Pierre Boulez, Wagner - Der Ring des Nibelungen
La Venexiana, Monteverdi-Sesto Livro dos Madrigais
Miles Davis, Miles Electric
Nils Petter Molvaer, ER
Enrico Rava, Tati
(Cristalino! Sobre o que é da competência do Presidente da República não tem visão, sobre o que não lhe compete é um mar de poções e de vontades...)
(opacidade)
NOTAS:
1- Os silêncios de Mota Amaral e Victor Cruz falaram mais que todas as moções juntas.
2- Os sublinhados de Berta Cabral em como estará de pedra e cal na Câmara até 2009.
3- Os conluios de Costa Neves com a moção do Pico e da JSD/A só deram para chegar aos 54,8% dos delegados.
4- O grupo parlamentar passará a ter ainda mais galos para tão poucos poleiros.
Rodapé: quando é que os maiores partidos açorianos percebem que também há interesse em manter as respectivas páginas na internet actualizadas com os trabalhos dos congressos?
(estou francamente desanimado)
(entretanto o Sr. Engenheiro Paulo Ribeiro juntou-se à blogolândia!Votos de bons Posts!)
Nota: O que aconteceu ontem à noite na SIC foi um não momento televisivo e político. Se aqueles Srs. são jornalistas de topo e se os outros são os candidatos à Presidência da República melhor posicionados mais vale fechar as portas!Arre...
(Uma interessante entrevista com João Maria Mendes, um novo Mestre em Relações Internacionais, no Diário Insular).
Vitorino Nemésio
CABEÇA DE BOGA
"...Fazia um luar como dia, um luar mexido e sonoro da massa do mar. O quintal era grande, com couves tronchas e, ao fundo, um cedro das Bermudas. Conversámos para ali...: o Francisco da Segunda caía no banho de pranchada: comecei a teimar que o Tiàzé ia mais longe a nado; e o Abílio: que o Estoiro é que era o campeão de braçada e o que aguentava mais tempo debaixo de água e vinha à tona sem se cuspir. De saudade em saudade falámos de tudo: da Escola e das caneiras. O Abílio teve vontade de aliviar ("ir acima dos pés" - dizia-se lá na ilha). Para não perdermos conversa, arriou ali mesmo, numa cova ao pé do cedro.
- E sempre queres que eu seja teu compadre, Abílio?
Ele limpou-se a uma mancheia de folhas de erva-limão e disse-me com um ar mais murcho do que triste:
- A Lucinda deixou-me quando tive o suficiente ..."
(um projecto exemplar)

(Coerência é um passo decisivo no sentido da credibilidade. Os meus parabéns à JS/A na pessoa do seu jovem líder)
Diário Insular – Nos últimos anos, Angra tentou colocar-se no xadrez regional como capital da cultura. Foram criadas várias infra-estruturas no concelho para esse fim, mas, nos últimos tempos, a abertura de dois espaços culturais em Ponta Delgada parece ameaçar esse lugar. Como será possível consolidar esse posicionamento – com evidentes benefícios para o turismo – contrariando a tendência centralizadora de São Miguel?
José Pedro Cardoso – A nossa grande diferença em relação a Ponta Delgada é que enquanto lá se compra por catálogo, aqui não só trazemos eventos como criamos e construímos cultura. Fazemo-lo, primeiro, para nosso proveito e, segundo, entrando em parcerias com outros. Ou seja, quando, por exemplo, fazemos um Festival de Teatro, fazemo-lo com a convicção de que temos de dar espaço a quem cria dentro de portas. Isso é fundamental. Isto é, criamos contando com o nosso potencial interno e em parceria com o exterior, chamando nosso ao resultado final. As Sanjoaninas são outro exemplo dessa forma de fazer: 80 por cento da festa é feita com a prata da casa, sendo a restante parte oriunda do exterior, que vem enriquecer a nossa produção. No fundo, não nos limitamos a comprar, atravemo-nos a criar e a construir.
(...)
DI – Mas Angra perdeu ou não peso em relação a Ponta Delgada?
JPC – Acho que não. O poder de uma terra sobre outra expressa em coisas muito simples. Por exemplo, a cidade de Ponta Delgada, para aparecer nos meios de comunicação social, teve de copiar o que Angra fez. Copiar o que está bem feito não é pecado. Plagiar e transformar como se fosse uma bandeira própria não é crime punível por lei, mas desagrada-me ver. Sinto que esta cidade tem sido plagiada e que o reconhecimento recai sobre quem plagia e não sobre que cria. Mas Angra continua a ser uma cidade e um concelho onde as pessoas pensam mais, onde há maior troca de informação e de experiências. Isso permite que esta ilha seja mais rica, mais viva. Por tudo isso, julgo que a Terceira continua a dar cartas na Região em termos de saber dizer e de saber fazer.
(E quem fala assim não é gago...é terceirense!)
(...curiosamente o próximo artigo, já no prelo, é sobre finanças regionais...)
Em som de fundo "The Love Life of the Octopus".
Não sei porquê mas pareceu-me adequado!
(Com um Abraço de Muito Obrigado ao André)
(Com dedicatória aos Homens do :Ilhas. O nosso «fermento» blogosférico!Parabéns aos 5x2anos!)
(...será que a «Pátria do Poeta» não é a «minha Pátria»?)
(Entretanto, o Chá Verde ficou muito feliz por Portugal ter, finalmente, feito isto. Bom fim-de-semana)