segunda-feira, agosto 25

CHÁ DAS CINCO #265

Curiosidades: Faltam 54 dias para as eleições regionais, mas a CDU finge não perceber o que lhe aconteceu há 4 anos, já que José Decq Mota, afirma que não elegeu, nas últimas regionais, dois deputados por apenas “três décimas”, quando se sabe que entre os votos de 2000 (4829) e os de 2004 (2968) a CDU teve uma queda de quase 2000 votos...

6 comentários:

Anónimo disse...

O que JDM queria dizer é que, foi por apenas três décimas que a CDU ficou sem representação parlamentar.

Mas os tempos mudaram e os últimos resultados eleitorais apontam na outra direcção.
Há muito mais descontentamento de esquerda com as políticas seguidas pelo PS, também na Região.
A CDU é uma força renovada, unida, forte, com uma nova liderança e com uma abordagem diferente dos eternos PS e PSD.
Para já não falar na nova lei eleitoral que fará com que (finalmente!) todos os votos contem, afastando as falsas bipolarizações, mesmo ilha a ilha e dando crescente confiança nas pessoas que estas eleições são uma hipótese de mudar alguma coisa.

Acho que muita gente irá ficar espantada com o resultado da CDU!

gm disse...

Caro anónimo, o que as declarações de JDM querem significar é que continua a não assumir a responsabilidade na derrota de há 4anos.
E mais me permitem considerar, integradas pelo seu comentário, que entende que se a CDU, com o novo sistema eleitoral, eleger apenas um deputado (o mesmo que elegeria há 4anos se já existisse círculo regional) tratar-se-á de uma derrota política. Penso que o Aníbal Pires deve ter percebido isso tão bem quanto eu.

Anónimo disse...

Pois é!
Nem sequer é pragamtismo é mesmo o "simplismo" da análise política do GM e a sua tendência para escamotear o que pode ser diferente nas próximas eleições.
Mais reflexão precisa-se!
A vida, como a política não é só uma conta de merceeiro a duas colunas (deve e haver). Os resultados eleitorais (vitórias ou derrotas não são atribuíveis apenas a uma pessoa).
O GM continua sem surpreender ninguém.
Está alinhado! Numa suposta independência que é apanágio de quem não faz da coragem um culto e não a reconhece como uma virtude.
Enfim!
às cinco prefiro, mesmo é o chá da Gorreana.

gm disse...

Um anónimo a argumentar com coragem não deixa de ser hilariante.
Não se amofine mais, até porque me conforta saber que é dos simples o reino dos céus...

Aníbal Pires disse...

Caro Senhor,
Tem razão! É parodoxal que anonimammente se coloque em causa a coragem de outros. Mas já pensou que provavelmente isso está directamente relacionado com a qualidade da nossa vida democrática.
Venho ao seu espaço sempre que o meu nome aqui é pronunciado. Não por vaidade mas pela atenção que dedico ao que sobre a mim e a força política que represento se vai dizendo. Quer na blogosfera quer na imprensa regional.
Vejo que ganhei importância no seu espaço pois quando à uns anos me referenciou foi com o intuito de minimizar, não a mim, é claro, mas ao PCP e à CDU Açores.
Hoje reparo que já me reconhece, sempre na condição do que represento, e que até já faz premonições e juízos sobre os resultados eleitorais de Outubro.
É bom sinal e a prova que por mais que se procure escamotear e até ignorar o PCP e a CDU Açores a verdade é que isso não é possível.
Quanto ao que foi dito pelo(a) anónimo(a), bem vistas as coisas tem toda a razão no que concerne ao que foi escrito por si.
Quanto à sua coragem não me pronuncio, como é óbvio.
Boa noite,

Aníbal Pires

gm disse...

Caro Aníbal Pires,

agradeço a sua participação neste espaço e aproveito para esclarecer o seguinte:
a) Continuo a defender que o anonimato é uma problema de personalidade e não de democracia;
b) Que me lembre as minhas referências à CDU, e a si, neste espaço são residuais e feitas identificando-o como líder da CDU. Aliás nem noutra condição o poderia deixar de o fazer;
d)No caso concreto falei de uma acção da CDU como tenho vindo a falar de outras forças partidárias nesta pré-campanha eleitoral;
e)Não tenho qualquer especial cuidado pela CDU e sei "in loco" o que "vale" se for representação parlamentar;
f) Permita-me a liberdade e legitimidade de analisar as declarações do José DecMota e de lhes retirar consequências;
g) Permita-me a liberdade e legitimidade de considerar que a CDU, tal como a maioria dos pequenos partidos políticos, parece não ter sabido tirar vantagem do potencial que representa o circulo regional de compensação.

Quanto ao mais, as palavras ficarão com quem as profere.

Sempre ao dispor

Guilherme Marinho