"You know what's wrong with you, Miss whoever-you-are? You're chicken. You've got no guts. You're afraid to stick out your chin and say, 'Okay. Life's a fact. People do fall in love. People do belong to each other.' Because that's the only chance anybody's got for real happiness. You call yourself a free spirit, a wild thing, and you're terrified somebody's gonna stick you in a cage. Well Baby, you're already in that cage -- you built it yourself. And it's not bounded on the west by Tulip, Texas or on the east by Somaliland. It's wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself."
terça-feira, novembro 29
PURO PRAZER #184
"You know what's wrong with you, Miss whoever-you-are? You're chicken. You've got no guts. You're afraid to stick out your chin and say, 'Okay. Life's a fact. People do fall in love. People do belong to each other.' Because that's the only chance anybody's got for real happiness. You call yourself a free spirit, a wild thing, and you're terrified somebody's gonna stick you in a cage. Well Baby, you're already in that cage -- you built it yourself. And it's not bounded on the west by Tulip, Texas or on the east by Somaliland. It's wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself."
segunda-feira, novembro 28
POST(AL) AUTONÓMICO #22
30 anos atrás, Álvaro Monjardino
domingo, novembro 27
PURO PRAZER #183
Edward Muybridge
Der Knabe
O Rapaz
Ich möchte einer werden so wie die,
Eu queria ser um desses,
die durch die Nacht mit wilden Pferden fahren,
que atravessam a noite com cavalos selvagens,
mit Fackeln, die gleich aufgegangnen Haaren
com archotes que, como cabelos soltos,
in ihres Jagens großem Winde wehn.
velejam no vento forte do seu galope.
Vorn möcht ich stehen wie in einem Kahne,
Eu queria ir na frente como numa barca,
groß und wie eine Fahne aufgerollt.
grande e desfraldado como uma bandeira.
Dunkel, aber mit einem Helm von Gold,
Escuro, mas com um elmo de ouro,
der unruhig glänzt. Und hinter mir gereiht
de inquieto fulgor. E atrás de mim, alinhados,
zehn Männer aus derselben Dunkelheit
dez homens da mesma escuridão,
mit Helmen, die, wie meiner, unstät sind,
com elmos inconstantes, qual o meu,
bald klar wie Glas, bald dunkel, alt und blind.
ora claros como vidro, ora escuros, velhos, cegos.
Und einer steht bei mir und bläst uns Raum
E um está junto a mim e rasga-nos o espaço
mit der Trompete, welche blitzt und schreit,
com a trombeta, que passa refulgente,
und bläst uns eine schwarze Einsamkeit,
e que com o seu toque nos leva a uma negra solidão,
durch die wir rasen wie ein rascher Traum:
que cruzamos a galope como um sonho fugaz:
Die Häuser fallen hinter uns ins Knie,
à nossa passagem tombam as casas de joelhos,
die Gassen biegen sich uns schief entgegen,
as ruas curvam-se diante de nós,
die Plätze weichen aus: wir fassen sie,
abrem alas as praças: tomamo-las
und unsre Rosse rauschen wie ein Regen.
e os nossos corcéis ressoam como um aguaceiro.
Das Buch der Bilder (O livro das Imagens), Rainer Maria Rilke.
Tradução Maria João Costa Pereira.
Ed. Relógio D'Água, 2005.
CHÁ DAS CINCO #86
Dez razões para uma revisão estatutária.
Não entendo que tudo se resolve com e na Constituição. Pelo contrário, sendo a nossa Autonomia política, essa política também se faz de práticas. Daí entender que ao Estatuto cabe um papel de orientação, de clarificação, mas sobretudo, de potenciação da praxis autonómica. Guardei este artigo para alguns sublinhados e outras questões, que, parecendo menores, não deixam de merecer tratamento relevante. Peço-vos, pois, um último esforço para as seguintes dez prioridades:
1- As novas competências legislativas
2- A iniciativa legislativa popular
3- Os órgãos de governo próprio
4- O estatuto dos cargos políticos
5- As relações com a administração central
6- A projecção externa da Região
7- A nova filosofia financeira
8- A reforma da administração
9- A transferência de competências
10- O domínio público e privado da Região
(Desenvolvidas também no Diário Insular de hoje)
sábado, novembro 26
CHÁ QUENTE #129
Political leaders should worry about this because their ability to lead effectively is being seriously undermined. But when we withdraw our trust in leaders or opt out of elections, we make our democratic institutions less effective. So we should worry about this too, since we risk making ourselves ungovernable...
CHÁ QUENTE #128
Tendo diminuído a influência dos militantes na política e na selecção dos candidatos, a adesão plena perderá todo o interesse se meros «simpatizantes» desempenharem um papel equivalente? que novas motivações há que introduzir? Perante a procura de líderes que falem verdade e sejam conhecidos, qual é a dose aceitável de pluralismo entre os militantes e os dirigentes? A categoria mais importante talvez seja a dos partidários potenciais: alguns partidos desenvolvem grandes esforços para os fazer aparecer, listá-los e comunicar com eles (...)"
Open parties? A map of 21st century democracy, Paul Hidler ("Estão os Partidos políticos condenados a desaparecer?" na versão portuguesa do Courrier Internacional de 25 de Novembro)
sexta-feira, novembro 25
quinta-feira, novembro 24
CHÁ QUENTE #127
1.ª Imagem «imaculada»
2.ª Imagem «imaculada»
A poucos dias do congresso dos sociais-democratas, Berta Cabral procura apoiantes para a eleição de delegados, e procura também, afinar estratégias com Costa Neves, candidato assumido à liderança do partido. Natalino Viveiros diz tratar-se da preparação de uma liderança bicéfala para o PSD/Açores.
quarta-feira, novembro 23
É d'HOMEM #64
Deputado Bolieiro: ...relativamente ao aparelho para mamografias ...
Alguém na sala: Mamógrafo!
Deputado Bolieiro: Como?
Alguém na sala: Mamógrafo!
Deputado Bolieiro: Peço desculpa, não estou familiarizado com o aparelho mas sim com o objecto...
(Risada geral no Plenário)
PURO PRAZER #181
O poema é um exercício de dissidência, uma profissão de incredulidade na omnipotência do visível, do estável, do apreendido. O poema é uma forma de apostasia. Não há poema verdadeiro que não torne o sujeito um foragido. O poema obriga a pernoitar na solidão dos bosques, em campos nevados, por orlas intactas. Que outra verdade existe no mundo para lá daquela que não pertence a este mundo? O poema não busca o inexprimível: não há piedoso que, na agitação da sua piedade, não o procure. O poema devolve o inexprimível. O poema não alcança aquela pureza que fascina o mundo. O poema abraça precisamente aquela impureza que o mundo repudia.
A estrada branca, José Tolentino de Mendonça. Assírio & Alvim, 2005.
domingo, novembro 20
É d'HOMEM #63
João Maria Mendes – Não sei. Os decisores políticos é que tinham de pensar nisto, portanto a resposta a essa resposta terá de partir deles. Mas, pelo que analisei, atribuo esta situação, como outras, à falta da tal Comissão de Assuntos Internacionais que vigorava na Assembleia Regional, e que deixou de existir. Isto significa que há dois períodos da história da nossa Assembleia Regional que me parecem distintos: a primeira e a segunda legislatura, onde tudo se estava a construir e o próprio Governo regional pede um voto de confiança ao parlamento para participar nas negociações dos acordos internacionais, nomeadamente o da Base das Lajes, constituindo-se mais tarde a tal comissão específica; e um segundo momento, em que esta comissão deixa de existir e passa a ser integrada numa comissão de política geral. De facto, uma comissão de política geral dá para tudo e, talvez, não dê para nada. Porque depois falta tempo para estar atenta a todos os problemas. Acho que é aqui que radica a falha actual da não evolução destas matérias por parte dos poderes autonómicos portugueses. Porque houve uma concentração demasiada nos representantes do Governo regional em matéria de política externa, esquecendo-se sistematicamente do papel fundamental da Assembleia Regional.
(Uma interessante entrevista com João Maria Mendes, um novo Mestre em Relações Internacionais, no Diário Insular).
CHÁ QUENTE #126
JANELAS ALTAS (VIII), Para uma revisão Estatutária. Hoje no Diário Insular.
É d'HOMEM #62
Dionísio de Sousa, no Congresso do PS/Açores
sábado, novembro 19
CHÁ QUENTE #125
PURO PRAZER #180
“Eu poderia classificar de contraditórias as minhas relações com o mundo ou a sociedade. Apesar de todo o meu desejo de relações afectuosas com eles, não raro que nessas relações entrasse um frieza reflectida, uma tendência para a crítica, que me espantava. A título de exemplo citarei o pensamento que às vezes me ocupava quando na sala de jantar ou no vestíbulo, com a mão que segurava o guardanapo nas costas, ficava ocioso alguns instantes e observava a clientela do hotel tratada com delicadeza e mesmo adulada pelos fraques azuis. Era o pensamento da reversibilidade na troca. Trocando os fatos e os librés, a maior parte dos servidores podiam figurar de senhores; e alguns daqueles que com o cigarro nos lábios se estiraçavam nos cadeirões de vime podiam muito bem ser criados. Se a situação não estava invertida era por puro acaso – o acaso da fortuna. E isto porque a aristocracia do dinheiro é uma aristocracia de acaso, permutável.”
As Confissões de Félix Krull – Cavaleiro de Indústria, Thomas Mann. Ed. Relógio D’Água, 2003
quinta-feira, novembro 17
É d'HOMEM #61
"Vejo um Presidente da República como um grande educador",
(Pois eu também estou a ver o estilo...)
CHÁ DAS CINCO #85
Exm.º Senhor Director
Tendo lido o V. Editorial de hoje, dia 17 de Novembro, sob o título «O essencial e o acessório», e considerando que a preocupação de V. Ex.ª, com a sobreposição da Lei de Estabilidade Orçamental (LEO) à Lei de Finanças Regionais (LFR), demonstra que está ciente do que está, realmente, em causa para a Autonomia, prestando, por isso, um verdadeiro serviço público;
Venho, com a humildade que me é devida, colocar à disposição de V.Ex.ª, e do seu Jornal, dois documentos que penso não serem do V. conhecimento e que o ajudarão nas conclusões e no alerta.
De facto a Região sempre considerou a LEO lesiva dos princípios constitucionais e estatutários, como tal, a Assembleia Legislativa, por iniciativa do PS/A, exerceu o seu direito requerendo a apreciação da conformidade constitucional e estatutária desse diploma. Contudo, mau grado esse esforço autonómico, a resposta que chegou, 2 anos depois, foi negativa.
Estou, pois, em crer que V. Ex.ª pode concluir comigo que, mesmo que não houvessem outras razões para que a LFR fosse revista, esta seria, seguramente, razão suficiente.
Subscrevo-me atenciosamente
Guilherme Tavares Marinho
CHÁ COM TORRADAS #103
A Marcha do Imperador
Pinguim 1 - Vais na marcha?
Pinguim 2 - Claro, o Chefe quer que vá toda a gente!
Pinguim 1 - E já leste a estratégia?
Pinguim 2 - Claro, é a estratégia do Chefe!
Pinguim 1 - E esta coisa da colónia toda eleger o Chefe, concordas?
Pinguim 2 - Claro, se o Chefe concordar...
(Qualquer semelhança entre a ficção e a realidade é pura coincidência!)
quarta-feira, novembro 16
PURO PRAZER #179
Ascent, Bernardo Sassetti
Beyond The Sound Barrier, Wayne Shorter
Próxima encomenda:
Coincidences, Stephan Oliva
Solo 2, Baptiste Trotignon
Something Like Now, Moutin Reunion Quartet
terça-feira, novembro 15
PURO PRAZER #178
Vitorino Nemésio
CABEÇA DE BOGA
"...Fazia um luar como dia, um luar mexido e sonoro da massa do mar. O quintal era grande, com couves tronchas e, ao fundo, um cedro das Bermudas. Conversámos para ali...: o Francisco da Segunda caía no banho de pranchada: comecei a teimar que o Tiàzé ia mais longe a nado; e o Abílio: que o Estoiro é que era o campeão de braçada e o que aguentava mais tempo debaixo de água e vinha à tona sem se cuspir. De saudade em saudade falámos de tudo: da Escola e das caneiras. O Abílio teve vontade de aliviar ("ir acima dos pés" - dizia-se lá na ilha). Para não perdermos conversa, arriou ali mesmo, numa cova ao pé do cedro.
- E sempre queres que eu seja teu compadre, Abílio?
Ele limpou-se a uma mancheia de folhas de erva-limão e disse-me com um ar mais murcho do que triste:
- A Lucinda deixou-me quando tive o suficiente ..."
(um projecto exemplar)
CHÁ QUENTE #124
Hoje há um ano, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores tomava posse para a sua VIII Legislatura. De então para cá podemos contabilizar as seguintes iniciativas de origem parlamentar:
5 Anteproposta de Lei
1 Projecto de Decreto Legislativo Regional
23 Proposta de Resolução
73 Requerimentos
43 Votos
128 Intervenções em Plenário
Pelos dados que possuo, e que são públicos, trata-se, em 30 anos de autonomia, do ano menos profícuo em termos de iniciativas legislativas da responsabilidade dos grupos parlamentares. Bem sei que o trabalho parlamentar não se esgota aí mas querem continuar a dizer que tudo está bem?
segunda-feira, novembro 14
PURO PRAZER #177

Pierrot le fou
Camille : - Tu vois mes pieds dans la glace ?
Paul : - Oui.
Camille : - Tu les trouves jolis ?
Paul : - Oui, très.
Camille : - Et me chevilles, tu les aimes ?
Paul : - Oui.
Camille : - Tu les aimes mes genoux, aussi ?
Paul : - Oui, j'aime beaucoup tes genoux.
Camille : - Et mes cuisses ?
Paul : - Aussi.
Camille : - Tu vois mon derrière dans la glace ?
Paul : - Oui.
Camille : - Tu les trouves jolies mes fesses ?
Paul : - Oui... très.
Camille : - Et mes seins, tu les aimes ?
Paul : - Oui, énormément.
Camille : Qu'est-ce que tu préfères : mes seins, ou la pointe de mes seins ?
Paul : - J'sais pas. C'est pareil.
Camille : - Et mes épaules, tu les aimes ?
Paul : - Oui.
Camille : - Moi j'trouve qu'elles sont pas assez rondes... Et mes bras ?
Paul : - Oui.
Camille : - Et mon visage ?
Paul : - Aussi.
Camille : - Tout ? Ma bouche, mes yeux, mon nez, mes oreilles ?
Paul : - Oui, tout.
Camille : - Donc tu m'aimes totalement !
Paul : - Oui. Je t'aime totalement, tendrement, tragiquement.
Camille : - Moi aussi, Paul.
É d'HOMEM #60
Directas, por Nuno Tomé
(Coerência é um passo decisivo no sentido da credibilidade. Os meus parabéns à JS/A na pessoa do seu jovem líder)
domingo, novembro 13
CHÁ DAS CINCO #85
JANELAS ALTAS (IX), Para uma revisão estatutária. (também no Diário Insular de hoje)
É d'HOMEM #59
Diário Insular – Nos últimos anos, Angra tentou colocar-se no xadrez regional como capital da cultura. Foram criadas várias infra-estruturas no concelho para esse fim, mas, nos últimos tempos, a abertura de dois espaços culturais em Ponta Delgada parece ameaçar esse lugar. Como será possível consolidar esse posicionamento – com evidentes benefícios para o turismo – contrariando a tendência centralizadora de São Miguel?
José Pedro Cardoso – A nossa grande diferença em relação a Ponta Delgada é que enquanto lá se compra por catálogo, aqui não só trazemos eventos como criamos e construímos cultura. Fazemo-lo, primeiro, para nosso proveito e, segundo, entrando em parcerias com outros. Ou seja, quando, por exemplo, fazemos um Festival de Teatro, fazemo-lo com a convicção de que temos de dar espaço a quem cria dentro de portas. Isso é fundamental. Isto é, criamos contando com o nosso potencial interno e em parceria com o exterior, chamando nosso ao resultado final. As Sanjoaninas são outro exemplo dessa forma de fazer: 80 por cento da festa é feita com a prata da casa, sendo a restante parte oriunda do exterior, que vem enriquecer a nossa produção. No fundo, não nos limitamos a comprar, atravemo-nos a criar e a construir.
(...)
DI – Mas Angra perdeu ou não peso em relação a Ponta Delgada?
JPC – Acho que não. O poder de uma terra sobre outra expressa em coisas muito simples. Por exemplo, a cidade de Ponta Delgada, para aparecer nos meios de comunicação social, teve de copiar o que Angra fez. Copiar o que está bem feito não é pecado. Plagiar e transformar como se fosse uma bandeira própria não é crime punível por lei, mas desagrada-me ver. Sinto que esta cidade tem sido plagiada e que o reconhecimento recai sobre quem plagia e não sobre que cria. Mas Angra continua a ser uma cidade e um concelho onde as pessoas pensam mais, onde há maior troca de informação e de experiências. Isso permite que esta ilha seja mais rica, mais viva. Por tudo isso, julgo que a Terceira continua a dar cartas na Região em termos de saber dizer e de saber fazer.
(E quem fala assim não é gago...é terceirense!)
sábado, novembro 12
CHÁ QUENTE #123
sexta-feira, novembro 11
É d'HOMEM #58
Freitas do Amaral, discussão do Orçamento do Estado
quinta-feira, novembro 10
CHÁ QUENTE #122
“…no actual momento do desenvolvimento do nosso sistema autonómico é de admitir de forma unânime que existe um défice de articulação das relações político-administrativas entre os protagonistas do sistema, ou seja, entre as Regiões Autónomas, naquilo que são consideradas «relações horizontais», tal como se introduz uma excessiva voluntariedade no regime e na praxis das «relações verticais», ou seja, que ligam as Regiões ao aparelho do Estado…”
Domingo, Setembro 25, 2005, JANELAS ALTAS (V)
“…São diversos os mecanismos adequados para a canalização dos vários eixos, sejam com funções gerais de informação recíproca, sejam de relacionamento institucional para a prevenção de conflitos. Trata-se de articular a cooperação não só no campo administrativo mas também de verdadeira participação política. Ela inclui tanto a intervenção na função legislativa e regulamentar como nos grandes planos de âmbito estatal. Falamos de um terceiro nível da organização pública, de clarificar a responsabilidade política resultante da adopção de decisões. Este é, pois, um problema da autonomia democrática…”
Domingo, Outubro 16, 2005, JANELAS ALTAS (VI)
“…A decidida aposta na construção de relações de cooperação mais fluidas e estáveis é, desde algum tempo, o caminho escolhido pelos sistemas políticos descentralizados mais avançados. A importância que oferecem as estruturas formais de cooperação, que aqui defendemos e propugnamos, seja com a Madeira seja com a administração central, através de Comissões Bilaterais e/ou Comissões Mistas Sectoriais, também se avaliará, assim, a médio prazo, no seu contributo para a necessária melhoria da capacidade de auto-governo da nossa Região…”
Domingo, Outubro 23, 2005, JANELAS ALTAS (VII)
(...curiosamente o próximo artigo, já no prelo, é sobre finanças regionais...)
quarta-feira, novembro 9
CHÁ QUENTE #121
A solar prominence is a large bright feature located in the solar corona. While the corona consists of extremely hot gases which do not emit much visible light, prominences contain much cooler gas, similar in composition to that of the chromosphere. A prominence forms over timescales of about a day, and may persist in the corona for several weeks. Many prominences break apart and give rise to coronal mass ejections.
Despite decades of study, the mechanism by which prominences form is not yet well understood. Theories have not satisfactorily explained how prominences can remain stable for such a long time when they are much denser than their surroundings.
Em som de fundo "The Love Life of the Octopus".
Não sei porquê mas pareceu-me adequado!
terça-feira, novembro 8
CHÁ QUENTE #120
LE TONNEAU DE LA HAINE
La Haine est le tonneau des pâles Danaïdes ;
La Vengeance éperdue aux bras rouges et forts
A beau précipiter dans ses ténèbres vides
De grands seaux pleins du sang et des larmes des morts.
(...)
O TONEL DO ÓDIO
O Ódio é o tonel das brancas danaídes;
A Vingança febril, de braços rubros, fortes,
Tenta precipitar nessas trevas vazias
Grandes baldes com o sangue e as lágrimas dos mortos,
(...)
Les Fleurs du mal, Charles Baudelaire
segunda-feira, novembro 7
CHÁ QUENTE #119
Ainda a propósito de Congressos não se esqueçam de ler:
As Mariposas, por Vasco Garcia
PURO PRAZER #174
“(…) Viva a velocidade! O coração da minha mãe ainda era um coração de gente, o meu coração já é um hélice que abrevia o dia porque faz girar a terra mais depressa! Viva a Velocidade acceleradamente premio! Morra a Saudade e o regresso! Morra o verbo parar e o verbo recuar! Viva o verbo ganhar sempre por correr demais! A minha amante não é uma mulher, Puff! A minha amante é a velocidade que Eu monto. Bravo!!. Morram os relógios, mentira! O mez é que tem 24 horas! o anno são só 12 dias! A Eternidade existe sim mas não é tão devagar! Os meu olhos são holofotes a policiar o infinito. Morra o Kilometro! O Kilometro não existe, o mais pequeno que há são 20 leguas! Eu sou Millionario. A minha Fortuna é o Século XX (…)”
José de Almada Negreiros, K4 o quadrado Azul (edição fac-similada) Assírio & Alvim, 2000
(Com um Abraço de Muito Obrigado ao André)
domingo, novembro 6
CHÁ DAS CINCO #83
A leitura dos manifestos eleitorais dos principais candidatos à Presidência da República resultou no vazio esperado relativamente às autonomias. Vazio pelos lugares comuns, vazio pela ausência de referência expressa, vazio pela falta de perspectiva nacional para estas nove ilhas. Poder-me-ão acusar de estar a pedir demais face ao estado da Nação, os candidatos têm mais em que pensar. Mas um novo discurso nacional para as autonomias passados 30 anos é pedir assim tanto? E alguém terá mais responsabilidade em o fazer do que o Presidente da República? Responder-me-ão que a Região, ela própria, não tem um discurso autonómico. Que Região é a responsável primeira desse status quo. Se é assim, e admito que o seja, então respondo que passados 30 anos de andarmos a cimentar uma ideia de arquipélago nestas nove ilhas, a semear uma cultura de vivência democrática em sede de autonomia política, é tempo para começar a falar para fora, para o todo nacional. É tempo de perder o medo de falar de autonomia, é tempo de cortar essa referência da autonomia ao sr. Jardim, esse que nada fará ou falará por nós. É, pois, mais que tempo e se não for hoje outro dia pode ser tarde...
(Com dedicatória aos Homens do :Ilhas. O nosso «fermento» blogosférico!Parabéns aos 5x2anos!)
sábado, novembro 5
É d'HOMEM #57
(...será que a «Pátria do Poeta» não é a «minha Pátria»?)
sexta-feira, novembro 4
PURO PRAZER #173
“(…) - Oh, suave juventude, bem mais bela que este corpo que tem o condão de a inflamar!
E, com as duas mãos, pôs-se a mexer no fecho do meu colarinho, desabotoando-o com uma incrível rapidez.
- Tira tudo, tira tudo, desembaraça-te de tudo e disso também – disse ela, voluvelmente. – Tira tudo e despe-te, para que eu te contemple, para que eu te contemple o deus! Depressa!
«Porquê, quando a hora te chama, não estás ainda pronta para a capela! Despe-te depressa que eu conto os instantes! O atavio das núpcias…» É assim que chamo os teus membros de deus, que eu tenho desejo de te contemplar, desde que te vi pela primeira vez. Ah, até que enfim! O busto sagrado, os ombros, a doçura dos braços. Desembaraça-te de tudo isso; é isso que eu chamo gentileza! Vem para mim, meu bem-amado! Vem para mim, para mim!
Nunca uma mulher usou duma linguagem mais expressiva! Era um canto que se exalava dela, nada mais. E ela continuou a exprimir-se assim dessa maneira quando eu estava a seu lado. Era do seu feitio definir tudo por palavras, mas ela tinha nos seus braços o aluno da severa Rosza. Ele encheu-a de felicidade e teve a honra de lho ouvir dizer.
- Tu, o mais doce! Tu anjo do amor e monstro da volúpia! Jovem demónio, criança tenra, como tu percebes disto! O meu marido, esse, não compreende nada do assunto, nem, fica sabendo, é capaz de nada. Tu embriagas-me e matas-me! O êxtase corta-me a respiração e parte-me o coração…O teu amor faz-me morrer! – Ela beijou-me os braços e o pescoço. – Trata-me por tu – gemeu ela, subitamente, perto do paroxismo supremo. – Trata-me por tu, rudemente para me humilhares! Adoro ser humilhada! Adoro! Oh como te adoro, pequeno escravo estúpido, que assim me envileces!
Ela caía em delíquio. Nós caíamos em delíquio. Eu tinha-lhe dado o melhor de mim mesmo. Embora ela me desse prazer, em compensação eu tinha-lhe pago com juros (…)”
As Confissões de Félix Krull – Cavalheiro de Indústria, Thomas Mann. Ed. Relógio D’Água, 2003
(Entretanto, o Chá Verde ficou muito feliz por Portugal ter, finalmente, feito isto. Bom fim-de-semana)
CHÁ COM TORRADAS #101
quinta-feira, novembro 3
É d'HOMEM #56
Excerto do Manifesto Eleitoral de Mário Soares à Presidência da República
(...isto promete!!!!)
A ler:
CHÁ QUENTE #117
É d'HOMEM #55
PARA SE SALVAR COMO OS TRIPULANTES DO SÃO MACAIO,
PSD/Açores precisa urgentemente de Duarte Freitas
por Cristóvão de Aguiar (a não perder no Diário Insular de hoje)
terça-feira, novembro 1
CHÁ DAS CINCO #82
Um estranho silêncio continua a cobrir as contínuas manifestações das claras clivagens raciais em França. Parece que só para os jovens de Clichy-sous-Bois não foram normais os incêndios que causaram numerosas vítimas junto das comunidades africanas em Paris. Pensar que ainda há bem pouco tempo era causa nacional a discussão sobre o direito à utilização dos símbolos religiosos nas escolas. Coerências...
segunda-feira, outubro 31
PURO PRAZER #171
you are welcome to elsinore
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsinore
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
© Pena Capital. Mário Cesariny, 1957
domingo, outubro 30
É d'HOMEM #54
In As minhas ambições para Portugal, manifesto de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República
(Esta é a única abordagem que o Chá Verde se sente capaz de fazer às Presidenciais, ficando a aguardar, serenamente, os manifestos deste e deste senhor para poder manifestar publicamente as suas conclusões)
CHÁ COM TORRADAS #100
A lógica reclama-o. E o desenvolvimento dos Açores e fortalecimento da Autonomia a isso obriga.
Posições como as defendidas, há poucos anos (durante o Governo Durão Barroso) pela Presidente da Associação de Municípios dos Açores no sentido de que os respectivos municípios deviam ter acesso a fundos comunitários nacionais sem intermediação da Administração Regional – só podem ser consideradas como táctica aforradora de curto alcance, no mínimo indiferente a uma correcta coordenação regional conforme à Autonomia..."
PODERES E COOPERAÇÃO, por Francisco Coelho
"...não houve o cuidado de introduzir na lei máxima do Estado a realidade da existência de concelhos nas Regiões Autónomas e isto levou à situação bizarra de não existir claramente definida a hierarquia política dos três poderes que coabitam nos Açores: o poder do Estado, o poder da Região e o poder Municipal.
Ora, parece-me que seria inevitável vir a clarificar este assunto e saber, por exemplo, a quem compete a execução nas Regiões Autónomas das leis sobre o municipalismo emanadas da Assembleia da República.
A mim não me resta dúvida que esse poder deve claramente pertencer aos Órgãos de Governo próprio da Região (...) O que não me surge como aceitável é este mimetismo em que temos vivido de o figurino de repartição do poder por um lado e, acima de tudo, de ritmo da descentralização se fazer nas Regiões Autónomas pela lei geral.
Nisto, como em tudo, deve sempre estar presente a autonomia política, constitucional e democrática. Os açorianos organizados politicamente são suficientes e capazes para se auto-governarem..."
Os três poderes, por Reis Leite
(...o «duo» do Diário Insular colocou, finalmente, o politiquês de lado e trouxe-nos uns bons nacos de prosa política. Aos poucos o novo discurso vai passando. É bonito de ler e será ainda mais quando for levado a bom porto. Cá estaremos!)
sábado, outubro 29
CHÁ DAS CINCO #81
«Abébia» democrática 1
Uma lista constituída por elementos da oposição (PSD-CDS/PP) venceu as eleições para a mesa da Assembleia de Freguesia de São Pedro, em Angra do Heroísmo. A lista obteve cinco dos nove votos possíveis, apesar de o PS dispor de uma maioria de cinco representantes contra três do PSD e um do PP. O povo que votou maioritariamente no PS agradece aos seus «legítimos» representantes.
«Abébia» democrática 2
A coligação à esquerda (PS/CDU) na Câmara da Horta. Um balão de oxigénio para o Sr. «dinossauro» DecMota cujo perfil político não assegura certeza e estabilidade. Veremos se aguentam até 2008.
sexta-feira, outubro 28
É d'HOMEM #53
A crise, por José Guilherme Reis Leite
quinta-feira, outubro 27
CHÁ QUENTE #116
Uma Carta Magna da Competitividade e um Relatório da Competitividade em 2005 em Portugal.
quarta-feira, outubro 26
PURO PRAZER #168

It's a wonderful life
George - What is it you want, Mary? What do you want? You...you want the moon? Just say the word and I'll throw a lasso around it and pull it down. Hey! That's a pretty good idea! I'll give you the moon, Mary. ... Then you can swallow it, and it'll all dissolve see, and the moonbeams would shoot out of your fingers and your toes and the ends of you hair ... am I talking too much?
Man on Porch - Why don't you kiss her instead of talking her to death? Oh! Youth is wasted on the wrong people!
CHÁ QUENTE #114
CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA POLÍTICA, por Pedro Gomes
(sendo que a única consequência possível deste artigo é uma candidatura à liderança do PSD/A)
terça-feira, outubro 25
PURO PRAZER #167

Jura
Jura muitas vezes começar uma vida melhor.
Mas quando vem a noite com os seus próprios conselhos.
com os seus compromissos, e com as suas promessas;
mas quando vem a noite com a sua própria força
do corpo que quer e pede, para a mesma
alegria fatal, perdido, vai de novo.
Os Poemas, Konstandinos Kavafis
segunda-feira, outubro 24
CHÁ QUENTE #113

Exm.ª Sr.ª Dr.ª Luísa Brasil aqui se prova que...
...é possível fazer mais e melhor do que tem sido feito no Teatro:
FESTIVAL DE TEATRO “JUVEARTE 2005” com 10 Grupos de Teatro de Ponta Delgada, Ribeira Grande, Angra do Heroísmo, Funchal, Lisboa, Sintra, Almada, Leiria, Porto e Alentejo.
...é possível fazer mais e melhor do que tem sido feito no Cinema:
Para o efeito e com o objectivo de proporcionar ao público açoreano a oportunidade de assistir à exibição dos melhores filmes que passam anualmente neste festival, a MUU PRODUÇÕES CULTURAIS estabeleceu uma parceria com a CINEMA NOVO, CRL para a realização da “SEMANA FANTASPORTO 2005”.
Mui Atenciosamente,
Guilherme Tavares Marinho
domingo, outubro 23
PURO PRAZER #165
A Tentação do Ocidente, André Malraux. Ed. Bertrand, 2005.
CHÁ QUENTE #112
Janelas Altas VII. Para uma revisão Estatutária. No Diário Insular de hoje e n'O Bule do Chá
sexta-feira, outubro 21
quinta-feira, outubro 20
quarta-feira, outubro 19
POST(AL) AUTONÓMICO #21
1.º - Ao contrário do que preconiza o Estatuto, as Juntas Gerais (pelo menos a deste distrito) não dispõem de recursos próprios suficientes para sustentarem a sua autonomia.
2.º- A situação que se apresenta é a negação flagrante e clamorosa do princípio e elementar justiça que no Estatuto está escrito por estas palavras que volto a recordar. “Desde que o Governo entrega às Juntas Gerais serviços que no Continente estão a seu cargo, justo é que lhes confie também receitas suficientes para fazerem face aos encargos que eles acarretam”.
3.º - Estando as receitas das Juntas muito longe de bastarem para as suas despesas obrigatórias, com a consequência de alguns serviços de maior interesse público irem a caminho do estiolamento, as Juntas, com receitas de vida e despesas de morta, conforme a síntese do Dr. Armando Cândido, em grande parte da sua acção encontram-se convertidas em pagadorias, que são também a negação do que se estabelece e ensina em palavras do Estatuto que já por mais de uma vez li.
4.º - Assim destruído o indispensável equilíbrio entre as receitas e as despesas, perante a importância dos interesses públicos em jogo apresenta-se com o carácter de inadiável necessidade, sempre conforme estabelece o Estatuto (e pelas palavras que nele se lêem), que às Juntas se atribuam receitas e fixem encargos que deixem disponibilidades suficientes para uma obra de fomento, senão grandiosa, ao menos bastante para auxiliar o incremento da riqueza e o melhoramento da economia local, isto é: - para que as Juntas evitem a consumação da asfixia e saiam da letargia em que se estiolam. E não é lícito desejá-lo por meio de subsídios do Estado, não só porque o Estatuto expressamente os repele e rejeita – nem podia deixar de fazê-lo – como processo corrente de administração, como também porque, e nada há mais elementar, subsídios são a negação de autonomia, não se admitem autonomias que para existirem precisem de subsídios permanentes.
Afinal, como vêem, história da Autonomia à parte (e com remorsos e vexado reconheço), nesta curta enumeração se contém tudo o que encheu a eternidade desta palestra!”
A Autonomia Administrativa dos Distritos das Ilhas Adjacentes, José Bruno Carreiro. Colecção Autonomia, Ed. Jornal de Cultura, 1994.
(Esta palestra tendo sido proferida há 50 anos continua, cruelmente, actual. Se, historicamente, os movimentos autonómicos coincidiram com momentos de fragilidade política do Estado também é verdade que só tiveram sustentabilidade porque existiram gerações de açorianos motivadas para tal desígnio. Hoje, não tenho essa certeza.) Também no Da Autonomia.
terça-feira, outubro 18
CHÁ COM TORRADAS #97
Berta Cabral poderá fazer uma jogada de antecipação e lançar para a liderança do PSD/A uma pessoa da sua confiança até 2007. Só nessa altura é que a actual presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada avançaria para a liderança do seu partido na Região Autónoma.
Oferece-me dizer o seguinte:
É fundamental uma clarificação de águas no maior partido da oposição. Já o escrevi e volto a repetir que uma boa oposição ajuda a um melhor Governo. Como tal, é necessário precisar que 2006 e 2007 não podem ser entendidos, politicamente, como anos zero, senão vejamos: serão dois anos em que o Governo Regional aplicará o seu programa tentando reforçar o posicionamento da Região face ao estado económico-financeiro da nação, em que se trabalhará sobre o próximo quadro comunitário de apoio e sobre o estatuto político-administrativo, bem como nas reformas políticas que daí possam advir. Assim, uma estratégia de dois anos de «micro-ondas» ou de «aguenta que ainda não é tempo» só se concebe num modo de fazer política à moda antiga. Mas, a isto o PSD/A já nos tem habituado, infelizmente...
A ler:
Rescaldos, por Nuno Mendes
Intrigas Micaelenses, por Tomaz Dentinho (Açoriano Oriental de hoje)
Nota sobre nada, editorial do Diário Insular de hoje
segunda-feira, outubro 17
CHÁ QUENTE #111
Lembramos que as causas da aparição destes instrumentos de cooperação foram o crescimento das tarefas que os poderes públicos territoriais tiveram que afrontar e o alcance supra-territorial dos problemas que tiveram que resolver. Hoje em dia, actuações sobre âmbitos como a educação, saúde, ambiente, obras públicas e telecomunicações não podem encarar-se como sendo responsabilidade de uma só instância."
Janelas Altas VI. Para uma Revisão Estatutária. No Diário Insular de domingo ou, como sempre, n'O Bule do Chá.
CHÁ COM TORRADAS #96
sábado, outubro 8
PURO PRAZER #163
Charlie Parker, The Complete Norman Granz Master Takes
Miles Davis, Complete 1951-1953 All Stars Studio Recordings
John Coltrane, The Complete Mainstream 1958 Sessions
Futuras aquisições
Miles Davis, The Cellar Door Sessions 1970
Thelonious Monk Quartet with John Coltrane- At Carnegie Hall
John Coltrane, One Up, One Down: Live At The Half Note
sexta-feira, outubro 7
CHÁ QUENTE #110
Não será fácil mudar estas coisas, se é que se quer mudar, se é que se quer um autêntico poder local democrático ou, como prefiro chamar-lhe, uma democracia local. É toda uma pedagogia democrática que está por fazer. Se houver a preocupação de mudar as coisas, há um ponto por onde começar: modificar a organização e funcionamento das assembleias locais. Não é tudo, mas é muito importante. Alguém estará interessado nisso? "
In Democracia local e a obsessão presidencial, António Cândido de Oliveira (Público, 5 de Outubro de 2005)
(...a reflectir antes mas, sobretudo, depois de dia 9)















