa de entreves colocados pelos Estados Unidos face às pressões colocadas pelos outros países participantes , nomeadamente a França.
Mas, talvez esse desabrido comentário (lá caiu por terra a importância estratégica da CPLP e da língua lusa) se deva à humilhação que a UE sofreu hoje «Israel garante que Conferência de Roma lhe deu "uma autorização para continuar" ataques no Líbano»
A conferência internacional sobre o Líbano, que ontem decorreu em Roma, falhou um acordo sobre o cessar-fogo imediato no conflito israelo-libanês, por causa de entreves colocados pelos Estados Unidos face às pressões colocadas pelos outros países participantes , nomeadamente a França.
Ou ao bloqueio diplomático que se deu na ONU «Falta de consenso en la ONU» La pasada madrugada, los 15 miembros del Consejo de Seguridad de la ONU pasaron horas discutiendo qué escribir en un papel sobre la muerte de sus cuatro cascos azules en Líbano.
Entretanto numa ronda pela imprensa internacional dou de caras com John Berger, Noam Chomsky, Harold Pinter et José Saramago « C'est Israël le vrai responsable»
Chaque provocation et contre-provocation est montée en épingle et donne lieu à des leçons de morale. Mais les débats qui en résultent, les accusations et les serments ne servent qu'à détourner l'attention du monde d'une pratique militaire, économique et géographique à long terme dont l'objectif politique n'est rien moins que la liquidation de la nation palestinienne.
Chaque provocation et contre-provocation est montée en épingle et donne lieu à des leçons de morale. Mais les débats qui en résultent, les accusations et les serments ne servent qu'à détourner l'attention du monde d'une pratique militaire, économique et géographique à long terme dont l'objectif politique n'est rien moins que la liquidation de la nation palestinienne.
Nada de novo, e não interessando, aqui, encontrar culpados sigo para o The Ethics of war - Mind those proportions
In the end, some philosophers think, debate about the ethics of war will have to reintegrate two ancient questions—about the right to go to war, and the methods that may be used—which have become artificially separated in modern times. To put it more simply, nobody will be impressed with a line that goes: “We didn't start this war, so our cause is just—but now that it's begun, we'll fight as dirty as we like.” Augustine saw the questions of jus ad bellum and jus in bello as intertwined—and so, probably, should modern man.
In the end, some philosophers think, debate about the ethics of war will have to reintegrate two ancient questions—about the right to go to war, and the methods that may be used—which have become artificially separated in modern times. To put it more simply, nobody will be impressed with a line that goes: “We didn't start this war, so our cause is just—but now that it's begun, we'll fight as dirty as we like.” Augustine saw the questions of jus ad bellum and jus in bello as intertwined—and so, probably, should modern man.
Regressamos, pois, a Santo Agostinho.
"...parte das abordagens contemporâneas da ética da guerra se desenvolveram, tem duas componentes: uma teoria dos fins e uma teoria dos meios. A primeira, conhecida como a teoria do jus ad bellum, define as condições em que é lícito fazer a guerra. A segunda teoria, a do jus in bello, estabelece os limites da conduta lícita na guerra.
…
a componente principal da teoria do jus ad bellum é a exigência de que a guerra seja travada por uma causa justa. Apesar dos teóricos da guerra justa serem praticamente unânimes na crença em que a auto-defesa nacional pode fornecer uma causa justa de guerra, em pouco mais estão de acordo. Outros candidatos a causa justa são a defesa de outro estado contra uma agressão externa injusta, a recuperação de direitos (isto é, a recuperação do que pode ter sido perdido quando não houve resistência a uma agressão injusta anterior, ou quando a resistência anterior foi derrotada), a defesa de direitos humanos fundamentais noutro estado contra abusos do governo e a punição de agressores injustos.
…
A teoria do jus in bello consiste em três requisitos. 1) O requisito da força mínima: a quantidade de violência usada em qualquer ocasião não deve exceder a necessária para realizar o fim em vista. 2) O requisito da proporcionalidade: as más consequências esperadas de um acto de guerra não devem exceder, ou serem maiores do que as suas boas consequências esperadas. 3) O requisito da discriminação: a força deve ser dirigida apenas contra pessoas que sejam alvos legítimos de ataque..."
Conclusões? Uma de há muitos anos: mais vale ler do que falar...
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a componente principal da teoria do jus ad bellum é a exigência de que a guerra seja travada por uma causa justa. Apesar dos teóricos da guerra justa serem praticamente unânimes na crença em que a auto-defesa nacional pode fornecer uma causa justa de guerra, em pouco mais estão de acordo. Outros candidatos a causa justa são a defesa de outro estado contra uma agressão externa injusta, a recuperação de direitos (isto é, a recuperação do que pode ter sido perdido quando não houve resistência a uma agressão injusta anterior, ou quando a resistência anterior foi derrotada), a defesa de direitos humanos fundamentais noutro estado contra abusos do governo e a punição de agressores injustos.
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A teoria do jus in bello consiste em três requisitos. 1) O requisito da força mínima: a quantidade de violência usada em qualquer ocasião não deve exceder a necessária para realizar o fim em vista. 2) O requisito da proporcionalidade: as más consequências esperadas de um acto de guerra não devem exceder, ou serem maiores do que as suas boas consequências esperadas. 3) O requisito da discriminação: a força deve ser dirigida apenas contra pessoas que sejam alvos legítimos de ataque..."
Conclusões? Uma de há muitos anos: mais vale ler do que falar...





















