quarta-feira, fevereiro 9

PURO PRAZER #63


Lovers in a small cafe in the italian quarter, Brassai

Carne de Amor

Carne. Carne de amor. Love-flesh,
como lhe chamou Whitman.
Amada carne até aos bordos cheia
de ardor, fremente de seiva.
Carne endurecida
até à alma. Erecta carne
profunda. Vertical esplendor
subindo às estrelas. Ou mais
alto ainda. Talvez
à eternidade.
Ámen.

Poesia, Eugénio de Andrade. Ed. Fundação Eugénio de Andrade, 2000.

(Por causa da Quaresma, claro está...)

CHÁ COM TORRADAS #30

Confessso que o meu estado de espírito está cada vez mais em comunhão com os pais fundadores da autonomia;
Confesso que cada vez mais acredito que se não nos esforçarmos o maremoto de desatino que se vive no Continente vai atingir estas nove ilhas e destruir os 110 anos de caminho autonómico comum;
Assim, como a minha margem de tolerância decresceu substancialmente no que concerne às notícias desta campanha eleitoral, deixo-vos:

- impressões:

as melhores e mais inteligentes campanhas são, de longe, as do CDS/PP e do PCP

- intenções:

Medina Carreira não vota PS nem PSD, António Barreto vota nulo.

- prognósticos antes do fim do jogo:

PS - 44%-47% (logo «com esta maioria absoluta o povo português deu uma prova de confiança ao PS»)
PSD - 29%-32% (logo «todos sabem que herdei uma situação difícil, que há muitas pessoas que não gostam da minha forma de estar na política, mas desafio quem quiser comigo disputar a liderança do PPD/PSD»)
CDS/PP - 9%-11% (logo «o CDS/PP está a crescer e mostra que é uma alternativa de governo»)
CDU - 6,5%-7,5% (logo «derrotamos as políticas da direita»)
BE - 4,5%-5,5% (logo «o Bloco vai fazer lembrar ao PS na Assembleia da República que são precisas políticas de esquerda neste país»)

Na Região: PS - 3 deputados, PSD - 2 Deputados

Com isto declaro encerrada a minha disponibilidade mental para com as eleições de 20 de Fevereiro.

segunda-feira, fevereiro 7

CHÁ QUENTE # 32


HENRI CARTIER - BRESSON

A ler:

O Choque Feminino - Miguel Veiga (Expresso, dia 5 de Fevereiro);

Leonor Beleza - entrevistada por Maria João Seixas (Pública, 6 de Fevereiro)

CHÁ COM TORRADAS #29


Carnaval na Terceira é Cultura, mas Cultura ditatorial que impede sessões de cinema até quinta-feira ou a abertura do centro multimédia em Angra do Heroísmo, enfim...

sexta-feira, fevereiro 4

É d'HOMEM #22 (Act.)

Nuno da Câmara Pereira, 53 anos, Fadista
"Sou um revolucionário"
(...)
Visão: Um tribunal português já entregou a custódia de uma criança a um casal homossexual...
NCP: Eu sei. Mas é a excepção. A regra é que de 28 em 28 dias as mulheres tenham regras...
Visão: A co-inceneração?
NCP: Está ultrapassada.
Visão: Então ainda o poderemos ver junto às populações, a protestar contra essa solução?
NCP: Claro que sim. Eu sou um homem de intervenção, sou um revolucionário.
Visão: As pessoas vêem-no mais como um reaccionário...
NCP: Essas pessoas já dormiram comigo?
(...)

Visão, 3 de Fevereiro 2005, pag 70.

Depois não se admirem de aparecerem coisas assim. Com esta me vou...Bom Fim-de-Semana e Bom Carnaval!

PURO PRAZER #62


O Quinto Império - Ontem como Hoje

(…) O Quinto Império é a harmonia entre os povos. É utópico, mas para se avançar são precisas utopias.

Sem elas não se sobrevive…

Pois não. A utopia é o caminho para a luz. Se se apagar a luz não há sentido para a vida.

E a luz está a apagar-se?

É possível. Urge fazermos uma reflexão profunda sobre os valores que instituímos, ou antes, sobre a falta deles para os não deixar perder.

O cinema ajuda?

Claro que sim, porque o cinema não é técnica, é vida, é cultura. Só a cultura nos permite preservar a identidade, identidade que dá a dignidade, dignidade que dá o respeito pelo próximo. Não há identidade sem respeito pelo próximo – que começa no respeito por nós próprios.

Excerto da entrevista de Manoel de Oliveira à Visão de 3 de Fevereiro 2005

(...e não pensem sequer que vou perder o meu tempo a dissecar este acto falhado)

quinta-feira, fevereiro 3

CHÁ QUENTE # 31


Dupont&Dupont

(...ou como afinal eles não são iguais)

quarta-feira, fevereiro 2

PURO PRAZER #61


Eros e Psyche, Giulio Romanto

CHÁ COM TORRADAS #28

Porque é que a redução de um deputado em cada ilha de per si não resolve o problema?

1- Porque cria um círculo uninominal no Corvo.

2- Porque não elimina a possibilidade do partido mais votado ter menos mandatos que o segundo partido mais votado.

O que é que faz falta?

Um círculo regional de compensação:

1- Que dê proporcionalidade global ao sistema evitanto a inconstitucionalidade do círculo uninominal do Corvo;

2- Que seja a cláusula de eficácia do sistema permitindo que partido mais votado tenha mais mandatos que o segundo partido mais votado.

Mas se querem continuar o Circo, quantos militantes do PSD/A participaram no referendo?

terça-feira, fevereiro 1

PURO PRAZER #60


People in the sun, Hopper

(Safa, que este blogue estava a ficar chato como a potassa...)

segunda-feira, janeiro 31

CHÁ QUENTE # 30

O Chá Verde no seu exercício cartesiano antes do voto consultou os programas eleitorais do PS e do PSD. Dos respectivos calhamaços há vários anos que o primeiro capítulo que analiso é o da Autonomia. Estou preparado para tudo, mas este ano trouxe surpresas.
Assim, num acto que penso ser o cumprir de um dever cívico, disponibilizo n'O Bule do Chá os capítulos dos dois maiores partidos referentes às autonomias. A conclusão que tiro é que anda alguém a brincar com os Açorianos. Oh Campeões da Autonomia, depois não digam que tiveram azar ...Apre!!!!

CHÁ DAS CINCO #20

Adesão razoável = foi tão mau tão mau que nem divulgamos os números dos votantes e os respectivos resultados? Ou vão fazer uma conferência de imprensa com pompa e circunstância?

domingo, janeiro 30

É d'HOMEM #21

À atenção dos srs. Deputados Regionais:

"Continua a ser mais fácil reivindicar, discutir ou simplesmente afirmar poderes do que exercê-los. Por isso está o parlamento regional sem que fazer, ao menos no curto prazo – quando bem podia reformular, por exemplo, a actual manta de retalhos que é a disciplina do arrendamento rural. Mas não. Às armas pois, autonomistas! Às verbais, claro, que não custam mais do que expiração via cordas vocais ou dedos à solta num teclado. Não às outras, as que custam, e puxam pela inteligência – e sobretudo pela vontade."

Álvaro Monjardino, União dia 29 de Janeiro de 2004.

CHÁ DAS CINCO #19

"Os pilares desconhecidos, aqueles que cimentam e potenciam a Agricultura, o Turismo e o Investimento Externo, aqueles que representam num só conceito, QUALIDADE: são o Ambiente, a Investigação e Inovação Tecnológica, a Cooperação Inter-regional.
Nunca, como agora, foi tão decisiva uma abordagem a estas colunas do desenvolvimento, que, na minha perspectiva, quiçá sonhadora, constituem os factores de diferença que permitirão a validade da sustentabilidade económico-financeira e sócio-cultural da Região, a médio e longo prazo, evitando que a realidade estruturalmente deficitária que o país atravessa se reflicta e condicione determinantemente o futuro regional."

QUA-LI-DA-DE, a seguir na íntegra n'O BULE DO CHÁ

sexta-feira, janeiro 28

POST(AL) AUTONÓMICO #7




“(…) A defesa da Autonomia obriga, também, a que elevemos o tom das nossas discussões. Só assim poderemos conferir ao conceito e à realidade da Autonomia aquela mesma nobreza que possuem os conceitos de Democracia e Liberdade.
A extrema proximidade de alguns factos, que confunde analistas com actores, prejudica a cientificidade dos juízos. Todavia, o entendimento da autonomia obriga a que se faça a subtracção de carga sentimental ao debate. A título de exemplo, importa que nunca mais se faça a adjectivação da autonomia. Num passado algo mais distante, falou-se muito de “Autonomia progressiva”, de “autonomia tranquila”. Praticamente no presente, tem-se falado de “Nova Autonomia”, de “Autonomia cooperativa”. Deixemos cair todos estes adjectivos! Não falemos mais em “autonomia progressiva”, uma expressão que gerou desconfiança na comunidade portuguesa. Não falemos mais em “autonomia tranquila”, uma expressão que significa uma capitulação desnecessária. Não vale a pena falar de “nova autonomia”, porque importa que ela tenha raízes bem antigas. Não vale a pena falar de autonomia cooperativa, porque a cooperação tem que ser uma característica intrínseca de todo o processo autonómico. Esforcemo-nos, tão só, para que a autonomia seja sempre Regional – de todas as ilhas sem excepção – seja sempre Constitucional, isto é, que seja inscrita no texto regulador da nossa vida colectiva.(…)”


“Os sentidos de uma comemoração: da Invocação do Espírito Santo à Veneração da Autonomia”, Avelino de Meneses no dia 9 de Junho de 2003, dia da Região Autónoma do Açores.

(Porque «Autonomia» não é palavra de romance de cordel, e porque parece-me que andam por aí alguns esquecidos. Bom fim-de-semana!)

CHÁ DAS CINCO #18

Contributo do Estado da Região para o meu estado de espírito:

1- Maravilhado!
2- A sorrir!
3- A rir!
4- A gargalhar!
5- Lavado em lágrimas!
6- Surpreso!
7- Menente!
8- Estupefacto!
9- Sem palavras!

Obrigado Estado da Região por me ter esclarecido em quem NÃO devo votar dia 20!

quarta-feira, janeiro 26

CHÁ DAS CINCO #17

Tenho procurado estar minimamente atento aos órgãos de comunicação social mas, não encontrando referências expressas, uma dúvida assalta-me:

Quantas sessões de esclarecimento já promoveu o PSD/A tendo em vista o referendo de dia 29 sobre o sistema eleitoral?

POST(AL) AUTONÓMICO #6

Hino dos Açores

Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.

Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.

Para a frente!Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.


De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.

Para a frente, Açorianos!Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.


(E que tal falarem menos e trabalharem mais?)

terça-feira, janeiro 25

CHÁ DAS CINCO #16



Para não variar o homem perdeu-se nas vírgulas, esqueceu-se na história, trocou-se nos conceitos, disse o que não queria, não disse o que devia...BOLSOU, SUJOU O BABETE! AI JORGINHO...