quarta-feira, fevereiro 16

CHÁ COM TORRADAS #31


Shugakuin Rikyu, Kyoto

(...ar puro?)

terça-feira, fevereiro 15

PURO PRAZER #65




Sempre, Amor! Gira
A terra e o céu está parado.


Poemas, Hölderlin. Ed. ASA, 2004

segunda-feira, fevereiro 14

CHÁ DAS CINCO #22


Se os virem por aí não os confundam, os que estão cá vêm de Jeju - a Ilha da Paz

domingo, fevereiro 13

CHÁ QUENTE #34

Devo confessar que pensei que não iam publicar, mas aqui está:
Autonomias - os programas eleitorais para as autonomias dos cinco maiores partidos candidatos às eleições de dia 20 - a preto e branco n'O BULE DO CHÁ

sexta-feira, fevereiro 11

CHÁ DAS CINCO #21


Cary Grant

(Porque hoje é sexta e faz sol, bom fim-de-semana)

quinta-feira, fevereiro 10

PURO PRAZER #64


Um Longo Domingo de Noivado, Jean-Pierre Jeunet

Eu vou, eu vou...eu vou ao Sol-mar eu vou...

CHÁ QUENTE #33

Ao que foi dado a conhecer o Açoriano Oriental vai promover, dia 12, um debate sobre a revisão do sistema eleitoral contando com a presença dos Profs. Jorge Miranda e Carlos Amaral e com o Pedro Gomes (presumo que na qualidade de presidente da comissão eventual que está encarregue desse assunto).
O mérito da iniciativa é evidente, todo e qualquer contributo para o debate é uma mais valia, mas o que me causa estranheza é que quem tem essa obrigação, quanto mais não fosse por anúncio público, não o esteja a fazer.
Ou será que percebi mal e esta é uma iniciativa conjunta entre o Açoriano Oriental e a Assembleia Legislativa?
Já agora como estão a decorrer os trabalhos da famosa comissão? É que, não sei se repararam, faltam 67 dias para o terminus do prazo...

quarta-feira, fevereiro 9

PURO PRAZER #63


Lovers in a small cafe in the italian quarter, Brassai

Carne de Amor

Carne. Carne de amor. Love-flesh,
como lhe chamou Whitman.
Amada carne até aos bordos cheia
de ardor, fremente de seiva.
Carne endurecida
até à alma. Erecta carne
profunda. Vertical esplendor
subindo às estrelas. Ou mais
alto ainda. Talvez
à eternidade.
Ámen.

Poesia, Eugénio de Andrade. Ed. Fundação Eugénio de Andrade, 2000.

(Por causa da Quaresma, claro está...)

CHÁ COM TORRADAS #30

Confessso que o meu estado de espírito está cada vez mais em comunhão com os pais fundadores da autonomia;
Confesso que cada vez mais acredito que se não nos esforçarmos o maremoto de desatino que se vive no Continente vai atingir estas nove ilhas e destruir os 110 anos de caminho autonómico comum;
Assim, como a minha margem de tolerância decresceu substancialmente no que concerne às notícias desta campanha eleitoral, deixo-vos:

- impressões:

as melhores e mais inteligentes campanhas são, de longe, as do CDS/PP e do PCP

- intenções:

Medina Carreira não vota PS nem PSD, António Barreto vota nulo.

- prognósticos antes do fim do jogo:

PS - 44%-47% (logo «com esta maioria absoluta o povo português deu uma prova de confiança ao PS»)
PSD - 29%-32% (logo «todos sabem que herdei uma situação difícil, que há muitas pessoas que não gostam da minha forma de estar na política, mas desafio quem quiser comigo disputar a liderança do PPD/PSD»)
CDS/PP - 9%-11% (logo «o CDS/PP está a crescer e mostra que é uma alternativa de governo»)
CDU - 6,5%-7,5% (logo «derrotamos as políticas da direita»)
BE - 4,5%-5,5% (logo «o Bloco vai fazer lembrar ao PS na Assembleia da República que são precisas políticas de esquerda neste país»)

Na Região: PS - 3 deputados, PSD - 2 Deputados

Com isto declaro encerrada a minha disponibilidade mental para com as eleições de 20 de Fevereiro.

segunda-feira, fevereiro 7

CHÁ QUENTE # 32


HENRI CARTIER - BRESSON

A ler:

O Choque Feminino - Miguel Veiga (Expresso, dia 5 de Fevereiro);

Leonor Beleza - entrevistada por Maria João Seixas (Pública, 6 de Fevereiro)

CHÁ COM TORRADAS #29


Carnaval na Terceira é Cultura, mas Cultura ditatorial que impede sessões de cinema até quinta-feira ou a abertura do centro multimédia em Angra do Heroísmo, enfim...

sexta-feira, fevereiro 4

É d'HOMEM #22 (Act.)

Nuno da Câmara Pereira, 53 anos, Fadista
"Sou um revolucionário"
(...)
Visão: Um tribunal português já entregou a custódia de uma criança a um casal homossexual...
NCP: Eu sei. Mas é a excepção. A regra é que de 28 em 28 dias as mulheres tenham regras...
Visão: A co-inceneração?
NCP: Está ultrapassada.
Visão: Então ainda o poderemos ver junto às populações, a protestar contra essa solução?
NCP: Claro que sim. Eu sou um homem de intervenção, sou um revolucionário.
Visão: As pessoas vêem-no mais como um reaccionário...
NCP: Essas pessoas já dormiram comigo?
(...)

Visão, 3 de Fevereiro 2005, pag 70.

Depois não se admirem de aparecerem coisas assim. Com esta me vou...Bom Fim-de-Semana e Bom Carnaval!

PURO PRAZER #62


O Quinto Império - Ontem como Hoje

(…) O Quinto Império é a harmonia entre os povos. É utópico, mas para se avançar são precisas utopias.

Sem elas não se sobrevive…

Pois não. A utopia é o caminho para a luz. Se se apagar a luz não há sentido para a vida.

E a luz está a apagar-se?

É possível. Urge fazermos uma reflexão profunda sobre os valores que instituímos, ou antes, sobre a falta deles para os não deixar perder.

O cinema ajuda?

Claro que sim, porque o cinema não é técnica, é vida, é cultura. Só a cultura nos permite preservar a identidade, identidade que dá a dignidade, dignidade que dá o respeito pelo próximo. Não há identidade sem respeito pelo próximo – que começa no respeito por nós próprios.

Excerto da entrevista de Manoel de Oliveira à Visão de 3 de Fevereiro 2005

(...e não pensem sequer que vou perder o meu tempo a dissecar este acto falhado)

quinta-feira, fevereiro 3

CHÁ QUENTE # 31


Dupont&Dupont

(...ou como afinal eles não são iguais)

quarta-feira, fevereiro 2

PURO PRAZER #61


Eros e Psyche, Giulio Romanto

CHÁ COM TORRADAS #28

Porque é que a redução de um deputado em cada ilha de per si não resolve o problema?

1- Porque cria um círculo uninominal no Corvo.

2- Porque não elimina a possibilidade do partido mais votado ter menos mandatos que o segundo partido mais votado.

O que é que faz falta?

Um círculo regional de compensação:

1- Que dê proporcionalidade global ao sistema evitanto a inconstitucionalidade do círculo uninominal do Corvo;

2- Que seja a cláusula de eficácia do sistema permitindo que partido mais votado tenha mais mandatos que o segundo partido mais votado.

Mas se querem continuar o Circo, quantos militantes do PSD/A participaram no referendo?

terça-feira, fevereiro 1

PURO PRAZER #60


People in the sun, Hopper

(Safa, que este blogue estava a ficar chato como a potassa...)

segunda-feira, janeiro 31

CHÁ QUENTE # 30

O Chá Verde no seu exercício cartesiano antes do voto consultou os programas eleitorais do PS e do PSD. Dos respectivos calhamaços há vários anos que o primeiro capítulo que analiso é o da Autonomia. Estou preparado para tudo, mas este ano trouxe surpresas.
Assim, num acto que penso ser o cumprir de um dever cívico, disponibilizo n'O Bule do Chá os capítulos dos dois maiores partidos referentes às autonomias. A conclusão que tiro é que anda alguém a brincar com os Açorianos. Oh Campeões da Autonomia, depois não digam que tiveram azar ...Apre!!!!

CHÁ DAS CINCO #20

Adesão razoável = foi tão mau tão mau que nem divulgamos os números dos votantes e os respectivos resultados? Ou vão fazer uma conferência de imprensa com pompa e circunstância?

domingo, janeiro 30

É d'HOMEM #21

À atenção dos srs. Deputados Regionais:

"Continua a ser mais fácil reivindicar, discutir ou simplesmente afirmar poderes do que exercê-los. Por isso está o parlamento regional sem que fazer, ao menos no curto prazo – quando bem podia reformular, por exemplo, a actual manta de retalhos que é a disciplina do arrendamento rural. Mas não. Às armas pois, autonomistas! Às verbais, claro, que não custam mais do que expiração via cordas vocais ou dedos à solta num teclado. Não às outras, as que custam, e puxam pela inteligência – e sobretudo pela vontade."

Álvaro Monjardino, União dia 29 de Janeiro de 2004.

CHÁ DAS CINCO #19

"Os pilares desconhecidos, aqueles que cimentam e potenciam a Agricultura, o Turismo e o Investimento Externo, aqueles que representam num só conceito, QUALIDADE: são o Ambiente, a Investigação e Inovação Tecnológica, a Cooperação Inter-regional.
Nunca, como agora, foi tão decisiva uma abordagem a estas colunas do desenvolvimento, que, na minha perspectiva, quiçá sonhadora, constituem os factores de diferença que permitirão a validade da sustentabilidade económico-financeira e sócio-cultural da Região, a médio e longo prazo, evitando que a realidade estruturalmente deficitária que o país atravessa se reflicta e condicione determinantemente o futuro regional."

QUA-LI-DA-DE, a seguir na íntegra n'O BULE DO CHÁ

sexta-feira, janeiro 28

POST(AL) AUTONÓMICO #7




“(…) A defesa da Autonomia obriga, também, a que elevemos o tom das nossas discussões. Só assim poderemos conferir ao conceito e à realidade da Autonomia aquela mesma nobreza que possuem os conceitos de Democracia e Liberdade.
A extrema proximidade de alguns factos, que confunde analistas com actores, prejudica a cientificidade dos juízos. Todavia, o entendimento da autonomia obriga a que se faça a subtracção de carga sentimental ao debate. A título de exemplo, importa que nunca mais se faça a adjectivação da autonomia. Num passado algo mais distante, falou-se muito de “Autonomia progressiva”, de “autonomia tranquila”. Praticamente no presente, tem-se falado de “Nova Autonomia”, de “Autonomia cooperativa”. Deixemos cair todos estes adjectivos! Não falemos mais em “autonomia progressiva”, uma expressão que gerou desconfiança na comunidade portuguesa. Não falemos mais em “autonomia tranquila”, uma expressão que significa uma capitulação desnecessária. Não vale a pena falar de “nova autonomia”, porque importa que ela tenha raízes bem antigas. Não vale a pena falar de autonomia cooperativa, porque a cooperação tem que ser uma característica intrínseca de todo o processo autonómico. Esforcemo-nos, tão só, para que a autonomia seja sempre Regional – de todas as ilhas sem excepção – seja sempre Constitucional, isto é, que seja inscrita no texto regulador da nossa vida colectiva.(…)”


“Os sentidos de uma comemoração: da Invocação do Espírito Santo à Veneração da Autonomia”, Avelino de Meneses no dia 9 de Junho de 2003, dia da Região Autónoma do Açores.

(Porque «Autonomia» não é palavra de romance de cordel, e porque parece-me que andam por aí alguns esquecidos. Bom fim-de-semana!)

CHÁ DAS CINCO #18

Contributo do Estado da Região para o meu estado de espírito:

1- Maravilhado!
2- A sorrir!
3- A rir!
4- A gargalhar!
5- Lavado em lágrimas!
6- Surpreso!
7- Menente!
8- Estupefacto!
9- Sem palavras!

Obrigado Estado da Região por me ter esclarecido em quem NÃO devo votar dia 20!

quarta-feira, janeiro 26

CHÁ DAS CINCO #17

Tenho procurado estar minimamente atento aos órgãos de comunicação social mas, não encontrando referências expressas, uma dúvida assalta-me:

Quantas sessões de esclarecimento já promoveu o PSD/A tendo em vista o referendo de dia 29 sobre o sistema eleitoral?

POST(AL) AUTONÓMICO #6

Hino dos Açores

Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.

Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.

Para a frente!Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.


De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.

Para a frente, Açorianos!Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.


(E que tal falarem menos e trabalharem mais?)

terça-feira, janeiro 25

CHÁ DAS CINCO #16



Para não variar o homem perdeu-se nas vírgulas, esqueceu-se na história, trocou-se nos conceitos, disse o que não queria, não disse o que devia...BOLSOU, SUJOU O BABETE! AI JORGINHO...

CHÁ COM TORRADAS #26


Se há coisa que detesto é viajar de manhã, mas pior que isso é viajar de madrugada. O vôo PDL-HRT às 7.30 devia ser proíbido por atentar à saúde pública. Arre...

segunda-feira, janeiro 24

É d'HOMEM #20

O sr. Lopes na sua entrevista ao Expresso da Meia-Noite, 6.a-feira, na SIC-Notícias, não sei bem se na pele de Primeiro-Ministro, se de presidente do PPD/PSD, repetiu a palavra "Eu":

a) 2345 vezes?;
b) 5437 vezes?;
c) 12 436 vezes e só não foram mais porque o tempo não permitiu?;

A quem acertar oferece-se uma nomeação em Diário da República até 20 de Fevereiro.

CHÁ COM TORRADAS #25

"Liceu 89/98 velha guarda"
Pode ler-se nuns tapumes em frente ao «cemitério dos ingleses» junto ao Jácome Correia.
Não pude deixar de sorrir ...a tradição ainda é o que era!

quinta-feira, janeiro 20

CHÁ DAS CINCO #15




"A autonomia está a atravessar um novo ciclo"

Em entrevista ao Expresso das 9, Laborinho Lúcio continua o seu esforço de aproximação da figura do Representante da República à de Presidente da República e perspectiva o que poderá vir a ser o Congresso da Cidadania que se inicia segunda-feira.

PURO PRAZER #59


La Muneca, Fernando Botero

Mulheres

Aqui estão, espraiadas, as mulheres. Viram-se e reviram-se sobre as toalhas para bem se tisnarem por todos os lados. Trazem sacos e maridos para a areia. E os filhos. De repente, sentam-se. E gritam: Ó Luís Vítor, ó Bruno Manuel, ó Fernando Jorge, ó Mafalda Sofia, ó Joana Filipa! Maternais e enfastiadas, vigiam os pequenos. Ralham com os maridos como se estivessem a cantar uma canção de trabalho. Querem-nos à mão.
Entram no mar pé ante pé. Quando a primeira onda lhes dá uma umbigada, soltam um bando de gritinhos. Afoitam-se, cabeça muito levantada para que a cabeleira não se molhe. E, então, começam a sorrir. Não há, nesse momento, quem as arranque do mar. Mas, com a muita, muita água, um pensamento indesejável assalta-lhes as imaginativas cabecinhas: o peixe que, do largo, pode vir, ligeiro, engolfar-se-lhes entre as coxas.
Regressam às toalhas, aos guarda-sóis. Chamam, pelos seus nomes aos pares, os pares de crianças. Esbofeteiam-nas, beijam-nas, prodigalizam-lhes sanduíches de areia. Entretanto, os maridos foram dar uma volta.
Mulheres! Afinal sempre sozinhas sob a rosa do sol...

Uma Coisa em Forma de Assim, Alexandre O'Neill.

(E porque hoje é dia das Amigas, venha daí uma filhó de forno ...)

quarta-feira, janeiro 19

PURO PRAZER #58 (Act.)




Urgentemente

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer

(Nos 82 anos, Eugénio de Andrade, aqui e aqui, dedicado ao meu Amigo José Lino)

PURO PRAZER #57


Tiger, Kyosai

Aos Predadores da Utopia

dentro de mim
morreram muitos tigres

os que ficaram
no entanto
são livres

Lau Sequeira, Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil, 2002.

terça-feira, janeiro 18

CHÁ DAS CINCO #14


PORTUGAL, HOJE - O MEDO DE EXISTIR, José Gil

Depois da dose dupla de Compromisso Portugal no domingo, e da dose quadrupla de senadores ontem à noite, instei-me a ler a entrevista de José Gil (a última edição da revista francesa "Nouvel Observateur" considera-o um dos "25 grandes pensadores de todo o mundo") à Pública deste fim-de-semana, que aconselho, e da qual deixo, como aperitivo, este início:

"Pública - Depois da leitura do seu livro, é impossível não se ficar deprimido.
José Gil - Hesitei muito antes de o publicar. Decidi fazê-lo, porque acho que estas coisas devem dizer-se publicamente, e não apenas em circuitos fechados, como habitualmente. E também porque penso ter encontrado um fio condutor, que dá unidade a tudo o que afirmo.
P. - É aquilo a que chama "não inscrição". Que significa?
R. - Significa que os acontecimentos não influenciam a nossa vida, é como se não acontecessem. Por exemplo, quando uma pessoa ama, esse sentimento não afecta a outra pessoa, objecto do amor. Quando acabamos de ver um espectáculo, não falamos sobre ele. Quando muito, dizemos que gostámos ou não gostámos, mais nada. Não tem nenhum efeito nas nossas vidas, não se inscreve nelas, não as transforma. Ainda outro exemplo: o primeiro-ministro, Santana Lopes, classificou a dissolução da Assembleia da República pelo Presidente como "enigmática". Não disse que era incorrecta ou injusta, mas "enigmática", o que é a forma mais eficaz de a transformar em não-acontecimento.
P. - E, não tendo acontecido, ninguém é responsável.
R. - Exactamente. Pode-se continuar como se nada se tivesse passado. Os acontecimentos não se inscrevem em nós, nem nas nossas vidas, nem nós nos inscrevemos na História. Por isso, em Portugal nada acontece. (...)"

segunda-feira, janeiro 17

CHÁ DAS CINCO #13

O PedroGomes anuncia pomposamente:

«REFERENDO SOBRE AS GRANDES OPÇÕES POLÍTICAS PARA A REVISÃO DA LEI ELEITORAL PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOS AÇORES

1. A alteração da Lei eleitoral para a Assembleia Legislativa, de modo a melhorar a proporcionalidade, deve:
a) Diminuir um Deputado por cada ilha?
b) Aumentar o número de Deputados?

2. Para além dos actuais 9 círculos eleitorais - um por ilha - concorda com a criação de outros círculos eleitorais para os residentes nos Açores:

a) Círculos concelhios?
b) Círculo de compensação?»


Sobre isto tenho a fazer:

Uma questão:
Em 15 dias a direcção do PSD/A vai conseguir ilucidar os sociais-democratas sobre os conteúdos, causas e consequências das perguntas do referendo?

Um comentário:

Colocar o círculo regional de compensação em confronto com a divisão por concelhos, como não acredito seja por ignorância,deve ser uma declaração não séria, como bem sabem, e se não sabem passam a saber, os pressupostos de ambos são diferentes: o primeiro assenta na proporcionalidade global do sistema, os segundos na relação eleitor-eleito, logo o círculo regional de compensação deveria estar em avaliação na primeira pergunta do referendo.

Uma questão:

Como é que se coadunam os círculos por concelhos com os «actuais 9 círculos eleitorais - um por ilha» (sic)?

Outra questão:
Pelo modo como o PSD está a tratar a revisão do sistema eleitoral quer ser levado a sério?

CHÁ QUENTE # 29

"CDS-Açores em Convulsão"

A verdade por metade.

A verdade verdadeira.

CHÁ COM TORRADAS #24

Declaração de interesses:
Tenho elevada estima pessoal por Victor Cruz, considero-o uma excelente pessoa, mas é um político fora do seu tempo, infelizmente para ele, para o PSD/A e para os Açores:

"Mais Açores melhor autonomia"
Onde? Tentei seguir o congresso pelo excelente serviço público que prestou a RDP/A e não ouvi uma palavra para os Açores, uma ideia para a Autonomia...ou alguém com honestidade intelectual considera que dizer «não queremos uma grande autarquia mas um pequeno estado» é uma grande inovação?
(já agora alguém me arranja a moção? é que no site ...nada)

"Somos os campeões da Autonomia"
Para esta tenho o Pedro Gomes "ninguém é dono da Autonomia!".
Melhor fora que tivesse juízo e ouvisse os recados de Reis Leite quanto à perda de protagonismo do PSD/A nas últimas revisões constitucionais.

Lançar Mota Amaral como candidato que encerra as «justas aspirações autonómicas dos Açores» é uma deslealdade, para o próprio que, como candidato presidencial, não se pode ater a essa singularidade, para a autonomia que, enquanto desígnio colectivo, não pode ser instrumentalizada em favor de um projecto partidário.

sexta-feira, janeiro 14

PURO PRAZER #56


Saraband, Ingmar Bergman

Quando somos muito fortes, - quem recua? muito alegres, - quem cai no ridículo?
Quando somos muito maus, - que fariam de nós?
Alindai-vos, bailai, desatai a rir.- Eu nunca poderei atirar o Amor pela janela.

Iluminações, Jean-Arthur Rimbaud

(Cenas da vida conjugal 30 anos depois...Bom fim-de-semana!)

É d'HOMEM #19

Notícia RDP/A às 8h30:
«António Ventura vai avançar com uma candidatura à liderança da concelhia do PSD de Angra.»

Então o sr. Ventura não era Independente no dia 17 de Outubro?

quinta-feira, janeiro 13

PURO PRAZER #55


Trifid Nebula


Nebulosas lá como ...

quarta-feira, janeiro 12

PURO PRAZER #54


Baran, Majid Majidi

Estava a ver que não o via ...Hoje, no Ramo Grande ,mesmo sem estar agendado, viva a cultura!

CHÁ COM TORRADAS #22 (Act.)

Um homem passa os dias mergulhado em papéis, mas depois quando levanta a cabeça lê e ouve coisas que o deixam chateado.
Quando ouço e leio a propósito da revisão do sistema eleitoral «O trabalho que agora apresentamos é o primeiro tornado público sobre a matéria» poderia concluir tratar-se de uma declaração não séria, mas lembrando 28 de Dezembro de 2003 quando o mesmo diário tinha em caixa «PSD/A propõe dez círculos. O PSD pretende criar um "Círculo Regional de Compensação", para as eleições legislativas nos Açores» começo a pensar que talvez esteja perante mais uma atabalhoada tentativa de reescrever a história.
Atabalhoada porque o que ali se propõe nem é novo nem é possível:
1- Em 1987 na sua proposta de Código Eleitoral Jorge Miranda defendia a criação de círculos eleitorais por referência a autarquias locais ou conjuntos de autarquias locais de modo a que o número de eleitores fosse o mais homogéneo possível;
2- Penso ter sido o também o MPT (ou o sr. Moniz) a avançarem com a divisão da ilha de S.Miguel em várias círculos;
3- O aumento de 2 deputados em S.Miguel e 1 na Terceira não é novidade alguma, já foram tornadas públicas várias posições nesse sentido (Reis Leite) e o PS/A apresentou uma proposta na Comissão com essa possibilidade (lembro que o PS/A apresentou 3 propostas de revisão do sistema eleitoral)
4- A proposta apresentada é incoerente:
a) não estende essa divisão por concelhos a todo o arquipélado;
b) querendo aproximar o eleitor do eleitorado deveria propor círculos menores;
c) não resolve a questão da sobre-representatividade das ilhas mais pequenas;
d) não se coaduna com a revisão constitucional, onde há uma imposição clara à manutenção da realidade de ilha no sistema eleitoral dos Açores;
e) discorre em sentido contrário à tendência agregadora global do sistema eleitoral (arquipélago vs ilhas) introduzindo mais um ponto de fractura (concelhos).

Tudo isto conjugado leva-me a lembrar o seguinte, para os mais distraídos:
a) O Vent(ilha)dor já esclareceu tecnicamente a proposta do círculo regional de compensação do PS/A
b) como bem lembra o Vent(ilhador) e como já defendi no Bule do Chá, este círculo regional de compensação pode ser usado quer com um aumento quer com a diminuição dos parciais das ilhas;
c) o círculo regional não é um círculo de restos mas sim um círculo de apuramento dos votos de todo o arquipégago;
d) o círculo de restos não se adequa ao método de Hondt (vejamos os restos em ilhas como faial, pico ou sjorge podem ser maiores que os restos de smiguel ou terceira dependendo do último parcial para o último deputado apurado nessas ilhas, isso não resolveria a sobre-representação das ilhas mais pequenas, pelo contrário)
e) O único trabalho que reconheço seriedade na abordagem do círculo regional de compensação é o aqui presente, leiam e penso que ficarão esclarecidos.

Quanto ao mais ...venham propostas sérias que o Presidente da Comissão vai estar atento, certo? Bom dia!

segunda-feira, janeiro 10

PURO PRAZER #53


Cena Erótica, Picasso

Janelas Altas

Quando vejo um casal de miúdos
E percebo que ele a anda a foder e ela
Usa um diafragma ou toma a pílula
Sei que isto é o paraíso

Com que os velhos sonharam toda a vida -
Compromissos e gestos postos de lado
Que nem debulhadora fora de moda,
E toda a gente nova a descer pelo escorrega,

Interminavelmente, para a felicidade. Será
Que alguém olhou para mim, há quarenta anos,
E pensou: Isso é que vai ser boa vida;
Nada de Deus, ou suores nocturnos,

Ou medo do inferno, ou ter de esconder
Do padre aquilo que se pensa. Ele
E a malta dele, c'um raio, hão-de ir todos pelo escorrega
Abaixo, livres que nem pássaros?
E de imediato,

Em vez de palavras, vêm-me à ideia janelas altas:
O vidro que acolhe o sol, e mais além
O ar azul e profundo, que não revela
Nada e está em lado nenhum e não tem fim.

Janelas Altas, Philip Larkin. Ed. Cotovia, 2004.

É d'HOMEM #18

PP «é dique contra as crises»

Para os presentes efeitos «dique» é a palavra certa

sexta-feira, janeiro 7

PURO PRAZER #52


San Benedetto, J.M. William Turner

“(…) As observações e os encontros do homem solitário são a um tempo mais confusos e prementes do que os do homem mundano, os seus pensamentos mais graves, surpreendentes e nunca isentos de um traço de tristeza. Imagens e percepções, que um olhar, um sorriso, uma troca de impressões levariam a ignorar, ocupam-no sobremaneira, ganham profundidade no silêncio, ganham sentido, tornam-se vivência, aventura, sensação. A solidão é propícia ao original, ao estranhamento e ousadia do belo, à poesia. Mas gera também o perverso, o monstruoso, o absurdo e o ilícito. (…)”

Morte em Veneza, Thomas Mann. Ed. Relógio d’Água, 2004.

(Entretanto parece que não é só o André que nos quer dar música, estejam atentos amanhã aos brindes destes e destes senhores. Bom fim-de-semana!)

É d'HOMEM #17

O presidente da República, Jorge Sampaio, defende que o sistema político deve ser alterado para facilitar a criação de maiorias absolutas na Assembleia da República

(E passados 9 anos sobre Belém desceu um estrela plena de luz...)

quinta-feira, janeiro 6

CHÁ COM TORRADAS #21


Golconde, Magritte

(Porque eles andam por aí e por aqui e aqui e aqui e aqui ...)

É d'HOMEM #16

"Não esperava perder por tantos votos”

O Sr. Cruz amanhã na edição em papel do Expresso das 9, ou ainda hoje pela tardinha na edição on-line.

quarta-feira, janeiro 5

PURO PRAZER #51


Coucher de soleil sur la Seine, effect d'hiver. Claude Monet

O que me faz lembrar o «Just a perfect day...» do Lou Reed

terça-feira, janeiro 4

PURO PRAZER #50

HASH(0x8898b68)
You are Hamlet, prince of Denmark. You may have
the power to do great things, but do not let
indecision weaken your resolve. Be careful to
not allow other people's problems to become
your own, and don't steriotype people.
Whatever path you choose to take in life,
beware of neglecting those who care about you.

Which Shakespearian Tragic Hero are You?

Pronto tá destinado, tá destinado, alguém viu por aí uma caveira?
Via (Indis)Pensáveis

CHÁ DAS CINCO #12

Dão-se alvíssaras a quem me conseguir explicar:

1- Porque é que o Sr. Cruz insiste em ir em 2.º lugar na lista de canditados do PSD/A às legislativas nacionais?

2- Como é que se está a sentir o PSD/Terceira com a candidatura do sr. Neves por Portalegre, quando já andavam a anunciar publicamente a sua proto-candidatura à CMAH?

3- Porque é que o sr. Gusmão deixou de ser cabeça de lista às legislativas nacionais em favor do sr. Barata?

PURO PRAZER #49


Waterloo Bridge, soleil dans le brouillard, Claude Monet

(...e a manhã nasceu assim. Bom Dia!)

segunda-feira, janeiro 3

PURO PRAZER #48


The Pleiades Star Cluster

Estrelas

O azul do céu precipitou-se na janela. Uma vertigem, com certeza.
As estrelas, agora, são focos compactos de luz que a transparência variável das vidraças acumula ou dilata. Não cintilam porém.
Chamo um astrólogo amigo:
«Então?»
«O céu parou. É o fim do mundo.»
Mas outro amigo, o inventor de jogos, diz-me:
«Deixe-o falar. Incline a cabeça para o lado, altere o ângulo de visão
Sigo o conselho: e as estrelas rebentam num grande fulgor, os revérberos embatem nos caixilhos que lembram a moldura dum desenho infantil.

Trabalho Poético, Carlos Oliveira. Assírio & Alvim, 2003.

(...ou o esboço para uma crónica de passagem de ano)

domingo, janeiro 2

CHÁ COM TORRADAS #20

"(...) Causam-me alguns engulhos que a Região querendo resolver um problema (e precisa resolvê-lo) avance na perspectiva menos onerosa a curto prazo. O cerne da questão deveria, aqui, ser: Queremos menos, melhores e mais bem remunerados deputados? Consensos precisam-se(...)"

(Nada como começar o ano com uma boa provocação, agitar as águas, O SISTEMA para seguir n' O BULE DO CHÁ)

quinta-feira, dezembro 30

PURO PRAZER #47


Três de Maio, Goya

Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.

Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente á secular justiça,
para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de
sangue».
Por serem fiéis a um Deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto
haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha o coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga –
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror e tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é só nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

Obras de Jorge de Sena, Antologia Poética. Edições ASA,1999.

(Tenham paciência e leiam até ao fim, depois...o Fogo de Artifício. Feliz 2005!)

PURO PRAZER #46


Beethoven: Piano Sonatas, Op 10 & 13 "Pathétique", Maurizio Pollini

(Para as melhores saídas ...)

PURO PRAZER #45


Lagrimas Negras, Bebo&Cigala

(Que os melhores nos acompanhem...)

terça-feira, dezembro 28

CHÁ COM TORRADAS #19


La ville engloutie, Roger Chapelain-Midy

segunda-feira, dezembro 27

CHÁ QUENTE #28

Muito se pode dizer acerca do Diabo:
ele não está morto, está vivo.
Como poderia ele ter sido abolido
por um Deus que está sempre ausente?

Gunnar Ekelöf

(De novo a preto e branco, mas é muito difícil não pensar de outra forma...)

quinta-feira, dezembro 23

PURO PRAZER #41

A paz sem vencedor e sem vencidos

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Dual, Sophia de Mello Breyner Andresen. Ed. Caminho, 2004.

(Porque é preciso celebrar a Paz, sempre, o Chá Verde faz Votos para que todos passem um Santo Natal)

CHÁ COM TORRADAS #18

Ó AMISM JÁ PERCEBESTE OU QUERES QUE TE FAÇAM UM ESQUEMA?

(Interrompi a série natalícia do Puro Prazer mas este assunto é igualmente importante)

PURO PRAZER #40

Adicionei os meus dias e não te encontrei
nunca, em sítio nenhum, para me tomares a mão
no clamor dos abismos e na minha barafunda de estrelas!
Tomaram uns o Saber e outros o Poder
a escuridão rasgando as duras penas
e pequenas máscaras, de alegria e tristeza,
ajustando à face arruinada.
Eu é que não, não ajustei máscaras
deitei para trás de mim alegria e tristeza
pródigo deitei para trás de mim
o Poder e o Saber.
Adicionei os meus dias e fiquei sozinho.
Disseram uns: porquê? Este também há-de viver
na casa com vasos e branca noiva.
Cavalos de pêlo fulvo e negro acenderam-me
a obstinação por outas mais brancas Helenas!
Almejei outra mais secreta bravura
e aí onde me impediram, invisível, fui a galope
restituir as chuvas aos campos
e recuperar o sangue dos mortos insepultos!
Disseram outros: porquê? Este também há-de conhecer,
até ele, a vida nos olhos do outro.
Não vi olhos de outrem, não encontrei nada
senão lágrimas no vazio que abraçava
senão borrasca na serenidade que suportava.
Adicionei os meus dias e não te encontrei
e enverguei as armas e saí sozinho
para o clamor dos abismos e a minha barafunda de estrelas!

Louvada Seja, Odysséas Elytis. Assírio & Alvim, 2004.

(Porque é preciso celebrar a Justiça)

quarta-feira, dezembro 22

PURO PRAZER #39

Canto Vigésimo Oitavo

Tenho a impressão que a avareza
não é um defeito que acontece na velhice
quando o tédio já invadiu o cérebro.
A mim salvou-me aos setenta anos
quando uma tarde comecei a apagar as luzes
e o meu irmão tropeçava por todo o lado.
Agora recolho os fósforos usados
(com algodão podem servir para limpar os ouvidos)
e de manhã à noite tenho muito que fazer:
quero que o meu irmão deite pouco açucar
no leite, e eu, guloso por mel,
lambo apenas uma colherzita ao domingo,
em pé, entre as duas portas do guarda-louça.
A toalha não é necessária, usámos um pedaço de papel
que depois serve também para acender o lume.
De noite se ninguém se levanta
basta uma candeia enquanto o outro permanece no escuro.
Assim passa uma hora, passam duas, passa um mês
e a cabeça trabalha.

O Mel, Tonino Guerra. Assírio & Alvim, 2003.

(Porque é preciso celebrar a Razão)

terça-feira, dezembro 21

PURO PRAZER #38

I
No que estás a pensar
Eu penso no primeiro beijo que te darei
II
Beijos semelhantes às palavras de quem sonha
estais ao serviço das forças inventadas
III
Nas ruas de amores de passagem
As paredes terminam em noite de breu
Eu estou apaixonado
E são alvas as minhas cortinas
IV
Sem espalhafato e o mimo do seu ninho
Ela surge no hiato de um sorriso
V
No dia 21 do mês de Junho de 1906
Ao meio dia deste-me a vida
VI
Falei em facilidade e o que é fácil
É a fidelidade
VII
É preciso vê-la à torreira do sol
pejado de rochedos inacessíveis
É preciso vê-la em plena noite
É preciso vê-la quando está só

In Últimos Poemas de Amor, Paul Éluard. Relógio d'Água.2002

(Porque é preciso celebrar o Amor)

sexta-feira, dezembro 17

PURO PRAZER #37



Maria João Seixas - Peço-te uma palavra de eleição.

Manuel Graça Dias - Cidade. Porque é um território de liberdade, de democracia, onde confrontamos as nossas diferenças com os outros, onde negociamos diariamente a dificuldade de vivermos juntos e há milhares de anos que o conseguimos fazer. Porque é um território da imprevisibilidade, porque somos muitos, porque estamos juntos, porque temos desejos diferentes. Porque é um território com uma história anterior a nós e que continuará depois de nós. Porque é um território constantemente incendiado de surpresas.

In Publica, 12 de Dezembro de 2004

(Bom fim-de-semana Blogosfera)

CHÁ COM TORRADAS #17

Ao anúncio da recandidatura do sr. Cruz à liderança do PSD/A, foi anexado, ontem pelo Canal 1, a unanimidade das estruturas de ilha, hoje pela RDP/A, um abaixo assinado de apoio dos autarcas sociais-democratas, com o alerta para a necessidade de limpeza das «sanguessugas» (sic) bem como da necessidade de colocar um ponto final na clivagem entre a «velha e a nova geração» (sic).
A peça fez, igualmente, referência ao facto de vários autarcas estarem de costas voltadas para as estruturas partidárias.
Perante este cenário, apresentam-se-me algumas considerações:
1- Não pode ter sido o sr. Cruz quem liderou o PSD/A nos últimos 4 anos, pois se tivesse sido como é que, enquando líder eleito quase por unanimidade, não resolveu a clivagem entre velha e nova geração e ainda criou a clivagem entre autarcas e estruturas de ilha?
2- Quererá isto dizer que as vitórias do sr. Cruz nas autárquicas de 2001 e nas legislativas de 2002 não se deveram, em primeira análise, ao sr. Cruz mas sim à força dos autarcas, em 2001, e à fuga do sr. Guterres, em 2002, contrariamente ao que tão afanosamente fez passar?
3- Significará que, por não ter resolvido esses problemas, não teve o devido apoio, nem nas europeias, nem nas regionais (não esqueço as palavras de dia 17 à noite que revelavam ter carregado com o partido sozinho durante 4 anos)?
4- Ora, se assim é, muito seguramente, o sr. Cruz, no ano de 2005, não conseguirá resolver todos os problemas que se agravaram no quadriénio 2000-2004. Está, pois, mais do que nunca, para poder ter a vitória autárquica em Outubro de 2005 que lhe permita chegar às eleições regionais de 2008, refém dos caciques locais do partido, além de estar perante uma contradição insanável, a de ter de fazer a limpeza nas estruturas de ilha, que ele próprio incentivou e alimentou nestes últimos 4 anos, e que lhe prestaram unânime vassalagem.
5- Pior de tudo isso é que o sr. Cruz tem a consciência de que os mesmos que o apoiaram por unanimidade hoje o farão amanhã à sra. Cabral ou ao sr. Freitas, pois é assim a cultura do PSD/A, uma cultura de poder, dê por onde der!
6- Prevejo que em Outubro de 2005 voltemos a este tema...

quinta-feira, dezembro 16

CHÁ COM TORRADAS #16


17 de Outubro de 2004


(...)


(...)


(...)


17 de Dezembro de 2004

(Buster Keaton, minhas Senhoras e meus Senhores, com a devida vénia à Montanha, sempre Mágica)

quarta-feira, dezembro 15

PURO PRAZER #36


The bats, Jeremy Deller (Turner Prize 2004)

CHÁ DAS CINCO #11

Choque de Gerações
(o prometido é devido aqui vai no meio de uma febril e arreliadora gripe)

A ideia, mais do que o título, pareceu-me interessante. Ao chamar a terreiro a nova geração açoriana para «botar palavra», adivinhavam-se novas ideias, em novas cabeças, e a lufada de ar fresco que nos trariam as novas caras.
Eis senão que:
Do ponto de vista da substância, e do que era a minha expectativa, têm falado muito pouco dos Açores ou da dimensão que alguns dos problemas abordados têm na Região. É verdade que podemos ser acusados de «umbiguismo» mas não será também verdade que uma das grandes lacunas da nossa sociedade civil é que não nos pensamos ou discutimos? E não se deveria argumentar que já existem outros espaços na rtp-a para o fazerem, bem sabemos que os há , mas são pobres e com os do costume, e a mais valia do CG é precisamente não ser feito com os do costume. Cosmopolitismo não será falar dos Açores sem complexos nem engagements?
A abordagem, num só programa, de assuntos nacionais, internacionais e regionais, parece-me um passo maior do que as pernas, talvez influenciado pela formação jornalística do sr. Neto. Como tal, fala-se muito mas diz-se pouco e sempre a correr.
Por outro lado trazer ao programa, além do painel residente que vai rodando (uma ideia feliz) pessoas que se me afiguram de valor e não fazê-las falar ou debater as perspectivas que as suas actividades terão na Região é também fugir ao essencial, já lá estiveram, que me lembre, arquitectos, juízes, poetisas, jornalistas, desportistas, fotógrafos, enfim uma miríade que «apenas» serviu (não por desprimor dos convidados) para dar um ar...envernizadamente cosmopolita. Não seria melhor para o programa chamar essa personagem à mesa, trazendo ela temas para debate, a área que domina com uma ligação à região e procurando lançar ideias e o seu ódio de estimação? E depois fazer uma segunda parte onde poderia ser abordado um tema da actualidade fosse nacional, regional ou internacional?
A ideia do ódio de estimação é inovadora mas apresenta-se desgarrada do programa. Surge interrompendo raciocínios e debates funcionando apenas como separador e não reintroduzindo discussão. A ideia de o limitar a ódios de uma só pessoa parece-me «pior emenda que o soneto».

Por outro lado, o programa perde bastante pelos seus problemas formais, melhorados com a saída do espaço do restaurante. O facto de apresentar um figura fora do circulo central de debate, que repetidas vezes é chamada à imagem enquanto os restantes discorrem e debatem prejudica a ligação com o espectador. E ajuda à ideia de que não há complementaridade entre as duas vertentes do programa. Aliás serve também para interromper o programa para as apresentações e conversa de circunstância, muitas vezes afastada do que até então se disse. Propugna-se que esse convidado seja integrado na mesa.
Finalmente, as três áreas de discussão obrigam a uma grande dispersão e normalmente o fio condutor é cortado, ou pelo próprio sr. Neto, na ânsia que seguir as suas notas ou introduzir novos dados, ou pelo formato do programa com a apresentação do convidado ou do ódio de estimação.
Não posso dizer que não gosto do projecto, acho que poderia ser melhorado até porque aquela coisa do cosmopolitismo a tanto obriga. Mas quem sou eu…se gostam assim pois continuem, no fundo continuarei a vê-lo, mais ou menos, atentamente, nem que seja para depois poder comentar no Foguetabraze.
Isto ficou grande…tenham paciência!

terça-feira, dezembro 14

É d'HOMEM #15

Durão Barroso critica actuação dos anteriores executivos comunitários: "a trajectória europeia foi por vezes desviada por acontecimentos internacionais exógenos" e as prioridades "alteraram-se demasiado" de acordo com os calendários políticos dos diferentes presidentes.

(Olha que é preciso ter lata! Continua assim e vais ver que não é só em Portugal que há bombas atómicas)

CHÁ COM TORRADAS #15


Gato Branco, M.C.Esher

"O BICHANO REACCIONÁRIO

O grande gato não partiu para a grande guerra. Quedou-se em casa. Aceitou de mau grado o racionamento do leite, a inferior qualidade do pão que passou a entrar na confecção das sopinhas de leite, a escassez do carapau, as hipérboles dos títulos dos jornais; aceitou, até (ele que há muito deixara de ser um caçador!), a magreza dos ratos. Conformou-se, foi-se conformando com a crescente dureza óssea do regaço da dona. Mas, sob as águas estagnadas do dia-a-dia, quem estaria a torpedear-lhe a barquinha da vida?(...)"

In, Uma coisa em forma de assim, Alexandre O’Neill. Assírio & Alvim, 2004.

segunda-feira, dezembro 13

CHÁ DAS CINCO #10


E nós por cá na maior ...

Sei que este assunto é um ninho de vespas mas não me vou calar:
Sempre fui um grande defensor dos bailes do Coliseu e sou um acérrimo defensor das tradições da nossa Região. Mas a defesa da tradição tem limites, e no caso do reatamento dos bailes de carnaval no Coliseu tem o limite do interesse público. A verdade é que não posso conceber que tendo sido investidos 6 milhões de euros naquele espaço privilegiado para espectáculos de qualidade nacional e internacional (como tão pomposamente anunciam já para 2005), se vá agora sujeitar um bem comum (da ilha inteira e mais quem vier) à erosão, desgaste e exposição de fumos, bebidas, líquidos inunciáveis, comida (mantêm-se as cestas?) e sabe-se lá mais o quê durante 3 dias, com possíveis danos irreparáveis a curto e médio prazo...desculpem lá mas, neste momento só consigo dizer: Ao diabo com os bailes do Coliseu!

CHÁ QUENTE #28



Read my leaps: I Love PDL
Read my mind: Faltam 4 dias

CHÁ COM TORRADAS #14

A classe política portuguesa reflecte a atitude de cidadania do português médio (o verdadeiro sr. Silva) que perante os concretos problemas da sociedade, ou questões como a levantada pelo sr. Silva (Cavaco), invariavelmente, responde: “merecemos políticos melhores…”

In A Lei do sr. Silva, para degustar por completo n' O Bule do Chá

(O Bule do Chá foi a fórmula que o Chá Verde encontrou para contornar a estúpida medida do DI, tal como o AO, em promover a edição online do jornal só para assinantes)

sexta-feira, dezembro 10

PURO PRAZER #35


Gerâneos, Carlos Reis

Educação sentimental

Para quem faz do sonho a vida, e da cultura em estufa das suas sensações uma religião e política, para esse, o primeiro passo, o que acusa na alma que ele deu o primeiro passo, é o sentir as coisas mínimas extraordinária e desmedidamente. Este é o primeiro passo, e o passo simplesmente primeiro não é mais do que isto. Saber pôr no saborear duma chávena de chá a volúpia extrema que o homem normal só pode encontrar nas grandes alegrias que vêm da ambição subitamente satisfeita toda ou das saudades de repente desaparecidas, ou então nos actos finais e carnais do amor; poder encontrar na visão dum poente ou na contemplação dum detalhe decorativo aquela exasperação de senti-los que geralmente só pode dar, não o que se vê ou o que se ouve, mas o que se cheira ou se gosta – essa proximidade do objecto da sensação que só as sensações carnais – o tacto, o gosto, o olfacto – esculpem de encontro à consciência; poder tornar a visão interior, o ouvido do sonho – todos os sentidos supostos e do suposto – recebedores e tangíveis como sentidos virados para o externo (…)”

Bernardo Soares, in Livro do Desassossego

(Bom fim-de-semana Blogosfera)

CHÁ COM TORRADAS #13

"Os jovens que passam longos períodos com um computador portátil em cima dos joelhos arriscam-se a perder fertilidade."

(Epá isso não se faz pá, logo agora pá, com a Região Digital e aquela cena da Declaração de Lisboa, grande injustiça pá e o toshiba que me deixa as "partes" quentinhas e o blogue e os chats coisa e tal, e os blind dates e essas cenas manhosas pá...que coisa pá, a x69, a gatassanhada e a bocadoce não se queixaram pá, isso cheira-me a lobby das casas de alterne...Eu cá sou muito macho, qual alexandre frota qual carapuça! Assinado: Zésemprempé!)

quinta-feira, dezembro 9

CHÁ QUENTE #27

"UM PÉ NA MARGEM DIREITA, OUTRO NA MARGEM ESQUERDA E O TERCEIRO NO RABO DOS IMBECIS"
J. PRÉVERT

PURO PRAZER #34


Hélio Rola

Por falar em Anjos:

"Carta de Satã
Isto aqui é um lugar estranho, extraordinário e interessante. Não há nada de semelhante aí pelos nossos sítios. Todas as pessoas são loucas, a Terra é louca, a própria Natureza é louca. O Homem é uma maravilhosa curiosidade. Quando está no seu melhor é uma espécie de anjo passado por um banho de níquel; no seu pior é indescritível, inimaginável; é, de ponta a ponta, um sarcasmo. E no entanto chama-se a si próprio, com brandura e sinceridade, «a mais nobre das obras Divinas» (…)"

Cartas da Terra, Mark Twain. Ed. Mareantes, 2004.

terça-feira, dezembro 7

PURO PRAZER #33

O ICEBERG


1) Carta a uma estudante de literatura que me pede dados biográficos:

Pensando bem não tenho biografia. Melhor, todo o escritor português marginalizado sofre biograficamente do que posso denominar complexo do iceberg: um terço visível, dois terços debaixo de água. A parte submersa pelas circunstâncias que nos impediram de exprimir o que pensamos, de participar na vida pública, é um peso (quase morto) que dia a dia nos puxa para o fundo. Entretanto a linha de flutuação vai subindo e a parte que se vê diminui proporcionalmente (...)"

In, O Aprendiz de Feiticeiro, Carlos Oliveira. Ed. Assírio & Alvim, 2004.

(Bom Feriado Blogosfera)

sexta-feira, dezembro 3

PURO PRAZER #32


Projet de décor pour la revue-opérette Oh! Ys!, Maurice Marchand

O Homem e o Mar

Homem livre, tu sempre adorarás o mar!
O mar é o teu espelho; a tua alma contemplas
Na sua ondulação, no infinito vaivém,
E o teu espírito é o fosso não menos amargo.

Gostas de mergulhar na tua própria imagem
Chegas mesmo a beijá-la, e o teu coração
Distrai-se algumas vezes do seu próprio som
Com o rumor dessa queixa indomável, selvagem.

Sois ambos, afinal, discretos, tenebrosos:
Homem, ninguém sondou os teus fundos abismos;
Ó mar, ninguém conhece os teus tesouros íntimos,
Tanto que sois dos vossos segredos ciosos!

E, porém, desde sempre, há séculos inumeráveis
Que os dois vos combateis sem piedade ou remorso.
De tal modo gostais da carnagem, da morte,
Ó lutadores eternos, irmãos implacáveis!

In, As flores do mal, Baudelaire

(Assinem e passem a palavra, já faltava alguma cor a este blog, bom fim-de-semana Blogosfera)

CHÁ QUENTE #26

"AO QUE VIMOS E PORQUE VIMOS
PELO GOSTO DE ESTAR.
PELO DESEJO DE PARTICIPAR.
PELA HUMANA TENTAÇÃO DE EXPERIMENTAR.
PELA FELINA CURIOSIDADE DE ARRISCAR.
PELO INCONTIDO IMPULSO DE SUPERAR LIMITES PRÓPRIOS E EXPECTATIVAS ALHEIAS.
PARA ESTAR COM O FUTURO SEM RENEGAR OU ESCONDER O PASSADO.
PELAS MESMAS ORIGINAIS RAZÕES QUE LEVARAM O BÍBLICO ADÃO A ARRISCAR O PARAÍSO E O HOMÉRICO ULISSES A ENFADAR-SE DA ILHA DE CALIPSO."

(O Vent(ilha)dor de DSousa na Blogosfera desde 27 de Novembro, para gáudio de muitos e terror de alguns)

CHÁ COM TORRADAS #12

Temos novo D.Sebastião e, entretanto, o Processo Colectivo de Intoxicação Voluntária continua, é caso para dizer como o outro:
QUERO LÁ SABER!!!

quinta-feira, dezembro 2

CHÁ DAS CINCO #9

Não deixa de ser com uma certa esperança que leio estas coisas:

"Vimos pois com uma obrigação e a consciência de uma vantagem: a obrigação de estudar se as características dos nossos fluidos geotérmicos permitem igualmente outras utilizações para além das nossas actuais e a vantagem de poder contar com a experiência islandesa e assim não repetir os mesmos erros que reconheceram também ter cometido. As portas ficaram abertas para a cooperação, garantiram-nos."
Francisco Botelho

"Projectos bilaterais já se firmaram nas pescas e, em breve, chegará também a vez da agropecuária (...)Carlos César reiterou também a sua vontade de desenvolver o intercâmbio, de lá para cá e vice-versa, de jovens interessados numa experiência de trabalho e estudo, contornando, assim, toda a burocracia de entradas no país. Isso é importante para nós, também para facilitar a cooperação de investigação científica porque os jovens podem mais facilmente vir a Portugal. O protocolo está a ser elaborado e precisamos de um apoio para assegurar que este acordo está assinado antes do Verão."
Patrick Parisot (Embaixador do Canadá em Portugal)