quarta-feira, março 15

CHÁ QUENTE #164

Everything in Britain has been modernised in the last generation except its politics. What is to be done?

The Power Inquiry, an independent investigation into the condition of democracy in Britain, was set up in 2004. The members of its commission (chaired by Helena Kennedy) hosted meetings around Britain and heard submissions from a wide variety of interest groups, professionals, and concerned citizens. The commission published its report on 27 February 2006.
"After eighteen months of investigation, the final report of Power is a devastating critique of the state of formal democracy in Britain. Many of us actively support campaigns such as Greenpeace or the Countryside Alliance. And millions more take part in charity or community work. But political parties and elections have been a growing turn-off for years.
The cause is not apathy. The problem is that we don't feel we have real influence over the decisions made in our name. The need for a solution is urgent. And that solution is radical. Nothing less than a major programme of reform to give power back to the people of Britain..."

segunda-feira, março 13

PURO PRAZER #214


Jean Seberg
Lilith

"Se eu aprendesse a confiar nas minhas mãos elas conduzir-me-iam às coisas de que eu gosto?"

domingo, março 12

CHÁ DAS CINCO #101

"...Não é matéria inócua uma opção autonómica que encerre um «vice-rei», um «amanuense» ou um «agente da autonomia» na Madre de Deus. É a escolha formal por um modelo político de descentralização. O silêncio, até agora comprometido, ou menos responsável, pode ser substituído por um discurso que há vários anos importa lançar: esta «nossa» descentralização político-administrativa caminha para o "federalismo dos ricos ou para uma autonomia dos pobres"?"

Incógnitas, no Diário Insular ou n'O Bule do Chá

sábado, março 11

CHÁ DAS CINCO #100


EBIT
Pela materialização do utopismo virtual
Obrigado Rosa Maria e Luís

sexta-feira, março 10

PURO PRAZER #213


Modern Times, Charlie Chaplin

Sábado
18h00
CCCAH

CHÁ COM TORRADAS #115

" (...) As novas realidades com que nos debatemos a todos os níveis indicam que não se possa hoje falar mais em estratégias de desenvolvimento regional ou no que quer que seja que se pretenda para os Açores no futuro, tomando por base os mesmos pressupostos que enformaram o texto autonómico em vigor e que, no essencial, conta já com trinta anos.
Conceitos como os de "harmonia" ou "coesão", que agora regressaram à linguagem corrente dos políticos, estão entre nós associados a práticas governamentais intervencionistas e proteccionistas pouco saudáveis, mas que, no passado, e até certo ponto, se revelaram necessárias, porquanto direccionadas para a criação de condições potenciadoras de progresso. Mas, hoje, numa sociedade em que cultura e mentalidades se alteraram, poderão transformar-se em factores inibidores ou até asfixiantes da livre iniciativa económica, bem como das dinâmicas sociais em geral.
Cada ilha é hoje uma realidade sociológica sui generis e é, em primeiro lugar, aos seus habitantes que deve caber a tarefa de a desenvolver até ao limite das suas potencialidades, capacidades e espírito empreendedor. Hoje, os governos querem-se menos interventores, mais reguladores e devem ser o garante dos direitos e da igualdade de oportunidades dos cidadãos
(...)"
In Desarmonias, por Luís Sousa Bastos

(Um excelente artigo! Pontencial base para uma reflexão que não se deseja intestina...)

quinta-feira, março 9

CHÁ DAS CINCO #99

O líder do PSD/Açores anunciou que irá pedir ao novo Presidente da República para vetar a nova lei eleitoral dos Açores. Vejamos que já nem pede a apreciação preventiva de uma constitucionalidade. Agora vai directo ao veto. Mas sempre disponível para chegar a um consenso, com uma contra-proposta que nunca apareceu, nem então, nem agora. Tudo muito autonómico. Tudo muito respeitador da legitimidade da Assembleia Legislativa da Região, tudo muito transparente ... a bem da democracia «oxigenada», claro está!

CHÁ COM TORRADAS #114


Aníbal António Cavaco Silva
É uma incógnita o seu pensamento presidencial para as autonomias. Ainda que constitucionalmente enquadrada, não sabemos, até que ponto estenderá a sua magistratura de influência na promulgação de uma proposta de revisão do Estatuto Político-Aministrativo, que já se anunciou como reformadora, na aventada alteração da lei de finanças regionais ou na pedagogia nacional das autonomias. Tem pela sua frente um enorme desafio: a descoberta das autonomias como elemento material da democracia portuguesa. Ironicamente, neste contexto, serão, as últimas palavras de Jorge Sampaio a estabelecerem os parâmetros: “perante o novo quadro são sempre possíveis duas atitudes: ou tomar a última revisão constitucional como mero apoio instrumental de um interminável processo de formulação de sucessivas novas reivindicações e propostas de alteração constitucional ou, ao invés, considerá-la como esforço derradeiro que sela de forma globalmente positiva um longo processo de evolução e maturação institucionais.” Para nós o caminho é claro. Tem agora a palavra o Senhor Presidente da República.
Jorge Fernando Branco de Sampaio

quarta-feira, março 8

PURO PRAZER #212


A perfect day, Daniel Blaufuks

terça-feira, março 7

É d'HOMEM #81

"Os terceirenses queixam-se que o poder político se tem concentrado progressivamente em Ponta Delgada, que a política de transportes força artificialmente a centralidade aeronáutica e portuária da ilha grande, que a política universitária esqueceu a Terceira e o Faial e que a política de turismo está moldada para a visita às lagoas de São Miguel. Os micaelenses, curiosamente, ficam atónitos e desconsolados pelo facto de já não estar assumido e implementado há muito tempo o que lhes parece óbvio: que a capital dos Açores é em Ponta Delgada, que é aí que se situa o centro de encontro e distribuição do arquipélago, que é só lá que deve existir uma universidade digna desse nome, e que a beleza e grandeza da Ilha Verde chega para encher o destino turístico dos Açores.
(...)
Há várias forma de chegar a esta perspectiva arquipelágica. Uma é a ditatorial que, conforme nos lembra Santo Agostinho, surge quase sempre que um povo ou uma ilha exige atitudes particulares da política global. Outra solução é eliminar todo o tipo de apoios e de regulação política o que conduziria à responsabilização dos agentes de cada ilha para a promoção do seu desenvolvimento. Uma terceira é adequar o sistema político administrativo de forma a promover a compabilização das políticas com a dinâmica dos agentes com vista à promoção do desenvolvimento. Como não temos tido criatividade para o desenho deste último sistema para todas as ilhas resta-nos o “laisser-faire” ou a ditadura; ou ainda a submissão às políticas da ilha grande."
Desconsolo do desconsolo, por Tomás Dentinho

Algumas questões e uma nota:
1- Abriu-se uma caixa de Pandora ou vamos finalmente debater os termos do desenvolvimento da Região? (Note-se que tudo isto está a acontecer fora do Plenário da ALRAA)
2- A Terceira já sabe o que quer e para onde quer ir? O que a Terceira quer tem em conta o equilíbrio regional ou o equilíbrio Terceira/São Miguel?
3- Não conheço nenhum micaelense que se enquadre na tipologia desenhada pelo Prof. Dentinho, mas dou de barato que possam existir;
4- O que é que o Prof. Dentinho entende por "adequar o sistema político administrativo de forma a promover a compabilização das políticas com a dinâmica dos agentes com vista à promoção do desenvolvimento"? Será a reforma da administração territorial? Em que moldes?

segunda-feira, março 6

CHÁ QUENTE #163

Contrariamente ao que indiciava a notícia do DI de sexta-feira passada, a análise, na RDP/A, do estado de alma terceirense, não se limitou ao costumeiro ror de críticas e desfilar de queixinhas sobre o maquiavelismo micaelense. A verdade é que, com os contributos de Álamo de Oliveira, Mário Cabral e inclusivé do Dr. Cunha de Oliveira, igualmente se pôde concluir que a Terceira vive um estado de alienação colectiva assente no populismo primário(*). De festa em festa, cada vez mais faustosas e demoradas no tempo, com cerca de 300 touradas à corda por ano, a Ilha Terceira de Jesus Cristo escolheu o caminho mais fácil que lhe vai consumindo as forças, tolhendo o empreendedorismo e diminuindo a clarividência. Pena é que aquelas palavras, ditas por Terceirenses, também não tenham merecido honra de primeira página…

(*) São Miguel dificilmente fugirá a este vórtice.

domingo, março 5

É d'HOMEM #80

Diário Insular - À chegada disse-se disposto a ser um amigo das Autonomias, primando pelo respeito pela Democracia. Internamente, há quem considere que a Democracia está reduzida no arquipélago. Faz a mesma avaliação?
Laborinho Lúcio - À chegada disse que seria um Agente da Autonomia e espero ter conseguido demonstrar que assim foi. A Autonomia Regional é, ela própria, um produto da Democracia e exige, para ser frutuosa, uma real participação das populações e uma importante dinâmica política aos vários níveis da organização da vida na Região. No plano institucional, a Democracia política representativa funciona plenamente nos Açores e se o debate político nem sempre se sente generalizadamente ou se a participação cívica dos cidadãos nem sempre se mostra especialmente orientada para a intervenção política, isso depende, em grande parte, da disponibilidade pessoal para tanto, da aceitação normal da incomodidade que daí resulta, da crença na importância do político na definição dos nossos destinos. Esta é, porém, uma questão que preocupa hoje todo o mundo democrático e que exige urgente reflexão. Uma democracia participativa activa e responsável, numa sociedade complexa e em permanente mutação, constitui hoje uma exigência ética e de cidadania. É, porém, preciso torná-la real e isso depende, essencialmente, do empenhamento de todos e de cada um de nós.
(…)
DI - Aceita que a evolução, teórica e prática, da Autonomia possa chegar a soluções como um Estado federal ou mesmo a independência pura e simples das ilhas?
LL - Em termos teóricos não vejo que deva colocar-se limites à evolução possível das Autonomias. Hoje, porém, longe de poder caminhar-se, designadamente para uma Federação de Estados, julgo que o esforço a fazer deverá dirigir-se, preferencialmente, à afirmação da Região e da sua Autonomia, fazendo-o também para fora e para o futuro. Esse é, por certo, o grande desafio do nosso tempo. É esse que, por agora, creio valer a pena tentar vencer, começando já pela revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região e, depois, pela criação de condições que permitam concretizá-lo na medida da sua intencionalidade própria.


Álvaro José Brilhante Laborinho Lúcio, é um homem superior. Bastas vezes aqui referenciei o seu pensamento e a importância da sua magistratura. Esta entrevista, somada à de quinta-feira passada na RTP/A, mostra, para quem andava distraído, que o actual Ministro da República pensou o presente e o futuro dos Açores. À despedida deixou um conjunto de janelas e perspectivas que a maioria dos políticos regionais, ou não conhecem, ou não se atrevem a tornar públicas. Perspectivou um 4.º movimento autonómico, sublinhou a importância da revisão estatutária, indicou a projecção externa como um devir a conquistar, adjectivou a Universidade dos Açores, pela produção de conhecimento, como o futuro elemento agregador da autonomia, incentivou a participação cívica, desmistificou o défice institucional democrático, alertou para o enquadramento dos menores em risco... Bem Haja Dr. Laborinho Lúcio! A partir de agora só não percebe quem não quer, ou não sabe…

PURO PRAZER #211


Laurie Anderson, United States I-IV

It Tango
she said: it looks. don't you think it looks a lot like rain?
he said: isn't it? isn't it just? isn't it just like a woman?
she said: it. it goes. that's the way it goes. it goes that way.
he said: isn't it? isn't it just? isn't it just like a woman?
she said: it's hard. it's just hard. it's just kind of hard to say.
he said: isn't it? isn't it just? isn't it just like a woman?
she said: it. it takes. it takes one. it takes one to. it takes one to know one.
he said: isn't it? isn't it just? isn't it just like a woman?
she said ... she said: it. she said it to no. she said it to no one. isn't it? isn't it just? isn't it just like a woman?

sexta-feira, março 3

CHÁ COM TORRADAS #113

A ruína da Autonomia é ter o Governo em São Miguel: a afirmação é do socialista Cunha de Oliveira para quem esta situação foi prevista já nos primórdios da Autonomia, sendo nela que reside a justificação das assimetrias crónicas entre as nove ilhas açorianas. Sustenta que o Governo Regional, colocado na maior ilha açoriana, não tem uma visão arquipelágica essencial para o desenvolvimento homogéneo da Região Autónoma, faltando-lhe, ainda, perceber que há terra para além da ilha de São Miguel. (O Estado de Alma da Ilha Terceira! No DI de hoje e na RDP/A Domingo às 12h)
Sinais de fogo, será este o verdadeiro estado de alma da Ilha Terceira? E das outras ilhas? Mais uma vez o problema está na Ilha grande, não está na própria Ilha Terceira nem na inacção da sua sociedade. A questão que fica é se esta cíclica fuga em frente de algumas personalidades terceirenses, que vivem numa angústia entre o desenvolvimento micaelense e o potencial do Triângulo, somada a outros momentos de irresponsabilidade colectiva, e a uma frágil tese de «desenvolvimento harmónico», não vai mostrando uma «realidade assassina», ou seja, que, afinal, um edifício de 30 anos chamado «coesão regional» não existe?

quinta-feira, março 2

POST(AL) AUTONÓMICO #25

Trocava o meu feriado de Carnaval por um feriado do 2 de Março!

CHÁ QUENTE #162


Escrever todos os dias cansa-me. Posso justificar nesta frase a minha ausência. Mas vou mais longe. Carrego comigo o código genético do micaelense. Ensimesmado, a minha mãe chamava-me «consumido». Costumo dizer que sou um mau conversador mas um óptimo ouvinte. Só opino por obrigação. As palavras são-me importantes, pesam-me, e cada post é um esforço que me sai do corpo. Esta exposição pública, que vai contra a minha natureza, deve-se a uma única, mas não pequena, razão: acredito no que a blogosfera pode e deve carrear - conhecimento, novidade, debate, partilha, prazer … - mas estou consciente que «o lixo atrai o lixo». Temo, por isso, que o projecto da construção de um espaço virtual açórico morra antes de nascer. Espero que não me julguem mal, isto sou só eu cá com os meus botões de pessimista-voluntarista…

domingo, fevereiro 26

PURO PRAZER #210


puro ar puro

quarta-feira, fevereiro 15

CHÁ QUENTE #161

(Some) Fools Work Hard

domingo, fevereiro 12

CHÁ COM TORRADAS #112


The Cat's Eye Nebula

Depois de ontem ter tido quase uma síncope cardíaca decidi que chegou o tempo de fazer uma pausa neste Chá Verde.
Até voltar deixo-vos esta NEBULOSA, artigo premonitório para o que está a acontecer.
Au revoir...

sábado, fevereiro 11

É d'HOMEM #79


Mota Amaral quer ‘vice-rei’ nas ilhas

Em gordas na última página do Expresso. Mota Amaral já fez, na Assembleia da República, um projecto a definir o estatuto do novo Representante da República. No projecto, ontem enviado a todos os partidos, «defende que esta figura seja uma espécie de vice-Presidente da República, à semelhança da antiga figura dos vice-reis». O substituto dos ministros da república apenas cederá a sua precedência protocolar ao Presidente da República e ao Presidente da República, poderá enviar mensagens aos Parlamentos Regionais e passará a ter duas residências nos Açores, uma na Terceira e outra em S. Miguel. Afinal isto foi uma capa mal-amanhada, já estava tudo tratado. Nunca pensei, nunca pensei que fossem capazes ... gritam que são os maiores da Autonomia, os cultores dos consensos autonómicos, exigem a valorização da Assembleia Legislativa, tudo proclamam de segunda a sexta, tudo negoceiam nos gabinetes em Lisboa ... pois QUEM QUISER QUE ENGULA MAIS ESTA, POR MIM CHEGA!!! Até melhores esclarecimentos, este blog fechou!

CHÁ QUENTE #160

O Governo da República vai alterar a Lei-Quadro de Criação de Autarquias Locais, que vai também mudar de nome e passará a chamar-se Lei Quadro de Criação, Fusão e Extinção de Autarquias Locais, para poder extinguir e fundir algumas freguesias cujas dimensões não justificam a sua existência. Das alterações à lei fará também parte a diferenciação de competências entre freguesias, respeitando também a questão da sua dimensão. Um dia, por cá, alguém vai ter de «pegar este touro»...

PURO PRAZER #209


HOWL'S MOVING CASTLE


Sábado e Domingo
15h00
CCCAH
(versão dobrada em português)

quinta-feira, fevereiro 9

PURO PRAZER #208


CHAPITRE XXI
VERTU VAUT MIEUX QUE SCIENCE

Moins de dogmes, moins de disputes; et moins de disputes, moins de malheurs: si cela n'est pas vrai, j'ai tort.
La religion est instituée pour nous rendre heureux dans cette vie et dans l'autre. Que faut-il pour être heureux dans la vie à venir? être juste.
Pour être heureux dans celle-ci, autant que le permet la misère de notre nature, que faut-il? être indulgent.
Ce serait le comble de la folie de prétendre amener tous les hommes à penser d'une manière uniforme sur la métaphysique. On pourrait beaucoup plus aisément subjuguer l'univers entier par les armes que subjuguer tous les esprits d'une seule ville.

(*) O Tratado sobre a Tolerância foi editado em português pela Antígona em 1999.

CHÁ QUENTE #159

Vai fazendo caminho no PSD/A a tese de que o novo cargo de Representante da República pode, por alguma indefinição do seu âmbito material e formal, representar para a Região motivos de preocupação. A ideia, nunca por mim subscrita mas, primeiramente, por muitos expendida, de que estávamos perante uma figura residual começa a esfumar-se. Aos apressados «especialistas» do Direito Regional sucederam-se as vozes avisadas e experientes. Primeiro o Dr. Reis Leite na sua crónica de domingo passado "não há dúvida que vai ser importante na revisão do Estatuto Político e Administrativo o que se vier a fixar em relação à nova figura do Representante da República e até é pena que se tenha arrastado tanto essa revisão, ao ponto de agora ocorrer a posse do primeiro ocupante do cargo sem que tais questões estejam clarificadas" agora o Dr. Mota Amaral "o cargo de Representante da República é de grande dignidade, o que, de resto, fica sublinhado pela relevância das actuais competências. Pode-se afirmar, de alguma forma, que o cargo subiu de grau de importância. Pode mesmo ser considerado, quase, como um vice-presidente da República". Não serão por isso de estranhar as declarações de Costa Neves na defesa da necessidade de uma definição "quanto antes" das competências daquela figura. Se é verdade que também defendo essa necessidade, estranho, contudo, a opção do líder do PSD/A em preferir trabalhar em Lisboa com Marques Mendes no sentido de clarificar estas competências, "através da apresentação de uma proposta de lei na Assembleia da República", do que trabalhar sobre ela na Região, e na Assembleia Legislativa, mais propriamente na comissão para a revisão do Estatuto Político-Administrativo. Curiosamente, ou talvez não, para quem tiver interesse, o meu próximo artigo, já no prelo do DI, vai abordar em cheio esta temática...

quarta-feira, fevereiro 8

CHÁ QUENTE #158


E quando o desespero
vier bater à tua porta
levanta-te, escreve uma mensagem simples
na parede:
ESTE HOMEM ESTÁ DESESPERADO

A seguir diz isto ao teu senhor, o sultão:
A tua cela não é mais estreita que a sua sepultura,
nem mais duradoura que a sua vida.
Há-de chegar o dia em que a terra
também há-de acolher o seu cadáver
,
primeiro os pés
com o esquecimento a acompanhar o funeral.

Faraj Birqdar(*), In A palavra Interdita (selecção de poemas). Ed. Campo das Letras, 2001

(*)Faraj Birqdar é um poeta sírio condenado a 15 anos de prisão por participar num grupo político anti-violência.

CHÁ COM TORRADAS #111

Para o mais distraídos convém realçar que os Srs. Deputados Regionais do PSD/A, 450 dias após a tomada de posse, apresentaram o seu primeiro Projecto de DLR. Mais se lembra que a feitura deste Projecto foi anunciada350 dias. Temos Oposição! Obrigado pela V. atenção.

terça-feira, fevereiro 7

CHÁ QUENTE #157

ATENÇÃO

É só para esclarecer que
este Sr. não fala em meu nome!®

Peço desculpa pelo incómodo, a programação segue dentro de momentos...

PURO PRAZER #207


Le voyage dans la lune, Georges Méliès

Já nos anos trinta, o Avô ainda usava monóculo. Uma pequena chapa de vidro, côncava, que ficava presa à pálpebra, quase com sobranceria, e através da qual o Avô via o mundo, as gentes e as prateleiras de sua biblioteca. Haveria decerto uma pequena deformação de base nesse ver, pois não seria o mesmo ver com a curvatura da córnea ou ver com a curvatura suplementar da lente. Um dia, o Avô viu o caos...

Contos da Imagem, Fiama Hasse Pais Brandão. Ed. Assírio & Alvim, 2005.

segunda-feira, fevereiro 6

CHÁ QUENTE #156


"...olhe para o mar como um «hipercluster», à volta do qual se desenvolvem actividades científicas (porque não fazer de Portugal o centro europeu de investigação das ciências marítimas?), industriais (desenvolvimento da aquacultura -25% do pescado consumido no mundo vem por esta via e chagará aos 50% em 20 anos -, aproveitamento da energia da ondas, desenvolvimento científico e tecnológico da exploração da biodiversidade marinha e dos recursos do fundo do mar para utilização na cosmética e na indústria farmacêutica) e turísticas (80% do nosso turismo beneficia da proximidade do mar)..."

O mar é o nosso petróleo, a nossa Nokia, Nicolau Santos. Expresso 4 Fevereiro 2006.

É d'HOMEM #78

"...O caso é sério e não sei se ainda vamos a tempo de decidir se não será melhor optarmos pelo integracionismo total e deixarmo-nos dessas fantasias de autonomia, da «livre administração dos Açores pelos açorianos», da Assembleia Legislativa, do Executivo e de tantas outras «tretas» com que nos vão alimentando resquícios de um «ego», que outrora foi nobre, apesar de manchado na sua mais pura essência..."

Sinais tristes do povo alegre, Jorge Nascimento Cabral. Factos Magazine, Fevereiro 2006

(já é o terceiro artigo no espaço de uma semana, sinais de uma 3.ª geração autonómica em crise?)

CHÁ QUENTE #155


...e quando é que os pontadelgadenses deixam de falar à boca pequena e passam à acção fazendo uma petição à Câmara e à Assembleia Municipal?

sábado, fevereiro 4

CHÁ QUENTE #154

O Sr. Neves foi à Madre de Deus manifestar "o apreço pela acção positiva de Laborinho Lúcio na região". No entanto, aproveitou para defender que o representante da República no arquipélago, que vai substituir o cargo de ministro da República, deve ser uma personalidade independente dos partidos políticos. O nomeado para o cargo deve ter um perfil que permita visibilidade e equidistância em relação aos poderes vigentes, para exercer uma magistratura de influência e fazer "respirar a democracia" na região. Mais acresceu que a escolha do representante da República nos Açores deve ter em conta o seu perfil, "independentemente de ser ou não açoriano".
Ora, sabendo que o PSD/A defendeu que a Madre de Deus devia ser ocupada por um açoriano, que grande parte dos dirigentes sociais-democratas açorianos defendem a extinção do cargo, e nada disso se ouviu, que os anteriores inquilinos da Madre de Deus não tinham, que se conheça, filiação partidária, que Cavaco Silva apresentou-se com uma candidatura supra-partidária, que Laborinho Lúcio, tal como Sampaio da Nóvoa, é apontado por todos como tendo exercido um magistratura exemplar, resta-nos concluir que a visita do Sr. Neves apenas serviu para dizer que não considera o Dr. Mota Amaral e o Dr. Reis leite como tendo perfil para o cargo...parricídio?

CHÁ DAS CINCO #98

El Estatut del 'salto adelante':
Un "salto adelante". Así es como ha definido CiU el Estatuto de Cataluña pactado entre los partidos catalanes (excepto el PP) y el Gobierno tras cuatro meses de negociación. Supone un "cambio en el sistema de financiación" con la puerta abierta a una Administración Tributaria propia y a la redacaudación de impuestos. Además, reconoce en el preámbulo que Cataluña es una nación, matizando que es la denominación que se atribuye la mayoría del Parlamento catalán.
El Gobierno negociará ante la Unión Europea la posibilidad de ceder a las Comunidades Autónomas capacidad normativa en impuestos como el IVA o los Especiales de Fabricación, ambos en su fase minorista, tal y como recoge el acuerdo entre el Ejecutivo y CiU sobre el Estatuto de Cataluña. Hacienda propone recargos autonómicos sobre IVA, hidrocarburos y electricidad. El catastro será gestionado por un organismo mixto con participación de los ayuntamientos. "Este modelo de financiación es federal"?

sexta-feira, fevereiro 3

CHÁ DAS CINCO #97

Há quem considere que o simples movimento para a ocupação do espaço vazio, é um dado a valorizar. Mais vale um passo do que nenhum passo. Há quem considere que essa valorização deve depender de outras premissas, tais sejam: o espaço a ocupar, o agente e a forma da ocupação. Um passo no vazio, pode resultar num passo atrás ... (continua)

quinta-feira, fevereiro 2

CHÁ QUENTE #153

Desculpem lá, mas a culpa é do Francisco, do Alexandre e do Guillermo Forchino:
Registam-se preocupações crescentes sobre o estado do ambiente urbano europeu.Os desafios ambientais que defrontam as cidades têm consequências significativas para a saúde humana, a qualidade de vida dos cidadãos urbanos e o desempenho económico das próprias cidades. A Comissão Europeia efectuou a sua análise dos desafios que defrontam as zonas urbanas e sugere a adopção de acções em quatro domínios prioritários (gestão urbana, transportes sustentáveis, construção e concepção urbana, nomeadamente com integração de boas práticas, e eventual estabelecimento de obrigações pela UE para a adopção de planos a nível local).
A finalizar, alguns belos exemplos do que não andamos a aprender:
Green City Denmark is on a commercial basis Denmark’s national and international showcase for energy and environmental solutions. Green City Denmark is organized as a limited liability company with more than 250 shareholders - companies, municipalities, counties, and institutions etc. from all over Denmark and we have an international network of co-operation partners both within the public and private sectors. The main purpose is to market Danish expertise within the field of environmentally sound production and sustainable solutions.
Two major factors strengthened the willingness of the urban area to develop a large scale policy of non polluting fleet: the need for necessary enhancing bus image among local population, as pools showed that it had been left aside in comparison with the modern tram, implemented in 1985. And the necessity to encourage alternative fuels while being in a position to diversify energy sources.The objective is that by the end of 2005, public transport service will be assured by non-polluting vehicles representing 70% of provided kilometres and transporting 90% customers.
CIVITAS is co-ordinated by cities: it is a programme “of cities for cities”
Cities are in the heart of local public private partnerships
Political commitment is a basic requirement
Cities are living ‘Laboratories’ for learning and evaluating

PURO PRAZER #206


Dicionário do Cinema Português (1989-2003)
Jorge Leitão Ramos

Aqui se encontram repertoriados, para o período 1989-2003, a totalidade dos filmes de longa-metragem de ficção, bem como as principais curtas e médias-metragens, quer as produzidas para cinema quer para televisão.

CHÁ COM TORRADAS #110

Mais do que oferecer quartos de hotel, com serviço de bar e restaurante, os agentes turísticos devem ser capazes de proporcionar autênticos estilos de vida. A ASTA vai proporcionar serviços no Furnas SPA Hotel que assentarão em três vertentes distintas: lazer, associado ao turismo tradicional; saúde, associado às termas; e bem-estar, associado à disponibilização de uma série de serviços de spa. Pequenas notícias com muito conteúdo, para quem as quiser, e souber, ler...

quarta-feira, fevereiro 1

CHÁ DAS CINCO #96

A tese da ocupação dos espaços em branco continua a ter seguidores na política regional. Para esses importa marcar presença, mesmo que isso possa, muitas vezes, implicar mais conspiração e menos transpiração... (Continua)

terça-feira, janeiro 31

CHÁ QUENTE #152

Eu pensei que para promover uma comissão de inquérito era preciso algo mais concreto do que «informações e rumores», mas já não digo nada...

É d'HOMEM #77

“… não é só o agora Presidente – eleito que desrespeitou a autonomia. Nós próprios desrespeitamo-la quando hasteamos a nossa bandeira de “pernas para o ar”. Nós próprios desrespeitamos a autonomia quando “alinhamos” em greves por solidariedade com questões que só aos portugueses dizem respeito; nós próprios desrespeitamos a autonomia quando desconhecemos o nosso hino; nós próprios desrespeitamos a autonomia quando deixamos que empresas do exterior invadam a nossa terra, levando daqui não só os lucros (que bem poderiam ser nossos) como também os impostos que elas, “consolidadamente”, contabilizam como um todo; nós desrespeitamos a autonomia quando deixamos passar em branco pequenas “gaffes” que aos poucos nos vão transformado num bando de carneiros que aceita tudo o que os “donos” disponibilizam.
Para quando a vacina contra esta “morrinha”? (…) Infelizmente os açorianos em geral e os micaelenses em particular no que toca a reivindicação autonómica estão cada vez mais amorfos. Sem chama e indignos do legado deixado pelos nossos antepassados.
Somos nós próprios que desrespeitamos a autonomia! Cambada!!”


Respeitar a Autonomia, Carlos Resendes Cabral, Correio dos Açores 29 de Janeiro de 2006

“Discordamos em absoluto daqueles que dizem que é preciso fazer aquilo que chamam de pedagogia da Autonomia. Apenas por uma razão. Os açorianos não vivem para a Autonomia. É a Autonomia que vive para servir os Açorianos. O que se passa neste momento é que a actual geração não sabe o que eram as ilhas antes de terem autonomia. Não sabe o que era não haver portos e aeroportos, nem escolas, nem hospitais dignos desse nome. Não sabe o que era passar semanas de isolamento, com tudo, até o pão a faltar e não sabe o que tiveram de lutar muitos açorianos para ultrapassar todo este estado de coisas, nos tempos em que ser político não era sinal de enriquecer repentinamente.
Por isso mesmo, e com a barriga cheia de coisas dadas, subsídios para todos os que se sabem mexer, Europa a pagar o que temos e a servir de desculpa para a identidade que perdemos, que pedagogia querem que se faça? (…) A pergunta que deve ficar no ar é se realmente o povo está farto dos partidos ou dos partidos que temos. E os Açores? Fartos de Autonomia ou à espera de outra Autonomia?”

Estaremos todos fartos? Santos Narciso, Atlântico Expresso 30 de Janeiro 2006

CHÁ QUENTE #151

Cavaco vai nomear novos ministros para a Madeira e Açores. A notícia é avançada na edição do Público, que recorda que os actuais representantes, Laborinho Lúcio e Monteiro Diniz, cessam funções com o termo do mandato de Jorge Sampaio. Segundo o Diário Digital, nos Açores, entre os potenciais sucessores de Laborinho Lúcio, figuram os dois primeiros presidentes do parlamento açoriano, o jurista Álvaro Monjardino (ministro adjunto no governo de Mota Pinto) e o historiador Reis Leite. Entretanto, ao Jornaldiário Reis Leite desmente a notícia, dizendo que «ninguém o convidou para ser o novo Representante da República para os Açores». Para rematar, o Jornaldiário avança que outro dos nomes bastante ventilado para o cargo é o de João Bosco Mota Amaral. Resta saber quem ventilou e com que intenção, não tenho Cavaco Silva por irresponsável, mas aquela Comissão de Honra e aquele aplauso sentido na primeira fila...

segunda-feira, janeiro 30

PURO PRAZER #205


...
Pretidão de Amor,
tão doce a figura,
que a neve lhe jura
que trocara a cor.
Leda mansidão
que o siso acompanha:
bem parece estranha,
mas bárbara não.

...

Endechas a Bárbara escrava, Luís de Camões

domingo, janeiro 29

POST(AL) AUTONÓMICO #24

Insígnia Autonómica de Valor
(Placa)
Foi, finalmente, regulamentado o Decreto Legislativo Regional n.º 36/2002/A, 28 de Novembro, que estabelece o regime das Insígnias Honoríficas Açorianas. Desta iniciativa, como bem lembra o preâmbulo, a autonomia é a sua raiz, a Açorianidade a sua seiva. Se é verdade que a «nossa» Assembleia tem muito por onde versar também não escondo a minha satisfação por assim se ter reforçado a simbologia autonómica. Valeu a pena a espera como podem constatar pelo exemplar supra e pelos restantes disponíveis no Da Autonomia. A atribuição das insígnias terá lugar no dia da Região, em sessão solene presidida pelos Presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regional. Para garantir que não haja uma instrumentalização ou banalização na sua atribuição as insígnias são atribuídas mediante deliberação do Plenário da Assembleia que conte com os votos favoráveis de dois terços dos deputados em efectividade de funções.

PS. Nas profícuas 13 horas em que o Parlamento Regional esteve reunido, dois outros momentos são de destacar. O Projecto de Decreto Legislativo apresentado pelo PS/A que visa criar a Reserva Natural Regional da Dorsal Médio-Atlântica dos Açores, e a entrega pelo PSD/A, na Comissão competente, da sua Carta de Princípios para a Revisão do Estatuto (não estando disponível o documento deixo o comunicado), este assunto merecerá, como é natural, comentário autónomo.

CHÁ COM TORRADAS #109

Confesso que a recorrente, e histórica, angústia sobre a pista e os aviões na Base das Lajes indispõe-me quase tanto como a tese maquiavélica do controlo micaelense sobre os destinos económicos da Terceira. Como não sou, nem pretendo ser, um especialista em geoestratégia vou colocar as coisas no campo do senso comum...

Senso Comum, a ler no Diário Insular ou n' O Bule do Chá

sexta-feira, janeiro 27

PURO PRAZER #204


W. A. MOZART
COMPLETE WORKS
* 170 CD SET *

(Não é para todos!)

CHÁ DAS CINCO #95

Movimento de cidadania é:
Manter a juventude afastada do álcool durante as Sanjoaninas é o lema do grupo de pais da ilha Terceira que está a mover uma acção de sensibilização junto das populações para evitar o consumo de álcool durante as maiores festividades populares que concentram, ao longo de dez dias, milhares de pessoas em torno de pontos de venda de bebidas alcoólicas. Esta iniciativa merece aplauso, e tenho a esperança que seja o início de um movimento de responsabilização colectiva que contagie as entidades oficiais, e as associações, que organizam a vergonhosa panóplia de festividades na nossa Região. Aguardo com interesse a posição dos pontadelgadenses às «noites de verão» do Campo de São Francisco...

CHÁ COM TORRADAS #108


?Intervenção Divina?

"Claro que, por princípio, as eleições são boas, e no caso em concreto até já foram validadas. Mas o que fazer quando ganham os maus?"
George W. Bush, sobre a vitória do Hamas nas eleições palestinianas

quinta-feira, janeiro 26

PURO PRAZER #203


Golconde, Magritte

Três sonhos:
1.º Sonho de Calvino
Do alto de mais de trinta andares, alguém atira da janela abaixo os sapatos de Calvino e a sua gravata. Calvino não tem tempo para pensar, está atrasado, atira-se também da janela, como que em perseguição. Ainda no ar alcança os sapatos. Primeiro, o direito: calça-o; depois, o esquerdo. No ar, enquanto cai, tenta encontrar a melhor posição para apertar os atacadores. Com o sapato esquerdo falha uma vez, mas volta a repetir, e consegue. Olha para baixo, já se vê o chão. Antes, porém, a gravata; Calvino está de cabeça para baixo e com um puxão brusco a sua mão direita apanha-a no ar e, depois, com os seus dedos apressados, mas certeiros, dá as voltas necessárias para o nó: a gravata está posta. Os sapatos, olha de novo para eles: os atacadores bem apertados; dá o último jeito no nó da gravata, bem a tempo, é o momento: chega ao chão, impecável.

O Senhor Calvino, Gonçalo M. Tavares. Ed. Caminho, 2005.

quarta-feira, janeiro 25

CHÁ QUENTE #150


Odalisque, Delacroix

O governo autonómico da Catalunha anunciou hoje que está a finalizar uma nova lei de regulamentação dos serviços sexuais, que aposta na penalização de prostituição de rua e protege tanto as trabalhadoras, como clientes de bordéis. As novas regras, em vigor a partir de esta semana, proíbem ainda o consumo de álcool na rua - uma prática bastante comum nas cidades espanholas, particularmente entre jovens -, com multas de entre 30 e 1.500 euros e a possibilidade de responsabilização dos pais dos menores que violem a norma. Fazer necessidades fisiológicas na rua custará entre 300 e 1.500 euros. Coisas de gente atrasada, certamente...

segunda-feira, janeiro 23

CHÁ COM TORRADAS #107

55% DE ABSTENÇÃO
Entra pelos olhos dentro que os Açores estão consecutivamente a ter as maiores taxas de abstenção do país. Mais se consegue dizer que a taxa incide sobretudo nos mais jovens. Hoje no café da manhã ouvi «só se viam velhos a votar onde estavam os jovens?». A tese do «merecíamos políticos melhores», que continuo a não subscrever, é indício de uma desresponsabilização colectiva. Urge uma atitude pedagógica para mudança. O parlamento regional deve tomar a seu cargo esta missão, e todos nós devemos apoiá-lo, já!Façam uma comissão eventual, façam um relatório conjunto com propostas, mandatem uma entidade independente para andar pelas ilhas, promovam o recenseamento eleitoral, limpem os cadernos...FAÇAMOS TODOS ALGUMA COISA, POR FAVOR!

domingo, janeiro 22

CHÁ QUENTE #149

21h45m. O país escuta as palavras do seu novo Presidente e encerra a longa maratona de eleições em que se viu embrulhado desde a fatídica noite de Dezembro de 2001. Estará restabelecida a normalidade democrática? Esperemos que sim. Parabéns aos vencedores, honra aos vencidos. Três desejos me ficam:
a) Uma necessária estabilidade política para que o país siga no rumo das indispensáveis reformas;
b) Um esforço sério no reforço do relacionamento institucional entre as Autonomias, os Açores em particular, e a Presidência da República;
c) Que aqueles que, realmente, acreditam que a democracia encerra valores que não se esgotam nas estruturas partidárias dêem, na nossa vivência diária colectiva, dimensão efectiva aos movimentos de cidadania.

P.S. Não ficando Laborinho Lúcio no cargo de Representante da República para os Açores, e faço fé que, pela sua inegável dimensão, seja o próximo Procurador-Geral da República, façamos todos lobby para que o próximo inquilino da Madre de Deus seja Açoriano. Aceitam-se sugestões supra-partidárias!

PURO PRAZER #202

(ver-te melhor)

sexta-feira, janeiro 20

CHÁ QUENTE #148

Lei Eleitoral para a Presidência da República

Artigo 10.º
Critério da eleição
1. Será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco.
2. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número de votos, proceder-se-á a segundo sufrágio, ao qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados que não tenham retirado a sua candidatura.

Votem domingo dia 22.
À noite cá estaremos para aceitar a vontade do soberano povo!

CHÁ DAS CINCO #94

Ontem, o Presidente francês declarou que a França reserva-se o direito de responder de forma "não convencional", nomeadamente nuclear, aos "dirigentes de Estados que usem meios terroristas" contra o seu país. Chirac referiu que "os dirigentes de Estados que usem meios terroristas contra a França devem compreender que ficarão expostos a uma resposta firme e adequada", "essa resposta pode ser convencional", mas "pode ser também de outra natureza". Os abastecimentos estratégicos passam a ser, em caso de ataque, considerados "interesses vitais" que justificam o recurso à dissuasão nuclear...

(Enquanto isso, nós contamos os trocos...)

quinta-feira, janeiro 19

CHÁ QUENTE #147

Fezada I :
Os portugueses já apostaram mais de mil milhões de euros desde que o Euromilhões apareceu, o que dá uma média de 26 milhões de euros por semana. Um fenómeno num país pobre e em crise mas que pode ter uma explicação sociológica. Segundo Villaverde Cabral aqui não há vício, há desespero de resolver todos os problemas da vida, sem trabalho, sem esforço, sem criatividade. Há uma regressão social no sentido em que as pessoas voltaram a adoptar atitudes do passado, antigas, como esta: a sorte. A crença na «fezada» está relacionada com a pobreza. E por 125milhões de euros este «pobre» blogger também se tornou crente. Queiram desculpar-me esta fraqueza...

CHÁ COM TORRADAS #106

"A eleição do professor Cavaco Silva pode dar um contributo para relançar a confiança, a motivação e a esperança e isto vale também para os Açores", d efendeu Carlos Costa Neves, após um encontro com a mandatária regional da candid atura do ex-primeiro-ministro.
Costa Neves disse que tem a convicção que Cavaco Silva será eleito à pr imeira volta e defendeu que o candidato foi o melhor primeiro-ministro dos últim os trinta anos em Portugal.
Após o encontro em Ponta Delgada, a mandatária regional, Maria do Céu Patrão Neves, disse que o apoio do PSD/Açores tem sido "precioso" para "dar uma m aior dinâmica e visibilidade à candidatura" de Cavaco Silva."

(Esta notícia tem como título: «Líder do PSD/Açores apela a "ampla" participação nas eleições presidenciais» mas também não lhe assentaria mal «Conto das tristes figuras ou de como pulverizar um doutoramento em Ética em 2 linhas». Tempo de sombras...)

quarta-feira, janeiro 18

PURO PRAZER #201


Os Bêbados, José Malhoa

O Essencial
Depois de um prolongado silêncio, o senhor Henri disse: hoje vou entrar e sair sem proferir uma única palavra.
... a partir de hoje vou reduzir o meu discurso ao essencial, visto notar que neste estabelecimento não dão o devido valor às minhas dissertações enciclopédicas.
... a partir de hoje só abrirei a boca para pedir mais absinto, e sobre o resto ninguém me ouvirá mais nada, porque, no fundo, vossas excelências são um conjunto de bêbados.
... a partir de hoje só mesmo o essencial.
... e de informações fico-me por esta.
... mais um copo de absinto, excelência - disse o senhor Henri.

O Senhor Henri, Gonçalo M. Tavares. Ed. Caminho, 2003.

É d'HOMEM #76

"...será que a Terceira tem capacidade para ser um destino turístico? Será que essa eventual aptidão é capaz de se tornar um dos motores de desenvolvimento da Ilha? Até agora parece que não e a culpa não é de quem nos procura..."

O que é que a Terceira quer do Turismo? Tomás Dentinho

terça-feira, janeiro 17

CHÁ QUENTE #147

Podia ler-se no Público de ontem que os níveis de desigualdade em Portugal conheceram, na última década, uma evolução contraditória. Em 1995 (fim do consulado de Cavaco Silva), a relação de repartição de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres era de 7,4 vezes mais a favor daqueles e foi caindo até 2000 (com as políticas de António Guterres), situando-se nesse ano em 6,4 vezes mais. Entre 2001 e 2003 a desigualdade voltou a disparar, recolocando-se a fasquia no nível de 1995. Portugal é no índice de Gini (relativo à desigualdade na repartição da pobreza) o 59.º entre 124 países. Somos os mais desiguais da Europa, mas também os últimos em matéria de abandono escolar e no índice de pobreza persistente e os antepenúltimos no índice de crianças pobres. O número de portugueses a viver com menos de 350 euros por mês ronda os dois milhões. Num país assim as estratégias para o ataque à pobreza ainda dividem os «especialistas» que teimam em vender teses milagrosas. Há quem rejeite liminarmente a teoria segundo a qual não se pode atenuar a desigualdade sem primeiro conseguir o crescimento, defendendo que se a própria política económica não integrar já aspectos que reduzam a desigualdade, não é depois que esta será reduzida. A tese é que a verdadeira desigualdade tem origem antes da redistribuição, primeiro na repartição da riqueza e depois na repartição primária do rendimento que resulta da actividade económica. Esta é uma crítica ferrenha àqueles outros que colocam toda a ênfase nas políticas de redistribuição (através do fisco, de medidas de apoio social e da segurança social). Tudo isto parece muito apresentável mas depois, para aqueles que lêem ou conhecem mais um pouco do mundo, cedo se percebe que a solução passa por tudo menos por uma posição maniqueísta. Vejamos os exemplos nórdicos que conciliam alta competitividade económica com baixa desigualdade e altos níveis de protecção social. A grande diferença é que as culturas desses países, que se reflectem na sua economia, integram a solidariedade e a preocupação pela igualdade na raiz. Os governantes e os empresários integram essa cultura. Ora nós por cá continuamos a esquecer, ou a não perceber, que essa mais valia cultural já a temos, e que se chama Espírito Santo, cujas raízes remontam ao século XIV. Se calhar é isso que nos falta para um futuro melhor, olhar para trás, perceber os fundamentos dessa mensagem e explicá-la aos nosso filhos e netos para que esses, sim, possam viver o mundo novo. Para mim a solidariedade e a igualdade não são questões místicas mas de cultura. Da cultura do século XXI.

segunda-feira, janeiro 16

É d'HOMEM #75

Diário Insular (DI)Se for Presidente da República, em que lugar, na sua hierarquia de prioridades e interesses, porá a questão das regiões autónomas?
Manuel Alegre (MA)
– Já disse que se for Presidente da República serei um provedor da Democracia, garantirei o funcionamento do sistema democrático e dos órgãos de soberania na interdependência dos seus poderes, mas serei também um provedor das Autonomias, na medida em que procurarei assegurar o diálogo institucional entre os governos regionais e o governo da República. Sou um deputado constituinte, sou um dos fundadores do regime tal como ele hoje existe e também das autonomias, que considero uma das mais importantes transformações democráticas do País. Não vejo as autonomias como um elemento de ruptura, mas como um factor de uma maior coesão nacional e como um novo elemento de integridade do conceito de soberania nacional. E como expressei ao meu amigo Carlos César, assim como a Democracia é susceptível de aperfeiçoamento, também a Autonomia pode ser susceptível de aperfeiçoamentos, no quadro do regime democrático constitucional e no quadro da Democracia.
DI – Qual é, para si, o limite dessa Autonomia?
MA –
Não podemos prever as coisas para além do limite das nossas vidas e de certas circunstâncias. Uma coisa é a Autonomia, outra coisa são objectivos que ultrapassem a Autonomia. Sou um partidário da Autonomia no todo nacional. Aliás, avançou-se bastante nessa matéria na última revisão constitucional. Admito que determinados aspectos possam ser aperfeiçoados. Eu próprio defendi que, no caso de ser Presidente da República, não me repugna nada – sem pôr em causa as personalidades que actualmente ocupam o cargo – que o Ministro da República, numa fase transitória, possa ser uma personalidade local…
(…)
DI – Mas a si, pessoalmente, faz-lhe confusão o desaparecimento dessa figura?
MA – Pessoalmente não me faz confusão que ela desapareça. Acho que a Autonomia está suficientemente madura… embora tenha de haver um período transitório em que essa figura se mantenha. E nesse período, seria interessante que esse cargo fosse ocupado por uma figura açoriana…
(…)
DI – A Região Autónoma dos Açores tem vários laços com o exterior, por via de acordos internacionais. Admitira que a Região tivesse oportunidade de negociar, como sujeito e não como parte da delegação portuguesa, a algum nível, por exemplo, contrapartidas específicas resultantes desses laços?
MA – Eu sou uma pessoa franca e frontal nessa matéria. Não concordo com essa possibilidade. A Região deve ser ouvida, deve colaborar na definição desses relacionamentos, mas a Política Externa deve ser exercida pelo Governo da República.
DI – Relativamente aos movimentos das Regiões. Como sabe, há regiões de vários países que se querem entender com outras regiões. Acha que é legítimo esse entendimento?
MA – Sim, claro. Existem afinidades entre essas parcelas e essas devem ser potenciadas. Isso acontece no Continente entre regiões fronteiriças portuguesas e espanholas.
DI – No passado, houve um acordo entre o Estado e a Região no sentido de os Açores terem relações privilegiadas, mesmo em nome do Estado, com Estados insulares de língua portuguesa, casos de São Tomé e Cabo Verde. Parece-lhe que é desejável apostar nesses relacionamentos?
MA – As relações entre Estados são da competência do Governo da República. Contudo, isso não invalida que, ao nível da sociedade civil, existam acordos de cooperação, e mesmo ao nível dos próprios governos regionais. Agora, isso não pode pôr em causa o essencial, que é o facto de a Política Externa de Portugal ser exercida pelo Governo da República e quem representa o Estado é o Presidente da República.
(…)
DI – Temos a noção que o arquipélago não beneficia adequadamente dos acordos internacionais onde é tido em conta. Concorda?
MA – Não. Por exemplo, nós tivemos um resultado satisfatório nas negociações comunitárias das perspectivas comunitárias da União Europeia. Houve um reforço anual de 500 milhões de euros. E uma das especificidades desse montante é a possibilidade de ser aproveitado para o ordenamento do território. Ora, uma das vertentes do ordenamento do território é combater as assimetrias e a desertificação. Isso passa pela parte continental, onde se assiste ao êxodo das populações e passa também pelas assimetrias que se verificam, por exemplo, nas regiões autónomas. Penso que o Governo Regional deve reivindicar uma boa fatia desses montantes.
DI – Mas quanto ao Acordo das Lajes, o arquipélago deixou, pura e simplesmente, de beneficiar. Acha isso admissível?
MA – Acho que, nessa matéria, o Governo Regional tem toda a legitimidade para exigir contrapartidas pela presença norte-americana nas Lajes. A Base está em território regional e não em outro qualquer lugar…
DI – E os Açores garantem a Portugal uma voz diferente no contexto internacional…
MA – Com certeza. Embora a Base não tenha hoje a importância estratégica que teve noutras circunstâncias. Tem outra importância. Mas independentemente disso, a Região deve beneficiar desse facto e o Governo Regional tem toda a legitimidade para exigir contrapartidas nesse âmbito, que pode usar para combater as assimetrias internas.

(Se a um bom entrevistado juntares boas perguntas, recebes em troca uma boa entrevista. Ainda que não concorde com Manuel Alegre em algumas das suas posições fechadas sempre é saudável ler declarações claras sobre assuntos da nossa vida...)

domingo, janeiro 15

CHÁ DAS CINCO #93

Acompanhando o registo da mensagem de Ano Novo do Senhor Ministro da República (a meu ver a única possível figura do ano na Região), posso considerar que a acção responsável de uma quarta geração autonómica (nada e criada no regime democrático autonómico), que não quer ser apelidada de abúlica nem iníqua, deve revelar-se na sua contribuição para, no quadro de estabilidade política regional nos anos 2006 e 2007, assegurar a transversalidade dos princípios éticos e democráticos nas políticas públicas estruturantes para a nossa vivência. Consciente que os horizontes públicos não podem descurar os vários instrumentos de horizontal e vertical accountability no cabal acompanhamento de uma agenda global contemporânea, onde despontam, com renovada acuidade, uma nova ética democrática face a novos interesses globais e não sufragados, uma ética económica que sobrepõe o interesse colectivo ao lucro imediato, uma ética ambiental face à escassez dos recursos, uma nova ética social face ao envelhecimento populacional e às novas formas de exclusão, de procriação e convivência, sem dificuldade, consigo determinar como acções prioritárias para os anos vindouros:...

Agenda 2006-2007, no Diário Insular de hoje. Reproduzido n'O Bule do Chá.

sábado, janeiro 14

CHÁ QUENTE #146


Le cri du peuple, Jacques Tardi

"...Aposto que nem o próprio Cavaco quer tanta passividade e fadunchice. Mas nós temos um talento gigantesco para nos pormos a jeito, dobradinhos, na posição prostrada que julgamos ser a desejada por quem queremos - e pedimos - que mande em nós. Atiramo-nos aos pés dele pensando que ele quer salvar a pátria mas o mais natural é só querer uma bica..."

Quanto mais uma pessoa se abaixa mais se lhe vê o cu, Miguel Esteves Cardoso. Revista Única, Expresso de 14 de Janeiro.

CHÁ DAS CINCO #92


O Caso Mena
Tal como estaba anunciado, el Consejo de Ministros decidió ayer la destitución del teniente general José Mena Aguado tras su extemporáneo y equivocado discurso sobre una eventual intervención de las fuerzas armadas en el supuesto de que la reforma del Estatut de Catalunya sobrepasase los límites de la Constitución.
Conductas como la de Mena sirven, además, para exacerbar sentimientos nacionalistas, para que emerjan las letanías de victimismo autonómico o para que algunos líderes del PNV comparen ETA y el Ejército al rechazar "tutelas" en el País Vasco y pidan la abrogación del artículo 8 de la Constitución, que otorga a las Fuerzas Armadas la misión de "garantizar la soberanía e independencia de España, defender su integridad territorial y el ordenamiento constitucional". Puede resultar discutible la redacción de ese artículo y el hecho de que forme parte del núcleo constitucional especialmente protegido, pero las Constituciones son hijas de su tiempo y muchos creyeron en 1978 que era una forma de rebajar los temores ante el nuevo Estado autonómico. En todo caso, el texto constitucional no plantea ninguna duda sobre el sometimiento de los Ejércitos al poder civil que emana de la soberanía popular.

(E nós por cá? Tudo bem...)

sexta-feira, janeiro 13

CHÁ QUENTE #145


“Há décadas que os turistas gastam milhares de dólares para poderem fazer surf, mergulhar e nadar nas águas cristalinas do Havai. Agora, podem também bebê-las, sob a marca Mahalo. Consequência inesperada de uma experiência municipal no domínio da electricidade subitamente interrompida, uma pequena empresa japonesa, a Koyo USA, extrai a água a mais de 600 metros de profundidade, dessaliniza-a, engarrafa-a e, depois, comercializa-a no Japão como a bebida mais pura e mais nutritiva existente na terra (…) Naturalmente, este sucesso suscita invejas. Quatro outras empresas estão na calha e esperam, como a Koyo, conquistar um lugar no mercado americano de água engarrafada, no valor de 8,3 mil milhões de dólares …”

Hawaii Finds New Exportable Resource: Ocean Water, via Courrier Internacional de 13 de Janeiro.

(Tudo a nosso favor, e no entanto...)

CHÁ DAS CINCO #91


Foto respigada ao Francisco Botelho

Descabelem-se, rebolem no chão, gritem Aqui d’El Rei, mas quero lá saber, pois esta é a minha opinião de sempre: Todas as competências sobre águas, na Região, devem ser regionalizadas. Todas! Defendo uma empresa regional das águas. Os números hoje avançados demonstram bem a negligência grosseira das nossas autarquias nesta matéria. Dos 20 municípios portugueses que têm a pior qualidade da água do país, sete são dos Açores: Calheta de S. Jorge, Nordeste, Lajes das Flores, Vila Franca do Campo, Horta, Santa Cruz das Flores e Povoação. Os dados indicam também, que há quatro autarquias que não entregaram as análises da água ao Instituto Regulador da Água e Resíduos. Andaram a fazer o quê? E depois não venham relativizar as dívidas das autarquias

quinta-feira, janeiro 12

PURO PRAZER #200


*Foto gentilmente cedida por Rui Coutinho

A primeira confraria do chá do país vai arrancar antes do Verão, na ilha de São Miguel, local onde existem as únicas fábricas e plantações da Europa, tendo a seu cargo a divulgação da vertente histórica, turística e etnográfica do chá no arquipélago.

(puro ar puro)

É d'HOMEM #74


"...é também ao nível político que Carlos Riley e Pedro Maurício Borges querem revolucionar, ao relançarem o debate sobre a linha férrea em São Miguel. A “árvore” do manifesto são as Câmaras actuais, entendidas como entidades separadas, que ordenam e constroem só a pensar em si; a “floresta” seria uma área metropolitana de Ponta Delgada e Ribeira Grande, gerida conjuntamente nos seus aspectos gerais de ordenamento, com vista a uma melhor qualidade de vida das populações. “Uma virtualidade que vemos nesta ideia é justamente ela poder servir como instrumento de planeamento e como instrumento regulador de uma política urbana que seja supra-autárquica, ou seja uma política que olhe para o centro da ilha de São Miguel já a uma escala metropolitana e não como um puzzle onde três concelhos se encaixam”, afirmou Carlos Riley ao Açoriano Oriental. O manifesto foi apresentado esta semana durante o lançamento da última edição da revista “:Ilhas”, dedicada precisamente à arquitectura..."

(Assim vamos lá!)