sábado, novembro 12

sexta-feira, novembro 11

É d'HOMEM #58

«Que bom seria para Portugal ver os sindicatos menos conservadores em relação aos que têm o privilégio de ter emprego e de ter sindicato e mais atentos aos direitos dos novos pobres, que são os que nunca têm emprego nem sindicato. Que ajuda o movimento sindical poderia dar a este Governo, se nos apoiasse - e ultrapassasse até - na reivindicação de maior apoio social para aqueles que foram marginalizados pelo progresso»

Freitas do Amaral, discussão do Orçamento do Estado

CHÁ COM TORRADAS #102


Free Element XX, Dodo Jin Ming

PURO PRAZER #175


Homage to Matisse, Mark Rothko

19,1 milhões de euros
(um preço de amigo)

quinta-feira, novembro 10

CHÁ QUENTE #122

Recapitulando:

“…no actual momento do desenvolvimento do nosso sistema autonómico é de admitir de forma unânime que existe um défice de articulação das relações político-administrativas entre os protagonistas do sistema, ou seja, entre as Regiões Autónomas, naquilo que são consideradas «relações horizontais», tal como se introduz uma excessiva voluntariedade no regime e na praxis das «relações verticais», ou seja, que ligam as Regiões ao aparelho do Estado…”

Domingo, Setembro 25, 2005, JANELAS ALTAS (V)

“…São diversos os mecanismos adequados para a canalização dos vários eixos, sejam com funções gerais de informação recíproca, sejam de relacionamento institucional para a prevenção de conflitos. Trata-se de articular a cooperação não só no campo administrativo mas também de verdadeira participação política. Ela inclui tanto a intervenção na função legislativa e regulamentar como nos grandes planos de âmbito estatal. Falamos de um terceiro nível da organização pública, de clarificar a responsabilidade política resultante da adopção de decisões. Este é, pois, um problema da autonomia democrática…”
Domingo, Outubro 16, 2005, JANELAS ALTAS (VI)

“…A decidida aposta na construção de relações de cooperação mais fluidas e estáveis é, desde algum tempo, o caminho escolhido pelos sistemas políticos descentralizados mais avançados. A importância que oferecem as estruturas formais de cooperação, que aqui defendemos e propugnamos, seja com a Madeira seja com a administração central, através de Comissões Bilaterais e/ou Comissões Mistas Sectoriais, também se avaliará, assim, a médio prazo, no seu contributo para a necessária melhoria da capacidade de auto-governo da nossa Região…”
Domingo, Outubro 23, 2005, JANELAS ALTAS (VII)


(...curiosamente o próximo artigo, já no prelo, é sobre finanças regionais...)

quarta-feira, novembro 9

CHÁ QUENTE #121


A solar prominence is a large bright feature located in the solar corona. While the corona consists of extremely hot gases which do not emit much visible light, prominences contain much cooler gas, similar in composition to that of the chromosphere. A prominence forms over timescales of about a day, and may persist in the corona for several weeks. Many prominences break apart and give rise to coronal mass ejections.
Despite decades of study, the mechanism by which prominences form is not yet well understood. Theories have not satisfactorily explained how prominences can remain stable for such a long time when they are much denser than their surroundings.


Em som de fundo "The Love Life of the Octopus".

Não sei porquê mas pareceu-me adequado!

terça-feira, novembro 8

CHÁ QUENTE #120

Ainda sobre o Ódio:



LE TONNEAU DE LA HAINE
La Haine est le tonneau des pâles Danaïdes ;
La Vengeance éperdue aux bras rouges et forts
A beau précipiter dans ses ténèbres vides
De grands seaux pleins du sang et des larmes des morts.
(...)

O TONEL DO ÓDIO
O Ódio é o tonel das brancas danaídes;
A Vingança febril, de braços rubros, fortes,
Tenta precipitar nessas trevas vazias
Grandes baldes com o sangue e as lágrimas dos mortos,
(...)

Les Fleurs du mal, Charles Baudelaire

CHÁ DAS CINCO #84



José Manuel Barroso, at the exhibition "Azorean Tea"

segunda-feira, novembro 7

CHÁ QUENTE #119

Depois de, aqui, ter ficado esclarecido que a próxima disputa da liderança do PSD/Açores se resolverá ainda em Congresso, apesar do folclore «para inglês ver» à volta das directas no conclave passado, nova dúvida me assaltou: Porque é que a «febre das directas» que atacou os órgãos nacionais dos partidos, e que já culminaram em eleições de dois líderes (o Sr. Sócrates no PS e o Sr. Castro no CDS/PP) não chegou aos Açores ou se chegou foi de modo enviesado? Será pela busca de equilíbrio entre as estruturas de ilha, qual sistema eleitoral regional? Quem me conhece sabe que sou totalmente a favor da democracia directa e que abomino intermediários, delegados ou similares, como tal estarei particularmente atento às propostas da JS/A no próximo Congresso do PS/Açores pois, salvo erro, a moção do jovem líder Tomé ia nesse sentido.


Ainda a propósito de Congressos não se esqueçam de ler:
As Mariposas, por Vasco Garcia

PURO PRAZER #174


Faith, Erik Simanis

“(…) Viva a velocidade! O coração da minha mãe ainda era um coração de gente, o meu coração já é um hélice que abrevia o dia porque faz girar a terra mais depressa! Viva a Velocidade acceleradamente premio! Morra a Saudade e o regresso! Morra o verbo parar e o verbo recuar! Viva o verbo ganhar sempre por correr demais! A minha amante não é uma mulher, Puff! A minha amante é a velocidade que Eu monto. Bravo!!. Morram os relógios, mentira! O mez é que tem 24 horas! o anno são só 12 dias! A Eternidade existe sim mas não é tão devagar! Os meu olhos são holofotes a policiar o infinito. Morra o Kilometro! O Kilometro não existe, o mais pequeno que há são 20 leguas! Eu sou Millionario. A minha Fortuna é o Século XX (…)”

José de Almada Negreiros, K4 o quadrado Azul (edição fac-similada) Assírio & Alvim, 2000


(Com um Abraço de Muito Obrigado ao André)

domingo, novembro 6

CHÁ QUENTE #118


Obrigado pelo esclarecimento Sr. Presidente!

CHÁ DAS CINCO #83

Preocupações em tarde soalheira de domingo:

A leitura dos manifestos eleitorais dos principais candidatos à Presidência da República resultou no vazio esperado relativamente às autonomias. Vazio pelos lugares comuns, vazio pela ausência de referência expressa, vazio pela falta de perspectiva nacional para estas nove ilhas. Poder-me-ão acusar de estar a pedir demais face ao estado da Nação, os candidatos têm mais em que pensar. Mas um novo discurso nacional para as autonomias passados 30 anos é pedir assim tanto? E alguém terá mais responsabilidade em o fazer do que o Presidente da República? Responder-me-ão que a Região, ela própria, não tem um discurso autonómico. Que Região é a responsável primeira desse status quo. Se é assim, e admito que o seja, então respondo que passados 30 anos de andarmos a cimentar uma ideia de arquipélago nestas nove ilhas, a semear uma cultura de vivência democrática em sede de autonomia política, é tempo para começar a falar para fora, para o todo nacional. É tempo de perder o medo de falar de autonomia, é tempo de cortar essa referência da autonomia ao sr. Jardim, esse que nada fará ou falará por nós. É, pois, mais que tempo e se não for hoje outro dia pode ser tarde...


(Com dedicatória aos Homens do :Ilhas. O nosso «fermento» blogosférico!Parabéns aos 5x2anos!)

sábado, novembro 5

É d'HOMEM #57

Não há qualquer referência às autonomias regionais no Contrato Presidencial da candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República!

(...será que a «Pátria do Poeta» não é a «minha Pátria»?)

sexta-feira, novembro 4

PURO PRAZER #173

La femme aux bas blancs, Eugène Delacroix

“(…) - Oh, suave juventude, bem mais bela que este corpo que tem o condão de a inflamar!
E, com as duas mãos, pôs-se a mexer no fecho do meu colarinho, desabotoando-o com uma incrível rapidez.
- Tira tudo, tira tudo, desembaraça-te de tudo e disso também – disse ela, voluvelmente. – Tira tudo e despe-te, para que eu te contemple, para que eu te contemple o deus! Depressa!
«Porquê, quando a hora te chama, não estás ainda pronta para a capela! Despe-te depressa que eu conto os instantes! O atavio das núpcias…» É assim que chamo os teus membros de deus, que eu tenho desejo de te contemplar, desde que te vi pela primeira vez. Ah, até que enfim! O busto sagrado, os ombros, a doçura dos braços. Desembaraça-te de tudo isso; é isso que eu chamo gentileza! Vem para mim, meu bem-amado! Vem para mim, para mim!
Nunca uma mulher usou duma linguagem mais expressiva! Era um canto que se exalava dela, nada mais. E ela continuou a exprimir-se assim dessa maneira quando eu estava a seu lado. Era do seu feitio definir tudo por palavras, mas ela tinha nos seus braços o aluno da severa Rosza. Ele encheu-a de felicidade e teve a honra de lho ouvir dizer.
- Tu, o mais doce! Tu anjo do amor e monstro da volúpia! Jovem demónio, criança tenra, como tu percebes disto! O meu marido, esse, não compreende nada do assunto, nem, fica sabendo, é capaz de nada. Tu embriagas-me e matas-me! O êxtase corta-me a respiração e parte-me o coração…O teu amor faz-me morrer! – Ela beijou-me os braços e o pescoço. – Trata-me por tu – gemeu ela, subitamente, perto do paroxismo supremo. – Trata-me por tu, rudemente para me humilhares! Adoro ser humilhada! Adoro! Oh como te adoro, pequeno escravo estúpido, que assim me envileces!
Ela caía em delíquio. Nós caíamos em delíquio. Eu tinha-lhe dado o melhor de mim mesmo. Embora ela me desse prazer, em compensação eu tinha-lhe pago com juros (…)”


As Confissões de Félix Krull – Cavalheiro de Indústria, Thomas Mann. Ed. Relógio D’Água, 2003


(Entretanto, o Chá Verde ficou muito feliz por Portugal ter, finalmente, feito isto. Bom fim-de-semana)

CHÁ COM TORRADAS #101

Goste-se, ou não, do estilo ou da cor política, Carla Martins e Pedro Gomes representaram, a meu ver, pela aplicação nos trabalhos e pela voluntariedade na exposição das ideias, duas lufadas de ar na Assembleia Regional. Ainda que a primeira fosse, algumas vezes, mal orientada, pelos seus pares, para discursos de ilha, quando tem, claramente, uma pensamento regional, ou que o segundo se perdesse, também alguma vezes, em gongorismos potenciados pela sua formação de base, a verdade é que a fragilizada democracia parlamentar prega-nos destas partidas e de uma penada o grupo parlamentar social democrata, logo o parlamento regional, ficou, ainda, mais pobre com a sua partida e com a chegada de dois «reformados da política»!

quinta-feira, novembro 3

É d'HOMEM #56

"...Estimular a cooperação entre o poder central, as autonomias regionais e o poder local, na aplicação de políticas de desenvolvimento, rigor financeiro, ordenamento do território e respeito pelo ambiente..."

Excerto do Manifesto Eleitoral de Mário Soares à Presidência da República

(...isto promete!!!!)

A ler:
As Eleições Presidenciais, por Dionísio de Sousa
O PREÇO DA MOEDA, por Pedro Gomes

CHÁ QUENTE #117

Já agora alguém me sabe dizer se o próximo líder do PSD/A já vai ser eleito por sufrágio directo dos militantes? Se bem me recordo no último congresso ...

É d'HOMEM #55

"O senhor deputado Duarte Freitas, eleito para o Parlamento Europeu pela coligação PSD/CDS há cerca de dois anos, tem demonstrado tal tenacidade no sector das pescas e da modernização das respectivas frotas, que será grande pena e não menor perda para a pátria açoriana ele continuar a gastar o seu latim macarrónico em redacções impossíveis de se ler, vivendo sobre brasas em terra alheia, nem lá nem cá, gastando a sua intensa e imensa massa cinzenta, demais a mais sentindo-se, como é humano e natural, deslocado e sem préstimo, o que não acontece, honra lhe seja, na paróquia açoriana, onde sempre foi peixe de águas profundas. É de facto um homem de acção e não de escrita; um homem capaz de ir de porta em porta angariar votos para o seu amado partido, oferecendo a lua e as estrelas a quem delas necessita, e algumas latas de tinta, e de andar sempre de sorriso em riste como se tivesse assim saído do ventre de sua mãe."

PARA SE SALVAR COMO OS TRIPULANTES DO SÃO MACAIO,
PSD/Açores precisa urgentemente de Duarte Freitas
por Cristóvão de Aguiar (a não perder no Diário Insular de hoje)

terça-feira, novembro 1

PURO PRAZER #172


Kevin Blechdom


CHÁ DAS CINCO #82


Um estranho silêncio continua a cobrir as contínuas manifestações das claras clivagens raciais em França. Parece que só para os jovens de Clichy-sous-Bois não foram normais os incêndios que causaram numerosas vítimas junto das comunidades africanas em Paris. Pensar que ainda há bem pouco tempo era causa nacional a discussão sobre o direito à utilização dos símbolos religiosos nas escolas. Coerências...