sábado, junho 10

CHÁ DAS CINCO #119



Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
...
Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida
.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Düa austera, apagada e vil tristeza.
...

Os Lusíadas, Luíz Vaz de Camões (Canto X)

terça-feira, junho 6

PURO PRAZER #233


“…Trabalhas. Já chega de trabalhar. Tens fome, comes. Tens frio, vestes um casaco. Estás cansado, sentas-te. Tens sono, dormes. Precisas de falar, telefonas a alguém. Passas a lista de nomes no telemóvel. Há nomes que servem para falar de uns assuntos e há nomes que servem para falar de outros assuntos. Há nomes para os quais és uma coisa e há nomes para os quais és o contrário dessa coisa. Tens tempo. Podes dedicar-te a contemplação: escolhes um disco de Debussy, qualquer, abres a janela e procuras o céu sobre os prédios (…) Está tudo marcado e é fácil. Não se espera de ti que faças nada de forma diferente. Ao noivo, antes de casar, é-lhe explicada a maneira como deve esperar no altar, como deve sorrir discretamente, todas as palavras que deve dizer: sim (…) Há cinco anos que não te sentes verdadeiramente triste. A tua cidade não foi bombardeada. A água das torneiras continua potável. Lá fora, há uma brisa leve que passa pelos ramos das árvores. Os carros seguem em frente nas auto-estradas. Falta pouco tempo para daqui a dez minutos. É sexta-feira.
A vida é demasiado fácil para que se continue a escrever sobre ela.”

A vida é demasiado fácil, José Luís Peixoto. (Jornal de Letras 24 de Maio)

POST(AL) AUTONÓMICO #28


Manuel Melo Bento


(6 de Junho - o Da Autonomia faz 1 ano)

segunda-feira, junho 5

CHÁ COM TORRADAS #122

Dia do Divino, da Pombinha, de Bodo, dos Açores, da Região, da Autonomia. Dia da Unidade, dia da Solidariedade entre as ilhas e os ilhéus. Dia feriado, dia de todos nós se quisermos. Podia agora postar um texto de Vitorino Nemésio (mais um do Corsário das Ilhas) mas não estou para aí virado, talvez mais logo ou amanhã (6 de Junho). Prefiro escolher um simples parágrafo da crónica semanal de Álvaro Monjardino «Paralelos»:
"...As Canárias já formavam duas províncias antes do Estatuto; e quando este foi feito houve que ponderar todas essas sensibilidades. Bem me lembro de como o Estatuto dos Açores ajudou a isso com aquelas ideias de situar o parlamento no Faial e repartir por três ilhas o Executivo: soluções que foram efectivamente tomadas em conta, e até com excesso, pois nas Canárias se chegou à regra da bi-capitalidade, alternada entre Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife. Tudo na tentativa de dar uma volta por cima aos brios, às reticências e aos rancores. Enfim, guardadas algumas proporções, Tenerife é bastante a Terceira e a Gran Canaria a São Miguel de lá… Bem, que isto nos ajude a ver que o problema não é só nosso. É mesmo insular. O que não significa ser mais importante do que merece. Porque, como sempre, o que faz as terras (e as ilhas) é a gente que nelas vive."

NOTA: simples não é? como se ainda fossem precisas mais razões para o ler ou ouvir, logo, pelas 21h, no «Conversa Aberta», conto estar sentado no meu sofá a escutar quem sabe falar claro sobre o estado desta «coisa» tão querida para alguns e incompreensível para outros...

domingo, junho 4

CHÁ QUENTE #197

“ …defenderemos que o factor que melhor explica as diferenças entre os países é a clareza das alternativas políticas, isto é, o grau de polarização ideológica do sistema partidário (sobretudo entre os dois maiores partidos políticos). Quanto maior é a diferenciação da oferta partidária, mais estruturadas são as orientações esquerda-direita ao nível dos eleitores; quanto menor é clareza das alternativas partidárias, menor é o grau de estruturação das identidades ideológicas ao nível da cidadania. Por um lado, isto evidencia a relevância da oferta partidária para o perfil das atitudes dos eleitores. Por outro lado, tais resultados demonstram que, além das clivagens sociais subjacentes, a saliência da divisão esquerda-direita para os eleitores depende em larga medida da acção dos partidos e das elites políticas. Portanto, num grau assinalável depende destes a evolução (passada e futura) da relevância desta «clivagem» política ao nível das massas. Assim, nada há de inelutável, predeterminado ou predefinido na evolução (no sentido de uma maior ou menor relevância) da divisão esquerda-direita para a política de massas, tendo a política um papel autónomo e crucial neste domínio. Dito de outro modo, a política conta!...”

In Esquerda e Direita na Política Europeia - Portugal, Espanha e Grécia em Perspectiva Comparada, André Freire

NOTA: Contributo para o Nuno Barata continuar a agitar as águas que deve agitar e para que o seu partido não se restrinja, mais uma vez, a uma guerra são miguel/terceira...

sábado, junho 3

CHÁ QUENTE #196

Leio que a JSD/A vai ter um novo líder. Até aqui nada de novo, é certo, uns vão outros vêm. O que me chama a atenção é a idade do jovem: 20 anos! Convenhamos que não é uma idade normal ou, pelo menos, expectável (se é que alguma coisa é normal e expectável em política) para um líder de uma Jota. Normalmente estão na fracção 25-30 mais para cima que para baixo. E depois? E depois que ou a «malta» dos 20 aos 30 está toda na JS/A, o que não é crível, ou, nos últimos 10 anos, o PSD e a sua Jota passaram ao lado de quase uma geração inteira. Posso estar enganado, mas também por aqui se vai explicando a falta de renovação…

P.S. Entretanto dei conta que nem a JS/A nem a JSD/A têm os sites disponíveis. Mistério!

CHÁ DAS CINCO #118

...ou «cutucando a onça com vara curta»:
(1)
"...Para ultrapassar práticas ou defeitos que temo estejam a conduzir a uma progressiva degradação da imagem dos jornalistas, que apesar de tudo são em geral dos profissionais mais respeitados, julgo impor-se ponderar que:
a)O jornalismo é antes de tudo «responsabilidade» e não «poder». A consciência da(s) nossa(s) responsabilidade(s) é o primeiro passo decisivo para um exercício digno da profissão.
b)Para lá da qualificação técnica, do talento e do (insubstituível…) faro jornalístico, que fazem um bom profissional, da experiência que o enriquece e do sempre indispensável trabalho aturado, a primeira qualidade de um jornalista é uma seriedade sem mácula, uma honestidade acima de toda a suspeita, de par com o espírito livre e a independência.
c)O jornalista não pode ser arrogante (…) mas deve ser sempre que necessário incómodo, sobretudo com os poderosos; tem de saber ouvir os outros e respeitá-los, não ceder ao sensacionalismo nem à facilidade, fazer da isenção, do rigor e da qualidade exigências constantes."


O jornalismo em questão, José Carlos Vasconcelos (in Visão de 1 de Junho)

(2)
“…Ao contrário da maioria das opiniões, não penso que os actuais males de que padece a nossa informação tenham que ver com maus jornalistas. Essa parece-me uma acusação demasiado fácil para ser deixada no ar, sem sequer se tentar perceber as razões que impedem o bom jornalismo. E estas, a meu ver, são essencialmente duas: as dificuldades crescentes no acesso à informação e a debilidade económica das redacções para fazerem, já não digo um jornalismo de investigação, mas ao menos um jornalismo de rigor. Estamos cada vez mais reduzidos a um «jornalismo sentado», à espera do toque do telefone ou da denúncia de fontes não identificáveis. E feita por uma nova geração de jornalistas miseravelmente paga, mal ensinada e mal treinada, sem condições sérias de trabalho e sem nenhuma motivação para cumprirem o sonho, a vocação e o sentido de missão que os levou a quererem ser jornalistas. É uma profissão nobre, que o ar dos tempos vai aos poucos reduzindo a um estatuto de desilusão e impotência. Mas disso, quem quer saber?...”

Jornalismo modo de vida, Miguel Sousa Tavares (in Expresso, 3 de Junho)

(3)
“…José Manuel Fernandes lamenta que os portugueses não leiam jornais, sentimento que do coração partilho. Mas também não existe em Portugal uma verdadeira discussão política (nem no Parlamento). A sério, a sério, não se discute coisíssima nenhuma: nem o regime, nem a ideologia do regime, nem religião, nem moral, nem moral social, nem sequer os deploráveis costumes da tribo. Porque iria um cidadão comprar sofregamente o jornal? …”
O eterno retorno, Vasco Pulido Valente (in Público, 3 de Junho)

(4)
No Rádio Clube de Angra hoje de manhã 3 jornalistas (Pedro Ferreira (RCA/União); Rafael Cota (RDP/A) e Aranda e Silva (Lusa) também discutiram o papel da comunicação social na Região. Pelo que pude entender das suas intervenções a Região atravessa um atavismo ao nível da sociedade e dos seus líderes de opinião, algo que se deve em parte a um grau de satisfação mínimo (Rafael Cota) a um medo de exprimir livremente a crítica (Aranda e Silva). Questionados, contudo, se competia à comunicação social regional assumir a liderança da opinião ambos foram frontalmente contra…

(5)
Proposta de Lei que altera a Lei n.º 1/99, de 13 de Janeiro, que aprova o Estatuto do Jornalista
Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, visa estabelecer medidas de protecção da independência dos jornalistas, reforçando a sua autonomia profissional face a intromissões em matéria editorial de pessoas estatutariamente não habilitadas, assim como clarificando as circunstâncias de invocação da cláusula de consciência pelos jornalistas.
O diploma pretende, ainda, estabelecer medidas de protecção do direito de autor dos jornalistas através da adaptação do regime vigente e da previsão de um sistema célere de resolução de potenciais conflitos. É também clarificado o direito ao sigilo profissional dos jornalistas, cuja quebra apenas se admite em último recurso, devidamente fundamentado pelo tribunal, e em situações que envolvam a violação grave de valores penalmente protegidos.
Do mesmo modo, restringe-se a emissão da carteira profissional aos profissionais com capacidade editorial e que exerçam a sua actividade de acordo com finalidades exclusivamente informativas. Impõem-se regras de controlo do estágio profissional dos jornalistas, cuja duração passa a contar para o cálculo da sua antiguidade. As incompatibilidades profissionais são alargadas à generalidade dos titulares de órgãos de soberania ou de outros cargos políticos e aos deputados nas Assembleias Legislativas Regionais, e abrangerão as funções de assessoria, política ou técnica, a tais cargos associadas.
Por último, a Proposta de Lei prevê um sistema auto-regulador de verificação do cumprimento de deveres dos jornalistas, através da intervenção da Comissão da Carteira Profissional do Jornalista, que passará a ser composta por jornalistas seniores e por um jurista
Ponto do Conselho de Ministros de 1 de Julho

sexta-feira, junho 2

CHÁ QUENTE #195

“…A reavaliação do comportamentos dos machos e fêmeas, que levou à compreensão de que as fêmeas podem ter muitos parceiros sexuais, força-nos a repensar a posição do macho. E é bem certo que os comportamentos das fêmeas têm efeitos muito fortes na biologia dos machos. Em espécies onde as fêmeas tendem a ter múltiplos parceiros, por exemplo, os machos costumam ter pénis muito elaborados. Isto acontece porque os pénis podem ser usados para muito mais coisas do que a entrega do sémen…”

Olívia Judson, in Mil Folhas (Público de 27 de Maio) entrevistada sobre o seu “Consultório sexual da Dr.ª Tatiana para toda a criação

NOTA: Entretanto no «feudo do macho latino» o Presidente da República exerce o Veto Político sobre a lei das quotas. Limpinho, sem sequer mandar para o Tribunal Constitucional. É o primeiro e sobre "um diploma estruturante do funcionamento da democracia representativa e relevante para o exercício de direitos e liberdades políticas fundamentais!", nas palavras do próprio. Habituem-se...

PURO PRAZER #232

Todos temos filmes de que gostamos mais.
Todos temos razões para gostar mais de certos filmes que de outros.
Hoje gostava de vos dizer que Jules et Jim, de Truffaut, é, para mim, um desses filmes …



Paris 1900.
Jules est allemand, Jim est Français.
Tous deux sont des amis inséparables.
Un jour ils découvrent la photo d'une statue de femme.
Ils partent en Grèce retrouver cette blanche statue dont le sourire les éblouit.
De retour à Paris ils rencontrent une jeune femme, Catherine.
Elle a le même sourire.
Jules l'épouse.
La guerre sépare Jules et Jim.
Après l'armistice, Jim est invité en Allemagne chez Jules et Catherine qui ont maintenant une petite fille, Sabine.
Catherine confie à Jim qu'elle n'est pas heureuse.
Elle hésite entre Jules et Jim.
Finalement elle penche vers Jim.
Elle veut un enfant de lui.
L'enfant ne vient pas et elle retourne vers Jules.
Jim va épouser Gilberte qui fut autrefois sa maîtresse.
Catherine revoit Jim, l'invite à une promenade en auto.
Sous les yeux de Jules, Catherine fonce vers un pont coupé.
La voiture fait un plongeon.
Jules assiste à l'incinération des deux corps.

quarta-feira, maio 31

CHÁ QUENTE #194

Desafio ao Pedro Arruda: ler no Da Autonomia os Diários da Constituinte e depois definir o que entende por autonomia política constitucionalmente consagrada. Sublinho Política! Prémio - 1 caramelo de Badajoz!

CHÁ QUENTE #193

Procuram-se os anunciados movimentos de cidadania da Região!

Movimento de Intervenção e Cidadania

Açores - Século XXI


P.S. Ficarei eternamente penhorado a quem me enviar o «Manifesto da Primavera» apresentado no jantar inaugural do movimento «Açores - Século XXI»

terça-feira, maio 30

CHÁ QUENTE #192

(Passages em Paris)

Tudo numa redoma
…haveria de dobrar o século XX para o Portugal de clima ameno e moderado começar a sonhar, ardentemente, em tapar-se, fechar-se, meter tudo em enormes interiores. A febre dos supermercados e dos «shoppings» já posicionara o desejo; as grandes unidades climatizam-se, cada vez maiores, cada vez mais afastadas das cidades. E nas cidades, as antigas zonas comerciais definham, morrem, chamam-se a si próprias «comércio tradicional» e não sabem o que fazer da tradição.
É então que surgem velhas ideias «novas», como o fechar de ruas inteiras para atrair de novo compradores, público, cidadãos…No país do medo à chuva tudo se tapa, fecha e impermeabiliza: as varandas marquizam-se; as passagens sob os blocos modernos, para podermos cruzar por dentro os quarteirões, passam a estacionamento privado; as esplanadas exigem-se cobertas…é a vida (de tal modo) «protegida» que pouco espaço, depois, de vida sobraLá em cima nos «shoppings», a estratégia é imitar uma cidade; na cidade pensam-se truques para imitar os centros comerciais…Não se perceberá que o único modo de competir com as estruturas artificiais, climatizadas, abafadas, será precisamente manter da rua o que a rua tem de melhor? O ar, o som, as árvores, os pregões, os músicos de rua, os vendedores ambulantes, os carrinhos de gelados, amendoins, algodão doce, o espectáculo das vitrinas, a brisa, os toldos, os anúncios variados dos variados comércios?
As ruas que se pretendem «shoppings» secos são o estertor último de um século XX que chega tarde, monofuncionalizando a vida. E o que foram experiências pontuais, interessantes, novas, avançando com a noção de escala, soluções alternativas que acrescentavam, que se sobrepunham, que não excluíam o que já existisse, mas que o melhoravam, surgem-nos hoje como respostas despropositadas, novas-ricas, envolvendo estratégias de negócio exasperadas, pouco criativas e só já aparentemente progressistas

Manuel Graça Dias (Arquitecto), in Actual (Expresso, 27 de Maio)

NOTA: O texto do Arquitecto Graça Dias é motivado pela cobertura da Rua Ferreira Borges, na cidade de Coimbra, a razão deste post é um alerta para alguns autarcas desta Região que pretendem embarcar em mais esta estratégia estapafúrdia…

CHÁ COM TORRADAS #121

O desígnio é tornar a Região um lugar mais atractivo para investir, trabalhar e viver. É fundamental desenvolver e melhorar as infra-estruturas que facilitem o comércio e a mobilidade. Infra-estruturas modernas constituem um factor de competitividade importante em muitas decisões de empresas, influenciando a capacidade de atracção económica e social das localizações. Por outro lado, há que compreender que o capital humano é um dos factores determinantes do crescimento e que é através da melhor educação e formação que o futuro é assegurado...

ESTRATÉGIA (III), no DI ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, maio 26

PURO PRAZER #231

...
Da sinceridade no tocante ao comércio dos grandes

…Um homem sincero na corte de um príncipe é um homem livre entre escravos. Ainda que respeite o Soberano, a verdade, na sua boca, é sempre soberana, e, enquanto uma turba de cortesãos é joguete dos ventos que reinam e das tempestades que troam em redor do trono, ele é firme e inabalável, porque se apoia na verdade, que é imortal pela sua natureza e incorruptível pela sua essência…
…Feliz do príncipe que vive entre pessoas sinceras que se interessam pela sua reputação e pela sua virtude. Mas como é infeliz aquele que vive entre aduladores, passando assim a sua vida no meio dos seus inimigos!
Sim! No meio dos seus inimigos! E devemos olhar como tais todos os que não nos falam de coração aberto; que, como esse Janus da fábula, a nós se mostram sempre com duas caras; que nos fazem viver numa noite eterna, e nos cobrem de uma nuvem espessa para nos impedirem de ver a verdade que se apresenta.
Detestemos a adulação! Que a Sinceridade reine em seu lugar!...

Elogio da Sinceridade, Montesquieu. Fenda, 2005.

É d'HOMEM #87

"...Hoje, com um deputado com agenda limitada à sua Ilha e à área da saúde ... o CDS viu completamente reduzida a nada a sua visibilidade pública. Dentro de 15 dias o CDS de São Miguel irá eleger a sua Comissão Política de Ilha... A Ilha maior dos Açores tem a vantagem de facilitar a eleição de deputados dos partidos mais pequenos já que a percentagem de votos necessária é bem menor do que a exigida na segunda Ilha que é a Terceira onde são precisos cerca de 10% dos votos para eleger um deputado. Cabe, por isso, à Comissão Política de Ilha com o apoio da Comissão Política Regional que sairá do próximo Congresso Regional, articular uma política de intervenção pública e de participação cívica ..."
Nuno Barata, Moribundo não significa morto.Mas,

NOTA: Contrariamente ao que os comentários podem indiciar, o post do Nuno Barata não tem como destinatário Paulo Gusmão, aliás, o actual deputado independente é quem menos importa para a questão. Nuno Barata visa directamente, Artur Lima e Nuno Melo Alves enquanto legatários do consulado de Alvarino Pinheiro e co-responsáveis pela estratégia de feudo terceirense que o CDS/PP seguiu nos últimos 6 anos. Contudo, como bem opina o Rui Lucas, Nuno Barata após esta declaração, não se pode eximir às suas responsabilidades partidárias, de modo que, pelos parâmetros a que nos habituou no seu blogue, estará obrigado a apresentar, ou a procurar, uma moção de estratégia alternativa no próximo congresso regional do CDS/PP.

quarta-feira, maio 24

PURO PRAZER #230


Sequeira Costa
25 de MAIO 21H30
Teatro Micaelense

PROGRAMA

Scarlatti
Sonata em Dó Maior
Sonata em Mi Maior
Sonata em Ré Maior

Mozart

Sonata em Sol Maior, K.283
a) Allegro
b) Andante
c) Presto
Bach / Busoni
Chaconne da Partita Nº. 2 em Ré menor, BWV 1004

INTERVALO

Chopin

Barcarola, em Fá sustenido Maior, op.60
Sonata em Si bemol menor, op.35

a) Allegro maestoso
b) Scherzo
c) Largo
d) Presto, ma non tanto

domingo, maio 21

CHÁ QUENTE #191

Parece que a noite vai ser longa no Montenegro que escolheu o fim da união com a Sérvia, num referendo que deu à facção independentista 56,3 por cento dos votos, segundo as primeiras projecções não oficiais. Na capital, Podgorica, já há festejos nas ruas. Estes resultados, avançados pela organização não governamental Centro para as Eleições Livres e Democracia (CESID), são mais do que suficientes para a validação de Montenegro enquanto Estado independente. A exigência era a obtenção de 55 por cento dos votos.
Do you want Montenegro to be an independent state with full international and legal legitimacy? The question of independence has deeply divided Montenegro, with its opponents arguing that it will damage economic, family and political ties with Serbia.
Serb politicians, Orthodox church leaders and Montenegrins from the mountainous inland regions bordering Serbia broadly opposed secession. However, ethnic Montenegrins and Albanians from the coastal area largely favoured independence, as did the Montenegrin Prime Minister, Milo Djukanovic. He has argued that an independent Montenegro will have a stronger economy and will be a better candidate for admission into the European Union.
Is Montenegro a Mafia state ridden by Albanian racketeers, where everything is up for sale and independence will mean severing the people from their Serbian cousins? Or a place of fabulous potential, fatally hobbled by the Serbian placemen who will continue to dominate if they are not thrown out?
Durante muito tempo, o Montenegro constituiu um principado autónomo face ao poder hegemónico que o Império Otomano exercia nos Balcãs. A sua independência foi formalmente reconhecida pelo Tratado de Berlim de 1878 (que também reconheceu a independência da Bulgária, da Roménia e da vizinha Sérvia). Em 1910, o príncipe Nicolau proclamou-se rei. No entanto, o reino do Montengro existiu durante apenas oito anos. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o Montenegro foi integrado no Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (não havendo no nome do estado qualquer referência aos montenegrinos, assim como aos bósnios ou aos macedónios), o qual se tornou em 1929 o reino da Jugoslávia. Durante a Segunda Guerra Mundial, os partizans de Tito procuraram refúgio nas suas montanhas, e quando em 1944 a região foi libertada, o Montenegro tornou-se uma das seis repúblicas constituintes da República Socialista da Jugoslávia. Com o fim desta entidade no início da década de 90, quatro das repúblicas secederam e tornaram-se independentes; somente a Sérvia e o Montenegro lhe deram continuidade, formando a nova República Federal da Jugoslávia, governada por Slobodan Milošević, e com um grande predomínio da entidade sérvia dentro da federação.
Desde 1996 que o governo de Milo Đukanović isolou de facto o Montenegro da Sérvia (então sob o governo de Slobodan Milošević) em vários aspectos. O Montenegro desenvolveu uma política económica independente da sérvia, e trocou o dinar pelo Marco alemão; actualmente, usa como moeda o Euro, ainda que a república não esteja integrada nem na UE nem na Eurolândia. O governo montenegrino tem vindo desde então a desenvolver uma política predominantemente pró-independentista. Em 12 de Julho de 2004, o parlamento montenegrino adoptou uma nova bandeira, hino e dia nacional, como parte do programa de crescente independentização face à Sérvia.
Eppur si muove. A «velha» Europa tem forças para se renovar e recriar desde que assente nos valores da paz, da democracia e no respeito pela vontade dos povos que a constituem. A Europa dá lições diárias. Montenegro tem 650mil habitantes - Montenegrinos: 267,669 (43.16%) Sérvios: 198,414 (31.99%), Bósnios: 48,184 (7.77%), Albaneses: 31,163 (5.03%), Muçulmanos: 24,625 (3.97%), Croatas: 6,811 (1.1%), Romenos e Egípcios: 2,826 (0.46%) - e a capital, Pdogorica, tem 140mil! Hoje sou Montenegrino...

CHÁ QUENTE #190

No Congresso do PSD Carlos Costa Neves aparece como n.º 2 da lista de Marques Mendes ao Conselho Nacional. Para os mais distraídos até pareceria uma mais uma vitória do Sr. Neves e do PSD/A, mas a realidade não é bem assim. Olhemos os resultados do XXVII Congresso, em Pombal, há 1 ano atrás. O cabeça de lista de Marques Mendes ao Conselho Nacional era João Bosco Mota Amaral e da lista constava, e foi eleita, Berta Cabral.
Berta Cabral neste congresso não foi eleita, nem poderia ser, pois da lista não constava. Nem ela nem, parece-me, mais nenhum outro militante social-democrata açoriano. Talvez seja consolo para alguns a eleição de Rui Melo (!) para secretário da Mesa do Congresso, mas parece-me demasiado pouco tendo em conta a projecção do PSD/Madeira (Guilherme Silva também encabeçava a lista para o Conselho de Jurisdição). Afinal o que afastou Berta Cabral? Foi vítima de negociatas internas ou isto são, apenas, sinais da fraqueza nacional do PSD/A?

sábado, maio 20

CHÁ DAS CINCO #117


Sinceramente há coisas que não comprendo, por mais que me esforce e que dê o benefício da dúvida. Uma delas é o critério dos espectáculos dos Coliseu Micaelense. Já não bastava serem sempre anunciados como os maiores, os únicos, os tudo e quase nada, e agora temos que assistir passivamente a uma miserável programação que roça o nível de comissão de festa de canadinha...

A cidade de Ponta Delgada vai ter a segunda edição anual do Festival Nacional de Cantores Populares Portugueses do Coliseu Micaelense, que traz aos Açores alguns dos maiores recordistas de vendas discográficas no nosso país. O esquema parece simples aproveita-se a chegada à cidade de milhares de emigrantes e de micaelenses das zonas rurais e oferece-lhes aquilo que eles pretensamente não podem recusar. Mas BROA DE MEL, SÉRGIO ROSSI, RUTH MARLENE, CLEMENTE, BOMBOCAS, FERNANDO CORREIA MARQUES serão cultura Popular? Onde e Quando meus Senhores? Digam-me em que é que isto melhora a vida, e o nível sócio-cultural dos micaelenses? Afinal, qual é o papel cultural do Coliseu Micaelsense e em que é que a Câmara de Ponta Delgada se difere das restantes? Fazer maior é o único objectivo? Ter programa é suficiente? Assumam que não têm espaço para a formação de públicos. Assumam que a Câmara não quer ter essa preocupação. Assumam que não vão por aí porque não dá votos. Assumam que consideram que esse papel só cabe ao Governo Regional. Assumam que, também aqui, querem os Açores a duas velocidades... Mas está tudo grosso ou quê?

sexta-feira, maio 19

CHÁ DAS CINCO #116



Hoje, podia ter sido assim...mas não foi! Divirtam-se...