quarta-feira, outubro 8

CHÁ QUENTE #394 (Act.)

E o mexilhão? O Banco Central Europeu, a Reserva Federal norte-americana e o Banco de Inglaterra cortaram hoje em 0,5% (no BCE de 4,25% para 3,75%) as suas principais taxas de juro de referência, numa acção conjunta que pretende acalmar os mercados financeiros internacionais. Contudo, ainda não li, ou ouvi, alguém propor uma solução para o maior problema do "povo" que tem sido as taxas comerciais e interbancárias (Euribor) estarem a ter um comportamento cada vez mais independente da taxa de referência do banco central europeu (pelo menos 1% acima). Ou seja, amigos amigos, referências à parte. Isto pode continuar muito, mas muito, negro ...

[Adenda. 09.10.08, 11.00]
Nem o Zandinga faria melhor. A taxa Euribor a seis meses, o indexante mais utilizado nos empréstimos à habitação, aumentou hoje para 5,448%, contra 5,438% de ontem, apesar do Banco Central Europeu ter reduzido a sua taxa directora em meio ponto percentual, para 3,75%

8 comentários:

Anónimo disse...

O Barata encerrou o blogue em vésperas de eleições.

Falta de oxigénio?

Papio cynocephalus disse...

o processo da SATA também deve ter tido a ver..já ninguém está a salvo

Anónimo disse...

Depois da ameaça ao Manuel Moniz o Barata ficou com medo da SATA e fez aquele "numero".
O César já lhe escreveu a agradecer.

anónimo cobarde disse...

Mas alguém ainda faz créditos para compra de habitação ?
E, também por isto, nem na actual conjuntura de quase "tanga" os governantes socialistas se dignam alterar a vergonhosa lei do arrendamento, a qual aplicam competentemente na cedência de habitações do Município de Lisboa ...

Anónimo disse...

Era bom que nesta campanha este tema do arrendamento rural, que a todos nos envergonha como sociedade civilizada, viesse a lume.

A lei do arrendamento rural actualmente em vigor, presta-se a tudo, como toda a gente sabe.

Os verdadeiros donos das terras - os rendeiros - fazem o que querem e entendem com aquilo que é dos outros:

- podem pagar uma renda ridícula, que é tabelada pelo estado à revelia das leis do mercado;
- podem não cuidar devidamente das terras, nem seguir as boas práticas agrícolas recomendadas, porque é quase impossivel fazer prova disso em tribunal;
- beneficiam de renovações de contrato automáticas por três anos, tendo o senhorio se for agricultor de esperar ou se não o for de desistir;
- podem exigir para entregarem os terrenos indeminizações mirabolantes, muito superiores ao somatório de todas as rendas que pagaram durante a vigencia do contrato;
- pela calada e com a cumplicidade da industria que compra o leite, alguns fazem sub-arrendamentos clandestinos, pagando ao senhorio uma coisa e recebendo do sub-rendeiro dez vezes mais;
- podem sub-arrendar os terrenos, mantendo animais em seu nome, e, com a cumplicidade da industria que compra o leite e do sub-rendeiro, simulam continuar a fornecer a sua produção e recebendo as ajudas disponíveis;
- ao sub-arrendarem, fogem descaradamente ao fisco, porque recebem o valor dos litros de leite que o sub-rendeiro - o pverdadeiro produtor -entregou à industria.
- tem preferencia de compra no caso de venda das terras, chantageando frequentemente o senhorio até à exaustão.
- em caso de morte, a viuva ou viuvo, se assim o entender "herda" o contrato que, mediante prova de necessidade para subsistencia, pode passar para filhos até.

Esta pérola legislativa, leva os senhorios a tomarem duas atitudes: ou aceitam e calam ou defendem-se.
No primeiro caso recebem o que o estado acha justo os rendeiros pagarem, ou seja, menos de 1% do investido, que, com as actualizações mariciais em curso, quase não dá para o imposto autárquico pagar;
- No caso do senhorio se tentar defender, arrenda de facto as terras mas simula continuar a ser lavrador, mantendo animais no seu nome e colocando com a cumplicidade do rendeiro e da industria, leite que diz da sua produção nas fábricas. À conta disto, tem direito a toda a panóplia de ajudas e subsidios disponível, socegadinho em casa.

Gostaria de conhecer a opinião dos senhores deputados que vamos eleger, ou do seu partido a propósito desta lei, que permite este "faz de conta", esta economia paralela desenfreada, esta vergonha da nossa autonomia.

O que é que pretendem fazer.
Deixar estar como está?
Alterar?
A alterar, não venham com generaliudades. Diga-se concretamente o quê?

Estevão Costa

Anónimo disse...

Mas a lei do arrendamento rural não foi recentemente alterada pela Assembleia Regional ?

Anónimo disse...

- mantem-se tudo na mesma.
Seria bom q todos meditassem sobre esta situação inadmissivel e q os partidos propusessem nos seus programas eleitorais fazer qq coisa de substancial.Há muita gente com terra arrendada q está sofrendo com esta situação.

Anónimo disse...

Mantém-se tudo na mesma ? Oh diabo! Já agora seria útil saber como votaram os partidos com assento na ALRA o recente projecto de lei (agora Lei).
Em seguida, seria também útil a constituição de uma associação de senhorios de propriedades rústicas que fizesse valer a sua opinião e interesses nos locais próprios.
Enfim, tal como acontece com a famigerada Lei das Rendas (do tempo de Salazar e que nenhum democrata de Abril ousou ainda banir) que tanto tem dado que falar e que muito contribuiu para a dimensão que a actual crise financeira vai tomar em Portugal (saía mais barato, e talvez ainda saia, comprar casa a crédito do que arrendar uma), a Lei do Arrendamento Rural privilegia o rendeiro tal como a outra beneficia o inquilino. Estes representam mais votos e daí optarem sempre pelas soluções socialistas que apresentam quase todos os partidos em Portugal.
Em suma, vivemos num Estado socialista, onde a maioria dos eleitores tem uma mentalidade socialista e os governantes são o reflexo disso. Ao nivelar por baixo as populações, é natural que os senhorios sejam sempre em menor número e estejam portanto em desvantagem "democrática".